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Romero Ferro apresenta Arsênico

O show do disco, que completa um ano em outubro, já passou por Recife, João Pessoa, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo

10/10/2017 15:32

O cantor Romero Ferro está de volta ao Recife para apresentar o show do disco “Arsênico”, que concorreu ao Prêmio da Música Brasileira 2017. A indicação também lhe rendeu participações na TV, em atrações como “Sem Censura” e “Encontro com Fátima Bernardes”, além de um bate-papo com Leda Nagle em seu canal no YouTube e com o jornalista Carlos Albuquerque, o Calbuque, na rádio Roquete Pinto. O espetáculo vai misturar músicas do álbum “Arsênico” e do EP “Sangue e Som” com canções de compositores pernambucanos que o artista admira, mas que manterá em segredo até a semana do show. “Tenho certeza de que as pessoas vão curtir bastante. São canções emblemáticas”, diz o artista.

“Arsênico” é primeiro o disco de Romero Ferro e foi gravado no Recife, no Fábrica Estúdios, com produção do expert Diogo Strausz (carioca responsável pelos últimos discos de Alice Caymmi, Castelo Branco e Chay Suede). O trabalho foi lançado no segundo semestre de 2016 e, além de ser mostrado em cidades pernambucanas como Recife, Olinda, Garanhuns, Bom Conselho e Limoeiro, passou por Maceió/AL, Natal/RN, João Pessoa/PB, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP. O álbum conquistou excelentes críticas de jornalistas como Mauro Ferreira (G1/RJ), Juarez Fonseca (Zero Hora/RS), André Felipe de Medeiros (Monkeybuzz/MTV/SP), Artur Barros (Collectors Room/SC), Danieli Souza (Folha de Londrina/Jornal do Paraná), Lucas Simões (Jornal O Tempo/BH) e Sandra Bittencourt (CBN/PE).

Para quem ainda não viu Romero ao vivo, é bom se preparar: além da forte presença de palco, o show traz roteiro do jornalista Cleodon Coelho, que já assinou programas como “Som Brasil” e “Estação Globo”, apresentado por Ivete Sangalo. Nascido em Garanhuns, Romero começou sua carreira com o lançamento do EP autoral “Sangue e Som”, em outubro de 2013. Na época, o artista lançou três clipes no YouTube para divulgar o EP, que já somam mais de 350 mil visualizações. Após passagens bem-sucedidas pelo carnaval pernambucano e por festivais de música como o Mada (RN), Janeiro de Grandes Espetáculos (PE) e Móbile (PB), Romero foi destaque na capa do Segundo Caderno, no jornal carioca “O Globo”, saudado como um dos principais artistas responsáveis pela revitalização da música em Pernambuco. Tem mais: o clipe da música “Arsenal”, com mais de 10 mil visualizações na primeira semana de exibição no YouTube, foi premiado no FestCine 2015.

Para divulgar o novo trabalho, o músico lançou em outubro o clipe de “O Medo em Movimento”. O vídeo mostra Romero Ferro preso, ora com as mãos acorrentadas, ora vigiado por criaturas mascaradas. O roteiro foi do próprio músico em parceria com Carol Silveira, que também fez a direção criativa. A ideia é discutir questões políticas.

O disco “Arsênico” conta com a participação de Amaro Freitas na coprodução e teclados, Patrick Laplan (ex-Los Hermanos) nas baterias, Guilherme Eira nas guitarras, Nego Henrique (ex-Cordel do Fogo Encantado) nas percussões, o trio de metais composto por Nilsinho Amarantes (trombone), Fabinho Costa (trompete) e Liudinho Souza (sax), e o coro das irmãs Sue e Surama Ramos. A produção geral é de Maurício Spinelli e Jana Constantino, a assessoria da Rabixco Comunicação, figurinos de Carol Silveira, identidade visual de Caramurú Baumgartner, fotos de Lana Pinho e maquiagem de Monique Caires. O álbum é composto por 10 faixas inéditas e completamente autorais, que passeiam pelo soul, funk, rock, dance music, entre outras experimentações.

Romero Ferro Por Cleodon Coelho:

Na última edição do Prêmio da Música Brasileira, o mais prestigiado e respeitado da MPB, nomes veteranos como Elza Soares, Maria Bethânia e a dupla Zezé di Camargo & Luciano disputaram o cobiçado troféu, em categorias distintas. Nessa importante lista, o nome do pernambucano Romero Ferro aparecia como um dos indicados a melhor cantor em Canção Popular. Na noite do dia 19 de junho, o artista vestiu blazer e saia, calçou um coturno e colocou a maquiagem que virou sua marca (lápis azul no olho e glitter ao redor do rosto). Concorrendo com Luiz Caldas e Odair José, acabou vendo o prêmio parar nas mãos do segundo. Mas não ficou triste. Pelo contrário. Com seu primeiro disco lançado, Romero já havia chegado muito longe. “Me senti parte da música brasileira, vendo tantos ídolos e tantos colegas dividindo o mesmo espaço. Nos bastidores, Zélia Duncan me disse palavras lindas, lembrou que ralou muito para chegar onde está e que a caminhada é lenta. Ouvir isso foi quase como um prêmio”, revela.

