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A ENCANTADA VOZ DO CORDEL

A ENCANTADA VOZ DO CORDEL

13/12/2018 10h07Atualizado há 2 anos
Por: Nailson Júnior

Poesia é voz e canção, mote e criação. Verve e estrofe, lua e rebento, ladainha e inspiração. Também pode ser semelhante ao som de vibrantes cordas e de outras notas que iluminam e flutuam ao redor do violão. Versos e rimas, martelos e galopes. Sol pardo e agateado, céu azul aveludado. Clamor em sextilhas do mesmo cordel, valor dos estribilhos em alado corcel. Brado e feição cabocla dos sete mares e das mil estrelas. Gaivotas pratas, de patas amarelas, gravam e contemplam os ventos do tempo com suas orelhas vermelhas. Saber e compreender quais as flores e as cores que desenham os horizontes e os humores de cada poema é o mesmo que esboçar aquarelas bordadas com as escolhidas liras de todas as horas. Ser do sertão e da caatinga, ouvir recentes e antigas cantigas. Tão pardo coração, tantas e quantas forem as vezes e as vozes da emoção. Cantoria é muito mais que alegria e consideração. No canto e no olhar da gente, sempre tecendo um novo repente. Igualzinho a esse descortinado improviso dos merecidos bardos Marconi Araújo e Sander Lee, que desafiam os dias de cada dia com a irmanada e encantada viola de Beto Cajá. Iguais às mesmas vozes de outros mestres que também sabem encantar, quanto a Fábio Mozart, Sander Brown, Dalmo Oliveira da Silva, Chico Mulungu e Thiago Alves. Vibrantes representantes da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. É peleja para ninguém botar defeito. Feito o amor que cada um tem guardado bem próximo às palavras do coração. Juca Pontes

ZEZITA MATOS 

E SUAS BELAS MOLDURAS 
BORDADAS EM POESIA

MANHÃ

Flutuam
tâmaras:

amoras
afloram.

Claros pingos do orvalho flutuam no sonho das pétalas que brotam e bordam o tempo com esse esplêndido mar de palavras. Flores e cores que conversam e começam o dia com essa moldura poética dedicada à nossa divina diva. Dama e cena, canção e voz. Personagem e autora do mais acreditado teatro paraibano. Palco e luz, audição e pensamento. Fala e plateia, emoção e sentimento. Versos diversos, olhares singulares. Orações e gestos, verbo e plasticidade. Zezita Matos é linguagem e tenacidade, paisagem e simplicidade. Ao mesmo tempo, abraço largo e sorriso farto. Convivência e vertiginosidade, Canção e musicalidade. Nessa hora, bem agora e ao lado das impressões musicais alcançadas com sensibilidade e maestria pela doce alegria das cordas desenhadas por Carlyto Campos. História e memória, vida e felicidade. Formidável poesia, a reger o azul dos nossos infinitos dias. Intenso e meigo olhar do nosso imenso bem querer. Arte sublime que rima com os incontidos horizontes do amor. Assim é Zezita Matos, estrela maior do nosso tempo. A compor e a ocupar as sinceras janelas que giram em torno do coração. Juca Pontes

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