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Para presidente do Corecon-PB, antecipação do 13º alivia as finanças do Estado

Celso Mangueira diz que a economia do País ainda não decolou e defende união dos políticos pela aprovação da reforma da Previdência

13/05/2019 10:21


A antecipação do 13ºsalário, ou o pagamento de 50% no mês de junho, como fazem o Governo do Estado, muitas prefeituras e algumas empresas, proporcionará uma injeção considerável de recursos no comércio da Paraíba, que faz movimentar a economia e tira muita gente da inadimplência. Esta é a visão do presidente do Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon-PB), Celso Mangueira.

“A vantagem principal para aquelas pessoas que têm dívidas a vencer no período, com juros altos, é possibilidade de equilíbrio de suas finanças pessoais. Isso permite que o contemplado também possa adquirir um bem que ele tanto deseja”, comentou Celso Mangueira. Essa antecipação do 13º salário, segundo ele, possibilita a reorganização das finanças pessoais de milhares de pessoas na Paraíba. “Quem tem dívidas elevadas, pode equilibrar suas finanças com a antecipação”, reforçou ele.

Indagado sobre como avalia a chegada do Brasil ao quinto mês do ano com uma economia em crise e se o Governo já apresentou os resultados esperados pela sociedade, Celso Mangueira respondeu que não. Segundo elehavia grande expectativa da sociedade, no início do ano, visto que a economia do governo anterior (Temer) vinha apresentando resultados positivos, embora nada excelentes, e com projeções de manutenção do crescimento.

Números não retratam

“Aliado a isso, a equipe econômica formada pelo atual Governo, por economistas de renome, deu a entender ao empresariado que haveria uma melhoria na economia do País. Contudo, os números não retrataram isso”, declarou Celso Mangueira. E continuou ele: “Chagamos no mês de abril com alguns resultados negativos, como queda do crescimento no setor indústrial, o aumento da inflação, que quer se deslocar do ponto de equilíbrio, e o aumento do desemprego, que passou de 12,7% (13,4 milhões de desempregados)”.

Além disso, segundo o presidente do Corecon-PB, o desemprego afeta muito o jovem de 16 a 21 anos, “que não consegue ingressar no mercado”. Ele frisou que a inadimplência também aumentou “e mais famílias passaram a ter seus nomes negativados”. “De maneira geral, é uma situação bastante preocupante. Não houve resposta adequada (do Governo) em relação à economia, em função de algumas expectativas do empresariado que não foram atendidas”, declarou.

Reforma da Previdência

De acordo com Celso Mangueira, os empresários ainda esperam uma ação eficaz do Governo para gerar empregos e aquecer a economia. “Elesesperam que a Reforma da Previdência seja aprovada para que possam fazer os investimentos previstos nos seus planos de expansão dos negócios”, disse, destacando que, para o empresário, a aprovação da Reforma da Previdência será um ponto extremamente positivo.

De maneira geral, segundo ele, os políticos têm se mostrado favoráveis à Previdência, “mas não têm externado esse interesse em relação à Reforma”. A Previdência é um dos fatores que levam à situação de gravidade fiscal dos Estados”, conforme Celso Mangueira.

Ele defendeu o trabalho da classe política brasileira em busca da aprovação da reforma previdenciária. Aquilo que fere à Constituição, segundo ele, deve ser discutido e resolvido no âmbito do Congresso Nacional da maneira mais rápido possível para não travar o andamento da apreciação do projeto do Governo. Para ele, quanto mais demora na aprovação da reforma, pior para o País.

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