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Jesus, o Eterno Educador

16/10/2017 17:44

Tudo tem o seu tempo. Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista — inspirador modelo
de dedicação ao próximo com o qual inúmeros heróis do ensino se identificam —, permanece!
Ele disse: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não
passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).
Alguém pode exclamar: “Mas e minha mãe, e meu pai, e os companheiros que
partiram?!…”
E quem disse que eles se foram?! Apenas ocorre o que descreveu o talentoso escritor e poeta
português Fernando Pessoa (1888-1935): “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser
visto”.
Ora, na verdade, os mortos não morrem!
É preciso esclarecer, então, que nessa minha assertiva procuro exaltar o sentido do que
realmente é perene neste mundo: o Amor Fraterno, exemplificado pelo Divino Mestre em
sacrifício por todos nós. O verdadeiro Amor nunca se extingue, ipso facto, persiste, mesmo
durante as piores tormentas.
Da Antologia da Boa Vontade (1955), fui buscar esta página memorável:
Pequeno apólogo chinês
“Li-Chi- Kin, o sábio dos sábios, mandou vir todos os livros das regiões de Hou-Hou e dos
países de Yuê. Meditara longamente as máximas de Tao-Te- Ching e desejava escrever o
Tratado de Toda a Sabedoria. Li-Chi- Kin, o sapientíssimo, mandou encadernar um grande
infólio de mil e uma páginas, em branco, para escrever a súmula de toda a Sabedoria. E leu
todos os livros.
“Ao fim do seu labor paciente, que durara muitos anos e fatigara os seus olhos serenos,
numa tarde de inverno, vendo correr as escuras águas do Shâ, o sábio resolveu escrever: tomou
do seu pincel, embebeu-o em nanquim, acendeu a lâmpada e ficou em silêncio.
“Todos supunham que Li-Chi- Kin levaria outros muitos anos desenhando as mil páginas do
Tratado de Toda a Sabedoria. Entretanto, nessa mesma tarde de inverno, deu por terminada sua
obra.
“Convocou todos os sábios de Hou-Hou e de Yuê, abriu o grande livro e lhes mostrou o
fruto do seu labor. O livro das mil páginas só tinha uma escrita e, nela, uma única palavra:
AMOR.
“Li-Chi- Kin, o sábio dos sábios, cofiando a barbicha real, que lhe escorria do queixo
pontudo, pôs os olhos além do horizonte enevoado do Shâ e, com a sua voz mansa, disse:
“— Sim, esta palavra é tudo. Resume toda a sabedoria: o Amor é a causa de tudo o que
existe. Por ele chegaremos a todas as perfeições. Pelo Amor é que conseguimos ver um pouco de
luz nas trevas que nos envolvem, conhecendo assim um pouco do desconhecido. O Amor rege os
astros e as plantas, os seres e as coisas, o sol, o mar, o mais humilde dos vermes e o destino
humano. E só pelo Amor se revela aos homens um pouco do mistério da existência: e isso é tudo
o que devemos saber, porque tudo mais é inútil e vão”.
“Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós
conhecemos e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no
Amor permanece em Deus, e Deus, nele”.
E essa é a grande lição que o Discípulo Amado, João, aprendeu com o Divino Mestre Jesus.
E, “na verdade, nada existe fora desse Amor”, concluía o saudoso Fundador da LBV, Alziro
Zarur (1914-1979).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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