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Dependência virtual

02/06/2018 09:13

Se existe algo que podemos denominar revolução dinâmica – a que não somente
inaugura uma nova etapa no desenvolvimento da sociedade, mas também se renova
permanentemente – é a tecnologia. O que é lançado hoje no mercado como de última
geração logo se torna ultrapassado.
Constantes avanços cibernéticos vêm desencadeando melhorias em vários campos de
atuação humana. A internet é um dos pilares desse sistema sem fim, e cada vez mais
pessoas têm acesso ao mundo virtual.
Universo sedutor
A busca pelo saber, pelo entretenimento (games, bate-papo e redes sociais),
comodidades como realizar movimentações financeiras no conforto de sua casa,
escritório ou lan house, em apenas um clique, são alguns dos benefícios que a rede
mundial de computadores propicia. Assistimos pelo mundo que recursos da internet
são usados até mesmo na aceleração de mudanças governamentais. Contudo, a
utilização desses meios desacompanhada do bom senso imensos prejuízos pode
provocar. Um deles é o que os especialistas chamam de ciberviciado. Trata-se de
internautas com compulsão ou dependência da internet. Estudiosos a consideram uma
das mais graves doenças psíquicas da atualidade. O internauta compulsivo fica ainda
propenso a desenvolver doenças, como trombose venal profunda, ansiedade,
depressão e obesidade. Sem contar os funestos resultados dos que não conseguem se
livrar da teia virtual no campo afetivo, familiar e profissional.
São perigos a que todos estão expostos, em particular os adolescentes. Os jovens se
encontram numa fase de descoberta da própria identidade. Muitos procuram nas redes
sociais sua “turma” e, ao ultrapassar o limite da autoafirmação, se deparam com a
dependência digital, resumindo sua vida ao sedutor universo virtual.
Tratamento
Na maioria dos casos, a cura se resume, de acordo com especialistas, no afastamento
do ciberviciado do contato com o computador, criando novos e prazerosos hábitos.
Para muitos psicólogos, porém, não basta proibir, já que, de acordo com o grau de
dependência, ele pode trocá-la pelas drogas. Situações assim requerem um
psicoterapeuta, profissional habilitado que ajudará o paciente a encontrar as razões
que o levaram ao vício e buscar alternativas na solução do problema.
No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo é uma das instituições que desenvolvem tratamento para essa doença. Outras
informações podem ser obtidas pelo site www.dependenciadeinternet.com.br.

Não desprezemos também os recursos da prece. A oração sincera de quem deseja
curar-se ou daquele que quer ajudar a quem precisa pode produzir verdadeiros
milagres. Jesus, no Seu Evangelho, segundo Mateus, 7:7 a 11, nos ratifica essa
esperança: “Pedi, e Deus vos dará. Deus não é indiferente nem à morte de um
passarinho. Se teu filho te pede um pão, tu lhe dás uma pedra? Se teu filho te pede
um peixe, tu lhe dás uma serpente? Ora, se tu, que és mau, sabes dar boas coisas a
teu filho, que é que não dará o Pai que está no Céu?”
O progresso é o que todos almejamos, mas o usemos realmente a favor da
Humanidade.
Saúde da Alma
Minha saudação ao economista Paulo Azor, a quem agradeço página a mim
endereçada. Nela são destacadas especialidades médicas de Jesus nos inúmeros
milagres que realizou, conforme o relato dos Evangelistas na Boa Nova do Cristo
Ecumênico, o Divino Estadista. O texto é atribuído a um discurso dos formandos de
Medicina da PUC-PR/2010. Eis um trecho: “O tratamento que Ele [Jesus] oferece é
mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na Terra
e mais uma eternidade inteira ao seu lado no Céu”.
Jesus personifica a Divina Caridade à disposição de todos. Aquele que dela usufrui,
em primeiro lugar, conquista a saúde da Alma.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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