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Covax enviará 26 milhões de vacinas para a América Latina, nos próximos 3 meses

De acordo com a lista de distribuição publicada pela GAVI, 18 países latino-americanos estão entre os 142 que receberão as primeiras 237 milhões de doses que a Covax administrará nos próximos três meses.

24/03/2021 15h29
Por: Nailson Júnior
Fonte: viveenbuenosaires.com

Entre março e maio de 2021, o programa Covax Facility, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela GAVI Vaccine Alliance para distribuir imunizantes para a Covid-19 em todo o mundo, vai enviar 26 milhões de vacinas para países da América Latina, em sua grande maioria da Oxford /AstraZeneca.

De acordo com a lista de distribuição publicada pela GAVI, 18 países latino-americanos estão entre os142 que receberão as primeiras 237 milhões de doses que a Covax administrará nos próximos três meses.

A Colômbia, que foi o primeiro país da região a receber um lote dessas vacinas no início de março,receberá mais de dois milhões de doses até maio. No entanto, os países latino-americanos que terão acesso a mais vacinas por meio desse programa serão o Brasil (9,1 milhões) e o México (5,5 milhões).

A Argentina receberá 1,9 milhão de doses; o Peru, 1,2 milhão; o Chile, 818.000; o Equador, 756.000; a Bolívia, 672.000; o Paraguai, 304.000; e o Uruguai, 148.000. A Venezuela não consta na lista de distribuição porque “os dados não são muito claros”, mas terá uma cota, disse o diretor-executivo da GAVI, Seth Berkley.

Na América Central, os beneficiários do programa serão Costa Rica, que receberá 218.000 doses até maio, El Salvador (225.000), Guatemala (724.000), Honduras (424.000), Nicarágua (432.000) e Panamá (184.000).

No Caribe, a República Dominicana terá 463.000 doses, enquanto Cuba não receberá porque decidiu não aderir à Covax, explicou Berkley. 

Distribuição global

Os países que receberão mais de 10 milhões de doses cada são nações em desenvolvimento com grandes populações. Até maio Bangladesh, Indonésia, Nigéria e Paquistão, por exemplo, terão acesso à essas doses para imunizar as suas populações.

Gana, na África, foi um dos primeiros países do mundo a receber vacinas através desta plataforma solidária, que também já enviou os imunizantes para Angola, Camboja, Nigéria e República Democrática do Congo.

“Este programa de distribuição mudará o curso da pandemia e a forma como as emergências de saúde são respondidas”, disse o Diretor-Geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva sobre o que já é considerado a maior e mais complexa operação global de imunização na história.

A Covax tem a meta de distribuir pelo menos 2 bilhões de doses até o final de 2021, sendo que 1,3 bilhão delas serão destinadas para as nações mais pobres do planeta.Berkley disse que este número, inicialmente projetado, poderia aumentar para 2,5 bilhões de doses (1,8 bilhão para países em desenvolvimento).Fazem parte da plataforma 190 países, dos quais 100 colaboraram para o seu financiamento, enquanto as 90 economias mais pobres não terão que pagar pelas vacinas que lhes são atribuídas. Bolívia, El Salvador, Honduras e Nicarágua são países da América Latina incluídos neste grupo com zero investimento.Farmacêuticas parceiras do programa Embora a maioria das vacinas do consórcio Covax Facility que estão começando a ser enviadas sejam da Oxford / AstraZeneca – a maioria fabricada por seu parceiro, o Serum Institute of India – mais de 1,2 milhão de doses são desenvolvidas pela Pfizer / BioNTech, e também serão distribuídas até maio.Parte dessas últimas irão para a Colômbia, na América Latina, que receberá 117.000 doses; El Salvador (51.000), Bolívia (92.000) e Peru (117.000). Berkley anunciou que as farmacêuticas norte-americanas Johnson & Johnson, que doará 500 milhões de doses, e Novavax, que assinou um acordo de princípio para 1,1 bilhão de doses, em breve irão cooperar com a Covax.

A lista inicial de beneficiários não inclui grandes produtores de vacinas anticovid, como os Estados Unidos, Reino Unido, China ou Rússia, nem quaisquer países da União Européia que tenham contribuído financeiramente para a Covax.

A razão é que a maioria dos países desenvolvidos optou por adiar voluntariamente o recebimento das doses, por meio de contratos firmados diretamente com os produtores, o que lhes permitiu estar entre os primeiros a receber os imunizantes. Desta forma, estes países permitem que as vacinas Covax sejam enviadas com prioridade para nações que receberam pouca ou nenhuma dose.

Os únicos países doadores ricos da Covax que pediram para receber vacinas nesta primeira rodada foram Canadá, Nova Zelândia, Mônaco e Coréia do Sul.

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