Um peso!

Da vértebra dos noticiários

Por várias vezes, no decorrer da pandemia, o presidente JB se reuniu, pontualmente, com dois públicos.

Edson França

Edson FrançaNas Entrelinhas

17/03/2021 16h26Atualizado há 8 meses
Por: Nailson Júnior
Fonte: Edson de França

Por várias vezes, no decorrer da pandemia, o presidente JB se reuniu,

pontualmente, com dois públicos. O povaréu dos rincões do nordeste e os

produtores rurais do Centro sul. Com os primeiros fez reuniões a céu aberto,

quando da inauguração de cacos de obras e, como é de sua natureza, ignorou

todas as recomendações sanitárias de uso de máscaras e distanciamento

social. Com isso talvez quisesse exortar o povo a também ignorar as medidas

de prevenção contra a Covid-19 e correr para trabalho, sob sóis a pino e vírus

galopante a fora.

Duas medidas!

Para o segundo grupo, os capitães do agrobusiness, as reuniões

acontecem sempre em ambientes climatizados, onde não se dispensa os

coffee breaks e a água mineral de boa procedência. A esses, a pauta

presidencial reservou, sempre, um pomposo “parabéns” pelo setor não

paralisar o Brasil durante a pandemia. Mas vem cá, salvo minha ignorância

vértebra, penso que o agro é um dos setores que menos propenso a promover

aglomerações em sua base produtiva. Bem diferente, creio, do comercio

urbano (mesmo o de produtos agro), do meio industrial e de algumas áreas dos

serviços. Desconhecimento, equivoco ou má fé explicam os parabéns do JB. X

para as três opções.

Descrédito a galope!

Além das lamentáveis perdas de vidas humanas, a pandemia de Covid-

19, vai debilitar, em menor ou maior grau, muitos setores. Ao menos, quero

crer, servirá para lembrar e conscientizar a muitos que o elemento gente é o

motor real de todo engenho humano. Um desses setores a saírem

chamuscados da crise, certamente, serão os planos de saúde. Já se percebia,

há tempos, certo descrédito quanto a sua eficácia. A pandemia esta agindo

para aprofundar a desconfiança. A redução da renda para motivar o

desligamento de muitos. Cada vez mais, diante do colapso anunciado, a

população intui os planos de saúde como planos de vida. Enquanto menos se

precisar de sua cobertura e assistência, mantendo-se saudável, melhor para a

sobrevivência dos planos. Cuida-te que o plano cuidará de ti.

Sandice em massa!

Hoje o noticiário internacional dá nota sobre o assassinato de mulheres

em spas, casas de massagem, nos Estados Unidos. O intrigante dos tristes

episódios, segundo os relatos, é a origem das vitimas: todas de origem

asiática. Analistas atribuem, ate mesmo seguindo uma das linhas de

investigação policial local, que esses casos podem ações residuais do discurso

 

xenofóbicos do ex-presidente Trump (o homem do topete amarelo) em sua

pregação sobre o tal vírus “chinês”. Compreensível. Um líder deve saber do

alcance de suas palavras. Talvez sua fala não repercuta nem crie eco dentro

de sua casa, junto aos seus. Uma vez propagada sempre acabará caindo num

terreno baldio e vagabundo, propenso a executar ações homicidas por uma

causa que às vezes nem busca saber os porquês.

 

Ensandecidos se atraem

Palavras desequilibradas ativam os mecanismos da insanidade coletiva

e individualizada. Pode parecer expressão carregada, puro senso comum, mas

a palavra percutida às avessas, geralmente encontra com quem se afine.

Como uma ordem de comando lançada ao cérebro de forma intempestiva e

violenta. Mal comparando, como uma ordem de serviço vocalizada no ouvido

de um recruta. Não há espaço/tempo para reflexão. O terreno é extremamente

fértil no vazio das mentes dos insanos, onde é possível o concerto afinadíssimo

entre os ideais, princípios, preconceitos, desvios, reacionarismos e dogmas

sociais de quem emite e quem recebe mensagens.

por Edson de França (Jornalista, cronista e poeta)

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