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Complexo de Patos teve 1505 internações por Covid e mais de 1000 altas

De acordo com o relatório de gestão da unidade, que contabilizou os dados referentes as internações nos últimos doze meses,

05/04/2021 17h32
Por: Nailson Júnior
Fonte: News Comunicação

 

            Entre março de 2020, quando começou a atender pacientes sintomáticos respiratórios no setor de isolamento Covid, e o último dia 31 de março, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já internou 1505 pessoas suspeitas ou com diagnóstico comprovado de coronavírus e deu alta a 1018 pacientes. O pico de internações se deu no mês passado, quando 198 pessoas foram internadas na unidade, que é referência para casos de Covid-19 no sertão do estado. Neste mesmo mês, o Complexo registrou o maior número de altas (115) e também de óbitos com 83 mortes por complicações respiratórias decorrentes do coronavírus. “O pico máximo de internações altas e óbitos foi em março último, não apenas no Complexo, mas, em todo o país, quando se observou um grande aumento no número de casos de internação, inclusive, com recorde de óbitos, infelizmente”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

 

             De acordo com o relatório de gestão da unidade, que contabilizou os dados referentes as internações nos últimos doze meses, o número de altas em relação aos 1505 atendimentos, neste período, ficou em 68% e o percentual de óbitos em 32%. “Não podemos comemorar esses dados porque não devemos esquecer que 488 vidas se foram, mas os dados nos mostram que, efetivamente, mais que dobramos as altas em relação aos óbitos. O ideal seria que não tivéssemos nenhum óbito, mas a Medicina, apesar de todos os avanços, também tem seu limite. O fato é que embora numa pandemia e com os óbitos que ocorreram não haja motivos para festejar, saber que acolhemos e conseguimos tratar 1018 pacientes, dos 1505 que estiveram conosco, já é um alento muito grande”, destaca Francisco.

 

O médico Pedro Augusto, que desde o ano passado atua na linha de frente do setor de isolamento Covid do Complexo, e que estava de plantão no dia e assinou a alta de número 1000 do setor, lembra que chegar a essa marca foi um marco para todos os envolvidos no atendimento com os pacientes de Covid. “Não deixa de ser uma vitória chegarmos a esses dados, embora não haja comemoração quando se trata de uma doença que está matando muita gente, mas chegar as 1000 altas e constatar que o percentual de altas é muito superior e mais que o dobro de óbitos, nos dá a certeza e a consciência de que estamos lutando contra essa doença e vencendo na maior parte dos casos, mas também nos traz muita reflexão, medo e preocupação porque a gente constata a dimensão desta doença aqui em nossa região”, disse Dr. Pedro. Para o médico, a experiência de vivenciar todo esse processo traz muitas lições. “A gente vê pessoas que entram e não se despedem de suas famílias, outros que conseguem superar a doença, felizmente, em maior número, pacientes idosos e com comorbidades que superam, outros adultos jovens que não resistem e isso tudo assusta”, afirma ele.

 

Dr. Pedro lembra ainda a importância das pessoas redobrarem o cuidado, mantendo-se vigilantes, usando máscaras, fazendo uso do álcool gel, evitando aglomerações. “A gente percebe que a doença é cíclica e que quando as pessoas se descuidam mais, poucos dias depois a gente começa a observar o aumento exponencial dos casos no setor. Mesmo com  o aumento dos leitos do hospital, da UPA de Patos, se a população não tiver consciência, esses leitos serão rapidamente ocupados como já estão agora, quando atingimos 100% de nossa ocupação de UTI Covid”, alerta Dr. Pedro.

  

Balanço Covid Complexo

 

 Em março de 2020, o Complexo realizou 82 internações com pessoas sintomáticas respiratórios no setor Covid, deu 55 atlas e registrou 27 óbitos. Em abril, do dia 1º ao dia 30, foram atendidas 130 pacientes no isolamento, com 104 altas e 26 óbitos. Em maio, entre os dias 1º e 31, ocorreu um pico de atendimentos com um total de 146 internações, 99 altas e 47 óbitos. Em junho, do dia 1º ao dia 30, foram mais 122 internações, com 74 altas e 49 óbitos. Em julho, do dia 1º ao dia 31, 124 pessoas foram internadas no setor Covid com problemas respiratórios, com indicação ou comprovação da Covid-1, 84 tiveram alta e 40 morreram. Em agosto, do dia 1º ao dia 31, 115 pacientes foram internados, 74 com seguiram se curar e 41 faleceram.

 

Os dados de 1º a 30 de setembro de 2020 apontam que 76 pessoas foram internadas, 52 tiveram alta e outras 24 morreram por complicações da doença. Do dia 1º de outubro ao dia 31, ocorreram 36 internações no isolamento Covid, 33 tiveram alta e outras três faleceram, sendo esse o mês de menor número de atendimentos entre os doze meses de serviços do setor Covid da unidade. Do dia 1º ao dia 30 de novembro, ocorreram 88 internações, 63 altas e 25 registros de óbito. Entre os dia 1º e 31 de dezembro, foram 133 internações, 89 altas e 44 óbitos.

 

Entre os dias 01 e 31 de janeiro, foram 124 internações, 85 altas e 39 óbitos. Em fevereiro, entre os dias 1º e 28, foram registrados 131 internações, 91 altas e 40 óbitos. Em março último, o mês de maior registro em todos os três parâmetros, o setor de isolamento Covid do Complexo teve 198 internações, 115 altas e 83 mortes.

 

           “As medidas restritivas de circulação e de funcionamento do comércio, empresas e empreendimentos nos últimos 15 dias, por causa dos decretos do Estado e municípios, devem ter contribuído para reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, isso deverá se refletir nos próximos dias na redução do número de infectados. Essa é, pelo menos, a expectativa das autoridades sanitárias e a nossa, mas é preciso que a população não relaxe mantendo os cuidados e medidas preventivas, como o uso de máscaras, a higienização constante das mãos e a obediência ao distanciamento seguro entre as pessoas pode ajudar a reduzir o contágio. A nossa preocupação é que não adoeça tanta gente, num mesmo tempo, porque a capacidade de atendimento das unidades de saúde é limitada”, reitera Francisco Guedes, lembrado que o Complexo tem 32 leitos de UTI e outros 32 leitos de enfermaria Covid e que o Hospital Noaldo Leite que funciona, atualmente, como um anexo do Complexo no suporte ao atendimento de pacientes com coronavírus, tem mais cinco leitos de UTI e outros 12 de enfermaria clínica Covid

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