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Vencendo as diferenças

19/06/2017 18:09

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações
Unidas) da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá,
entre seus 100 tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos
Humanos considera a educação, o treinamento e a informação pública na
área dos direitos humanos elementos essenciais para promover e
estabelecer relações estáveis e harmoniosas entre as comunidades e para
fomentar o entendimento mútuo, a tolerância e a paz”.
Sabemos que muito falta fazer para vermos todos os objetivos desse
memorável documento integralmente cumpridos. Daí meu empenho de sempre
apresentar também nossa modesta colaboração.
Aliás, no tocante ao entendimento geral de povos e nações, como escrevi
em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e
anteriormente no Jornal da LBV (janeiro de 1984): (…) quando falamos
na união de todos pelo bem de todos, alguns podem atemorizar-se,
pensando em capitulação de seus pontos de vista na enfadonha planura de
uma aliança despersonalizada, o automatismo humano deplorável. Não é
nada disso. Na Democracia, todos têm o dever (muito mais que o direito)
de — honestamente (quesito básico) e com espírito de tolerância —
enunciar seus ideais, sua maneira de ver as coisas. Entretanto, ninguém
tem o direito de odiar a pretexto de pensar diferente, nem de viver
intimidado pela mesma razão. Dizia Gandhi (1869-1948) que “divergência
de opinião não é motivo para hostilidade”. E foi por nisso acreditar
que, com certeza, o Mahatma se tornou o personagem principal da
independência do seu povo.
É ainda do sábio indiano esta notável afirmativa, quanto à necessidade
de se fomentar a Cultura de Paz nos corações para vencer as animosidades
entre os diferentes: “Que seus pensamentos sejam positivos porque eles
se transformarão em palavras. Que suas palavras sejam positivas porque
elas se transformarão em ações. Que suas ações sejam positivas porque
elas se transformarão em valores. Que seus valores sejam positivos
porque eles determinarão seu destino”.

Mesmo que diferentes
Destino traz à mente o fulgor das crianças nas quais pensamos, ao nos
empenharmos em levar-lhes uma cultura de Paz por meio da educação básica
aliada ao afeto. E lhes apresento o resultado desse esforço, quando
benfeito, nas palavras, na ocasião, de um Soldadinho de Deus (carinhosa
maneira de nos referirmos às crianças, na LBV), que vinha crescendo sob
as asas da Pedagogia do Afeto, bandeira de vanguarda de nossa lide
legionária. Letícia Tonin tinha 7 anos quando disse: “O Amor é maior do
que tudo, mesmo que as pessoas sejam diferentes”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Fede-ração Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissio-nais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escri- tores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).

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