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Defensora pública incentiva ressocialização através da música, poesia e leitura

A remição da pena através da leitura foi tema do primeiro encontro do projeto “Abrindo a mente para a liberdade”, realizado no último dia 6 na cadeia pública da cidade de Pocinhos. A iniciativa da defensora pública da Comarca, Monaliza Montinegro, que conta com apoio de alguns setores da sociedade, contempla reeducandos dos regimes fechado, […]

12/04/2018 19:14

A remição da pena através da leitura foi tema do primeiro encontro do projeto “Abrindo a mente para a liberdade”, realizado no último dia 6 na cadeia pública da cidade de Pocinhos. A iniciativa da defensora pública da Comarca, Monaliza Montinegro, que conta com apoio de alguns setores da sociedade, contempla reeducandos dos regimes fechado, semiaberto e aberto com outras ações, como acompanhamento psicológico, social e de coleta de dados, dentre outras.

A cada encontro mensal, os reeducandos têm acesso a atividades de lazer, a exemplo de música, poesia, cinema, dentre outras atividades, além de palestras motivacionais e acompanhamento espiritual, sendo obedecida a religião e particularidades de cada detento.

“Enquanto houver presídios, cadeias, nós precisamos estar lá, levando conhecimento e esperança aos reeducandos, bem como mostrar à sociedade que a violência é um problema social e não uma questão de segurança pública”, afirmou Monaliza, que vê no Projeto um meio para alcançar esse ideal.

Equipe multiprofissional

Ela acrescentou que a equipe conta hoje, com artistas, estudantes de psicologia, um professor mestre em letras e uma socióloga, bem como recebe apoio da Prefeitura Municipal de Pocinhos, do diretor da Cadeia e da pastoral carcerária, todos imbuídos em torno do objetivo comum de transformar vidas através da leitura, da arte e da música.

“Também ofertaremos assistência psicológica ao reeducandos e paralelamente estaremos desenvolvendo uma pesquisa que nos dará sustentação para fazer um trabalho de conscientização junto à sociedade a respeito das causas da crescente violência em nosso País”, concluiu Monaliza.

O ativista cultural e parceiro do projeto, Tiago Monteiro, destacou a importância da iniciativa, dizendo-se feliz e agradecido pela oportunidade de participação e sobretudo, receptividade e interesse dos reeducandos.

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