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Expressão verídica de Justiça e de Amor

28/07/2017 14:33

Muitos ainda confundem Amor com passividade ou impunidade, quando o seu
significado é exatamente o contrário. Ora, é inconcebível haver
sociedade justa sem que ela receba a sacrossanta iluminação do
Mandamento Novo do Divino Legislador. Por simples dedução ou pela mais
pura lógica, aquela que não se nega a reconhecer a existência de uma
Sabedoria acima de todo o conhecimento terrestre, notamos que Jesus, o
Estadista por excelência, preocupou-se em revelar Sua Instrução Máxima
em forma de Lei, para estabelecer ordem: “Amai-vos como Eu vos amei
(Boa Nova, consoante João, 13:34).
Somos então colocados diante do maior de todos os Seus preceitos, a
base da Constituição Legal do Cosmos. Ele igualmente outorgou
regulamento à Lei: “Somente assim podereis ser reconhecidos como meus
discípulos (Evangelho, segundo João, 13:35, de acordo com a Bíblia de
Jerusalém).
Logo, devemos imediatamente relacionar a acepção de Justiça à de Amor.
No entanto, falo-lhes daquela inspirada nos ditames superiores, que não
podem ser tomados pelas barbaridades exercidas em nome do Pai Celestial
e do Direito, no decorrer dos milênios.

De Sociologia do Universo
Escrevi, em Sociologia do Universo, que devemos ser tolerantes,
contudo, comprovado o delito, cumpra-se a Lei (Lei justa, é claro),
visto ser a impunidade sepulcro para as nações.
O intrépido Montesquieu (1689-1755) é quem observa: “Uma coisa não é
justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa”.
Contra a injustiça devemos incansavelmente lutar com as armas do
Mandamento de Jesus (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35), posto que,
como no ensinamento de Confúcio (551-479 a.C.), consignado por seus
seguidores: “O objetivo do castigo é dar um fim ao próprio castigo”.
O Amor nunca pode ser encarado como algo frágil. Do contrário, Gandhi
(1869-1948) não concluiria que: “Se um único homem atingir a
plenitude do Amor, neutralizará o ódio de milhões”.
Tenhamos, pois, sempre em mente que a Fraternidade é a Lei. A Ética, a
sua disciplina. A Justiça, a aplicação. Ninguém mais infeliz do que o
indigente da Fé e da Caridade.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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