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Dólar em alta – cuidado!

Dólar em alta – cuidado!

13/04/2020 14h20 Atualizada há 4 meses
Por: Valter Nogueira

O dólar está em alta no mercado brasileiro, mas pode ser uma bolha a estourar
em breve. Por ser, ainda, uma moeda valorizada do mercado global, muita
gente fora dos Estados Unidos passou a comprar dólar para guardar em casa,
como que reservas seguras ante as instabilidades econômicas em seus países.
Nesse caso, o dólar deixa de ser dinheiro e passa a ser mercadoria de alto
valor.
Mas, se, de repente, há uma crise nos Estados Unidos, e todo mundo precisar
vender os dólares que guardam em casa? O primeiro cenário à vista seria,
inevitavelmente, a oferta superior à demanda.
Esse quadro já foi visto pelos brasileiros, em 1990, quando o governo do
presidente Fernando Collor de Melo zerou o câmbio e congelou, nas contas
bancárias, parte do dinheiro dos cidadãos. À época, a paridade entre as
moedas ficou de um para um. Isto é, um cruzeiro valia um dólar.
Queda livre
Antes do plano Collor, o dólar voava em céu de brigadeiro, estava nas alturas.
Mas, de um dia para o outro, a coisa mudou: um dólar passou a valer um
cruzeiro. E a coisa ficou pior, a moeda americana baixou ainda mais.
Sem dinheiro no bolso, devido ao congelamento, muita gente foi obrigada a
lançar mão dos dólares que guardava; precisavam vendê-los para honrar
compromissos. Porém, não encontravam compradores.
O cidadão saia às ruas para vender os seus dólares, mas só encontrava
pessoas na mesma situação; querendo também vender a moeda americana. E
quando isso acontece, quanto vale essa mercadoria? Nada, ou quase nada.
À época, a moeda brasileira nunca foi tão valorizada! A lição que fica é a
seguinte: quando um produto está em alta, é recomendável dar um tempo, não
sair às pressas à procura dele – o preço pode cair, adiante.
Economia & Atitude
A economia tem suas nuances, mas, ao final, é a atitude do povo que
determina as altas e baixas nos preços dos produtos, o que influi nos ciclos
econômicos. Não é preciso ser nenhum expert no assunto para saber, ao
menos desconfiar, que a lei da oferta e da demanda (procura) é a força
reguladora do mercado.
O protesto pacífico – e não outro - será sempre o melhor remédio para derrubar
a alta de preços.
A redução do consumo, por exemplo, é um modo de protestar pacificamente;
compre apenas o essencial. Na feira livre, se a oferta de frutas for maior do que
a procura, ou se, por algum motivo, diminuir o número de fregueses no
mercado, o vendedor terá que baixar o preço de seus produtos, sob pena de
perder tudo.

O inverso é verdadeiro. Ou seja, se muita gente corre atrás de um produto,
este alcançará alto valor.

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