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8 DE MARÇO

Pandemia: mulheres são mais afetadas por transtornos da mente; 40% desenvolveram depressão e 34,9% ansiedade

Conforme a pesquisa, 40,5% afirmaram ter sintomas de depressão, 34,9% transtorno de ansiedade e 37,7% de estresse.

Nailson Junior

Nailson JuniorCrônicas PBNews

08/03/2021 11h34Atualizado há 1 mês
Por: Nailson Júnior
Fonte: Assessoria

Um estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) entre os meses de maio e junho de 2020 com homens e mulheres dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal mostrou que foram as mulheres que tiveram a saúde mental mais afetada nessa pandemia. Conforme a pesquisa, 40,5% afirmaram ter sintomas de depressão, 34,9% transtorno de ansiedade e 37,7% de estresse.
 
Neste 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a psicóloga do Sistema Hapvida em João Pessoa, Michelle Costa, afirma que este panorama é caracterizado pelo “aumento de emoções ruins, de pensamentos perturbadores, catastróficos, irrealistas e alterações fisiológicas acarretando assim, outros problemas”.
 
A pesquisa ouviu três mil voluntários e foi conduzida pela equipe do neuropsicólogo Antônio de Pádua Serafim, do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP).
 
Indo além do cenário que colocam as mulheres como mães, esposas e que possuem uma profissão, há ainda uma preocupação com as que desenvolvem sofrimento psíquico por serem sozinhas, sem filhos e marido. “O fator da possível solidão ou o pensamento de não ter para quem viver, ou seja, não ter quem cuidar, se dedicar ou ser cuidada, pode acarretar transtorno psíquico”, assegura.
 
Nesse sentido, a psicóloga sugere que o ideal é tentar apreciar a própria companhia, ter um animal de estimação, dedicar-se a si mesma, fazer atividades prazerosas, dentro desse panorama do isolamento. Já para as que possuem filhos e diversas outras atribuições, o interessante é tentar mentalizar que, a opção em ajudar os filhos pode ser uma atividade prazerosa, que irá aproximá-los, estreitando as relações familiares. “Deve-se tornar essa prática da troca de experiências como algo leve, divertido, sem o rigor da obrigação”, orienta.
 
Flexibilização – A especialista Michelle Costa reforçou que essa situação que vem sendo enfrentada por milhares de brasileiras pode contar com o apoio e compreensão das empresas onde atuam. “Empresas que já adotaram o home office, por exemplo, podem promover intervalos para que esta mulher possa dedicá-los ao repouso e autocuidado. Outra opção, seria a flexibilização dos horários a serem trabalhados e premiação para as colaboradoras”, exemplifica.
 
Alerta – A psicóloga do Sistema Hapvida acrescenta que diante do quadro de transtorno mental é importante reconhecer que emoções são sentimentos normais, que podem ser administrados sem deixar que os níveis se elevem a ponto de desencadear um desequilíbrio. “Deve-se observar os tipos de pensamentos e se estão distorcidos da realidade, exagerados ou catastróficos. Deve-se, ainda, procurar ajustá-los com base em dados reais e, se for preciso, buscar ajuda profissional”, finaliza.

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