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Presidente da Ubam diz que o congresso é relapso com os municípios e que a entidade terá representação na Câmara dos Deputados em 2018

Leo Santana, teve sua filiação abonada ao PMDB, voltando à legenda, a qual pertencia durante os primeiros anos da redemocratização do país.

09/10/2017 17:44

Num encontro com o senador José Maranhão (PMDB-PB), o presidente da União Brasileira de Municípios (Ubam), Leo Santana, teve sua filiação abonada ao PMDB, voltando à legenda, a qual pertencia durante os primeiros anos da redemocratização do país, quando participou com o então deputado Ulisses Guimarães do movimento das “Diretas Já”, em Brasília.

Segundo Leo Santana, seu regresso ao PMDB retrata um reencontro com uma sigla respeitada e que mantém sua ideologia própria e a mais importante bancada no congresso nacional. Ele destacou a seriedade do Senador José Maranhão, seu compromisso com a Paraíba e garantiu que a Ubam terá representação no congresso, e que participará do processo eleitoral de 2018, objetivando uma atuação mais forte em benefício dos municípios.

Para ele, o congresso nacional, ao longo desses 30 anos, demonstrou muita lentidão em relação às propostas que visam fortalecer as cidades, a exemplo da reformulação do pacto federativo, apresentada pela Ubam em 2009, proposta que nem sequer foi discutida em plenário, além de outras propostas de emendas a Constituição Federal, que se tivessem sido aprovadas teriam livrado os municípios do caos financeiro que paira sobre a maioria das 5.578 prefeituras do país.

“Por causa da lentidão do congresso nacional, deixamos de fortalecer os municípios, ficando para trás avanços significativos na saúde, na educação, na valorização do magistério, nas finanças das prefeituras, no meio ambiente e na gestão como um todo.”

“O congresso precisa atuar em prol das cidades. Não se pode aceitar uma tão nociva política econômica que beneficia apenas o governo da União, enquanto os estados e os municípios não conseguem equilibrar suas contas, por falta de uma reforma tributária que nunca sai do papel e outras propostas que só servem para encher as gavetas de gabinetes parlamentares.”

Leo Santana destacou também que 2018 será um ano de mudanças radicais, sobretudo para um eleitorado mais cauteloso e desmotivado, além de cansado dos que só se preocuparam com os projetos pessoais e nunca deram ouvido à voz rouca das ruas e aos reclames de uma população tão abandonada e cada vez mais pobre.

Ele lamentou a situação social dos municípios, a falta de emprego e renda, a escalada da violência que deixou de ser um problema só das capitais, chegando à zona rural, antes lugar de descanso e tranqüilidade da população dessas cidades, como também a falta de políticas sociais para o enfrentamento a toda forma de exclusão.

Fonte : Ascom – Ubam

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