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CMJP celebra o Dia do Índio debatendo a “Questão Indígena em João Pessoa”

Na pauta, questões como demarcação de terras, saúde, educação e a consolidação dos direitos dos povos indígenas.

19/04/2017 23:14

No Dia do Índio, a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) debateu, em audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (19), a situação do índio na capital, sob o tema “Questão Indígena em João Pessoa”. Na pauta, demarcação de terras, saúde e a consolidação dos direitos dos povos indígenas foram discutidos. O evento foi presidido por seu propositor, vereador Marcos Henriques (PT), e secretariado por Humberto Pontes (PTdoB). Ao iniciar a reunião, os índios Tabajaras saudaram à todos com o tradicional ritual do Toré.

O propositor destacou a importância da data na história e cultura do país, por evidenciar a necessidade de se lutar pelos direitos dos povos indígenas. Marcos Henriques anunciou que vai criar, na CMJP, uma Frente Parlamentar em Defesa da Saúde dos Índios, com a participação do vereador Humberto Pontes.

“Sonhei em chegar no Parlamento para poder ajudar as minorias. Desta forma estamos na luta para consolidar os direitos dos povos indígenas. Conhecemos suas necessidades e anseios por uma melhor qualidade de vida. Estamos na luta em defesa da afirmação da identidade dos indígenas. É necessário que João Pessoa dê assistência aos povos indígenas”, defendeu Marcos Henriques.

O vereador Humberto Pontes exaltou a luta de Marcos Henriques em defesa dos povos indígenas e dispensou apoio do seu mandato a questão. “Esta é uma tarde de alerta para as questões indígenas durante a qual poderemos evidenciar os principais problemas desses povos”, disse.

O cacique Paulo Tabajara falou que a História silenciou sobre a questão indígena porque foram exterminados, sem nenhum movimento de consternação como aconteceu com o “povo judeu’”, no Holocausto.

Ele ainda lembrou que, em 1988, na promulgação da Constituição Federal, ficou estabelecido o prazo de cinco anos para as demarcações das terras indígenas que, até então, não aconteceram. Os caciques Carlos e Ednaldo pediram para que os povos indígenas servissem como exemplo no tratamento com a natureza e cobraram atenção do Poder Público para os povos indígenas.

O coordenador técnico da Fundação Nacional do Índio na Paraíba (Incra-PB), Benedito Rangel, falou da sua satisfação em trabalhar em uma instituição “que tanto fez pelos povos indígenas” e comentou a situação atual do Incra. “A Fundação vem sendo massacrada nos últimos tempos. Passamos por constantes reduções no orçamento. Tínhamos uma coordenação regional que foi transferida para o Ceará junto com nossa autonomia”.

Assessora para Assuntos Indígenas da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Wilma Martins de Mendonça, destacou que a instituição é parceira de todos os povos indígenas do país e está sempre a disposição para lutar pelos direitos do povos indígenas.
Também participaram da audiência pública os vereadores Léo Bezerra (PSB) e Damásio Franca (PP). A audiência publica contou com as participações de autoridades ligadas ao tema dos povos indígenas, Movimentos Sociais e representantes de organizações da sociedade civil.

O Toré

O Toré é uma dança sagrada, significa a própria cultura indígena, ele é o símbolo da luta e resistência ao longo dos 505 anos. O toque dos tambores e o som da gaita significam que os guerreiros ainda lutam e resistem.

Fonte : Damião Rodrigues

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