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Audiência Pública: CMJP discute o combate às drogas lícitas e ilícitas

O evento, que foi presidido pelo vereador Carlão (DC), contou com a presença de integrantes da comunidade terapêutica Fazenda da Esperança

14/06/2019 16:28

Uma audiência pública, para tratar do tema “Drogas lícitas e ilícitas e seus malefícios”, foi realizada, na manhã desta sexta-feira (14), no Plenário da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). O debate, proposto pela Mesa Diretora da Casa, integrou às ações da ‘Semana Municipal da Política sobre Drogas’. O evento, que foi presidido pelo vereador Carlão (DC), contou com a presença de integrantes da comunidade terapêutica Fazenda da Esperança, na Paraíba.

Além do vereador Carlão, também compuseram a mesa dos trabalhos, a vereadora Eliza Virgínia (PP); os deputados estaduais Walber Virgolino (Patriotas) e Wilson Filho (PTB), presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento às Drogas e Defesa da Juventude da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB); o presidente local da Fazenda da Esperança, Rafael Guimarães; o representante da Associação de Policiais da Paraíba, Manoel Sousa; a presidente da Comissão de Políticas de Segurança e Combate às Drogas e Conselheira Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), Kátia Valéria de Oliveira; e o pastor Túlio Polari.

No discurso de justificativa da audiência pública, o vereador Carlão ressaltou a dificuldade de se falar em políticas públicas contra às drogas, e destacou a importância da campanha ‘Paraíba Sem Drogas’, lançada pela Frente Parlamentar de Enfrentamento às Drogas e Defesa da Juventude, da ALPB. De acordo com o parlamentar, cerca de 11 mil dependentes químicos perambulam pelas ruas da Capital, e 37% dos viciados se tornam depressivos e têm três vezes mais chances de se suicidar. “Estamos aqui para gritar e confirmar que não existe batalha perdida. Precisamos entender que a prevenção é uma grande ferramenta nesta luta, que deve contar também com políticas públicas que garantam a vitória nessa batalha”, defendeu Carlão.

A vereadora Eliza Virgínia afirmou que a família é a célula magna da sociedade, e que, se ela fica doente, adoece todo corpo social. De acordo com a parlamentar, na maioria das vezes a família adoece devido ao uso das drogas. “Estão querendo liberar indiscriminadamente as droga, principalmente a maconha. Para evitar isso, elaborei um projeto de lei chamado ‘Escola Sem Maconha’, para chamar atenção para os malefícios dessa droga”, revelou.

O deputado estadual Walter Virgolino disse que a repressão às drogas é um tema tabu e que sempre a defendeu, mas descobriu que esta é apenas uma ferramenta no batalha contra às drogas. “Sou delegado de carreira e agora deputado. Entendo que só reprimir é uma ação equivocada, pois não depende só do usuário abandonar o vício, é preciso que o Estado esteja presente, através de políticas públicas. Políticas essas que não existem em João Pessoa, nem na Paraíba”, afirmou.

O deputado ainda declarou ser contra a legalização das drogas, que, segundo ele, vai apenas transformar o traficante em contrabandista. “Os traficantes estão habituados a burlar as leis. Quando os impostos passarem a incidir sobre a venda das drogas, eles não vão querer pagar, vão virar contrabandistas. Nessa luta, precisamos da participação direta da família, da escola, da religião e de toda classe política”, disse.

Já o deputado estadual Wilson Filho ressaltou o desafio que é travar uma luta contra o uso das drogas. “Estamos defendendo a família para construir uma solução para um dos maiores problemas de saúde e, com certeza, o maior problema em relação à segurança pública. O vício não afeta só a vida do dependente, mas a vida de toda a família e da sociedade. As pessoas têm medo de sair de casa devido à insegurança, que cresce, cada vez mais, porque os dependentes não conseguem viver em abstinência e partem para a violência para obter dinheiro pra comprar drogas. Esse processo de combate às drogas deve ser composto pela repressão, ressocialização e prevenção”, defendeu.

O pastor Túlio Polari e Kátia Valéria de Oliveira destacaram a prevenção como caminho para combater as drogas, principalmente no âmbito familiar; e a importância de se combater também as drogas lícitas, causadoras dos maiores índices de morte na sociedade.

Fazenda da Esperança

O presidente da Fazenda Esperança, Rafael Guimarães, fez uma explanação sobre o trabalho que a comunidade realiza na recuperação de dependentes químicos, desde as ações religiosas, até as atividades lúdicas. Diversos integrantes da unidade relataram suas experiências no processo de recuperação. “Eu pude me transformar e readquirir a confiança dos que estão à minha volta. Hoje, posse levar luz para todos. Cada dia é uma vitória, um dia de gratidão por não usar drogas. Acredito na ressocialização dos dependentes químicos, principalmente se o poder público fizer sua parte para ajudar nesse processo”, revelou Mazinho Miramar.

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