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Saúde

Dores nas pernas e na coluna podem ser sinais de hérnia de disco

Aos 26 anos, a pedagoga Elizia Graziele Oliveira, descobriu, depois de sentir dores frequentes na coluna e nas pernas, que estava com hérnia de disco. Apesar do desgaste do disco intervertebral ser natural e ocorrer à medida que o processo de envelhecimento do organismo avança, o que tem chamado atenção de médicos é a quantidade […]

28/08/2018 09:46

Aos 26 anos, a pedagoga Elizia Graziele Oliveira, descobriu, depois de sentir dores frequentes na coluna e nas pernas, que estava com hérnia de disco. Apesar do desgaste do disco intervertebral ser natural e ocorrer à medida que o processo de envelhecimento do organismo avança, o que tem chamado atenção de médicos é a quantidade de pessoas jovens, ou no auge da fase adulta, que precisam conviver com a hérnia de disco.

O ortopedista Leonardo Cezar, do Hapvida Campina Grande, explica que a hérnia de disco, é quando acontece um escape do material contido no interior do disco intervertebral para área externa. “Isso acaba causando uma compressão na medula espinhal ou nas raízes nervosas, resultando um processo inflamatório na região afetada, que pode ser lombar, cervical ou dorsal”, explica o médico.

No último mês a cantora brasileira Anitta revelou que está com hérnia de disco e que os movimentos bruscos que faz no palco acabam forçando a lombar causando muita dor. Para o ortopedista Leonardo, o surgimento de uma hérnia de disco tão jovem tem vários fatores: “Movimentação repetitiva, como é o caso da cantora, sedentarismo, sobrecarga por excesso de peso e excesso de atividade física de alto impacto são algumas das causas mais comuns dessa hérnia precoce”, atesta.

O médico ressalta ainda que independente da idade, na maioria dos casos, quando a hérnia é identificada, é necessário primeiro tratar a dor, seja com remédios e/ou fisioterapia analgésica. Após esse processo o paciente pode começar a fazer o exercício de reabilitação, com orientação para que o tratamento seja completo. De forma geral, existem vários procedimentos minimamente invasivos conhecidos como “procedimentos intradiscais” para tratar a hérnia. Porém, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, das 2 milhões pessoas afetadas pela doença, apenas 5% dos casos têm indicação cirúrgica. “São casos graves, que não responderam bem aos tratamentos e, por isso, precisam de intervenção cirúrgica. Nesses casos, a cirurgia endoscópica é uma opção não invasiva, que apresenta ótimos resultados”, enfatiza o médico.

Pauta Comunicação

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