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O mundo pede Paz

27/09/2018 09:00

O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos
ronda. Então, é igualmente hora de falar na Paz e de lutar por ela, sem descanso, até
que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta
gente. Um dos perigos que a humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento.
De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo
como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre
pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é
possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá*, na redução
da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este
irá tomando conta de suas existências. (…)
Sociedade Solidária Altruística Ecumênica
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por
não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta
não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo
dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16).
Ora, João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8, por sua vez, asseverou que
“Deus é Amor”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente
ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se
da perspectiva solidária e altruística nascida do Seu coração, firmada no Seu
Mandamento Novo — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Nisto
reconhecerão todos que sois realmente meus discípulos, se tiverdes Amor uns pelos
outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) —, a Lei da Solidariedade Espiritual
e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo,
não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões;
sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre
grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente
avanço espiritual, moral e ético. A Esperança de um futuro melhor é chama que não
se apaga no coração perseverante no Bem.
Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Quem? Os governantes do mundo?! Todavia,
na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente
se armam? Tem sido assim a história da “civilização”… “Quousque tandem,
Catilina, abutere patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa
paciência?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz,
devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho:

“Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos
dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração
nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa
Nova, consoante João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20). Que tal experimentá-lo?
Roteiro Espiritual
Que todos nós possamos cultivar em nossos lares o Amor Universal preceituado
pelos grandes luminares da Humanidade. É o convite que Jesus também nos faz:
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abri-la para mim,
entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse, 3:20). Essa
passagem bíblica – juntamente com Efésios, 6:10 a 20, e Apocalipse, 19:11 a 21 –
compõe o Roteiro Espiritual para a Vitória, uma feliz sugestão do respeitado político
brasileiro Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito. Objetivo: compreender a
origem espiritual dos desafios diários e vencê-los sob a inafastável Proteção Celeste.
Voltaremos ao assunto.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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