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Adoção rima com coração

10/05/2019 10:38

Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia Nacional da
Adoção (25 de maio) guardam especial afinidade. O sagrado dom da maternidade, também expresso
no belo gesto da adoção, deve compartilhar amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema foi discutido na Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net
Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), no programa Sociedade Solidária. Na ocasião, o sociólogo e
apresentador Daniel Guimarães entrevistou Mônica Natale de Camargo, gerente executiva do
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp).
Mudança de cultura
Estimativas apontam que, para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou indivíduos
pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura do perfil. O que a maioria dos
pretendentes deseja? Eles geralmente querem aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da
mesma etnia. E as crianças que estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade
avançada, e algumas com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa
cultura em torno da adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a realidade do país, e
começar a olhar com carinho para as crianças, mudar aquela concepção do filho idealizado para o
filho possível”.
Longe de nós o preconceito
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não deixando espaço
para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode ser feito: “Primeiro, uma divulgação
maior do que é a adoção, entender o que significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso
é importante! A cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas de TV como este onde
se discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das políticas
públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma família que a proteja, ame e
respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de São
Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação brasileira sobre o tema.
Tirem o vidro!
No dia 27 de maio, completam-se 33 anos de dois grandes eventos da Legião da Boa
Vontade na capital federal. Na ocasião, além de inaugurar o primeiro anexo (sede administrativa) do
Conjunto Ecumênico, comandei a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Templo da
Boa Vontade.
Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a todos importante
lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio administrativo da LBV com os meus filhos e,
ao olhar para o pátio, que estava superlotado, vi que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de
uma coisa? Vou falar aqui de cima da marquise de entrada. E perguntei: Essa marquise aguenta o
peso da gente? Ao que me responderam que sim, ao mesmo tempo em que me perguntavam: “Mas
como é que o senhor vai passar para lá? Tem um vidro na frente!” Ora, se o vidro atrapalha, tirem
o vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado e pude, então, fazer o discurso lá de cima mesmo.
Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Alziro Zarur (1914-1979),
que o Templo do Ecumenismo Divino, o Templo da Paz, surgia para que houvesse a interiorização
de bons e elevados valores. Porque não se pode exteriorizar coisa alguma de útil se a criatura não
tem nada para oferecer. É a questão do conteúdo espiritual que precisamos nutrir para que ele
frutifique em nosso íntimo, de maneira que possamos externar a todos à nossa volta.
Ante aos embates que surjam em sua vida, jamais desista do Bem! Confie em Jesus e… tire
o vidro!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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