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Lava Jato

Políticos ligados ao PT levaram R$ 17 milhões da Petrobras

Operadores e agentes políticos ligados ao PT (Partido dos Trabalhadores) e funcionários da Petrobras — como o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-gerente da área Pedro Barusco — abocanharam R$ 17 milhões desviados de uma obra de reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão.

04/07/2016 20:27
Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva segura amostra de oleoaginosas utilizadas na produção do etanol durante visita ao Centro de Pesquisa da Petrobras, na ilha do Fundão, no RJRafael Andrade/26.10.2007/Folhapress

Operadores e agentes políticos ligados ao PT (Partido dos Trabalhadores) e funcionários da Petrobras — como o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-gerente da área Pedro Barusco — abocanharam R$ 17 milhões desviados de uma obra de reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, informou a força-tarefa da Lava Jato, nesta segunda-feira (4), ao detalhar a 31ª fase da operação (Abismo).

O contrato com o consórcio (Novo Cenpes) que fez a reforma no prédio totalizou R$ 850 milhões, sendo que 2% desse total era destinado a propina, segundo a delação premiada do ex-gerente da Petrobras Pedro Barucso.

Os 2% correspondem exatamente aos R$ 17 milhões. Deste total, metade (R$ 8,5 milhões) foi para ele próprio e para Duque e os outros 50% foi parar no bolso de pessoas e empresas ligadas ao partido, informou o procurador da República Roberson Henrique Pozzobon.

— Esses valores foram contemplados com contratos falsos.

Ao todo, o volume total dos recursos desviados totaliza R$ 39 milhões, fruto de contratos firmados entre empresas privadas e a Petrobras durante a reforma do Cenpes. O valor total do contrato foi de R$ 850 milhões, mas a obra superou R$ 1 bilhão por causa dos aditivos do contrato, de acordo com o procurador da República Júlio Noronha.

— Para garantir a obtenção desse contrato, empresas pagaram vantagens indevidas de cerca de R$ 39 milhões entre 2007 e 2012 para funcionários da Petrobras, para o secretário de finanças do PT e para uma empresa sair da licitação.

Sem saber do cartel entre empreiteiras para a reforma do Cenpes, a construtora WTorre apresentou proposta inferior na licitação. Para tirar a empresa da disputa, o consórcio vencedor destinou R$ 18 milhões para a WTorre.

A investigação aponta que, além dos R$ 17 milhões destinados ao PT e a funcionários da Petrobras e dos R$ 18 milhões para a WTorre, o ex-tesoureiro do PT recebeu R$ 1 milhão. O ex-vereador do PT em Americana Alexandre Romano também teria recebido R$ 1 milhão. Roberto Trombeta, Rodrigo Morales e Mario Goes teriam dividido o restante.

Fonte : R7

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