Auxílio Emergencial

Governo estuda prorrogar o Auxílio Emergencial até fim do ano

Auxílio Emergencial pode ter 6ª, 7ª e 8ª parcelas se governo prorrogar o benefício até dezembro. Três parcelas adicionais devem ter valor reduzido.

05/08/2020 14h54Atualizado há 1 mês
Por: Nailson Júnior
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

O governo federal está avaliando a possibilidade de prorrogar o Auxílio Emergencial até dezembro de 2020. A informação foi apurada pelo jornal O Estado de S. Paulo junto a equipe econômica de Jair Bolsonaro e divulgada na última segunda-feira, 03 de agosto. O Auxílio Emergencial foi criado pelo governo em abril para garantir a ajuda de R$ 600 ou R$ 1.200 a trabalhadores informais inscritos no CadÚnico, MEIs, contribuintes individuais, desempregados e beneficiários do Bolsa Família.

De acordo com informações do Estadão, existe a chance do benefício ser prorrogado por mais três parcelas (outubro, novembro e dezembro) com valor reduzido. Ainda não foi decidido de quanto seriam as novas parcelas, mas uma opção é reduzir de R$ 600 para R$ 200 o valor de cada uma.

A redução no valor do benefício já havia sido defendida nas discussões que antecederam a primeira prorrogação do Auxílio Emergencial. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe manifestaram diversas vezes a intenção de reduzir de forma gradual o pagamento do benefício e a divisão da 4ª e 5ª parcelas em quatro pagamentos chegou a ser cogitada. No fim, o governo decidiu por manter o valor em R$ 600 evitando ter que passar pela aprovação do Congresso, o que deve ocorrer caso prossiga com a ideia de reduzir o valor das próximas parcelas.

Inicialmente, segundo fontes da equipe econômica, o plano era substituir o Auxílio com um novo programa social chamado Renda Brasil. No final de julho o programa voltou a ser comentado após o ministro Paulo Guedes anunciar o valor que deve ser pago pela nova iniciativa. Segundo Guedes, o Renda Brasil beneficiará cerca de 36 milhões de brasileiros com um valor entre R$ 250 e R$ 300 por mês. Agora, o início das discussões sobre uma nova prorrogação do Auxílio aponta que o Renda Brasil pode não ser finalizado ainda este ano.

“O auxílio vai começar a descer e vai aterrissar no renda básica. Vai juntar o abono salarial, o Bolsa Família, mais dois ou três programas focalizados e vai criar o Renda Brasil. E vai ser acima do Bolsa Família. Amplia a base, são os 26 milhões do Bolsa Família mais os 10 milhões de brasileiros que eram invisíveis. E vamos ampliar também a cobertura”, destacou Guedes em entrevista no mês de julho.

Segundo o Estadão, a prorrogação do Auxílio Emergencial também favorece o crescimento da popularidade de Bolsonaro em regiões como Norte e Nordeste, que contam com a maior parcela de beneficiários atingidas por programas como o Bolsa Família. No mês de junho, a ajuda social chegou a 7.096.522 de famílias no Nordeste, região com maior número de brasileiros que receberam o auxílio de R$ 600 nestes últimos quatro meses.Auxílio Emergencial até dezembro? Governo estuda prorrogar benefício até fim do ano

Auxílio atingiu 126 milhões de brasileiros

O Auxílio Emergencial começou a ser pago em abril e até o momento alcançou mais de 126 milhões de forma direta ou indireta. Segundo a Dataprev, este número é composto por 66,9 milhões de cidadãos considerados elegíveis para receber o benefício e 59,3 milhões que são membros de suas famílias.

Ao todo R$ 254,4 bilhões foram destinados ao pagamento das 5 parcelas para os aprovados. O benefício teria duração de três meses mas foi prorrogado por mais duas parcelas e será pago até setembro para os beneficiários que começaram a receber em abril. Para os que receberam a 1ª parcela em julho as quatro parcelas restantes serão pagas até o final de novembro.

No último domingo (2) ao falar sobre o auxílio emergencial Bolsonaro criticou governantes que defendem que o auxílio seja permanente. “Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador que quebrou seu estado, está defendendo agora o [auxílio] emergencial de forma permanente. Só que, por mês, são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil“, disse o presidente.​

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