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Caso comum de trânsito

“Quando você, usando da sua soberba, anda a beber e correr pela cidade, não é um caso comum. Abalroar um trabalhador, enquanto este exerce sua fiel obrigação de ofício, não é um caso comum. Ademais, o veículo abalroado fazia transporte por aplicativo e, caso estivesse transportando passageiros, o número de vítimas seria maior”

03/04/2024 às 15h31
Por: Nailson Júnior Fonte: Edson de França
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Comportamento & trânsito
Comportamento & trânsito

“Quando você, usando da sua soberba, anda a beber e correr pela cidade, não é um caso comum. Abalroar um trabalhador, enquanto este exerce sua fiel obrigação de ofício, não é um caso comum. Ademais, o veículo abalroado fazia transporte por aplicativo e, caso estivesse transportando passageiros, o número de vítimas seria maior”.




Não, meu amigo, não é mais um “caso comum de trânsito”, como cantaria o cearense Belchior. Nada disso. Quando se transforma um Porsche em máquina de matar*, não é um caso comum. Quando você, valendo-se da potência do veículo, desrespeita a quilometragem estipulada para uma via pública, não é um caso comum. 

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Quando você, usando da sua soberba, anda a beber e correr pela cidade, não é um caso comum. Abalroar um trabalhador, enquanto este exerce sua fiel obrigação de ofício, não é um caso comum. Ademais, o veículo abalroado fazia transporte por aplicativo e, caso estivesse transportando passageiros, o número de vítimas seria maior.

Enfim, caso excepcional de trânsito, parceiro. O comum foi a alma do jovem condutor não ter abandonado o corpo. Para ele, só há perda de bens materiais. Bem recuperáveis, é bom que se frise. De comum, a condição de armar uma defesa consistente, capaz até de pôr a culpa na vítima. Certamente acusando-a de atrapalhar o trânsito com sua máquina lenta. De comum, enfim, a impunidade. 

De comum, a negligência com que o sistema trata esses casos. De comum, o mínimo peso na consciência que o envolvido e familiares manterão. De comum, o possante novinho em folha que, daqui a pouco, ele voltará a exibir pelas ruas da cidade. Provavelmente, da mesma forma irresponsável e violenta. Ou seja, exercitando o fetiche ligado ao automóvel, qual seja, poder, virilidade, infalibilidade e, mais, certeza da impunidade. 

O Porsche, não a marca, mas os homens que dominam a máquina são contumazes veículos da morte. Até a velha Paraíba já teve seus episódios, aqueles a que a mídia, que tudo lembra, jamais toca. Não há #tbt para esses casos, sobretudo, quando o responsável é filho da casa de publicações.

* Esta semana, Fernando Sastre de Andrade Filho, 24, bateu seu Porsche a 130 km por hora no veículo de Ornaldo da Silva Viana, 52, que morreu a caminho do hospital, em São Paulo. Fernando não fez teste do bafômetro mesmo mostrando sinais de embriaguez e foi levado do local pela mãe com o pretexto de ir ao hospital fazer exames, o que não aconteceu. Dias depois ele se apresentou à polícia e foi liberado.

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