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Sobrepujar a dor

07/06/2018 09:52

A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade
justamente pela atitude que têm diante da Dor.
Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o
sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de
lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.
Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais
prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia
construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio
ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.
Não temer os desafios
A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a
maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo
espiritual e físico exige sacrifício.
Vitória ao alcance
Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado
de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que
estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso
alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade
diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!
O negativismo atrasa o progresso
É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada
para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-
americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o
otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.
Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim
de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins
justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver
alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta
luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos,
este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.
Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil,
com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de
quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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