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Adoção rima com coração

28/05/2018 09:22

Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia
Nacional da Adoção (25 de maio) guardam especial afinidade. O sagrado dom
da maternidade, também expresso no belo gesto da adoção, deve compartilhar
amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema foi discutido na Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 —
e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), no programa Sociedade Solidária.
Na ocasião, o sociólogo e apresentador Daniel Guimarães entrevistou Mônica
Natale de Camargo, gerente executiva do Grupo de Apoio à Adoção de São
Paulo (Gaasp).
Mudança de cultura
Estimativas apontam que, para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou
indivíduos pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura
do perfil. O que a maioria dos pretendentes deseja? Eles geralmente querem
aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da mesma etnia. E as crianças que
estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade avançada, e
algumas com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa
cultura em torno da adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a
realidade do país, e começar a olhar com carinho para as crianças, mudar
aquela concepção do filho idealizado para o filho possível”.
Longe de nós o preconceito
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não
deixando espaço para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode
ser feito: “Primeiro, uma divulgação maior do que é a adoção, entender o que
significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso é importante! A
cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas de TV como este
onde se discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das
políticas públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma
família que a proteja, ame e respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de
São Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação brasileira
sobre o tema.
Tirem o vidro!
No dia 27 de maio, completam-se 32 anos de dois grandes eventos da Legião da
Boa Vontade na capital federal. Na ocasião, além de inaugurar o primeiro anexo
(sede administrativa) do Conjunto Ecumênico, comandei a cerimônia de
lançamento da Pedra Fundamental do Templo da Boa Vontade.

Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a todos
importante lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio administrativo
da LBV com os meus filhos e, ao olhar para o pátio, que estava superlotado, vi
que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de uma coisa? Vou falar aqui de
cima da marquise de entrada. E perguntei: Essa marquise aguenta o peso da
gente? Ao que me responderam que sim, ao mesmo tempo em que me
perguntavam: “Mas como é que o senhor vai passar para lá? Tem um vidro na
frente!” Ora, se o vidro atrapalha, tirem o vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado
e pude, então, fazer o discurso lá de cima mesmo.
Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Alziro Zarur
(1914-1979), que o Templo da Paz surgia para que houvesse a interiorização de
bons e elevados valores. Porque não se pode exteriorizar coisa alguma de útil se
a criatura não tem nada para oferecer. É a questão do conteúdo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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