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A palavra de João

23/12/2019 20:50

Em tempo, o governador do Estado da Paraíba, João Azevedo, convocou a Imprensa
para falar sobre a ‘Operação Calvário’. Primeiro, vale ressaltar a informação de que o
governador não irá renunciar ao cargo, declaração dada pelo próprio chefe do poder
Executivo, durante a entrevista coletiva. A notícia, de certa forma, restabelece o clima
de governabilidade, vez que afasta dúvidas geradas a partir de boatos que davam
conta da possível renúncia de Azevedo.
Com bem disse o governador – até o momento, e até prova em contrário – não há
motivo para Azevedo renunciar.
O segundo ponto a ser destacado diz respeito ao anúncio da extinção definitiva de
todos os contratos celebrados entre as Organizações Sociais e Governo do Estado da
Paraíba, a partir de janeiro de 2020, seguindo um cronograma até fevereiro, de acordo
com o término de cada contrato. Já era tempo, afinal os contatos firmados com as OSs
foram forjados, ao que tudo indica, sob os pilares da corrupção.
O governador informou, também, que na fase de transição, ao final de cada contrato, a
Secretaria de Estado da Saúde assume cada unidade hospitalar. O mais importante,
não serão mais feitos contratos de emergência. E, ainda, nenhum serviço será
interrompido, segundo garantiu o chefe do Executivo.
Política
É inegável que a Operação Calvário, embora seja assunto de polícia, tenha
desdobramentos políticos. Afinal, o suposto esquema de corrupção foi formado pra
desviar dinheiro público, na gestão do então governador Ricardo Coutinho. E, de
acordo com o que foi revelado pela Operação, o esquema era comandando pelo ex-
governador Coutinho, com a participação de ex-secretários de Estado.
No viés político, o governador João Azevedo se isentou de qualquer ato ilícito
cometido pelos investigados na Calvário. Mais do que isso, previu que deverá sofrer
retaliações por parte dos antigos aliados, hoje envolvidos na citada Operação.
De acordo com João, apesar disso ele se mantém com a consciência tranqüila de quem
não pactuou com os atos dos antigos aliados.
Azevedo disse, ainda, não ter dúvida estar por vir um processo de vingança
generalizada. Acredita que aqueles que foram identificados e presos na Operação não
terão com Azevedo a mesma relação de cordialidade que tivera antes. Mas, enfatizou
que tem a consciência tranqüila.

Valter Nogueira

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