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Caridade e Meritocracia Divina

Quando Deus criou os Universos, o fez por espírito de Caridade. E, quando passou à Sua criação
cósmica o sentido do livre-arbítrio (relativo), também usou de Caridade, para que cresçamos pelo nosso
esforço, de modo que, um dia, possamos merecer o Seu Reino Espiritual, que vem baixando a nós ao toque
da Sétima Trombeta: “O sétimo Anjo tocou a trombeta, e se ouviram no céu grandes vozes, dizendo: O
reino do mundo tornou-se de Deus e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse,
11:15).
O livre-arbítrio, associado ao senso de responsabilidade, é uma disciplina de Deus que temos de
respeitar. É dessa forma que alcançamos o status da Cidadania do Espírito. É pela Meritocracia*
Divina, mediante as nossas boas obras. E, por favor, não confundam esse conceito com uma ideia, quando
transversa, de “direito divino” (com iniciais minúsculas). É importante destacar que, sem o entendimento
da Lei Universal da Reencarnação e sem o sentido de dever, essa perspectiva de “direitos” é incompleta e
se torna um absurdo, podendo resvalar nos privilégios mais condenáveis.
(…)
Novo Mandamento de Jesus e Reencarnação
A Lei da Reencarnação confirma o livre-arbítrio; o livre-arbítrio confirma a Lei da Reencarnação.
Um justifica o outro. Agora, se você não conhece, ou não sente em sua alma o Novo Mandamento de Jesus,
aí as coisas mais santas acabam tendo uso miserável.
Não é suficiente apenas saber que o mecanismo das vidas múltiplas é uma realidade. É essencial
possuirmos a vivência da Ordem Suprema do Cristo — “amai-vos como Eu vos amei. Não há maior Amor
do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13). Já asseverei, na
abertura de meu livro Voltamos! — A Revolução Mundial dos Espíritos de Luz (1996), que o Mandamento
Novo, a Sublime Norma do Cristo, é mais importante que o reconhecimento da própria universal Lei das
Vidas Sucessivas, porquanto, antes de tudo, é preciso amar como o Cristo Ecumênico nos ama, para
compreender e viver — sem oprimir ninguém, muito menos os “párias” da existência humana — o
Mecanismo da Legislação Divina, que só pode ser integralmente conduzido pelo Estadista Celestial, que
está voltando à Terra, conforme prometeu:
— “Então, verão o Filho de Deus vir nas nuvens, com grande poder e glória”.

Jesus (Marcos, 13:26)
— “Então, o Filho de Deus será visto voltando sobre as nuvens, com poder e grande glória”.
Jesus (Lucas, 21:27)
— “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho de Deus; todos os povos da Terra se lamentarão e
verão o Filho de Deus vindo sobre as nuvens com poder e grande glória”.

Jesus (Mateus, 24:30)
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


  • Meritocracia — Vocábulo originário do latim meritum, que quer dizer “mérito”, e do sufixo grego antigo-cracía,
    que significa “poder”. É um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para atingir
    condição elevada. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento. E entre os valores
    associados estão educação, moral e competência específica para determinada atividade. Constitui uma forma ou
    método de seleção e, em sentido mais amplo, pode ser compreendida como uma ideologia governativa.
    Serviço – Os mortos não morrem! (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site
    www.clubeculturadepaz.com.br

O perigo das más conversações

Uma das mais perigosas maneiras de o ser humano sofrer influência espiritual maléfica é,
sem dúvida, a conversação sem propósito digno. Por isso, salvaguardemos nossas fronteiras
psicoespirituais dessas investidas danosas do “lobo invisível” (os espíritos obsessores, malignos).
Jesus, o Divino Mestre, há milênios, instrui sobre os cuidados que devemos cultivar com a Boa
Palavra: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai pela boca. Isso,
sim, é o que o contamina (Evangelho, segundo Mateus, 15:11).
Meditem sobre essa advertência do instrutor espiritual Cornélio, constante do livro Obreiros
da Vida Eterna. Notem como é grave a responsabilidade de todos nós na preservação da atmosfera
espiritual que nos cerca:
— Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das
autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de
conversações ociosas e inoportunas. Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”. Não se
precatam nossos Irmãos em humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se
desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo consequências boas ou más,
segundo a sua origem. Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a
inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias
não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que
invisíveis. (Os destaques são meus.)
A boa conversação e a Humanidade Invisível
Vem-me à memória uma narrativa que apresentei na série radiofônica “Lições de Vida”, na
década de 1980, sobre as três peneiras que devemos utilizar na hora de expor qualquer assunto a
alguém. A primeira peneira é a da verdade; a segunda, a da bondade; e a terceira, a da
necessidade. Antes de falarmos algo, precisamos nos certificar de que as nossas palavras passem
por esses filtros. Caso contrário, é melhor nem as proferirmos.
Na Antologia da Boa Vontade (1955), encontramos o poema “Não julgues!”, de autoria de
João Tomaz, do qual destacamos oportuna estrofe:
Mas se queres tua paz
e a paz dos outros também
atende a este conselho:
— Não fales mal de ninguém.
Definitivamente, o “lobo invisível” e seus acólitos precisam aprender mais esses
ensinamentos para que alcancem real ventura. E essa é justamente a lição que fui buscar em minha
obra Jesus, Zarur, Kardec e Roustaing na Quarta Revelação (1984, edição esgotada), por estas
palavras do notável Emmanuel: “Uma simples conversação sobre o Evangelho de Jesus pode
beneficiar vasta fileira de ouvintes invisíveis”.
Acerca do indispensável papel a ser protagonizado pelas famílias, afiança o Espírito André
Luiz, em seu livro Desobsessão, pela psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira (1932-2015):
“O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos
do apoio e do esclarecimento espiritual”.
Como assegurava o saudoso Alziro Zarur, “A invocação do nome de Deus, feita com o
coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas
principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Religião não rima com intolerância

Em 21 de janeiro celebra-se o Dia Mundial da Religião. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo na
década de 1980, arguido por um leitor se não sectarizaria a minha palavra o fato de, em meus escritos, dar
muito valor à Religião, expandi o que anteriormente havia registrado no primeiro volume de O Brasil e o
Apocalipse (1984), que já esgotou várias edições, escrevi:
Não vejo Religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou
na defesa de princípios, ou de Deus, que é Amor, portanto Caridade, e que, por isso, não pode aprovar
manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro
Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.
Compreendo Religião como Fraternidade, Solidariedade, Entendimento, Compaixão,
Generosidade, Respeito à Vida Humana, Salvação das Almas, Iluminação do Espírito, que todos
somos. Tudo isso no sentido mais elevado. Creio na Religião como algo dinâmico, vivo, pragmático,
altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas Almas e que, por essa razão, deve estar na
vanguarda ética. Não a vejo como coisa abúlica, nefelibata, afastada do cotidiano de luta pela sobrevivência
que sufoca as massas. Não a entenderia se não atuasse também, de modo sensato, na transformação das
realidades tristes que ainda atormentam os povos. Estes, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é
antídoto para os males espirituais, morais e, por consequência, os sociais, incluídos o imobilismo, o
sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (…) E de maneira
alguma devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.
Deus, Sabedoria e Misericórdia
Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu
Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas. O Pai Celestial é fonte
inesgotável de Sabedoria e Misericórdia quando não concebido como caricatura, estereótipo, ódio, vingança,
porquanto “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), sinônimo de Caridade.
Com apurado senso de oportunidade, preconiza o Profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e
as bênçãos de Deus estejam sobre ele” — no Corão Sagrado, Surata Al ´Ankabut (A Aranha), 29:46: “(…)
Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos
submetemos”.
Vêm-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582): “Procuremos, então,
sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos
grandes pecados”.
Religião na vanguarda
Tudo evolui. Ontem os homens diziam, por exemplo, que a Terra era chata. Afirmava-se que o nosso
planeta seria o centro do Universo. Por que então as religiões teriam de estacionar no tempo? Pelo
contrário. Religião, quando sinônimo de Solidariedade e Misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente a
vanguarda de tudo: da Filosofia, da Ciência, da Política, da Arte, do Esporte, da Economia etc. É também por
intermédio dela — a Religião — que Deus, que é Amor, nos manda os mais potentes raios da Sua
Generosidade. (…)
Bem a propósito esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é
tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (…)
Para amainar a frieza de coração
Cabe reiterar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, Filosofia, Ciência e Política são quatro
aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.
Ora, querer conservar os ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, em
preconceituosa conflagração, tem sido a origem de muitos males que nos assolam, em especial tratando-se de
Religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário,
que, faltando aos diferentes ramos do saber e à própria Religião, resulta na frieza de sentimentos que tem
caracterizado as relações humanas, nestes últimos tempos.
(…) O milagre que Deus espera dos seres espirituais e humanos é que aprendam a amar-se, para
que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria.
O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a
Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A maior das reformas: a do ser humano

Paiva Netto
A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem
sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término
de século e de milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação
com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em
favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.
A vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento
solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males
que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.
Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar
hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.
Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno
Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer
(1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele
tem sua essência’ (De Anima, I, 2). Em todo o interior do organismo, impera um
movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de
movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras
pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma
exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser
apoiado pelo exterior”.
Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é uma morte
antecipada”.
E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a
abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.
Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas
criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo:
“Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).
É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa,
ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o
sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor,
cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe
melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.
Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem
promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte,
com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental,
Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes,
despertando neles a Cidadania Planetária.
A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o
cidadão.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Humildade ante a Sabedoria