Nascido em Garanhuns, Romero vem chamando atenção desde 2013, quando se decidiu pela música. Antes, dividiu o sonho com o trabalho burocrático em um banco. “Passava o dia inteiro mexendo com contas e não via nenhum sentido naquilo. Até que um dia senti coragem para largar tudo e seguir o que me coração pedia”, conta. Hoje, aos 26 anos, o cantor já coleciona um currículo invejável, com shows realizados no Rio de Janeiro, São Paulo e em todo o Nordeste. E conta uma história curiosa, que aconteceu no início da adolescência: “Dominguinhos, que também nasceu em Garanhuns, foi fazer um show e alguém falou que tinha um garoto na cidade que cantava direitinho. Ele quis conhecer. Esse menino era eu. Subi no palco e cantei com ele. Hoje, percebo o tamanho dessa acontecimento em minha vida. Desde cedo, era aquilo que eu queria”.

Apesar do sucesso que já vinha desfrutando desde que passou a encarar a música como ofício, a indicação ao prêmio realmente o colocou em outro patamar. Desde que ouviu seu nome ser anunciado por Reynaldo Giannechini e pelo conterrâneo Lenine no dia em que os concorrentes foram revelados, a vida do cantor deu um salto maior. Romero Ferro pôde ser visto recentemente em programas como Encontro com Fátima Bernardes, em que dividiu o palco com a diva Alcione, e no Sem Censura, apresentado por Vera Barroso na TV Brasil. Também gravou o quadro Sem Filtro para o canal que a veterana Leda Nagle comanda no YouTube. “Receber o aval dessas comunicadoras tão importantes foi sensacional. A Leda, por exemplo, entrevistou todos os grandes artistas da MPB, de Cazuza a Zeca Pagodinho, passando por Elis Regina, Gal Costa e Roberto Carlos. Ser entrevistado por ela é como se eu estivesse sendo batizado”, brinca.

O caminho até aqui foi cuidadosamente pavimentado, em parceria com seu empresário, Maurício Backer Spinelli. “Se você não tiver alguém do lado, tudo fica mais difícil. O Maurício me ajuda a realizar os sonhos, mas também me alerta para o que não é legal. Não adianta deixar o artista fazer tudo o que quer e, depois, ver a carreira estagnar por conta de escolhas erradas”, comenta. Pelo menos até aqui, as escolhas vão muito bem, obrigado. Após lançar um EP em 2013, o pernambucano entrou em estúdio para gravar o disco Arsênico, lançado no final do ano passado. Com repertório totalmente autoral, recebeu elogiosas críticas de nomes como o carioca Mauro Ferreira e o gaúcho Juarez Feitosa. De lá para cá, Romero dividiu o palco com artistas relevantes, de gerações distintas, como Flávio Venturini, Silvério Pessoa, Dani Black, Thaís Gulin, Isaar e Marcelo Mira. “O Flávio me convidou para cantar com ele em uma turnê por capitais nordestinas. Até aí, já seria ótimo. Quando ele me disse que cantaria uma música minha, intitulada Só, fiquei louco. Era felicidade demais. Compus essa canção no meu quarto e, de repente, o cara que fez coisas lindas como Espanhola estava cantando minha música para o público dele”, festeja.

Quem quiser conhecer o trabalho do cantor, é só procurar nas plataformas digitais. O disco físico também pode ser encontrado em lojas e no site passadisco.com.br. Além de ganhar boas críticas, o álbum já rendeu pelo menos uma polêmica. O clipe da música de trabalho, O Medo em Movimento, foi censurado pelo Facebook por conter uma rápida cena de nudez. “Foi um hipocrisia grande de quem denunciou. A nudez não ofende ninguém. Acabou chamando mais atenção para o meu trabalho”, comemora o artista, que tem outros três clipes lançados. “Quero que meu trabalho provoque o ouvinte. Não gostaria de ser aquele artista que canta para o próprio umbigo. Adoro quando um fã chega para mim e diz que tal frase é a cara dele”, argumenta. Pelo menos uma admiradora famosa já deu seu aval publicamente. Quando ouviu o verso “O não às vezes abre portas”, da faixa Até Onde Se Vai, Leda Nagle confessou que era exatamente o que tinha vivido nos últimos meses. “Isso é uma resposta maravilhosa. Sinal de que estou no caminho certo”, afirma Romero, que ainda mantém um respeitado projeto paralelo, Frevália, em que revigora o frevo, provando que o ritmo tem fôlego para sobreviver – como qualquer boa música pop – durante o ano todo.

Foto: Lana Pinho // Rabixco

Pra ouvir o DISCO!
Spotify: http://migre.me/vpK20

Clipe Novo: https://www.youtube.com/watch?v=Wng_HNlDNAo

Valério Lima
Produtor Executivo
Tel: +55 83 98616-5005/999750425

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