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Agentes do nosso futuro ou para o entendimento correto da Profecia

31/07/2017 10:38

Paiva Netto

Urge demonstrar que Profecia, e aqui me refiro aos vaticínios bíblicos,
não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações
entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de
bom ou de mau. Faz-se necessário que aprendamos isso a fim de torná-la
elemento para o progresso consciente, de modo que nos transformemos, em
completo juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu.
Não é vão o comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824):
“Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o
destino”.
E olhem que fazemos isso com o Apocalipse, como se ele fosse culpado de
todos aqueles dramas que ali se encontram. Não! Os flagelos nele
contidos só ferem aqueles que agridem a Lei Divina. Trata-se de simples
processo de causa e efeito.
Por isso, chamo a atenção de todos para um aspecto fundamental da
origem profética: a Trindade Divina acompanha o nosso comportamento,
dele tirando antecipadamente as conclusões, resultantes dos nossos atos
bons ou maus.
Dois e dois são quatro, na aritmética mais simples. De igual modo, os
Espíritos de Luz, observando a Matemática Celeste, projetam os efeitos
da nossa semeadura no mundo. A isso se dá o nome de Profecia.
Vocês sabem que, se puserem a mão no fogo, vão queimá-la. Se caírem na
água, podem morrer afogados ou afogadas caso não saibam nadar, ou até
mesmo o sabendo.
Além disso, o Apocalipse tem suas consequências espirituais, morais;
portanto, sociais, humanas, políticas, filosóficas, científicas,
econômicas, esportivas, artísticas e religiosas mais do que nunca.
Digo sempre que é na esfera da Religião que tudo começa, porque se
refere ao sentimento das criaturas, ainda que ateias. Parece um
paradoxo, mas não é. Pensem, por favor, nisso.
Alziro Zarur (1914-1979) asseverava que “É no campo religioso que se
encontram as soluções de todos os problemas humanos e sociais”.
O último Livro da Bíblia Sagrada é carta de alertamento de um Amigo —
no caso, Deus —, enviada a nós por intermédio do Cristo e do Espírito
Santo, escrita com Amor Fraterno para as Suas criaturas.

Iluminar as estradas da nossa vida
No meu livro Jesus, o Profeta Divino, pergunto se, por acaso, são as
folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que
provocam essas catástrofes (que cultivamos pelo planeta) ou nossa
estupidez militante e ganância sem termo? É simplesmente a Lei de Causa
e Efeito em plena ação! Não foi o Apocalipse que se valeu da era
atômica com o intuito de matar populações inteiras.
Na mesma obra, afirmo que o Apocalipse não foi feito para apavorar com
os caminhos obscuros do mistério, mas para iluminar as estradas da nossa
vida, porque Apocalipse significa Revelação. E, como é Revelação,
mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava
encoberto, perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a
mãe da ignorância, a geradora do medo.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Adilson Montenegro

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