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Fraternidade realizadora e direitos humanos

13/09/2017 09:35

Para a 58 a  sessão da Comissão do Status da Mulher (CSW), que ocorreu na sede
da ONU em Nova York, EUA, de 10 a 21 de março de 2014, junto das recomendações
da LBV às autoridades no evento, enviei mensagem publicada na revista BOA
VONTADE Mulher, especialmente preparada para a ocasião, em português, inglês,
francês e espanhol. Por oportuno, apresento a vocês, prezados leitores, alguns extratos:
A mulher tem sido o sustentáculo verdadeiro de todas as nações, quando
integrada em Deus ou nos ideais mais nobres a que um ser humano possa aspirar: a
Bondade Suprema, o Amor Fraterno, a Justiça Supina, a Fraternidade Real — mesmo
não professando uma tradição religiosa. (…)
Congratulamo-nos com as vitórias alcançadas por meio das metas globais de
desenvolvimento propostas pela ONU, a partir de 2000. Sabemos, porém, que há muito
ainda a fazer pelo próximo. Daí a importância dos temas debatidos pelos estados
membros, delegações internacionais, autoridades e demais participantes das reuniões
promovidas todos os anos pelas Nações Unidas durante a Comissão do Status da
Mulher.
Trata-se de oportuno momento para avaliar os acertos e empenhar-se ainda mais
nas melhorias que devem ocorrer, visando a soluções, por exemplo, no campo da
educação, da saúde, no combate à pobreza e à violência, entre as quais a hedionda
exploração sexual de mulheres, jovens e meninas. Jamais podemos esmorecer no que se
refere à luta pela causa da dignidade humana e pela erradicação das desigualdades
sociais e de gênero no mundo.
É inadmissível que no planeta, segundo estimativa da Organização Mundial da
Saúde (OMS), uma a cada três mulheres sofra algum tipo de violência (física e sexual),
tendo como autor, por vezes, o próprio parceiro.
É fundamental que igualmente se avance para a extinção da diferença de salários
entre os gêneros, no acesso mais equânime a posições gerenciais no mercado de
trabalho e na divisão dos afazeres domésticos entre homens e mulheres. Enfim, trata-se
sempre de garantir os princípios de cidadania e os direitos humanos.
A propósito, acreditar que possa haver direitos sem deveres é levar ao maior
prejuízo a causa da liberdade. (Importante é esclarecer que, quando aponto os deveres
do cidadão acima dos seus próprios direitos, em hipótese alguma defendo uma visão
distorcida do trabalho, em que a escravidão é uma de suas facetas mais abomináveis.) E
prossigo: por isso, queremos que todos os seres humanos sejam realmente iguais em
direitos e oportunidades, e cujos méritos sociais, intelectuais, culturais e religiosos, por
mais louvados e reconhecidos, não se percam dos direitos dos demais cidadãos.
Porquanto, liberdade sem fraternidade é condenação ao caos.
Trabalhamos, pois, por uma sociedade em que o Criador e Suas Leis de Amor e
Justiça inspirem zelo à liberdade individual. É o que nos suscita o Natal Permanente de
Jesus, a mensagem universalista do Libertador Divino, Aquele que, pelo Seu sacrifício,
se doou pela Humanidade. Tudo isso para garantir segurança política, social, jurídica,
sob a Sua visão divina (…).
A escritora, filósofa e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986)
belamente expressou-se sobre a importância da solidariedade e dedicação ao próximo ao
dizer: “A vida conserva seu valor enquanto atribuímos um valor à vida dos outros, por
meio do amor, da amizade, da indignação, da compaixão”.
As virtudes reais, de fato, serão aquelas constituídas pela própria criatura na
ocupação honesta dos seus dias, na administração dos seus bens e no respeito pelo que é
alheio, na bela e instigante aventura da vida. Uma nação que se faça de tais elementos
será sempre forte e inviolável.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Fede-ração Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissio-nais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escri- tores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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