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Muro de Berlim e as fronteiras vibracionais

06/11/2018 07:48

Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em
21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do
Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 29 anos, trazem em
similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste — em várias regiões do
mundo — em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com
equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas,
esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.
Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que
concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras
vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais
tarde.
Universo Invisível
Em 21 de dezembro de 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-
Nosso”, que realizei, de improviso, em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes
do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a
desenvolver este raciocínio:
Eis uma pequena demonstração de que a Ciência humana, a despeito dos
respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua
brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido: o
justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do
Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se
descobriu ainda?… Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é
algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de
estrelas… É incrível a sua abrangência!… E os mais poderosos telescópios e
radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e
mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual — pois estes são muitos no Outro
Lado da Vida —, ficam do mesmo modo fascinados, com muita razão… Entretanto, e a
amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo
que falta desbravar, não estamos unicamente nos referindo à composição material dos
corpos celestes que vagam pelo Espaço, essa enormidade que os maiores cientistas não
puderam até, o presente momento, pesquisar nem sequer ver de todo* 1 . Falamos
também do UNIVERSO INVISÍVEL, ultradimensional, onde as Almas residem, que,
no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, por ora, ser devidamente
percebido pelos olhos somáticos nem acreditado, em boa parte, pela Ciência terrestre. E
o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia,
quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que
habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar
na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula
de Esopo (aprox. 620-560 a.C.): Vulpes et uva* 2 . O teólogo e filósofo britânico William
Paley (1743-1805) acertou quando definiu que

— Há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer
informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode
falhar, de modo a manter a humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse
princípio chama-se: condenar antes de investigar.
A Ciência convencional terá de ser reapreciada para absorver os muitos dados
novos coligidos pela Ciência de ponta. Além disso, terá de incluir também nas
novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas
cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é
muito cômoda, contudo como realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento
da vida consciente e ativa do Ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.
Depois de muito meditar sobre essa questão das dimensões materiais do Universo
(até hoje os astrônomos debatem e se batem sem chegar a uma conclusão decisiva,
ignorando a origem espiritual do Cosmos), certa feita, observei: Meu Deus, cogita-se de
grandeza, dimensão, distâncias FÍSICAS… No entanto, os limites do Universo podem
igualmente ser VIBRACIONAIS… O ser humano falece, o corpo fica… O Espírito (ou
como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao território da mente, migra para
outro Universo ou outros Universos, que não se veem… É um desafio lançado à mesa de
discussão. A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a
Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a
segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e
preconceitos. Afinal, a Intuição* 3 , conforme afirmamos, é sempre mais rápida que a
razão humana, por se tratar do efeito da Razão Divina em cada criatura. É a Inteligência
de Deus em nós.
Na trilha desse instigante assunto acerca dos limites vibracionais do Espaço,
registrei a seguinte ponderação no meu ensaio literário Ciência de Deus: o Universo
possui esferas ainda invisíveis, que, em termos filosóficos, podem ser sobrepostas,
não apenas paralelas. E quanto mais o Cosmos há de nos reservar?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

______________________
1  Nota de Paiva Netto
Cerca de 95% da estrutura do Universo ainda é uma incógnita para a atual Física. Não
se sabe o que seria a energia escura, responsável pela aceleração do Universo, e a
matéria escura, que reveste o interior das galáxias.
2  Vulpes et uva (A raposa e as uvas) — A famosa fábula de Esopo conta a história da
raposa que, não podendo alcançar as almejadas uvas, pois estas se encontravam muito
altas, as acusa de estarem verdes, embora estivessem maduras.
3  Nota de Paiva Netto
A Intuição — Leia “Einstein e Intuição”, no terceiro volume das Sagradas Diretrizes
Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1991). Adquira pelo
Clube Cultura de Paz: 0300 10 07 940 ou acesse: www.clubeculturadepaz.com.br

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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