Paiva Netto
Os sacerdotes, os educadores, os políticos, os cientistas, os filósofos, os analfabetos, os eruditos, todos,
enfim, devem aprender a lição da humildade de espírito diante da Verdade e do Amor Fraterno, sem os quais
não poderemos crescer em conhecimento, que é ilimitado. Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista,
rendeu glórias a tal virtude — a simplicidade da Alma —, capaz de nos fazer acessar o Infinito Conhecimento,
que emana de Deus: “Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos
sábios e doutores do mundo e as revelaste aos pequeninos” (Evangelho, segundo Mateus, 11:25).
Heráclito de Éfeso, nascido no sexto século a.C., foi um filósofo pré-socrático grego, considerado o
“pai da dialética” e membro da aristocracia de sua cidade — na qual, segundo a tradição, morreu João,
Evangelista e Profeta, quase centenário. O pensador helênico assim preconizava: “Tudo flui, nada permanece.
Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, pois suas águas não são mais as mesmas e nós não somos mais
os mesmos”.
Realmente, assim o é, porque as águas do saber não distinguem fronteiras e transformam todos aqueles
que têm coragem de beber de sua fonte. Contudo, quem a ela recorre jamais poderá prescindir da Ética para
que não a torne em antissaber, isto é, o emprego criminoso da informação e do conhecimento, que ainda tanto
se pratica na Terra.
Teresa Neumann e os estigmas
Quem verdadeiramente se dispõe à humildade perante a Sabedoria liberta-se das limitações da
arrogância. Um cientista realmente sábio jamais se negaria à análise, sem parti pris, isto é, sem ideia
preconcebida, de um fenômeno como o de Teresa Neumann (1898-1962), livre da presunção de tentar, de
início, reduzir o caso a uma questão de histeria. Como ignorar os fatos ocorridos com essa extraordinária
mulher que, até a sua morte em 1962, foi alvo de surpreendentes manifestações espirituais? Conhecidos como
estigmas — cicatrizes que correspondem às cinco chagas que marcaram o corpo de Jesus após a crucificação
—, estes stigmatas começaram a surgir na Sexta-feira Santa de 5 de março de 1926 e se repetiam a cada ano
na mesma data sagrada.
Teresa Neumann nasceu em 9 de abril de 1898, em Konnersreuth, Baviera, hoje um dos dezesseis
estados federais da Alemanha. Foi acompanhada por um grupo de cientistas e pesquisadores, que tentou, de
todas as formas, explicar o prodígio. Segundo alguns relatos, a partir do Natal de 1922, deixou de se alimentar
com comida sólida e, exatamente quatro anos depois, também abandonou os líquidos, se restringindo apenas a
um gole de água por dia, embora mantivesse seus 55 quilos. O dr. Ludovico Kannmüller escreveu no jornal
Del Danubio: “A ciência não pode explicar o jejum da estigmatizada de Konnersreuth”.
Os médicos mais famosos da época tentaram achar justificativas para o seu jejum, mas se renderam às
evidências do ainda considerado sobrenatural.
Teresa reviveu centenas de vezes, sob a forma de visão, cenas da caminhada do Calvário à
Crucificação de Jesus, ao passo que presenciou também as inesquecíveis prédicas do Mestre de Nazaré ao
povo humilde e sofredor, além de marcantes acontecimentos descritos no Novo Testamento.
A escritora francesa Paulette Leblanc, em artigo, acrescenta: “Durante trinta e cinco anos, para além
das terríveis visões da Paixão de Jesus Cristo, teve a graça de contemplar a vida de Jesus sobre a Terra, e os
Seus milagres. Viu o país onde Ele viveu, trabalhou e viajou, bem como as pessoas que O cercavam; conheceu
os Seus costumes e ouviu-O falar na sua língua: o aramaico. Viveu cenas da viagem dos Reis Magos, o
massacre dos Inocentes, a fuga para o Egito, a vida em Nazaré e a maior parte dos episódios da vida pública.
Teresa contemplou também numerosas cenas da vida de Maria após a ressurreição de Seu Filho,
nomeadamente em Éfeso, com S. João, seguidamente em Jerusalém, donde foi elevada ao Céu. Assistiu ainda
à lapidação de Santo Estêvão e foi testemunha da pregação e do martírio dos Apóstolos e de numerosos
Santos”.
Outro fator que mereceu a atenção de investigadores foi a sua capacidade de falar vários idiomas
durante os transes mediúnicos: sendo uma jovem que fora obrigada a deixar cedo os estudos, tendo
somente concluído a escola obrigatória, de que maneira dominava com tanta correção o grego, o latim, o
francês e, pasmem, o aramaico? São ocorrências confirmadas pelo professor de filologia semítica Johannes
Bauer, pelo orientalista e papirólogo vienense prof. dr. Wessely e pelo arcebispo católico de Ernakulam na
Índia, dr. Joseph Parecatill. Os três concordavam que Teresa se exprimia na língua falada na Palestina ao
tempo do Cristo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – Os mortos não morrem (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site

Ano-Novo e autoestima

Há décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano,
exclamei: Ano-Novo! Ano-bom? Depende de nós!
Cada ano que desponta renova a esperança em dias mais felizes. Previsões
são feitas, metas estabelecidas. Entretanto, nada se modificará se não soubermos
que, por detrás do ideário de um mundo melhor, é indispensável, logo em primeira
instância, uma postura íntima, espiritual-ecumênica, exteriorizada em boas ações. Há
décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano, exclamei: Ano-
Novo! Ano-bom? Depende de nós!
O dom da vida
O sofrimento é uma realidade. Mas deverá ser eternamente assim? A vida é
um dom. O ser humano, porém, precisa reconhecer o próprio valor, que se inicia no
Plano Espiritual, de onde todos viemos. Quando se fala em desenvolvimento da
autoestima da população se pensa, às vezes, somente no “desfavorecido da sorte”.
Este, em diversas ocasiões, demonstra mais força de vontade do que o “bem
situado”. Senão como explicaríamos a sua sobrevivência? Vejam o exemplo das
mães pobres. A elite de um país é o seu povo; o que significa afirmar que desse modo
deve ser tratado, para que qualquer nação cresça. Não inveje “quem está por cima”.
Enquanto se faz isso, não se avança. Lembro-me de que, no colégio, aprendi
que Eduardo VIII (1894-1972) – aquele que abdicou do trono da Inglaterra porque se
apaixonou pela americana Wallis Simpson – tinha, digamos, uma tremenda baixa
autoestima. O pai, Jorge V, que era dominador, não acreditava nele. Portanto, não
julguem apenas pela aparência ou pelo status social das criaturas quando o assunto
for psicológico.
Nossa fortaleza vem de dentro. Logo, a prece é um fator essencial para nos
fortificar. Não é esconderijo de covardes. Orar robustece! Por isso, vou concluir estas
simples palavras com uma oração de Jesus. Sabendo Ele que as criaturas estão
constantemente apressadas, deixou uma oração curtinha, embora muito eficiente.
Perfeita para começar o ano, ou qualquer hora: É a Prece Ecumênica do Cristo, o Pai-
Nosso, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13:
Pai-Nosso — a Prece Ecumênica de Jesus
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome.
“Venha a nós o Vosso Reino.
“Seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
“Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos
ofensores.
“Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o
Reino, e o Poder, e a Glória para sempre.
“Amém!”
Que essa mensagem tenha feito bem a você, para que acredite ainda mais na
preciosidade que é a sua existência e siga em frente porque Deus está presente! E,
se for ateu, prossiga adiante, mas fazendo o Bem, pois vale a pena viver.
Tom Jobim e o ParlaMundi da LBV
O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, em Brasília/DF,
comemorou, em 25 de dezembro, 24 anos de existência. Desde que o inaugurei no
Natal de Jesus, em 1994, o ParlaMundi da LBV, como também é conhecido, tornou-
se referência de um local aberto à troca de ideias e proposições ecumênicas visando
à Paz Mundial.

Tom Jobim, saudoso expoente da música brasileira e um dos criadores da
Bossa Nova, antes de voltar à Pátria Espiritual, em 8/12/1994, registrou seu carinho
pela ecumênica proposição do ParlaMundi em um clipe para a TV: “Eu acredito na
vida e gosto de viver. Isso aparece nas minhas composições. Mas agora eu quero
convidar você para cantar uma canção diferente. O Parlamento Mundial da
Fraternidade Ecumênica é a Sinfonia da Solidariedade Universal”.
Caro Tom, onde quer que esteja, pois os mortos não morrem, a nossa mais
sincera homenagem pela contribuição em prol do entendimento dos povos. Suas
canções perpetuam o amor e o respeito à vida, passo primeiro para o surgimento de
uma sociedade verdadeiramente solidária.
Agradecimento
Gostaria de agradecer a grande quantidade de cartas, e-mails e cartões que
recebi na passagem do Natal Permanente de Jesus e pela chegada de mais um ano.
Retribuo tantas manifestações de amizade, desejando a todos um 2019 repleto de
realizações no Bem. Que Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos inspire
na melhor condução de nossas vidas, fortalecendo em nossos corações o sentimento
de Solidariedade e de Paz!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A fraterna e permanente ambiência do Natal de Jesus

No princípio da Legião da Boa Vontade, muita gente estranhava que os
seus programas começassem com música natalina. E até hoje há aqueles que se
admiram… Mas é fácil explicar: para nós o Natal é permanente. Isto é, o
atendimento ao povo deve ser diário, porque sua fome, do corpo e do Espírito,
também o é. A miséria não conhece feriados. Por que então viver-se o espírito
de Solidariedade apenas no dia tradicionalmente dedicado ao nascimento do
Cristo? Ele a todo instante surge nos corações de Boa Vontade, sempre disposto
a servir. O coração quer amar, realizar, e lhe é propícia a ambiência de
entendimento, cuja expressão maior é justamente o 25 de Dezembro. O Natal é,
pois, a expansão da Fraternidade Ecumênica, fato ilustrado com talento e
emoção em:
Um conto de Tolstoi
“Leon Tolstoi* relata que um aldeão russo, muito devoto, tinha pedido em
suas orações, durante alguns anos, que Jesus o viesse visitar, uma vez só que
fosse, na sua humilde choupana. Uma noite sonhou que o Senhor, no dia
seguinte, havia de aparecer-lhe; e tão certo ficou de que assim sucederia que,
apenas acordou, levantou-se imediatamente, entregando-se ao trabalho de pôr
em ordem a choupana, para que nela pudesse ser recebido o hóspede celeste tão
desejado. Apesar de uma violenta tempestade de granizo e neve que durou todo
o dia, nem por isso o pobre aldeão abandonou os preparativos domésticos,
cuidando também da sopa de couves, que era o seu prato predileto, e olhando,
de vez em quando, para a estrada, sempre à espera da feliz ocasião, não
obstante a tempestade continuar implacável. Decorrido pouco tempo, o aldeão
viu que caminhava pela estrada, em luta com a borrasca de neve que o cegava,
um pobre vendedor ambulante que conduzia às costas um fardo bastante
pesado. Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o
para a sua choupana, pôs-lhe a roupa a secar ao fogo na lareira, repartiu com
ele a sopa de couves, e só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha
forças para continuar a jornada. Olhando de novo através da vidraça, avistou
uma pobre mulher toda embaraçada, à procura do caminho, na estrada coberta
de neve. Foi buscá-la e abrigou-a também na choupana, mandou-a aquecer-se
ao lume benfazejo do lar, deu-lhe de comer, embrulhou-a na sua própria capa, e
não a deixou partir enquanto não readquiriu forças bastantes para a
caminhada. A noite começava a cair. E, contudo, nada havia que pudesse
anunciar a vinda de Jesus. Já quase sem esperanças, o pobre aldeão abriu a
porta, ainda mais uma vez. Estendendo os olhos pela estrada, distinguiu uma

criança e certificou-se de que ela se encontrava perdida no caminho, de tão
cega que estava pelo granizo e pela neve. Saiu mais uma vez, pegou na criança
quase gelada, levou-a para a cabana, deu-lhe de comer, e não demorou muito
para que a visse adormecida ao calor da lareira. Sensivelmente impressionado,
o aldeão sentou-se e adormeceu também ao fogo do lar. Mas, de repente, uma
luz radiosa, que não provinha do lume da lareira, iluminou tudo! E, diante do
pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca.
“– Ah! Senhor! esperei todo o dia, e Vós sem aparecerdes, lamentou-se o
aldeão. E Jesus lhe respondeu: – Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: o
pobre vendedor ambulante, a quem socorreste, aqueceste e deste de comer, era
Eu; a pobre mulher, a quem deste a tua capa, era Eu; e essa criança a quem
salvaste da tempestade, também era Eu… O Bem que a cada um deles fizeste, a
mim mesmo o fizeste!”
Como Jesus nos visita
Isso constantemente acontece no mundo. Todos os dias Jesus nos visita na
forma da viúva, do órfão, do faminto, do desempregado, do necessitado de uma
palavra de conforto moral e de salvação espiritual. E quanta vez, dizendo adorá-
Lo, na verdade a todo instante O negamos, precisamente no campo em que o
Seu Evangelho-Apocalipse merece ser vivido: na liça diária. Não se pode
vivenciar a Religião ociosamente, como se fosse um festejozinho irresponsável
de fim de semana. Por isso Jesus adverte no Seu Evangelho, segundo Mateus,
16:27: “Porque o Filho de Deus há de vir na glória de Seu Pai, com Seus Anjos,
e então retribuirá a cada um conforme as suas obras”. E em Seu Apocalipse,
segundo João, 22:12: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão
que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
O combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à
sorte do vizinho.

