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Campina Grande

Transposição: Márcio pede o aumento da quantidade de água fornecida a Boqueirão e a região

Hoje, de acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), atualmente, Boqueirão registra 31,3 milhões de m³, ou 8,3% do total de 411,6 milhões de m³ que pode armazenar.

31/08/2017 18:22

O vice-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereador Márcio Melo Rodrigues, está reivindicando à bancada federal da Paraíba, formada pelos senadores e deputados, ação urgente junto ao presidente Michel Temer e ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para ampliar a quantidade da água ofertada no Projeto da Transposição do Rio São Francisco, e abastecer o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), garantindo a segurança hídrica à população campinense e de mais 18 Municípios do Compartimento da Borborema.

No momento não estão funcionando as 12 bombas do sistema da Transposição do Rio São Francisco e uma vazão mínima está chegando a Boqueirão. Está chegando apenas 2.78m³ p/s em Monteiro. Ele salientou que se faz necessária a adoção das providências devidas para a normalização na vazão das águas do Rio São Francisco que chega à Boqueirão.

Assinala que, o Açude de Boqueirão inicialmente projetado para atender à demanda de Campina Grande e de outros oito municípios, hoje contempla mais que o dobro de cidades. Boqueirão é responsável pelo abastecimento de um milhão de pessoas na região metropolitana de Campina Grande, a segunda maior do Estado.

Conforme técnicos especialistas da questão hídrica, Boqueirão estaria recebendo apenas menos de três metros cúbicos por segundo (m³/s), das águas da Transposição, castigando milhares de pessoas. Sem essas providências, prejudica-se a população no que diz respeito ao atendimento das necessidades básicas, causando danos ao desenvolvimento da região. Porém, do total de água que chega 0,85 m³/s são destinados ao abastecimento e outros 0,25 m³/s são perdidos com evaporação.

Hoje, de acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), atualmente, Boqueirão registra 31,3 milhões de m³, ou 8,3% do total de 411,6 milhões de m³ que pode armazenar. A proposta era para o fornecimento de cerca de nove metros cúbicos por segundo (m³/s), mas tem chegado apenas quantidade muito abaixo dessa marca, o que causa preocupação e incerteza no seio da sociedade, e, que, segundo os órgãos públicos, não se tem prazo para a saída do racionamento.

Assinalou, por outro lado, que a Câmara Municipal de Campina Grande aprovou requerimento de sua autoria, solicitando, em caráter de máxima urgência, providências ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual, ao DNOCS, a AESA, e ao Ministério da Integração Nacional, acerca da construção de barragem com passagem molhada no Rio Paraíba, no Município de Caraúbas, que estaria represando as águas da Transposição do Rio São Francisco e fiscalização ao longo do Rio Paraíba.

Propôs que a vistoria dos órgãos referidos seja realizada ao longo do Rio Paraíba, a fim de constatar outros casos de construção irregular de barragens que possam impedir o fluxo da água da Transposição e a adoção de medidas cabíveis. De acordo com as informações que circulam nas redes sociais e nos portais de notícias, a Prefeitura de Caraúbas construiu uma passagem molhada no Rio Paraíba, que libera as águas do São Francisco apenas com manilhas, impedindo o livre fluxo do produto, contribuindo para o atraso no fim do racionamento.

Lembra que Campina Grande reconhece o esforço do ministro em sua contribuição para a chegada das águas ao Açude de Boqueirão, prova disso é que a Câmara Municipal, através de propositura de sua autoria, concedeu a sua pessoa o Título de Cidadania Campinense e a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. Mas, ocorre que, para termos a segurança hídrica e alcançar aos objetivos propostos, precisa da regularidade no processo de fornecimento do produto, que tem oscilado sobremaneira.

Pediu, também em nome da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará a rapidez na conclusão da Transposição no Eixo Norte, para complementar o projeto da mais valia social e econômico para milhões de nordestinos.

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