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5 dicas para driblar a inflação

19/03/2015 22:53

Em janeiro, o Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA) bateu o recorde de 1,24%, maior índice desde fevereiro de 2003. A expectativa é de que, em 2015, o valor acumulado seja de 7,14%.  Os efeitos já podem ser sentidos pelos consumidores, com aumento do preço da eletricidade, combustível, além da alta do dólar.  Amanda Aires, professora de economia do grupo DeVry Brasil, dá algumas dicas para que os consumidores possam amenizar o impacto da inflação.

1.    Pesquise preços

Com o aumento dos valores de produtos e serviços, pesquisar preços em diferentes estabelecimentos pode garantir uma grande economia. Ferramentas de busca e aplicativos que comparam preços são grandes aliados nesta tarefa e poupam o tempo do consumidor. Além disso, as redes sociais possuem grupos de compartilhamento de promoções.

2.    Busque novas opções de investimentos

Em tempos de inflação em alta, deixar o dinheiro parado é sinônimo de prejuízo. Neste caso, a poupança passa a ser uma opção pouco indicada para investimentos. “Com renda 0,5% + TR, isso dá um rendimento de, aproximadamente, 6,5% a.a. Se a inflação é superior a esse valor, você acaba tendo o rendimento reduzido”, explica Amanda.

Neste caso, a poupança é uma opção válida se for para cumprir uma meta em curto prazo: uma viagem de férias ou um curso, por exemplo. Caso contrário, é interessante optar por fundos de investimento, títulos do tesouro e produtos financeiros atrelados a esses títulos e com rendimentos acima da inflação.

 3.    Reavalie a necessidade de determinadas compras

Em tempos de forte instabilidade, é necessário reduzir os gastos para esperar o problema passar”, orienta a professora da DeVry Brasil. É aconselhável evitar assumir grandes dívidas como a aquisição de um carro ou um empréstimo, por exemplo.

É indispensável uma planilha de controle de gastos, uma maneira eficaz para evitar compras por impulso, além de ter uma perspectiva de gastos da família. Adiar a compra de certos itens e esperar promoções também é indicado.  Durante este tempo, o consumidor pode ainda reavaliar se realmente precisa, por exemplo, comprar uma nova TV.

4.    Mude seus hábitos

O aumento do preço da gasolina pode ser uma oportunidade para aderir a novos hábitos.  Se você mora razoavelmente próximo ao trabalho, ir de bicicleta ao escritório, pelo menos algumas vezes por semana, é uma maneira de cortar custos, além de evitar o trânsito. Uma outra opção é dividir o carro com um colega de trabalho ou vizinhos.  Além disso, há redes sociais e aplicativos especialmente para quem procura dividir a gasolina.

Para economizar energia, use o ar-condicionado com moderação, preste atenção no tempo gasto no chuveiro e tire da tomada eletrodomésticos que não são utilizados.

5.    Substitua produtos

A alta do dólar significa o encarecimento de itens como vinhos, carnes e matérias primas de produtos de higiene e limpeza. O ideal é evitar ao máximo o desperdício e cortar alguns supérfluos da lista de compras. Opte por frutas e verduras da estação, que sempre são mais baratas. Levar o almoço para o trabalho também é uma opção que garante uma maior economia no final do mês.

Caio Araújo

Especialista em Marketing Estratégico e Publicidade, bacharel em Marketing Turístico pela UFPB, aficionado por música, cervejas e boa comida, curioso por tecnologia, fotografia e cultura inútil.
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