  • Leon Tolstoi (1828-1910) — célebre escritor russo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A escolha definitiva por Jesus

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, neste artigo
que lhes escrevo, apresento a grande tarefa da Legião da Boa Vontade e da
Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: a prática da Caridade Completa
(porque é Material e Espiritual — ampara o corpo e liberta a Alma) e Legítima
(pois se manifesta imbuída dos melhores sentimentos e, o mais das vezes, repleta
de sacrifício pessoal, como o da viúva do gazofilácio — Evangelho, segundo
Marcos, 12:41 a 44). O tempo é curto. Urge que o ser humano faça a escolha que
salvará seu Espírito no Dia do Juízo Final, conforme retratado no belíssimo soneto
do autor de Poemas da Era Atômica, Alziro Zarur (1914-1979):
A Escolha Urgente
Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores
— não podeis servir a Deus e a Mamom”
(Evangelho, segundo Mateus, 6:24).
Tempos de treva, de pecado e injúria,
Tempos do mal e de ignomínias vis,
Agora é inútil toda a vossa fúria,
Porque minha Alma é de Jesus, que a quis.
Todas as quedas, toda a vã luxúria,
De satanás as tentações sutis —
Tudo passou… Porque hoje sou feliz,
Vivendo a vida sem temor e incúria.
Bendito sejas Tu, Deus dos eleitos,
Que em Teu Amor nos fazes tão perfeitos,
Invulneráveis nesta vida insana!
Soldado Teu, Alfa e Ômega de tudo,
Hei de lutar, visando, sobretudo,
À regeneração da raça humana!…
A maior Caridade: anunciar a Volta de Jesus
Por isso, a grande missão da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
é pregar o Evangelho e o Apocalipse, em Espírito e Verdade, à luz do Novo
Mandamento do Cristo, por todo o planeta. Levar aos povos a Verdade Divina e
a Caridade maior, que anuncia a Volta Triunfal de Cristo Jesus.
Quem em Deus se integra não encontra motivos para viver desolado.
Nós, Legionários da Boa Vontade e Cristãos do Novo Mandamento de Jesus,
quando nos entristecemos com certas coisas do mundo, lutamos para corrigi-las,
aplicando a Caridade do Mandamento Novo do Mestre Divino: “Amai-vos como
Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se

tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que doar a
própria vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me
ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João,
13:34 e 35; 15:12, 13 e 9).
Não há outra solução para homens, povos e nações. Tudo o que vem do
Amigo Celeste é superior. Ensina o Centro Espiritual Universalista (CEU) da
Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: “Jesus é o Sol da Caridade”.
O Tempo, Grande Ministro de Deus, provará, dizia Alziro Zarur.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Quem faz o pão…

A Economia não pode ser o reino do egoísmo. Ora, ela está aí para beneficiar todos os
povos, compartilhando decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre,
é porque se faz necessária uma mudança espiritual-ética de mentalidade, principalmente pelo
prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pois ensina que
nos devemos amar como Ele nos tem amado: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim
podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”
(Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Senão, os predadores das multidões podem ganhar a
batalha, que a eles no devido tempo, da mesma forma, consumirá. O desprezo às massas
populares é multiplicação de desesperados. Certamente, alguém já concluiu que quem faz o pão
deve, de igual modo, ter direito a ele. Alerto para o fato de que, se o território não é defendido
pelos bons, os maus fazem “justa” a vitória da injustiça.
Haveremos de assistir ao dia em que a Economia terrestre será bafejada pelo espírito
de Caridade, porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do
pensamento e da ação humanos. Portanto, que os chamados bons se levantem em nome da Paz
e espalhem essa Sublime Claridade para iluminar a escuridão que ainda campeia pelo mundo.
Foi o Divino Mestre quem afirmou: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para
que vejam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos Céus” (Evangelho, segundo
Mateus, 5:16).
Desumanidade gera desumanidade — No meu estudo Cidadania do Espírito (2001),
afirmo que desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual
nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um
amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de
Caridade, o respeito ao ser humano e o bom comando das gentes atuando no coração.
Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de
vida material e espiritual para os países e seus povos, os Cidadãos do Espírito. Resta às
criaturas aprender em definitivo a enxergar essa realidade e a desenvolver a compaixão, aliada à
Justiça. Desse modo, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios,
lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do
ser, fator gerador de vida, que está em toda parte e é tudo”.
Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se
manifestou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), autor de A
Democracia na América: “A caridade individual se dedica às maiores misérias, procura o
infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. Ela se faz
presente onde quer que haja um infeliz a ser resgatado e cresce junto com o sofrimento. (…)
Pode produzir somente resultados benéficos. (…) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma.
Identificação no Bem de norte a sul, de leste a oeste — Enquanto os governos não
chegam às “soluções definitivas” para a miséria, que cada criatura, por iniciativa pessoal ou em
comunidades, faça mais do que puder — e não o deixe de realizar — pelo semelhante, pondo
em ação o poderoso espírito associativo de Caridade, tão apregoado e vivido por Jesus,
Muhammad, Moisés, Buda, Onisaburo, Confúcio, Gandhi e outros luminares da História não
somente do campo religioso.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Aids — o vírus do preconceito agride mais que a doença

O organismo humano é a mais extraordinária máquina do mundo.
Mesmo assim, falha. Contudo, com Amor, até os remédios passam a ter
melhor resultado. Por isso mesmo, a decisão da Assembleia Mundial de
Saúde, com o apoio da ONU, de instituir, desde outubro de 1987, o
primeiro de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids, é de
enorme importância. Tanto que, no ano seguinte, nosso país adotou a data
por meio de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.
Nossos Irmãos que padecem com o vírus HIV e os que sofrem de
outros males físicos, mentais ou espirituais precisam, em primeiro lugar, de
Amor Fraterno, aliado ao socorro médico devido. Se a pessoa se sentir
espiritual e humanamente amparada, criará uma espécie de resistência
interior muito forte, que a auxiliará na recuperação ou na serenidade diante
da dor. Costumo afirmar que o vírus do preconceito agride mais que a
doença.
Aos que sofrem o abandono a que foram relegados por antigos
correligionários, por amigos de discussão intelectual e até mesmo pelos
seus entes mais queridos, o conforto destas palavras do saudoso dom Paulo
Evaristo Arns (1921-2016), cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, na
sua tocante obra Da Esperança à Utopia — Testemunho de uma Vida: “A
graça de Deus não esquece ninguém nem se regula por crachás. Basta
lembrar o segundo capítulo do livro Gênesis para sentir como o sopro de
Deus infunde vida ao ser humano e lhe dá como companheira a Esperança
por toda a vida. (…) Afinal, o mundo é de Deus, e Deus está presente no
coração de cada pessoa, por menos que esta O sinta ou O exprima de viva
voz. (…) A utopia é a união de todas as esperanças para a realização do
sonho comum. Se realizarmos este sonho, teremos construído uma nova
realidade”.
Longe do Amor Fraterno, ou Respeito, se assim quiserem apelidá-lo,
o ser humano jamais saberá viver em Sociedade Solidária Altruística
Ecumênica, porque a sua existência ficará resumida a um terrível
“cosmos”, o mesquinho universo do egoísmo. Por esse motivo, escreveu o
pensador e sociólogo francês Augusto Comte (1798-1857): “Viver para os
outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”. Trata-se
de uma lição que ninguém deve esquecer em circunstância alguma.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Doe sangue

Ao doar sangue, você se torna a diferença entre a vida e a morte para aquele que
necessita de transfusão. Um pedido recorrente do Ministério da Saúde é “que as
pessoas sejam doadoras também durante o período das férias, para que o estoque dos
bancos de sangue nos hemocentros esteja assegurado”.
Atendamos a essa convocação. Saiba antes se você possui as condições físicas
ideais para ser um doador. Seu gesto de Caridade pode salvar muitas vidas. Procure um
hemocentro perto de sua casa.
Deus tem muitos sinônimos
Tudo que do Amor Divino nasce é verdadeiramente sublime. De certo, firmado
nessa realidade, o dramaturgo e poeta francês Victor Hugo (1802-1885) ensinava
que “o Espírito se enriquece com aquilo que recebe, e o coração, com o que dá”. Ora,
sem o Amor, que é Deus, o ser humano vive desgovernado, longe da Verdade, que é a
Palavra Dele. (Evangelho de Jesus, segundo João, 17:17: “Pai, Tua Palavra é a
Verdade”.)
Se você não crê na existência do Pai Celestial, não se sinta excluído pela minha
afirmativa. Pense então em bom senso, porque quem não o exercita também vive em
desgoverno.
Deus tem muitos sinônimos, tais como Amor, Fraternidade, Solidariedade,
Compaixão, Clemência, Generosidade, Misericórdia, Altruísmo, Justiça e tudo o mais
que valoriza a criatura humana, conduzindo-a à Paz consigo mesma, extensivamente
aos outros.
A Face Divina
Por consequência, o Criador não apoia manifestações de ódio em Seu Santo
Nome. Muito apreciável, portanto, esta admoestação de Martinho Lutero (1483-
1546): “Não desejo que as pessoas lutem em favor do Evangelho pela força e pelo
morticínio. O mundo tem de ser conquistado com a palavra de Deus”.
A que Deus se refere o Reformador? Certamente que não ao antropomórfico,
criado à imagem e semelhança do homem, mas a respeito Daquele, definido por João
Evangelista, na sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no Amor que
Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no Amor permanece em
Deus, e Deus, nele”.
E tamanha é a compreensão que Lutero tinha de Deus que o versículo de sua
preferência na Bíblia fala por si mesmo, a quem tem “olhos de ver e ouvidos de
ouvir”: “De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, de
forma que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna”. (Evangelho
do Cristo, segundo João, 3:16.)
O velho pregador germânico sabia que não há outro caminho, senão o do Amor,
sinônimo de Caridade.
Outro sábio da História, Dante Alighieri (1265-1321), em A Divina Comédia,
escreveu: “O Amor é a energia que move os mundos”.
Por isso, viver afastado Dele é sofrer a orfandade da Alma. O Deus Divino não tem
bigode nem barba. A Sua Face é o Amor.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Zumbi e Ecumenismo Étnico

Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra,
comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi,
apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15 de
maio de 1988. Nele, enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as
mais variadas etnias:
Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia
abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!
Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? —
permanece… e se multiplica nas palavras e atos de um Patrocínio, Joaquim
Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro
Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se
ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o
Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial
estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é
porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na
natureza miscigenada que consiste a sua força.
Toda a humanidade é mestiça
Em Crônicas e Entrevistas (2000), prossigo defendendo a tese de que
toda a humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem
fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação,
principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação
humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam
que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um
exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos, que criaram um item
no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa
parcela da população norte-americana.
O Brasil é uma grei globalizante
Volvendo os olhos para o nosso país, repleto de descendentes de
imigrantes e, também, de migrantes esperançosos de que finalmente sejam
integrados no melhor do seu tecido social, confirma-se a evidência de que
possui um dos mais extraordinários povos do orbe, e com características
privilegiadas, em virtude de sua extraordinária miscigenação. Ele é uma
grei… globalizante…

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Inimigo silencioso

Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa
Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), o
dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional
de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e
Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes
e das doenças a ele correlacionadas.
Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde
pública ainda não suficientemente difundido na população.
Passaporte
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a
Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de
males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte
para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a
doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e
adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os
diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase
adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. (…) A doença é
silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é
obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível
que você venha a desenvolver o diabetes”.
No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas estão com a doença, segundo informa
a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). E os números não param. Houve um
aumento preocupante no mundo, de acordo com dados da Federação Internacional de
Diabetes (IDF). Somente no ano de 2017, foram estimados 425 milhões de diabéticos,
o que corresponde a 8,8% da população planetária. Calcula-se que até o ano de 2045
esse número ultrapasse 628 milhões.
O exemplo do carro
Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A
mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista
pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o
brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a
revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol,
o seu açúcar… O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se
não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos,
sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por
complicações gravíssimas”.
Dados alarmantes
De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta
contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de
cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a
primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas
que fazem hemodiálise – quando o rim vai à falência – diabéticas. Em 40% das

coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é
para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que
tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (…) Eu tenho pacientes que já estão
com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se
exercitam, fazem dieta”.
Sobremesa
Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a
sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba
levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do
que é um alimento não saudável. É preferível, em vez de habitualmente comer doce,
você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás,
um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente
isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama
de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um
fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele
grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a
patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida
mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e
evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (…) As frutas, as
fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para
equilibrar a quantidade de carboidrato”.
Fator de risco
Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator
de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é
depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os
órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está
relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do
miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando
a esses problemas”.
Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real
necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e
silencioso inimigo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Muro de Berlim e as fronteiras vibracionais

Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em
21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do
Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 29 anos, trazem em
similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste — em várias regiões do
mundo — em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com
equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas,
esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.
Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que
concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras
vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais
tarde.
Universo Invisível
Em 21 de dezembro de 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-
Nosso”, que realizei, de improviso, em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes
do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a
desenvolver este raciocínio:
Eis uma pequena demonstração de que a Ciência humana, a despeito dos
respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua
brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido: o
justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do
Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se
descobriu ainda?… Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é
algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de
estrelas… É incrível a sua abrangência!… E os mais poderosos telescópios e
radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e
mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual — pois estes são muitos no Outro
Lado da Vida —, ficam do mesmo modo fascinados, com muita razão… Entretanto, e a
amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo
que falta desbravar, não estamos unicamente nos referindo à composição material dos
corpos celestes que vagam pelo Espaço, essa enormidade que os maiores cientistas não
puderam até, o presente momento, pesquisar nem sequer ver de todo* 1 . Falamos
também do UNIVERSO INVISÍVEL, ultradimensional, onde as Almas residem, que,
no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, por ora, ser devidamente
percebido pelos olhos somáticos nem acreditado, em boa parte, pela Ciência terrestre. E
o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia,
quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que
habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar
na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula
de Esopo (aprox. 620-560 a.C.): Vulpes et uva* 2 . O teólogo e filósofo britânico William
Paley (1743-1805) acertou quando definiu que

— Há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer
informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode
falhar, de modo a manter a humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse
princípio chama-se: condenar antes de investigar.
A Ciência convencional terá de ser reapreciada para absorver os muitos dados
novos coligidos pela Ciência de ponta. Além disso, terá de incluir também nas
novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas
cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é
muito cômoda, contudo como realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento
da vida consciente e ativa do Ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.
Depois de muito meditar sobre essa questão das dimensões materiais do Universo
(até hoje os astrônomos debatem e se batem sem chegar a uma conclusão decisiva,
ignorando a origem espiritual do Cosmos), certa feita, observei: Meu Deus, cogita-se de
grandeza, dimensão, distâncias FÍSICAS… No entanto, os limites do Universo podem
igualmente ser VIBRACIONAIS… O ser humano falece, o corpo fica… O Espírito (ou
como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao território da mente, migra para
outro Universo ou outros Universos, que não se veem… É um desafio lançado à mesa de
discussão. A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a
Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a
segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e
preconceitos. Afinal, a Intuição* 3 , conforme afirmamos, é sempre mais rápida que a
razão humana, por se tratar do efeito da Razão Divina em cada criatura. É a Inteligência
de Deus em nós.
Na trilha desse instigante assunto acerca dos limites vibracionais do Espaço,
registrei a seguinte ponderação no meu ensaio literário Ciência de Deus: o Universo
possui esferas ainda invisíveis, que, em termos filosóficos, podem ser sobrepostas,
não apenas paralelas. E quanto mais o Cosmos há de nos reservar?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

______________________
1  Nota de Paiva Netto
Cerca de 95% da estrutura do Universo ainda é uma incógnita para a atual Física. Não
se sabe o que seria a energia escura, responsável pela aceleração do Universo, e a
matéria escura, que reveste o interior das galáxias.
2  Vulpes et uva (A raposa e as uvas) — A famosa fábula de Esopo conta a história da
raposa que, não podendo alcançar as almejadas uvas, pois estas se encontravam muito
altas, as acusa de estarem verdes, embora estivessem maduras.
3  Nota de Paiva Netto
A Intuição — Leia “Einstein e Intuição”, no terceiro volume das Sagradas Diretrizes
Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1991). Adquira pelo
Clube Cultura de Paz: 0300 10 07 940 ou acesse: www.clubeculturadepaz.com.br

O que está havendo com o planeta?

Lembrem-se de que agora tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse, como se ele fosse o culpado de tudo.

 

Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo?

 

Pare um pouco para pensar, cesse de falar mal das Profecias Finais, porque as visões de João, Evangelista e Profeta, não acionam esses fatos, apenas os anunciam. Ora, só amigo adverte amigo. Aquele que se finge de amistoso não tem coragem para contar a verdade, quer estar bem com a pessoa que diz amar — e não há nada pior que o amor falso, essa é a suprema maldade. Não estou me referindo somente ao sentimento entre casais, todavia, entre as criaturas, sobretudo o que singularize o perfeito relacionamento humano, social, filosófico, político, científico, religioso.

 

Vivemos, há séculos, tentando fazer sucumbir a Mãe Terra, tirando-lhe pouco a pouco a vida. Apenas não nos podemos esquecer de que tal atitude nos atingirá em cheio. Humanamente também somos Natureza.

 

Então, por que a surpresa com o Discurso do Cristo no Seu Evangelho segundo Mateus, 24:15 a 28, sobre “a Grande Tribulação como nunca houve nem jamais se repetirá na face da Terra”? Nós mesmos estamos ajudando a montá-la!

 

O pastor Jonas Rezende*, ainda em seu livro O Apocalipse de Simão Cireneu, refere-se a essa distorção histórica:

 

— O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem.

 

A profecia presente nos livros sagrados das diversas religiões

É fundamental destacar ainda a presença marcante da simbologia profética permeando as mais antigas tradições. Não apenas na Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) identificamos os alertas divinos. Eles igualmente se encontram nas páginas dos livros sagrados de diversas crenças da Terra.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

A condução do pensamento: asas ou algemas?

A tradição popular ensina que “pensamento é força”. Logo, caros amigos que me leem com atenção: mentalizemos a todo instante o melhor possível, isto é, o Bem para os outros e para nós. As benéficas consequências, se tivermos sempre bom ânimo, serão patentes, na medida em que nos sentiremos fortalecidos pela Divina Autoridade de Jesus, que jamais esmoreceu diante das provações e nos inspira a vencê-las com Ele.

 

Em Nos Domínios da Mediunidade, o Espírito André Luiz, por intermédio do sensitivo Chico Xavier (1910-2002), registra valioso esclarecimento de um mentor espiritual a respeito da importância de educarmos nossa mente em conformidade com a senda correta do Amor de Deus:

 

“Vigiemos o pensamento, purificando-o no trabalho incessante do bem, para que arrojemos de nós a grilheta capaz de acorrentar-nos a obscuros processos de vida inferior.

 

“É da forja viva da ideia que saem as asas dos anjos e as algemas dos condenados. (…)

 

“Meus amigos, crede!…

 

“O pensamento puro e operante é a força que nos arroja do ódio ao amor, da dor à alegria, da Terra ao Céu

 

“Procuremos a consciência de Jesus para que a nossa consciência Lhe retrate a perfeição e a beleza!…

 

“Saibamos refletir-Lhe a glória e o amor, a fim de que a luz celeste se espelhe sobre as almas, como o esplendor solar se estende sobre o mundo”. (Os destaques são meus.)

 

Que assim seja! Por isso, na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, cultivamos a Sintonia Tríplice com Jesus: a do Bom Pensamento, da Boa Palavra e da Boa Ação.

 

O piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) avisou a quem o quisesse escutar: “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.

 

Essas palavras do autor de O Pequeno Príncipe são um sério alertamento aos sedutores irresponsáveis.

