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Presença Luminosa e Libertadora

01/12/2017 16:26

Desde 2004, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU),
comemora-se o 2 de dezembro como o Dia Internacional da Abolição da
Escravatura. O intuito é fazer com que todos se recordem de que, longe de ser um
estigma superado, ainda hoje é mal que aflige diversas partes do planeta. Ao refletir
sobre essa terrível realidade, trago a vocês, prezados leitores e leitoras, estas
palavras extraídas de meu ensaio literário Jesus, o Libertador Divino, que publiquei
na imprensa na década de 1980:
Existe um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas.
Sua atuação é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores
sem escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há
uma inadiável emancipação de todas as etnias ainda por fazer.
Consigna a História personagens notáveis, que dignificaram a existência
terrestre (…). Entretanto, ao inexorável passar do tempo, da lembrança dos povos vai
esmaecendo a fama das realizações de muitos deles, somente restando os seus
nomes e a pálida recordação dos seus feitos.
Um desses vultos históricos de todos os tempos e de todas as nações
gloriosamente resiste. Cada vez mais fulgura a Presença Luminosa e Libertadora.
Sua marca indelével firma-se na memória dos homens: “Passará o Céu, passará a
Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).
Sua vida — infância, juventude, pregação da Boa Nova, padecimentos, morte,
ressurreição — não encontra paralelo na Terra: “Vós sois de baixo, Eu sou de cima;
vós sois deste mundo, Eu não sou” (Evangelho, segundo João, 8:23).
Depois Dele, a vivência do ser humano nunca mais foi a mesma: “Eu sou a
Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Aquele que vive
e em mim acredita não padecerá eternamente” (Evangelho, segundo João, 11:25 e
26).
Sacudiu as almas e convocou para Belém a diligência dos poderosos. A Seu
respeito profetizou Simeão: “Eis que este Menino está destinado para a ruína e o
erguimento de muitos, e para alvo de contradições” (Evangelho, segundo Lucas,
2:34).
Desde a infância, manifestou o Seu elevado saber: aos 12 anos já pregava aos
doutores da lei, revelando o Seu Divino conhecimento. Falava-lhes com avançada
sabedoria. Deixava-os atônitos e em demorada reflexão, tamanha a sublimidade das
lições que as Suas réplicas encerravam: “Em verdade, em verdade vos digo: quem
ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou, já passou da morte para a Vida
Eterna” (Evangelho, segundo João, 5:24).
(…) Quereis saber o Seu nome? Jesus!, o Cristo Ecumênico, o Divino
Estadista, ipso facto, sem resquícios de intolerância, porquanto Ele, para redenção
nossa, é Amor elevado à enésima potência, “a Claridade perene, que, vinda ao
mundo, ilumina todo homem” (Evangelho, segundo João, 1:9).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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