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Agentes do nosso futuro ou para o entendimento correto da Profecia

04/07/2018 13:34

Urge demonstrar que Profecia, e aqui me refiro aos vaticínios bíblicos, não é forçosamente sinônimo
de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes
realizamos de bom ou de mau. Faz-se necessário que aprendamos isso a fim de torná-la elemento
para o progresso consciente, de modo que nos transformemos, em completo juízo, em agentes
do nosso futuro, na Terra e no Céu.
Não é vão o comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso
surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.
E olhem que fazemos isso com o Apocalipse, como se ele fosse culpado de todos aqueles dramas que
ali se encontram. Não! Os flagelos nele contidos só ferem aqueles que agridem a Lei Divina. Trata-se
de simples processo de causa e efeito.
Por isso, chamo a atenção de todos para um aspecto fundamental da origem profética: a Trindade
Divina acompanha o nosso comportamento, dele tirando antecipadamente as conclusões, resultantes
dos nossos atos bons ou maus.
Dois e dois são quatro, na aritmética mais simples. De igual modo, os Espíritos de Luz, observando a
Matemática Celeste, projetam os efeitos da nossa semeadura no mundo. A isso se dá o nome de
Profecia.
Vocês sabem que, se puserem a mão no fogo, vão queimá-la. Se caírem na água, podem morrer
afogados ou afogadas caso não saibam nadar, ou até mesmo o sabendo.
Além disso, o Apocalipse tem suas consequências espirituais, morais; portanto, sociais, humanas,
políticas, filosóficas, científicas, econômicas, esportivas, artísticas e religiosas mais do que nunca.
Digo sempre que é na esfera da Religião que tudo começa, porque se refere ao sentimento das
criaturas, ainda que ateias. Parece um paradoxo, mas não é. Pensem, por favor, nisso.
Alziro Zarur (1914-1979) asseverava que “É no campo religioso que se encontram as soluções de
todos os problemas humanos e sociais”.
O último Livro da Bíblia Sagrada é carta de alertamento de um Amigo — no caso, Deus —,
enviada a nós por intermédio do Cristo e do Espírito Santo, escrita com Amor Fraterno para as
Suas criaturas.
Iluminar as estradas da nossa vida
No meu livro Jesus, o Profeta Divino (2011), pergunto se, por acaso, são as folhas de papel nas quais
estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes (que cultivamos pelo planeta) ou
nossa estupidez militante e ganância sem termo? É simplesmente a Lei de Causa e Efeito em plena
ação! Não foi o Apocalipse que se valeu da era atômica com o intuito de matar populações inteiras.
Na mesma obra, afirmo que o Apocalipse não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do
mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação.
E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto,
perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do
medo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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