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Famílias acolhedoras

01/08/2017 14:14

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Brasil existem mais
de 46 mil crianças e adolescentes em situação de acolhimento, que vivem
atualmente nas quase 4 mil entidades credenciadas junto ao Judiciário de todo
o país. As famílias acolhedoras se responsabilizam por cuidar da criança até
que ela retorne à família de origem ou seja encaminhada para adoção.
A modalidade de famílias acolhedoras, também conhecida como guarda
subsidiada, permite que famílias recebam, em suas casas, crianças e
adolescentes que foram afastados do convívio de sua família biológica.
Com base no censo do Sistema Único de Assistência Social (Suas) de 2016, o
serviço de acolhimento está presente em 522 municípios brasileiros e, segundo
o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), há 2,341 mil famílias
cadastradas para acolher 1,837 mil crianças e adolescentes.
As famílias acolhedoras não se comprometem a assumir a criança ou
adolescente como um filho, mas a acolher e prestar cuidados durante o período
de acolhimento. A família se torna, dessa forma, parceira do serviço de
acolhimento na preparação da criança para o retorno à convivência familiar ou
para a adoção, se for o caso.
A criança ou o adolescente é encaminhado a um serviço de acolhimento
quando se encontra em situação de risco, teve seus direitos violados e foram
esgotadas as possibilidades que permitiriam colocá-lo em segurança.
Ensinar a pescar – Investir nas pessoas e criar oportunidades para que o
cidadão possa desenvolver sua capacidade de produzir, ter seu próprio
sustento e fazer a cidade se desenvolver. Essa deve ser a proposta primaz dos
programas sociais de governos. Nesse sentido, o atual Banco Cidadão, da
Prefeitura de João Pessoa, dá seguimento ao trabalho iniciado lá atrás,
denominado Empreender, criado na gestão do então prefeito Ricardo Coutinho.
De acordo com dados da Prefeitura da Capital, no período de 2013 a 2017, já
foram liberados R$ 41 milhões, em microcrédito.

Valter Nogueira

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