 

Diante disso, só um louco fará a sementeira do mal, de que desesperadamente se arrependerá depois.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

As crianças e a Mãe de Jesus

Em 12 de outubro, no Brasil, homenageamos Maria Santíssima, Mãe Universal da
Humanidade, e as crianças, alegria do mundo! Os pequeninos sempre aguardam com expectativa esse
dia. Que Nossa Senhora Aparecida, uma referência dos Irmãos católicos à Mãe de Jesus, proteja do
mal as criancinhas!
Aproveito para lhes trazer um belo exemplo de Amor Fraterno, abençoado pela Mãe de Jesus,
que vem dos jovenzinhos. Apresentei-o, há vários anos, na Super Rede Boa Vontade de
Comunicação (rádio, TV e internet). Fui buscá-lo na obra Lendas do Céu e da Terra, de Malba
Tahan. Muitos de vocês talvez já conheçam esse conto, mas, diante dos graves problemas de
convivência humana no planeta, é importante ressaltarmos o que de bom igualmente existe para que
o bem seja multiplicado.
Vamos ao que Malba Tahan, pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Melo e
Sousa (1895-1974), escreveu e a alguns comentários que fiz:
“Uma menina chinesa conduzia às costas um pequenino de dois anos de idade. Ao vê-la
passar, vergada ao peso daquela carga, um sacerdote perguntou-lhe:
“— É pesado, menina?
“— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!
“Que linda resposta a desta menina! Atentem no profundo ensinamento que suas palavras
encerram! Como parece suave a carga quando levamos ao ombro o irmãozinho querido!
“Do mesmo modo, se seguirmos fielmente os preceitos evangélicos, seremos induzidos a levar
a Caridade a todos os nossos semelhantes. E o sacrifício em proveito do próximo, então, se tornará
muito leve, pois será feito por um irmão”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Pedagogo Celeste, ensinou que nos devemos amar uns aos outros
como Ele nos amou e tem amado. E disse mais o Divino Amigo: “Somente assim podereis ser
reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior
Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me
ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:12,
13 e 9).
Vale a pena destacar novamente o que disse a garotinha quando o religioso lhe perguntou se era
pesada a criança que carregava: “— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!”
Reconheçamos também nesse irmão bem querido o Brasil, cujo verdadeiro progresso depende
da real dedicação de governantes e governados. Ora, meus jovens, quem não intuir ou entender essa
lição de Lendas do Céu e da Terra jamais compreenderá a solidariedade humana ensinada pelo Cristo
de Deus. Não será um bom menino, uma boa menina, um bom pai, uma boa mãe, um bom avô, uma
boa avó, um bom sacerdote, um bom político, um bom filósofo, um bom cientista, um bom
economista, um bom pedagogo ou professor, um bom artista, e assim por diante, porque, se não tiver
Amor Fraterno no coração, não saberá viver em comunidade, não poderá participar da Sociedade
Solidária Altruística Ecumênica, na qual todos compreendem que o sofrimento de um é o de todos.
Agora, a conclusão de Malba Tahan em sua página, na forma de tocante prece: “Ó Jesus,
Divino Modelo da Caridade, dai-me aqueles puros sentimentos de Amor ao próximo, de que nos
deixastes tão admiráveis exemplos; fazei, Senhor, que eu ame santamente os meus semelhantes por
Amor de Vós, que nunca deles suponha mal; que lhes acuda em suas necessidades; e que, sofrendo
suas fraquezas neste mundo, por amor de Vós [Jesus], possa um dia cantar com eles Vossos
louvores, [assim na Terra como] no Céu!”. Amém! Viva Jesus!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Entrar no Silêncio do Espírito

Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, façamos nosso Minuto de
Silêncio. Já expliquei, muitas vezes, que o silêncio a que me refiro não é apenas o material, trata-se do
espiritual, aquele que você consegue em meio à maior balbúrdia. Se este é o seu caso, já controla seus
nervos do corpo e da alma. Esclareci, à saciedade, àqueles que falam ou escrevem para mim: “Irmão
Paiva, faço um grande esforço para entrar no silêncio, mas meus vizinhos são uma barulheira
tremenda; as minhas crianças também… Parece uma creche a minha casa: correm pra cá, pra lá”.
E eu respondo: deixem a meninada correr! Criança parada, em geral, encontra-se enferma.
Dificilmente está bem de saúde. Ela tem de expressar a sua energia, precisa mover-se. Não se deve
“algemar” a criançada.
“Ah, mas há uma barulhenta obra aqui do lado. Um horror!”
Não adianta vir com justificativa. É necessário aprender a entrar no Silêncio. Contudo, no que
vem do Espírito.
Já dei o exemplo de quem viaja de ônibus, ou de metrô, ou mesmo de avião, mas que consegue
concentrar-se no Silêncio da Alma.
Passa a simpática aeromoça: “O que o senhor deseja beber? O que gostaria de comer?”
Alguém grita no abarrotado trem suburbano: “Tira a mão do meu bolso!”
Coisas desse tipo ocorrem e, no entanto, quantas pessoas às vezes estão absortas nos seus
pensares, indiferentes à balbúrdia circundante. Esperamos que sejam bons pensamentos…
Alguns, em volta, até gritam: “Eh, o camarada ali está desligado!”
Mas o que acontece é que, como nunca estamos espiritualmente sozinhos, ele pode estar
dialogando com o seu Anjo Guardião, ou então com um obsessor. Aí é ruim! Por isso, temos de
permanecer na faixa de Deus, o Grande Decifrador de todos os mistérios (Apocalipse de Jesus, 10:7) e
Apaziguador de nossos conflitos interiores (Evangelho do Cristo, segundo João, 4:27).
Como diz o nosso Amigo Espiritual Flexa Dourada: “Os problemas estão na Terra, a solução,
no Alto”. Em Deus, naturalmente!
Entremos, portanto, em sintonia permanente com aqueles que se encontram na Espiritualidade
Superior: o Reino de Deus, do Cristo e do Espírito Santo ou Espírito da Verdade ou Paráclito, que vem
descendo até nós, na descrição confortadora da Nova Jerusalém (Apocalipse, 21:2 e 10):
“2 Eu, João, vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do céu,
vestida como noiva adornada para o seu esposo.
“10 E ele me transportou, em Espírito, a uma grande e elevada montanha, e me mostrou a
Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”.
A qualquer zoada que haja à nossa volta, pretendendo prejudicar nosso intercâmbio com o
Mundo Espiritual Elevado, lembremo-nos sempre deste pensamento do dr. Osmar Carvalho e
Silva (1912-1975), grande Legionário da Boa Vontade. E o nosso Chico Periotto, médium da Boa
Vontade de Deus, recebeu esta assertiva do saudoso Osmar em Figueira da Foz, Portugal, no dia 6 de
junho de 1992: “O nosso trabalho depende da dedicação de vocês, mas o sucesso de vocês depende do
nosso apoio”.
Isso vem ao encontro de importante fundamento doutrinário da Religião de Deus, do Cristo e do
Espírito Santo: “O segredo do governo dos povos é unir a humanidade da Terra à Humanidade do
Céu”, o que historicamente sucederá com a chegada espiritual da Nova Jerusalém (Apocalipse,
capítulo 21).
Apesar do alarido, a despeito da algazarra, da confusão do mundo, entremos no Silêncio, isto é,
na Sintonia de Deus. E como a nossa vida vai melhorar! Porque o ensinamento é do Cristo: “Vigiai e
orai, para que não entreis em tentação” (Evangelho, segundo Marcos, 14:38, e Mateus, 26:41).
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

O mundo pede Paz

O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos
ronda. Então, é igualmente hora de falar na Paz e de lutar por ela, sem descanso, até
que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta
gente. Um dos perigos que a humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento.
De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo
como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre
pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é
possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá*, na redução
da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este
irá tomando conta de suas existências. (…)
Sociedade Solidária Altruística Ecumênica
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por
não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta
não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo
dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16).
Ora, João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8, por sua vez, asseverou que
“Deus é Amor”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente
ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se
da perspectiva solidária e altruística nascida do Seu coração, firmada no Seu
Mandamento Novo — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Nisto
reconhecerão todos que sois realmente meus discípulos, se tiverdes Amor uns pelos
outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) —, a Lei da Solidariedade Espiritual
e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo,
não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões;
sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre
grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente
avanço espiritual, moral e ético. A Esperança de um futuro melhor é chama que não
se apaga no coração perseverante no Bem.
Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Quem? Os governantes do mundo?! Todavia,
na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente
se armam? Tem sido assim a história da “civilização”… “Quousque tandem,
Catilina, abutere patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa
paciência?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz,
devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho:

“Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos
dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração
nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa
Nova, consoante João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20). Que tal experimentá-lo?
Roteiro Espiritual
Que todos nós possamos cultivar em nossos lares o Amor Universal preceituado
pelos grandes luminares da Humanidade. É o convite que Jesus também nos faz:
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abri-la para mim,
entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse, 3:20). Essa
passagem bíblica – juntamente com Efésios, 6:10 a 20, e Apocalipse, 19:11 a 21 –
compõe o Roteiro Espiritual para a Vitória, uma feliz sugestão do respeitado político
brasileiro Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito. Objetivo: compreender a
origem espiritual dos desafios diários e vencê-los sob a inafastável Proteção Celeste.
Voltaremos ao assunto.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Educação com Espiritualidade Ecumênica

A ausência de Solidariedade, de Fraternidade, de Generosidade tem suscitado grande
defasagem entre progresso material e amadurecimento espiritual e moral. Daí o nosso
fraterno alertamento: é hora de aplacar as paixões. Se, apenas como argumento, o Brasil
não progredir, os maiores perdedores serão os brasileiros. Além do mais, é sempre hora
de superar ressentimentos. Entretanto, não haverá Paz enquanto persistirem cruéis
discriminações e desníveis sociais criminosos, provocados pela ganância, que, por meio
de eficiente Educação com Espiritualidade Ecumênica, devemos combater. Se não
optarmos por caminhos semelhantes, estaremos sentenciados à realidade denunciada
pelo Gandhi (1869-1948):
— A menos que as grandes nações abandonem seu desejo de exploração e o espírito de
violência, do qual a guerra é a expressão natural e a bomba atômica, a consequência
inevitável, não há esperança de paz no mundo.
A solução está em Deus
Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se
empenham. E isso tem feito com que a civilização, pelo menos o que andamos vendo
por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A
sabedoria do Talmud dá o seu recado prático:
— A Paz é para o mundo o que o fermento é para a massa.
Exato!
Há quem prefira referir-se ao espírito religioso, exaltando desvios patológicos ocorridos
no transcorrer dos milênios. (De modo algum incluo nestes comentários os historiadores
e analistas de bom senso.) Creio que essa conduta beligerante, que manchou de sangue a
História, urge ser distanciada de nossos corações, por força de atos justos, porquanto
maiores são as razões que nos devem confraternizar do que as que servem para acirrar
rancores. O ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. Muito oportuna, então,
esta advertência do pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), que não negou a
própria vida aos ideais que defendeu:
— Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não a arte de
conviver como irmãos.
De fato, o milagre que Deus espera dos seres espirituais e humanos é que aprendam
a amar-se, para que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da
antimatéria.
O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente
que a Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

