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Templo da Paz e Dia das Nações Unidas

16/10/2017 17:43

Nos festejos de mais um aniversário do Templo da Boa Vontade, que fundei em 1989, recordo
que em outubro de 2009, em Brasília/DF, prestamos tributo à Organização das Nações Unidas
(ONU), que, naquela data, completava 64 anos de existência. Aliás, o sentimento que pautou a
decisão da comunidade internacional de criá-la, em 1945, é o mesmo do TBV: o desejo de Paz.
Breve histórico
Após as atrocidades da Segunda Grande Guerra, que dizimou e mutilou, física e
psiquicamente, milhões de pessoas, lideranças mundiais procuravam mecanismos que pudessem
assegurar a Paz entre os povos. De 25 de abril a 26 de junho de 1945, na cidade de São
Francisco/EUA, foi elaborada — pelos representantes de 50 países na conferência sobre Organização
Internacional — a Carta das Nações Unidas. Por sinal, o termo Nações Unidas foi idealizado pelo
presidente norte-americano Franklin Roosevelt (1882-1945). A base do documento nasceu de
propostas de delegações da China, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da antiga União Soviética e
da França. Em 24 de outubro de 1945, passa a existir oficialmente a ONU. Imaginemos quantos e que
tipos de discussões reservadas para chegarem a um consenso, inclusive nos campos devocionais e
laicos — que o diga dona Eleanor Roosevelt (1884-1962) —, ocorreram nos bastidores. Por mais
bem informados que estejamos hoje, não temos plena consciência de tudo o que se deu. Se o acordo
se formalizou, àquela época — depois do desestimulante fracasso da Liga das Nações, que tanto fez
penar Woodrow Wilson (1856-1924), após a Primeira Guerra —, por que as novas providências,
auguradas por tantas nações, que agora se projetam internacionalmente, cenário em que o Brasil se
destaca, não serão concretizadas? O mundo, sem apelação, segue adiante; às vezes, todavia,
momentaneamente, move-se para trás. Parado é que não fica.
A Paz não é utopia
Em contribuição ao tema, trago-lhes improviso meu que a Academia Jesus, o Cristo
Ecumênico, o Divino Estadista, em parte publicou na obra A Proclamação do Novo Mandamento de
Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra, que, em 24 de outubro de 2009,
lançamos nas superlotadas dependências do TBV.
(…) Existem aqueles que acham, como se fora fatalismo, por eles atribuído em censura aos
místicos, que a guerra é indissociável do ser humano, sem que haja outra possibilidade de progresso
rápido. Naturalmente, estão equivocados. Talvez lhes falte ainda a resolução de contrapor-se a
qualquer obstáculo e pugnar sem receios por tempos de fato mais pacíficos. Isso requer dose decisiva
de ânimo: ir contra aquilo que certos “costumes milenares” ruinosos “decidiram” ser o caminho
inarredável dos povos. Mas há muitos que possuem esse destemor. Sérgio Vieira de Mello (1948-
2003) foi um deles. Não afirmo que o instinto assassino vá desaparecer de uma hora para outra da
face do planeta. Somente não aceito modelos fatalistas, capitulados como realismo irremovível.
Digamos, porém, para argumentar, que, se a guerra viesse, teríamos de enfrentá-la com a disposição
necessária. Entretanto, um dia, a Fraternidade e a Justiça mudarão para melhor o destino acidentado
dos seres humanos, das famílias, das pátrias. Quando a criatura se purifica, tudo se transforma à sua
volta.
Fora dessa postura solidária, transmitida por uma das maiores figuras que passaram por este
orbe, torna-se mais difícil usufruir a Paz desarmada, custe o período que for preciso para alcançá-la.
Recado Divino
Enfatizo, então, ao término, recado divino de um Senhor sempre preocupado com ela: “Minha
Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o
mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Porque Eu estarei
convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho de Jesus, segundo João, 14:27 e 1; e
Mateus, 28:20).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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