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A maior das reformas: a do ser humano

24/01/2019 14:56

Paiva Netto
A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem
sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término
de século e de milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação
com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em
favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.
A vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento
solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males
que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.
Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar
hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.
Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno
Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer
(1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele
tem sua essência’ (De Anima, I, 2). Em todo o interior do organismo, impera um
movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de
movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras
pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma
exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser
apoiado pelo exterior”.
Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é uma morte
antecipada”.
E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a
abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.
Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas
criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo:
“Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).
É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa,
ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o
sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor,
cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe
melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.
Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem
promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte,
com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental,
Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes,
despertando neles a Cidadania Planetária.
A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o
cidadão.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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