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O perigo das más conversações

08/02/2019 10:15

Uma das mais perigosas maneiras de o ser humano sofrer influência espiritual maléfica é,
sem dúvida, a conversação sem propósito digno. Por isso, salvaguardemos nossas fronteiras
psicoespirituais dessas investidas danosas do “lobo invisível” (os espíritos obsessores, malignos).
Jesus, o Divino Mestre, há milênios, instrui sobre os cuidados que devemos cultivar com a Boa
Palavra: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai pela boca. Isso,
sim, é o que o contamina (Evangelho, segundo Mateus, 15:11).
Meditem sobre essa advertência do instrutor espiritual Cornélio, constante do livro Obreiros
da Vida Eterna. Notem como é grave a responsabilidade de todos nós na preservação da atmosfera
espiritual que nos cerca:
— Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das
autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de
conversações ociosas e inoportunas. Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”. Não se
precatam nossos Irmãos em humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se
desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo consequências boas ou más,
segundo a sua origem. Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a
inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias
não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que
invisíveis. (Os destaques são meus.)
A boa conversação e a Humanidade Invisível
Vem-me à memória uma narrativa que apresentei na série radiofônica “Lições de Vida”, na
década de 1980, sobre as três peneiras que devemos utilizar na hora de expor qualquer assunto a
alguém. A primeira peneira é a da verdade; a segunda, a da bondade; e a terceira, a da
necessidade. Antes de falarmos algo, precisamos nos certificar de que as nossas palavras passem
por esses filtros. Caso contrário, é melhor nem as proferirmos.
Na Antologia da Boa Vontade (1955), encontramos o poema “Não julgues!”, de autoria de
João Tomaz, do qual destacamos oportuna estrofe:
Mas se queres tua paz
e a paz dos outros também
atende a este conselho:
— Não fales mal de ninguém.
Definitivamente, o “lobo invisível” e seus acólitos precisam aprender mais esses
ensinamentos para que alcancem real ventura. E essa é justamente a lição que fui buscar em minha
obra Jesus, Zarur, Kardec e Roustaing na Quarta Revelação (1984, edição esgotada), por estas
palavras do notável Emmanuel: “Uma simples conversação sobre o Evangelho de Jesus pode
beneficiar vasta fileira de ouvintes invisíveis”.
Acerca do indispensável papel a ser protagonizado pelas famílias, afiança o Espírito André
Luiz, em seu livro Desobsessão, pela psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira (1932-2015):
“O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos
do apoio e do esclarecimento espiritual”.
Como assegurava o saudoso Alziro Zarur, “A invocação do nome de Deus, feita com o
coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas
principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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