Jornal Impresso


O Jornal Impresso não morreu, se transformou, evoluiu, avançou! Migrou para a
plataforma digital onde recebeu o nome de ‘portal de notícia’, o que permite ofertar
ao leitor notícias em tempo real. Afinal, aprisionada no papel, a notícia não tinha como
acompanhar a velocidade e a comodidade que o tempo e a nova era da comunicação
requerem.
Metamorfose idêntica ocorre com a fotografia; o filme – película -, que precisa ser
revelado, ficou para os românticos. O repórter fotográfico há muito convive com a
máquina digital, equipamento capaz de acompanhar a rapidez exigida pelos novos
meios de comunicação de massa.
O motivo do introito é para externar tristeza e saudade provocadas pelo fechamento
de mais um jornal impresso, no Estado. A saber, o Correio da Paraíba.
O jornal Correio da Paraíba circulou, neste sábado (4), em sua última edição. E com ela,
o fim de uma era. Foram 66 anos de história, relatando fatos e acontecimentos do dia
a dia da sociedade paraibana, do Brasil e do mundo.
Fundado em 1953, pelo empreendedor Teotônio Neto, o periódico alcançou a glória na
década de 1990, quando assumiu a liderança no segmento até essa sexta-feira, dia 3
de abril de 2020, quando do anúncio do seu fechamento.
No segmento privado, é o último a fechar as portas, depois de O Norte, com quem
rivalizou por décadas. Também fecharam as portas o Diário da Borborema e Jornal da
Paraíba. A União resiste, permanece em atividade mantido Governo do Estado.
Sem condições de entregar o produto exigido pela atual fase de consumo da
informação, e asfixiado pela inviabilidade econômica, o jornal impresso tenta resistir,
mas a luta é desigual. Doravante, o caminho não será outro senão à migração para a
plataforma digital.
No digital, a notícia está na palma da mão – no celular!

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