Ninguém está livre das influenciações espirituais inferiores, as quais, mesmo
quando não se revelam num gesto tão extremado como matar-se, encerra
consequências que podem configurar verdadeiro suicídio em vida.
Quantas empresas, por exemplo, são levadas à “morte”, ou seja, à falência?
Quantos casais estão em conflito, arrastando em seu bojo a felicidade dos filhos?
Quantos se entregam à “morte” pelos vícios da bebida, do cigarro, das drogas,
que enfermam e destroem nosso veículo físico e distorcem a Alma? E as chagas
do ódio, da violência doméstica, do feminicídio, da pedofilia, da efebofilia, dos
estupros…? Quantos são drasticamente atingidos, arrancados do mundo por
essas barbáries? E as guerras, o desmantelamento econômico de países, os
conflitos étnicos de toda sorte?… E a hipnose coletiva que, pelo planeta,
enceguece governantes e governados? Todos são Espíritos na carne; portanto,
completamente suscetíveis de sofrer o magnetismo inferior desses “invasores de
Almas”, que aqui denominamos “lobos invisíveis” ou espíritos obsessores.
Contudo, em medida ainda mais vigorosa, qualquer pessoa é capaz de se
tornar instrumento benfazejo sob os cuidados das Falanges Divinas, das
Almas Benditas. Todos somos médiuns, conforme nos revela Allan Kardec.
E poder nenhum é maior que o de Deus.
Reitero a importância da leitura de “Quanto à Abrangência do Templo da Boa
Vontade” e “O equilíbrio como objetivo” (disponíveis no blog PaivaNetto.com),
páginas nas quais esclareço que o mundo material não mais poderá evoluir
sem o auxílio flagrante do Mundo Invisível Superior. (…)
Como impedir a ação dos espíritos malignos
Meus Irmãos e minhas Irmãs, que drama enfrentam, muitas vezes, nossos Anjos
Guardiães a fim de nos livrar de funestas ambiências, que acabamos atraindo
para dentro de nossos lares, de nossas empresas, de nossas igrejas, de nossas
comunidades, de nossos países! No entanto, alguém pode dizer: “Mas, Irmão
Paiva, eu tento, eu luto; contudo, não consigo afastar esses obsessores
espirituais de meu caminho. No ambiente da minha empresa, pelas ruas, em
minha casa, nas dos meus entes queridos, eles sempre estão lá, ou acolá, me
atormentando, fazendo com que minha competência no trabalho seja abalada;
minha felicidade, minha saúde, minha paz sejam postas abaixo. Já não tenho
forças…”
Tem forças, sim!!! Quem lhe disse que não? Afaste de si as sugestões de
fraqueza, justamente, do aqui ultradenunciado “lobo malfeitor espiritual”. E ore por
ele, de maneira que a prece fervorosa toque os recônditos de sua alma, tornando-
o, pela transformação do caráter, um bom sujeito. Rogue pelo apoio de seu Anjo
da Guarda, ou Espírito Guia, ou Nume Tutelar — seja qual for a maneira que você
denomine esses Benfeitores (ainda) Invisíveis.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

O patrimônio da Caridade

A Caridade é o conforto de Deus para as Almas e o relacionamento
cordial entre criaturas que firmemente desejam a preservação deste
mundo. Ela é uma função espiritual e social, não apenas um ato
particular de socorrer apressadamente o mais próximo. É uma política
dignificante, um planejamento humanitário, uma estratégia, uma
logística de Deus, entendido como Amor, a nós oferecida, de modo
que haja sobreviventes à cupidez humana. A Caridade é a Força
Divina que nos mantém de pé. Sabemos, e basta ir ao dicionário, que
Caridade é sinônimo de Amor. Portanto, é respeito, solidariedade,
companheirismo, cidadania sem ferocidades. O mundo precisa de
carinho e Amor. Quem diz que não quer ser amado está doente ou
mentindo, o que, no fundo, no caso em questão, é a mesma coisa.
Pode ter certeza de que a pessoa está gritando lá dentro: “Socorro!
Preciso ser amado! ou, preciso ser amada! Mas não tenho coragem
de dizer! Tenho vergonha de reivindicar, um pouco que seja, da
Fraternidade dos meus irmãos humanos! Mas escutem o meu apelo
desesperado e silencioso!”
Como escrevi no livro Como Vencer o Sofrimento, o Amor revela a
Luz, e a Luz espanta a treva. Que mais quereremos nós? O ser
humano tem carência de Amor verdadeiro. É o que muitos dirigentes
dos povos em definitivo precisam entender. Governa bem aquele
que governa o coração. Exclamam alguns: “— Ah, eu não falo em
Caridade!” Infelizmente creem que ela se resume em dar às pressas
esmola ao mendicante que os interpela. Já estão em falta quando se
irritam diante do necessitado, que em geral é efeito e não causa.
Devem refletir sobre este ditado latino: “Hodie mihi; cras, tibi”. (Hoje,
eu; amanhã, você). Ou seja: agora, o pedinte é ele; amanhã,
poderemos ser nós. O pior é que alguns transferem essa
“amofinação” para um sentimento elevadíssimo, que é a Caridade,
que eles não entendem muito bem, mas que se personifica na cola
que junta as partes separadas da sociedade mundial.
Enfim, Caridade é a esperança que repousa em Deus.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Caridade pura não aceita egoísmo

Quem se integra no verdadeiro espírito da Caridade não mais aceita o egoísmo. Deus é quem nele
habita. E este sentido de Fraternidade, Solidariedade, Generosidade, que é Deus, vive em todos e
por todos os seus Irmãos em humanidade. Disse o Buda (aprox. 556-486), o iluminado mentor
que nasceu na Índia: “O sofrimento é universal; a causa do sofrimento são os desejos egoístas; a
cura do sofrimento está em libertar-se dos desejos; o modo de livrar-se dos desejos é através de
uma perfeita disciplina mental”.
Deus é Caridade. Em sua Primeira Epístola, 4:8 e 16, João Evangelista explica que “Deus é
Amor”. Ora, Caridade é sinônimo de Amor. Todos precisam dele, o mundo necessita de
Caridade. Eis a Estratégia Divina para a perfeita condução dos povos, quando os seres humanos
alcançarem que Política plena é aquela que, cuidando do cidadão, infere que este, além de corpo,
também possui Alma. Diante desse Ser completo, teremos uma nação integrada na Solidariedade
Ecumênica, portanto Social, Altruística. Quando isso ocorrer, o sofrimento, incluído o psíquico,
passará ao largo. Afinal, vivemos o terceiro milênio. Algo terá de mudar, nem que demore mil
anos.
Erigir um Império de Boa Vontade
A Caridade, na sua expressão mais profunda, deveria ser um dos principais estatutos da Política,
porque não se restringe ao simples e louvável ato de dar um pão. É o sentimento que —
iluminando a Alma do governante, do parlamentar e do magistrado — conduzirá o povo ao
regime em que a Solidariedade é a base da Economia, entendida no seu mais amplo significado.
Isso exige uma reestruturação da Cultura, por intermédio da Espiritualidade Ecumênica e da
Pedagogia do Afeto, no meio popular e como disciplina acadêmica. Contudo, no campo
intelectual, que o seja sem qualquer tipo de preconceito que reduza, em determinadas ocasiões, a
perspectiva de grandes pensadores analíticos, pelo fato de alguns deles se submeterem a certos
dogmatismos ideológicos e científicos, o que é inconcebível partindo de mentes, no supino,
lucubradoras. Até porque a Ciência é pródiga em conquistas para o bem comum. Mas também,
no seio dela, houve os que muito sofreram incompreensão, por causa do convencionalismo
castrador, mesmo de certos pares que apressadamente os prejulgavam. Vítimas deles
foram Sócrates, Bias, Baruch Spinoza, Dante Alighieri, Galileu
Galilei, Semmelweis, William Harvey, Samuel Hahnemann, Maria Montessori, Luiza
Mahin, dr. Barry J. Marshall, dr. J. Robin Warren e outros nomes célebres, universalmente
acatados.
Em suma, a Caridade, sinônimo de Amor, é uma Ciência especial, a vanguarda de um mundo em
que o ser humano será tratado como merece: de forma humana, portanto, civilizada. Estaríamos,
assim, erigindo um Império de Boa Vontade neste planeta, o estado excelente para o Capital de
Deus, que circula por todos os cantos e não mais pode aceitar especulação criminosa de si
mesmo. (…)
Esta ponderação da educadora e escritora brasileira Cinira Riedel de Figueiredo (1893-1987)
vem ao encontro do que anteriormente abordamos: “De cada homem e cada mulher depende o
aprimoramento de tudo quanto nasce, cresce, vive e se transforma sobre a Terra, porque, de
fato, nada morre. Existe uma contínua transmutação, e devemos ser os guias para que essa
transformação se faça uma ascensão constante, tornando-se cada vez mais bela e mais perfeita
para representar melhor a vida que a anima”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Batalha brutal pela sobrevivência

No dia a dia, cada vez mais se faz notar a crescente concorrência que existe não
apenas entre as grandes empresas, grupos, cartéis, monopólios, trustes, mas,
sobretudo, individualmente entre as próprias criaturas. Apesar disso, para que se
possa ferozmente subsistir em um planeta bastante selvagem, elas não podem
soçobrar às pressões desagregadoras do cotidiano. Claro que não estou me referindo à
competitividade sadia, por exemplo, a que ocorre no futebol. Afinal, Esporte é
melhor do que guerra.
Diante do quadro de tensões, dificuldades e desafios da vida, é lamentável como tem
sido comum recorrer-se a substâncias tóxicas, com a ilusão de se encontrar uma
válvula de escape ou alegrias duradouras. Tudo isso é um tremendo engano! Nosso
refúgio permanente deve ser Deus, o Cristo, o Espírito Santo, nossas famílias, os
verdadeiros amigos, a vivência da Caridade, entre outros sublimes valores.
O corpo humano não combina com álcool
Infelizmente uma parcela da população não está sabendo como suportar a batalha
diária pela sobrevivência, que se tornou, sob vários aspectos, brutal. Tal estado de
ânimo tem servido de brecha para as investidas do “lobo invisível” (os espíritos
obsessores, uma realidade que precisamos combater com oração), que passa a
maldosamente empurrar os invigilantes e incautos para os vícios. Por esse motivo,
sempre faço questão de publicar na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! mensagens
que nos chegam do Mundo Espiritual com marcantes alertamentos.
Reúno aqui para vocês palavras do Irmão Flexa Dourada (Espírito) trazidas pelo
sensitivo Cristão do Novo Mandamento de Jesus Chico Periotto, datadas de 3 de
outubro de 2009 e 13 de novembro de 2010. Diz o diligente Amigo da Pátria da
Verdade: “O Mundo Espiritual Superior sempre manda os fluidos revitalizantes para
a boa saúde dos seres humanos. Agora, quando qualquer pessoa vive de exageros,
não tem banho de fluidos que ajude. Quem toma álcool, por exemplo, vai acabando
com tudo no organismo. A pessoa diz: “Ah, mas é tomar só um pouco. Um pouco faz
bem à saúde”. Álcool não faz bem para nada. O organismo não foi feito para
consumir álcool. Aqui de Cima [do Mundo Espiritual], não conhecemos ninguém que
tenha na Terra ficado com a saúde boa por isso. Vejam, os efeitos da bebida
alcoólica são tão devastadores, mas, às vezes, não são imediatos. Isso vai
acontecendo, acontecendo, para a frente, para o futuro. Mas, um dia, a doença vem.
Muitas pessoas vão desenvolver moléstias pelo corpo todo, por tudo isso. O cigarro é
também uma das pragas da humanidade. Cigarro, bebidas alcoólicas e drogas.
Tudo isso é suicídio!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Pais de Boas Obras

Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou
nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não
têm filhos?”
Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como que suas filhas —, o que
levanta indispensáveis construções espirituais e sociais — como que seus filhos. Grandes figuras da
humanidade não foram genitores no sentido literal da palavra, contudo trouxeram à Terra filhos
livros, descobertas científicas e desbravamentos filosóficos, morais, políticos, religiosos. São
admiráveis descendentes que beneficiam multidões, geração após geração.
Aos pais de filhos espirituais, carnais, morais, sociais, o reconhecimento fraterno da Legião da Boa
Vontade, dos seus Centros Comunitários, Educacionais, Culturais, Artísticos, Esportivos; do
Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP; do Centro Comunitário de Assistência
Social Alziro Zarur, da LBV, em Glorinha/RS; de todas as obras que sustentamos pela força da Fé
Realizante, porque a Fé, ensinou Jesus, remove montanhas.
E mais afirmou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos,
9:23).
A quantos o Excelso Taumaturgo tem convidado: “Levantai e andai!” (Evangelho, consoante
Lucas, 5:23). E caminharam. A quantas pessoas ordenou: “Vede!” E viram. O Cristo curou cegos
de nascença (Evangelho, segundo João, 9:1 a 91). Porque cada um recebe, Ele mesmo adverte: “de
acordo com as obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27; e Apocalipse, 20:13).
Seres de Boa Vontade, do Brasil, do mundo, do plano espiritual ainda invisível aos nossos parcos
sentidos físicos, para a frente e para o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista! Como disse o
Irmão André Luiz, Espírito: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue
na vanguarda do nosso Movimento”.
Oração dedicada aos pais
Vamos elevar o nosso pensamento a Deus, ao Pai Celestial. Pedir a Ele a proteção para os pais
terrenos. Na dor, no sofrimento, na guerra, a primeira invocação que se ouve por parte dos que
padecem é o nome daqueles que os geraram. Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a
Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja
feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. E não nos deixeis
cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para
sempre. Amém!”
O sentido da liberdade verdadeira
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos
aos nossos ofensores.”
Fosse essa a súplica permanente do mundo e muita coisa se transformaria. Porque, para começar,
estaríamos pedindo ao Criador o pão espiritual, a fortaleza para a nossa mente, o sentido da
liberdade verdadeira, a independência de julgamento, que só pode vir pela celeste inspiração. Se o
corpo precisa do alimento material, o Espírito necessita do pão da liberdade.

Mas o que é a liberdade? As mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar,
uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser
iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral,
justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viger, edificando um país, temos de
procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina.
Urge nos conscientizarmos de que o Amor Fraterno é também Justiça, não condescendência com o
erro. Alguém pode perguntar: “Mas o que está certo e o que está errado?”
O que causa prejuízo e dor não pode estar correto. O desequilíbrio da humanidade vem muito disso.
Jesus como paradigma
Salve o Dia dos Pais, o Dia das Mães, dos Avós! Salve, Jesus! Às crianças e aos jovens do Brasil e
do exterior, a nossa saudação! Que a grama verde (a mocidade), descrita no estudo sem tabus do
Apocalipse, não seja destruída. Do contrário, não haverá continuidade de vida na Terra. E quando
falamos não ser aniquilada a juventude, não pensamos somente no sentido restrito da morte do
corpo físico, porque, se a consciência estiver falida, estaremos mortos também. Existem o intelecto
e a consciência. A segunda conduz-nos à sabedoria, quando iluminada, se assim o quisermos, pela
Bondade Divina.
Que a Paz de Deus esteja agora e sempre no coração de todos e de todas, quer acreditem na
Espiritualidade Superior, quer sejam ateus ou ateias! O importante é ser honesta, digna; ser honesto,
digno. Aí está o segredo: Jesus como paradigma! Que Ele tenha piedade de nós, e que a Sua
generosidade conduza os nossos destinos!
Finalizando, registro, emocionado, meus sinceros agradecimentos ao meu saudoso pai, Bruno
Simões de Paiva (1911-2000). Um dos principais responsáveis pela minha formação cultural, ainda
que modesta. Constantemente me presenteava com livros, preocupado que foi com a educação do
filho, como também de minha irmã, Lícia Margarida (1942-2010). Receba, seu Bruno, onde
estiver, ao lado de dona Idalina (1913-1994), um beijo no coração!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vilões do século 21

Em 14 de julho de 2007, o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP, recebeu
milhares de pessoas do Brasil e Exterior, que participaram do 32 o  Fórum
Internacional do Jovem Ecumênico da Boa Vontade de Deus. Durante o encontro,
dentre muitos assuntos, debati com os moços sobre o cuidado que devem ter com a
saúde, principalmente na prevenção e controle do diabetes. Li para eles uma nota em
que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou estimativa de que 376
milhões de pessoas terão diabetes em 2030, se não houver mudança no estilo de
vida. Citou a obesidade e o sedentarismo como maiores vilões do diabetes tipo 2,
o mellitus. Onze milhões de brasileiros têm a doença, 6 em cada 10 são diabéticos.
Um novo caso surge no mundo a cada 5 segundos. A cada 10 segundos uma pessoa
morre de complicações decorrentes da doença”.
O quadro é de calamidade pública.
Desequilíbrio dietético
Por sinal, na obra Crônicas e Entrevistas (2000), da Editora Elevação, publiquei
uma advertência do dr. Walmir Coutinho, da Associação Brasileira para Estudos da
Obesidade, concedida à Boa Vontade TV, que prossegue atualíssima. O cientista
alertava quanto à grave ameaça do desequilíbrio dietético para a saúde: “São riscos
associados à gordura escondida no abdômen, chamada de abdominal visceral. (…)
Ela desencadeia uma resistência à ação da insulina, hormônio que controla o
açúcar no sangue. O que vem junto com isso? Pressão alta, o diabetes (até nas
crianças)… Se ele não vem, chega a tolerância glicídica, o colesterol alto e tudo
isso leva o indivíduo a uma tendência muito grande de entupir vasos sanguíneos,
determinando vários tipos de complicações, ligadas à obstrução vascular. (…) É
realmente assustador”.
Epidemia
Nesse contexto está também o artigo da nutricionista e doutora em ciências
aplicadas à pediatria dra. Cecília L. de Oliveira, juntamente com o dr. Mauro
Fisberg, pediatra e nutrólogo, registrado no site www.abeso.org.br, do qual
destaco: “A prevalência mundial da obesidade infantil vem apresentando um rápido
aumento nas últimas décadas, sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia
mundial. Este fato é bastante preocupante, pois a associação da obesidade com
alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à
glicose, considerados fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 e as doenças
cardiovasculares, até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no
entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem”.
É preciso fugir do excesso de sal e de gordura. Recomendo sempre isso aos meus
familiares e aos que trabalham comigo.
O assunto merece atenção e cuidados urgentes, tanto no campo fisiológico como no
espiritual, até porque Alma saudável é medicina preventiva para o corpo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Centro gravitacional

A Caridade é o centro gravitacional da consciência ideológica, portanto,
educacional, política, social, filosófica, científica, religiosa, artística, esportiva,
doméstica e pública do Cidadão Espiritual, de modo que — se o ser humano não
tiver compreensão dela — deve esforçar-se para entendê-la, a fim de que venha a
subsistir em sua própria intimidade. Não há céu mais auspicioso do que o
coração, quando iluminado pelas forças do Bem. A Caridade é o divino
sentimento que nos mantém vivos. Por toda a existência, mormente na hora da
dor, ao invés de lamentações, não nos esqueçamos dela e a pratiquemos com
devoção. Trata-se de um grande medicamento para a Alma.
O saudoso fundador da Legião da Boa Vontade Alziro Zarur (1914-1979)
poetizou, com esta máxima, uma verdade flagrante: “A vibração do ódio destrói
o corpo humano, que foi feito para vibrar na Lei do Amor”.
A Caridade é a prova do poder do Espírito de construir promissoras épocas para
os cidadãos de todo o planeta. Não há maior inspiração para a boa política do que
ela. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Aliás, já está mostrando.
Essa ignorância, tantas vezes sofisticada, acerca de seu abrangente valor pode
mostrar-se arrogante a respeito do significadolato sensu da Caridade e de sua
eficiência na vida cotidiana de homens, povos e nações. Esse desconhecimento
tem redundado nos tropeços de muita ideologia que intentou — com resultados
aquém dos prometidos — corrigir a conjuntura de miséria abjeta, que massacra
populações imensas. E, ao me reportar à miséria, não falo apenas de penúria
social, mas espiritual, moral, mental, do intelecto. A observação dos
padecimentos humanos, quando à distância, pode levar alguém a erigir uma
quimera, apesar de sua grande erudição. Isso, por falta daquela sabedoria comum
aos mais simples, alcançada na peleja do labor constante, para usufruir de
condições mínimas de vida, diante dos embates do dia a dia, a fim de, por
exemplo, sustentar a família. A teoria, na prática, nem sempre é a mesma coisa,
pois a todo instante se é afrontado por fatos repentinos. A sabedoria que vem dos
milênios irá revelando que, ao patrimônio acadêmico, deve juntar-se a instrução
suprema nascida do aprendizado do sofrimento das multidões. O homem da rua
tem muito a ensinar às suas elites.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Reflexão de Boa Vontade Espiritualidade e medicina aliadas no tratamento de transtornos mentais

