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Mostra Sonora Brasil chega a João Pessoa, Campina Grande e Guarabira

Mostra Sonora Brasil chega a João Pessoa, Campina Grande e Guarabira

21/08/2015 21h01Atualizado há 5 anos
Por: Nailson Júnior
O maior projeto de circulação musical do país chega mais uma vez à Paraíba. O Sesc realiza, entre os dias 24 e 28 de agosto, o Sonora Brasil 2015, nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Guarabira. Em sua 18ª edição, o projeto apresenta o tema Sonoros ofícios – Cantos de Trabalho, apresentando o canto como expressão musical relacionada às atividades laborais. Em Campina Grande, as apresentações acontecem no Cine-Teatro do Sesc Centro, entre os dias 24 e 27. Na capital, a Usina Cultural Energisa é o palco do evento de 25 a 28. Já em Guarabira, a unidade do Sesc recebe as apresentações nos dias 27 e 28 de agosto. A entrada é gratuita e aberta a quaisquer interessados. A ação é uma realização do Sesc Paraíba em parceria com o Departamento Nacional da instituição. Nesta edição, quatro grupos representam formas tradicionais relacionadas a trabalhos rurais: Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa (AL), Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA), Quebradeiras de Coco Babaçu (MA) e o Grupo Ilumiara (MG), formado por músicos pesquisadores, apresenta repertório recolhido em pesquisas sobre diversas vertentes do tema. O canto de trabalho é um fato social presente na cultura brasileira e ainda vigente em alguns estados, concentrados, principalmente, na região Nordeste, tanto no ambiente rural quanto no urbano, com registros que confirmam a sua existência já no século 18. O projeto Sonora Brasil busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a autenticiade sonora e a qualidade das obras e de seus intérpretes. Para mais informações sobre o projeto, os interessados podem entrar em contato através do número (83) 3208-3194.   Confira a programação:   João Pessoa (Usina Cultural Energisa, 20h) 25/08 – Grupo Ilumiara (MG) 26/08 – Grupo Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA) 27/08 – Grupo Quebradeiras de Coco Babaçu (MA) 28/08 – Grupo Destaladeiras de Fumo e Mestre Nelson Rosa (AL)   Campina Grande (Sesc Centro, 20h) 24/08 – Grupo Ilumiara (MG) 25/08 – Grupo Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA) 26/08 – Grupo Quebradeiras de Coco Babaçu (MA) 27/08 – Grupo Destaladeiras de Fumo e Mestre Nelson Rosa (AL)   Guarabira (Sesc Guarabira, 20h) 27/08 – Grupo Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA) 28/08 – Grupo Quebradeiras de Coco Babaçu (MA)   Os grupos: As Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa é um grupo formado por cinco mulheres da região de Sítio Fernandes, município de Arapiraca, na zona rural do agreste alagoano, e Nelson Rosa, mestre de coco de roda reconhecido como patrimônio vivo do estado de Alagoas. O cultivo do fumo foi a principal atividade econômica por mais de cinco décadas em Arapiraca, as mulheres trabalhavam horas a fio sentadas no chão nos “salões de fumo”, destalando e selecionando as folhas ao som de cantigas entoadas para espantar o sono durante as madrugadas. As cantadeiras do sisal são mulheres que trabalharam por muito tempo nas várias etapas de produção da fibra, desde o plantio até a fabricação dos produtos derivados, e que hoje são artesãs, ofício que aprenderam a partir de projetos desenvolvidos na região com o objetivo de criar alternativas de trabalho para as mulheres que desenvolviam atividades pesadas e mal remuneradas no ciclo de produção do sisal. Ailton Aboiador e Ailton Jr., pai e filho, são aboiadores reconhecidos na região. O pai trabalhou por muitos anos na lida com o gado, transportando boiadas pelos campos do semiárido baiano. Quebradeiras de Coco Babaçu é um grupo formado por oito mulheres que trabalham na quebra do coco babaçu desde a infância e hoje também exercem o importante papel de liderança na defesa e valorização do trabalho das quebradeiras, na preservação e na garantia de acesso às áreas de ocorrência da palmeira do babaçu. O grupo Ilumiara é formado por cinco músicos da cidade de Belo Horizonte (MG) que também atuam como pesquisadores, sendo o único dos quatros grupos que não está relacionado a uma prática de tradição. Além das músicas apresentadas, o grupos traz em seu espetáculo a contextualização histórico-social das cantos de trabalho no Brasil. O grupo interpreta vissungos, cantigas de ninar, canto de lavadeiras, entre outros, em arranjos elaborados a partir de uma visão estética contemporânea.
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