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Adoção rima com coração

27/05/2017 20:16

Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia
Nacional da Adoção (25 de maio) guardam especial afinidade. O sagrado
dom da maternidade, também expresso no belo gesto da adoção, deve
compartilhar amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema foi discutido na Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212
— e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), no programa Sociedade Solidária.
Na ocasião, o apresentador e graduado em Ciências Sociais Daniel
Guimarães entrevistou Mônica Natale de Camargo, gerente executiva do
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp).
Mudança de cultura
Estimativas apontam que, para cada criança na fila de adoção, há seis
casais ou indivíduos pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos
aquela cultura do perfil. O que a maioria dos pretendentes deseja? Eles
querem aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da mesma etnia. E as
crianças que estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com
idade avançada, e algumas com necessidades especiais. Então, o que tem
de se fazer? Mudar essa cultura de adoção no Brasil. O pretendente tem
que entender qual é a realidade do país, e começar a olhar com carinho
para as crianças, mudar aquela concepção do filho idealizado para o
filho possível”.

Longe de nós o preconceito
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas,
não deixando espaço para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para
o que pode ser feito: “Primeiro, uma divulgação maior do que é a adoção,
entender o que significa adotar, o que significa um filho na sua vida.
Isso é importante! A cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com
programas como este onde se discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja
das políticas públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança
ter uma família que a proteja, ame e respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à
Adoção de São Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a
legislação brasileira sobre o tema.

Tirem o vidro!
No dia 27 de maio, completam-se 31 anos de dois grandes eventos da
Legião da Boa Vontade na capital federal. Na ocasião, além de
inaugurar o primeiro anexo (sede administrativa) do Conjunto Ecumênico,
comandei a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Templo da Boa
Vontade.
Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a
todos importante lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio
administrativo da LBV com os meus filhos e, ao olhar para o pátio, que
estava superlotado, vi que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de
uma coisa? Vou falar aqui de cima da marquise de entrada. E perguntei:
Essa marquise aguenta o peso da gente? Ao que me responderam que sim, ao
mesmo tempo em que me perguntavam: “Mas como é que o senhor vai passar
para lá? Tem um vidro na frente!”. Ora, se o vidro atrapalha, tirem o
vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado e pude, então, fazer o discurso
lá de cima mesmo.
Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Alziro Zarur
(1914-1979), que o Templo da Paz surgia para que houvesse a
interiorização de bons e elevados valores. Porque não se pode
exteriorizar coisa alguma de útil se a criatura não tem nada para
oferecer. É a questão do conteúdo.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associa-ção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (IFJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).
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