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Saúde elege atenção básica como prioridade para 2018

“A grande preocupação da Gestão Municipal é a atenção básica”. Foi o que garantiu a representante da Secretaria de Saúde do Município, Janiza Costa, na audiência pública realizada nesta quarta-feira (17), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2018.

17/05/2017 16:11

“A grande preocupação da Gestão Municipal é a atenção básica”. Foi o que garantiu a representante da

Secretaria de Saúde do Município, Janiza Costa, na audiência pública realizada nesta quarta-feira (17), na

Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2018. A

construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos Bancários também foi destacada pela gestora

como prioridade.

Janiza Costa, que é gerente da Célula Orçamentária de Programação da Saúde (COPS), assegurou que a

humanização do atendimento ao usuário dos serviços de Atenção Básica e a valorização dos servidores são

prioridades para o próximo ano. “Para haver uma melhoria no atendimento, a Prefeitura já designou gerentes

para as Unidades de Saúde da Família, e esse trabalho vai continuar em 2018”, informou.

“Outro destaque é a estruturação das farmácias polos, com a presença de um farmacêutico todo o tempo em

que o local estiver aberto. O objetivo é garantir um atendimento melhor, mais técnico, para os usuários do

SUS que precisam de medicação”, citou a gerente.

De acordo com Janiza, o pagamento da folha de pessoal, a manutenção dos serviços que já existem e a

realização de reformas em hospitais e unidades de saúde são compromissos assumidos pela atual gestão. Em

relação aos investimentos, a gerente destacou a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

no bairros Bancários e, possivelmente, outra no Geisel.

O projeto da LDO 2018 ainda prevê como metas a ampliação dos leitos de Unidades de Tratamento

Intensivo (UTI) neonatais, pediátricas e adultas; a construção de uma policlínica no Bairro das Indústrias e

de unidade básicas de saúde nos distritos sanitários; e a implantação de um Centro de Referência de

Segurança Alimentar e Nutricional; entre outras. De acordo com Janiza, o projeto prevê 79 ações na área de

saúde para o próximo ano.

Desvinculação

Janiza da Costa explicou que, para definir as diretrizes de saúde do município, são levados em conta dois

aspectos: as demandas dos usuários e o financiamento do SUS, que é dividido em seis blocos – atenção

básica; média e alta complexidade; vigilância em saúde; assistência farmacêutica; gestão do SUS;

investimentos. Ela ainda informou que essa divisão de financiamento está mudando. “A proposta é que os

investimentos sejam divididos apenas em custeio e investimentos”, e alertou que, com a mudança, a

sociedade precisa estar ainda mais atenta à gestão dos recursos da área.

O vereador Tibério Limeira (PSB) demonstrou preocupação com a possível desvinculação de recursos na

área de saúde, que está sendo discutida em âmbito nacional. “Temos que ter muito cuidado com essa

desvinculação, porque geralmente a atenção básica não salta aos olhos das pessoas e, quando os gestores

querem votos, eles tendem a investir mais na construção de hospitais. No entanto, sabemos que os

investimentos na atenção básica reduzem as demandas na alta e média complexidade. No meu ponto de vista

desvincular é, na verdade, fragilizar os investimentos que a atenção básica já tem. É fundamental que a

sociedade tome pra si esse debate”, alertou o parlamentar.

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