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Economia

Dia das Mães: mais de 64% dos paraibanos pretendem presentear na data, afirma Fecomércio

Para o presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros, alguns fatores contribuíram com este significativo aumento

10/05/2017 16:03

Para o comércio, o Dia das Mães representa a segunda melhor época de compras, ficando atrás apenas das comemorações de fim de ano. Por isso, os lojistas se mostram otimistas com a expectativa de que, neste ano, 64,03% dos paraibanos presenteiem na data, como afirma o Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba. O resultado é 4,86 pontos percentuais maior que em 2016, quando a intenção de compras atingiu 59,17%.
Para o presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros, alguns fatores contribuíram com este significativo aumento: “Devemos levar em consideração a queda da inflação, aumento da confiança do consumidor e a liberação dos saques das contas inativas do FGTS, o que deixou os consumidores mais otimistas”, afirma. “Porém, para que esta intenção de compras se concretize, é importante que os empresários adotem medidas para atrair os consumidores, como promoções, melhores prazos de pagamento e diversificação de produtos”, conclui.
Em relação à concretização das compras, a análise observou que, em 2016, 59,17% dos entrevistados afirmaram a intenção de presentear. Quando perguntados, neste ano, se a compra foi efetivamente realizada, 66,6% responderam positivamente, uma diferença estatística de 7,43p.p. entre a intenção e as compras de fato, o que mostra uma distância entre a racionalidade do planejamento de consumo e a emoção na hora da compra.

Presentes mais citados
Mais uma vez o vestuário liderou o ranking dos presentes mais citados pelos filhos, com 25,31% das intenções. Em seguida aparecem Perfumes (17,59%), Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (15,74%) e Calçados (4,94%). Entre os Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, os Smartphones e Celulares serão os mais procurados, com 25,49% de preferência, seguido por Micro-ondas (11,76%), Fogão (9,8%) e Liquidificador (7,84%).

O que elas gostariam de ganhar?
A pesquisa revelou que a maioria das mães gostaria de ganhar itens de Vestuário (26,79%); Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (16,67%), com destaque para Smartphones e Celulares (35,71%), Televisores (25%) e Refrigeradores (14,29%); Calçados (13,10%) e Perfumes (9,52%).

Pretensão de gastos
O gasto médio dos consumidores neste dia das mães deve ficar em torno de R$ 208,24, uma leve alta de 0,62% na comparação com o ano passado. A maior parte dos entrevistados (33,64%) estima um gasto entre R$ 51 e R$ 100, seguidos pelos que pretendem gastar entre R$ 101 a R$ 200 (29,01%) e os que pretendem gastar, no máximo, R$ 50 (15,43%). Segundo estes dados, os consumidores que gastarão até R$ 200 representa um total de 78,08%. Em relação aos presentes mais caros (acima de R$ 550), o percentual foi de 8,33%.

Formas de pagamento
A maior parte dos entrevistados (54,94%) quer pagar suas compras à vista, dos quais 94,38% pretendem utilizar o dinheiro em espécie. Vale ressaltar que a escolha pelo pagamento à vista está diretamente ligada ao desconto oferecido pelos lojistas. As compras a prazo foram escolhidas por 44,75% do total, sendo 98,62% destas no cartão de crédito.

Locais de compra
Os shoppings mais uma vez ficarão movimentados na data, já que a maioria dos entrevistados (48,15%) pretende realizar as compras nestes locais, tendo em vista a diversidade de produtos, o conforto e a segurança. Porém, 41,05% pretende realizar as compras nas lojas do centro, enquanto 10,8%, em lojas de bairro e 7,72% prefere realizar as compras dos presentes pela internet.

Perfil dos consumidores
A maior parte dos entrevistados é do sexo feminino (56,52%). Em relação ao estado civil, foi registrada uma maior parcela de solteiros (47,43%). Em relação a faixa etária, a maioria dos entrevistados possuem idades entre 18 e 25 anos (30,04%), e em nível de escolaridade, aparece em maior número os que concluíram o ensino médio (37,94%). No que condiz à renda, a maior parte dos respondentes (55,14) ganham até dois salários mínimos, seguidos pelos que ganham entre 3 e 4 salários mínimos (17,59%). Vale ressaltar que 11,07% disseram não possuir rendimentos (não tem ocupação remunerada ou estão fora do mercado, dependentes financeiros ou estudantes). Para a maioria dos entrevistados (42,89%), a situação financeira pessoal continua a mesma em relação a 2016, seguidos pelos que consideram sua situação atual pior (37,56%, retração de 6,02p.p. em relação a 2016) e os que se consideram em uma situação melhor (22,93%, expansão de 4,78p.p. em relação a 2016).

Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 24 de abril, com consumidores que residem na Região Metropolitana de João Pessoa. Foram aplicados 506 questionários, em pontos onde ocorrem as maiores concentrações de vendas. Os respondentes foram escolhidos de forma aleatória, com idade igual ou superior a 18 anos. Para que o trabalho apresente um resultado satisfatório, foi calculado um erro amostral de 4,34%, com um índice de confiança de 95%.

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