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Orla da Capital

30/11/2018 17:33

A cidade de João Pessoa tem cantos e recantos que encantam. A Centro é dono de uma
riqueza arquitetônica ímpar – sem falar nos logradouros, tais como Praça Rio Branco,
Ponto de Cem Réis, Praça Antenor Navarro e, claro, o Parque Sólon de Lucena. Porém,
nada pode competir com o ‘canto da sereia’, ou melhor, com o azul do mar. Isto é, a
cidade cresceu em direção ao litoral e, hoje em dia, a Orla da Capital é, de longe, o point
da Filipeia de Nossa Senhora das Neves.
A praia é bela, a brisa é fresca, mas nem tudo no local são flores. Há aspectos negativos
quanto a infraestrutura da área em questão, os quais estão desfigurando a linda paisagem
da nossa linha costeira. O Calçadão que se estende de Tambaú ao Cabo Branco ficou
estreito ante o grande número de pessoas, que, todas as tardes, de domingo a domingo,
acorrem ao local para a caminhada – ou passeio.
O motivo desse introito é para, de leve, entrar em um assunto polêmico: a forma
desordenada em que se encontra os quiosques da Orla Marítima. A propósito, a cada
mês, a impressão que se tem é que surge uma nova barraca (quiosque) no Calçadão, o
que tem formado uma verdadeira barreira ou paredão ao longo do passeio público. O
interessante é que, em alguns pontos, os quiosques estão dispostos em ilhas (com três
barracas), em outras áreas encontramos ilhas com dois e, mais a frente, barracas
isoladas. E, o que é pior, cada vez mais diminui o espaço aberto entre uma ilha e outra,
isso devido ao surgimento – repito – de novas barracas.
Urge um ordenamento, um projeto urbanístico para a Orla, a exemplo do que foi feito no
Parque da Lagoa. É preciso encontrar um esboço que preze pela harmonia entre o
comércio e a paisagem, entre a obra de pedra e cal e a natureza, entre edificações e
espaços livres.
Trocando em miúdos: os quiosques devem existir, mas de forma padronizada e – o que é
essencial – a exigência de um espaço mínimo entre um e outro, como forma de ofertar
aos paraibanos e visitantes o dourado da areia, o verde dos coqueirais e, principalmente,
o azul do mar.

Valter Nogueira

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