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Barreira do Cabo Branco

10/04/2019 08:56

A Barreira do Cabo Branco – ponto mais oriental das Américas – voltou à tona, nesta
terça-feira (9), a partir de um pronunciamento feito pelo deputado Wilson Filho (PTB),
na Assembleia Legislativa da Paraíba. O parlamentar propôs a realização de uma
audiência mista com a Câmara Municipal de João Pessoa para debater a situação da
Barreira, que segue em estado avançado de erosão.
Da tribuna da ALPB, o deputado Wilson Filho (PTB) disse que teve acesso ao relatório
atualizado do convênio sobre a erosão da Barreira do Cabo Branco, em João Pessoa, e
descobriu que apenas 2% dos recursos conseguidos para as obras de recuperação
foram gastos em oito anos da liberação do dinheiro. São R$ 6 milhões que foram
disponibilizados para que a Prefeitura da Capital aplicasse nas ações de combate à
erosão.
De acordo com Wilson Filho, os recursos só não foram perdidos ainda porque tem
solicitado a prorrogação do convênio junto ao Ministério do Turismo. Ele alertou para
o fato de que, depois que se perde o recurso, é muito mais difícil conseguir,
novamente, o dinheiro. “Quando a gente conquistou esse recurso, eu estava como
deputado federal, no começo de 2011.”, revelou o deputado.
A verba, segundo o deputado, foi requisitada dentro do princípio da urgência, mas que
agora fica difícil falar nesse termo, uma vez que o dinheiro mal foi aplicado. Isto é, o
recurso foi disponibilizado para João Pessoa no contexto de que a barreira estava
caindo e que era urgente a liberação do mesmo. Resultado: passaram-se oito anos e a
obra não saiu, o dinheiro não foi aplicado na sua totalidade, como forma de resolver o
problema da erosão da Barreira.
Situada no extremo leste da Paraíba, do Brasil e, também, das Américas, o lugar é,
ainda, referência nacional e considerado o principal cartão postal do Estado.
Independente do mérito da questão, não é admissível a qualquer município do
Nordeste brasileiro perder recursos por inoperância de gestores. É preciso utilizar esse
dinheiro, de forma eficiente e honesta, para que ele não volte aos cofres do governo
federal. Mais do que isso, é preciso aplicar o recurso exatamente na execução do
projeto para o qual foi requisitado. E, se assim for, ganhará a Paraíba, o Brasil e as
Américas com a revitalização da Barreira do Cabo Branco.

Valter Nogueira

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