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Centro gravitacional

24/07/2018 23:20

A Caridade é o centro gravitacional da consciência ideológica, portanto,
educacional, política, social, filosófica, científica, religiosa, artística, esportiva,
doméstica e pública do Cidadão Espiritual, de modo que — se o ser humano não
tiver compreensão dela — deve esforçar-se para entendê-la, a fim de que venha a
subsistir em sua própria intimidade. Não há céu mais auspicioso do que o
coração, quando iluminado pelas forças do Bem. A Caridade é o divino
sentimento que nos mantém vivos. Por toda a existência, mormente na hora da
dor, ao invés de lamentações, não nos esqueçamos dela e a pratiquemos com
devoção. Trata-se de um grande medicamento para a Alma.
O saudoso fundador da Legião da Boa Vontade Alziro Zarur (1914-1979)
poetizou, com esta máxima, uma verdade flagrante: “A vibração do ódio destrói
o corpo humano, que foi feito para vibrar na Lei do Amor”.
A Caridade é a prova do poder do Espírito de construir promissoras épocas para
os cidadãos de todo o planeta. Não há maior inspiração para a boa política do que
ela. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Aliás, já está mostrando.
Essa ignorância, tantas vezes sofisticada, acerca de seu abrangente valor pode
mostrar-se arrogante a respeito do significadolato sensu da Caridade e de sua
eficiência na vida cotidiana de homens, povos e nações. Esse desconhecimento
tem redundado nos tropeços de muita ideologia que intentou — com resultados
aquém dos prometidos — corrigir a conjuntura de miséria abjeta, que massacra
populações imensas. E, ao me reportar à miséria, não falo apenas de penúria
social, mas espiritual, moral, mental, do intelecto. A observação dos
padecimentos humanos, quando à distância, pode levar alguém a erigir uma
quimera, apesar de sua grande erudição. Isso, por falta daquela sabedoria comum
aos mais simples, alcançada na peleja do labor constante, para usufruir de
condições mínimas de vida, diante dos embates do dia a dia, a fim de, por
exemplo, sustentar a família. A teoria, na prática, nem sempre é a mesma coisa,
pois a todo instante se é afrontado por fatos repentinos. A sabedoria que vem dos
milênios irá revelando que, ao patrimônio acadêmico, deve juntar-se a instrução
suprema nascida do aprendizado do sofrimento das multidões. O homem da rua
tem muito a ensinar às suas elites.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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