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Vencendo as diferenças

22/06/2018 09:17

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações Unidas) da
Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá, entre seus 100
tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos considera a
educação, o treinamento e a informação pública na área dos direitos humanos
elementos essenciais para promover e estabelecer relações estáveis e harmoniosas
entre as comunidades e para fomentar o entendimento mútuo, a tolerância e a
paz”.
Sabemos que muito falta fazer para vermos todos os objetivos desse memorável
documento integralmente cumpridos. Daí meu empenho de sempre apresentar
também nossa modesta colaboração.
Aliás, no tocante ao entendimento geral de povos e nações, como escrevi em meu
livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e anteriormente
no Jornal da LBV (janeiro de 1984): (…) quando falamos na união de todos pelo
bem de todos, alguns podem atemorizar-se, pensando em capitulação de seus
pontos de vista na enfadonha planura de uma aliança despersonalizada, o
automatismo humano deplorável. Não é nada disso. Na Democracia Ecumênica,
todos têm o dever (muito mais que o direito) de — honestamente (quesito básico) e
com espírito de tolerância — enunciar seus ideais, sua maneira de ver as coisas.
Entretanto, ninguém tem o direito de odiar a pretexto de pensar diferente nem de
viver intimidado pela mesma razão. Já dizia Gandhi (1869-1948) que
“divergência de opinião não deve ser jamais motivo para hostilidade”. E foi por
nisso acreditar que, com certeza, o Mahatma se tornou o personagem principal da
independência do seu povo.
É ainda do sábio indiano esta notável afirmativa, quanto à necessidade de se
fomentar a Cultura de Paz nos corações para vencer as animosidades entre os
diferentes: “Que seus pensamentos sejam positivos porque eles se transformarão
em palavras. Que suas palavras sejam positivas porque elas se transformarão em
ações. Que suas ações sejam positivas porque elas se transformarão em valores.
Que seus valores sejam positivos porque eles determinarão seu destino”.
Mesmo que diferentes
Destino traz à mente o fulgor das crianças nas quais pensamos, ao nos
empenharmos em levar-lhes uma cultura de Paz por meio da educação intelectual
aliada ao afeto. E lhes apresento o resultado desse esforço, quando benfeito, nas
palavras, na ocasião, de um Soldadinho de Deus (carinhosa maneira de nos
referirmos às crianças, na LBV), que cresceu sob as asas da Pedagogia do Afeto,
bandeira de vanguarda de nossa lide legionária. Letícia Tonin tinha 7 anos quando
disse: “O Amor é maior do que tudo, mesmo que as pessoas sejam diferentes”.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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