Diagnósticos de depressão e ansiedade graves, assim como quadros psicóticos
de humor e personalidade, têm crescido, trazendo grande preocupação. Segundo
dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 23 de fevereiro de
2017, cerca de 322 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela depressão, o que
corresponde a 4,4% da população mundial. O número aumentou 18,4% entre 2005 e
2015. O Brasil ocupa o quinto lugar entre os países com maior índice de depressão,
totalizando 11,5 milhões de indivíduos que sofrem dessa doença, o equivalente a
5,8% da população. O país ainda é recordista mundial em casos de transtorno de
ansiedade, com 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população), passando por esse
desafio. A OMS estima que, em 2020, essas enfermidades venham a ser a principal
causa de afastamento do trabalho.
Ainda que parte dessas ocorrências possa estar catalogada de forma imprecisa
como distúrbio — pois entendemos que há também o conjunto de naturais
manifestações de uma sensitividade espiritual necessitada de equilíbrio e de
orientação específica —, observa-se que o tema é verdadeiramente digno de um
olhar da sociedade mais atento, cuidadoso e livre de qualquer preconceito.
Afinal, ainda há muito a se compreender, espiritual e materialmente falando.
Portanto, não se deve ter vergonha ou medo de diagnósticos dessa natureza. Pelo
contrário. É preciso encará-los com serenidade e Fé Realizante, a fim de enfrentar e
superar qualquer aspecto clínico adverso, contando sempre com o indispensável
amparo de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. Costumo afirmar que o organismo
humano é a mais extraordinária máquina do mundo. Mesmo assim, falha. Contudo,
com Amor Fraterno até os remédios passam a ter melhor resultado. (…)
Pari passu com as políticas públicas e com os cuidados médicos, psiquiátricos
e psicológicos dispensados aos pacientes, não se pode deixar de lado, nos diálogos
em família e em comunidade, o devido suporte social e a imprescindível presença da
Espiritualidade Ecumênica. É indispensável o esclarecimento dos que os cercam
sobre a importância de seguir com seriedade o tratamento medicamentoso e
psicoterapêutico prescrito, porquanto é Jesus, o Taumaturgo Celeste, quem nos
afiança: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas Almas” (Evangelho, segundo
Lucas, 21:19).
O Mundo Espiritual não é uma abstração. Ele é (ainda) invisível, mas existe.
Não abdiquemos de sua valiosa contribuição à nossa melhora física, que tem início
na saúde espiritual.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

A queda de todas as bastilhas

Dia 14 de julho. Completam-se 229 anos da Queda da Bastilha, episódio que deflagrou a Revolução
Francesa (infelizmente manchada pelo sangue dos guilhotinados), cujas origens remontam aos
enciclopedistas, vanguardeiros do iluminismo. Relativo ao tema, selecionei apontamentos meus, ao
longo do tempo, de palestras, programas de rádio, TV e de artigos publicados no Brasil e no exterior.
Não tenho pretensão de discutir aspectos históricos ― existem bons livros para isso ―, contudo
extrair uma importante analogia sobre quanto ainda é forçoso trilhar a fim de que as populações da
Terra deixem ruir de suas mentes e corações a pior de todas as bastilhas: a ignorância acerca da
realidade gritante da vida após o fenômeno da morte. Fator decisivo para que a valorização do ser
integral (corpo e Espírito) dite as regras dos governos das nações no terceiro milênio: Quando garoto,
devia ter 9 para 10 anos, assisti com meu pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000), no Rio de
Janeiro, a um filme sobre o 14 de julho.
Nos séculos 17 e 18, o absolutismo monárquico atingira intensa projeção. Como geralmente acontece
nas relações cotidianas, se afastadas do respeito ao Espírito Eterno do ser humano, houve por parte da
monarquia francesa um descaso tremendo com as necessidades básicas do seu povo, cuja expressão
mais grotesca seria a frase que teria sido proferida pela rainha Maria Antonieta (1755-1793), ao ser
informada por um dos cortesões de que o barulho que a importunava vinha das massas famintas
clamando por pão: “Por que não comem brioche?”
Tal contingência desumana tinha de desmoronar por força do curso inexorável da História. A
população de Paris, em 14 de julho de 1789, desesperada, marchou contra a prisão, símbolo da tirania
de que desejava livrar-se.
Abrir caminhos
No filme de que lhes falei há uma cena impressionante. Ela representa as pessoas que não temem
abrir caminhos: o povo estava de um lado e aqueles que protegiam a Bastilha, do outro. Entretanto,
os que ameaçavam invadi-la, com temor, não avançavam. De repente, um homem destacou-se do
meio daquela multidão e atravessou a ponte que cobria o fosso, sendo abatido por uma descarga de
tiros. Esse ato de coragem fez com que os demais o imitassem e, assim, conseguissem entrar na
fortaleza. Parece perspectiva romântica de um momento trágico, porém retrata de modo irretocável
uma verdade: há sempre alguém que se sacrifica pela mudança substancial do status quo. Não é
preciso levar bala para que as transformações ocorram. Há outros choques que ferem mais os
vanguardeiros, a exemplo da incompreensão, da inveja, do preconceito, da perseguição e do boicote.
Na sequência do longa-metragem, observamos a tomada da prisão, destruída de cima a baixo.
Existem aqueles que, tentando minimizar o fato histórico, apresentam uma argumentação frugal de
que o famoso cárcere não mais tinha relevância naquele período, pois apenas uns poucos presos lá se
encontravam.
Ora, o que o povo demoliu não só foi a construção de pedra; no entanto, o mais expressivo emblema,
para ele, do absolutismo dinástico!
E a palavra dinastia pode, por extensão, significar muita coisa, uma vez que funciona tanto no
feudalismo quanto na burguesia, no capitalismo e no próprio comunismo. Dinastia não implica

somente a sucessão por sangue. Existe uma pior: a da ambição desmedida que arrasa o ser vivente,
sob qualquer regime.
Uma nova civilização
Hoje se faz necessário pôr abaixo as bastilhas invisíveis, todavia de consequências bem palpáveis:
espirituais, morais, psicológicas, do sentimento.
Façamos florescer uma civilização nova a partir da postura espiritual e mental elevada de cada
criatura. Já dizia o filósofo: “A fronteira mais difícil a ser transposta é a do cérebro humano”. O
homem foi à Lua, mas ainda não conhece a si mesmo.
O Templo da Boa Vontade — aclamado pelo povo como uma das Sete Maravilhas de Brasília/DF,
Brasil, e que, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado do Esporte, Turismo e Lazer do Distrito
Federal (Setul-DF), é o monumento mais visitado da capital do país — convida as criaturas a essa
epopeia de empreender uma viagem ao seu próprio interior. Feito isso, sair até mesmo da Via Láctea
será facílimo: desde que descubramos o âmago celeste de nosso ser, pois, na verdade, para o Espírito,
o espaço não existe.
Assegurou Jesus: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Agentes do nosso futuro ou para o entendimento correto da Profecia

Urge demonstrar que Profecia, e aqui me refiro aos vaticínios bíblicos, não é forçosamente sinônimo
de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes
realizamos de bom ou de mau. Faz-se necessário que aprendamos isso a fim de torná-la elemento
para o progresso consciente, de modo que nos transformemos, em completo juízo, em agentes
do nosso futuro, na Terra e no Céu.
Não é vão o comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso
surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.
E olhem que fazemos isso com o Apocalipse, como se ele fosse culpado de todos aqueles dramas que
ali se encontram. Não! Os flagelos nele contidos só ferem aqueles que agridem a Lei Divina. Trata-se
de simples processo de causa e efeito.
Por isso, chamo a atenção de todos para um aspecto fundamental da origem profética: a Trindade
Divina acompanha o nosso comportamento, dele tirando antecipadamente as conclusões, resultantes
dos nossos atos bons ou maus.
Dois e dois são quatro, na aritmética mais simples. De igual modo, os Espíritos de Luz, observando a
Matemática Celeste, projetam os efeitos da nossa semeadura no mundo. A isso se dá o nome de
Profecia.
Vocês sabem que, se puserem a mão no fogo, vão queimá-la. Se caírem na água, podem morrer
afogados ou afogadas caso não saibam nadar, ou até mesmo o sabendo.
Além disso, o Apocalipse tem suas consequências espirituais, morais; portanto, sociais, humanas,
políticas, filosóficas, científicas, econômicas, esportivas, artísticas e religiosas mais do que nunca.
Digo sempre que é na esfera da Religião que tudo começa, porque se refere ao sentimento das
criaturas, ainda que ateias. Parece um paradoxo, mas não é. Pensem, por favor, nisso.
Alziro Zarur (1914-1979) asseverava que “É no campo religioso que se encontram as soluções de
todos os problemas humanos e sociais”.
O último Livro da Bíblia Sagrada é carta de alertamento de um Amigo — no caso, Deus —,
enviada a nós por intermédio do Cristo e do Espírito Santo, escrita com Amor Fraterno para as
Suas criaturas.
Iluminar as estradas da nossa vida
No meu livro Jesus, o Profeta Divino (2011), pergunto se, por acaso, são as folhas de papel nas quais
estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes (que cultivamos pelo planeta) ou
nossa estupidez militante e ganância sem termo? É simplesmente a Lei de Causa e Efeito em plena
ação! Não foi o Apocalipse que se valeu da era atômica com o intuito de matar populações inteiras.
Na mesma obra, afirmo que o Apocalipse não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do
mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação.
E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto,
perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do
medo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Parece que foi ontem…

Estou comemorando mais um ano de trabalho na Legião da Boa Vontade (LBV). Amanhecia 29 de junho de 1956 – Dia de São Pedro e São Paulo. Nasci no Rio de Janeiro. Com 15 anos, num gesto intuitivo, liguei o rádio. Estava no ar a Rádio Tamoio. Vivíamos os festejos juninos. Surpreso, ouvi os acordes de Noite Feliz! — de Joseph Möhr (1787-1863) e Franz Grüber (1792-1848) — em tempo ainda distante do Natal. E logo vibrou a palavra de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV. Esse fato mudou a minha vida, tal qual a de tantos outros que aguardavam algo que lhes falasse o que precisavam ouvir a respeito de Quem, no dizer de João Batista, nem somos merecedores “de limpar-Lhe o pó das sandálias”: Jesus! Zarur entoava o “Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos homens de Boa Vontade!” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14). Naquela hora, como que um raio desceu sobre mim, mas não me fulminou. Pelo contrário: percebi que não sou apenas um produto da carne, posto que certa mentalidade por aí faz alguns pensarem que este mundo seja um açougue. Tenho Espírito. Não em resultado de combinações químicas cerebrais, porquanto a inteligência situa-se além do corpo, como que havendo uma mente psíquica fora do cérebro somático. (…) A partir daquele momento, o que foi despertado em mim não poderia surgir de um pedaço de matéria que um dia se transformará na rebelião famélica dos vermes. Ah! Somos alguma coisa bem superior, que sintoniza as estrelas! É essencial ter, portanto, em nós um diapasão que ressoe na grandeza de sua melodia. (…) No mesmo instante, virei-me para minha saudosa mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), e, decidido, sentenciei: “É com esse que eu vou!”.
Aprendi nestes anos de vida legionária que ninguém faz nada sozinho. No meu 62º aniversário de trabalho nesta Obra – que luta ininterruptamente por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz – compartilho também essa marca com todos os que, com suas preces e apoio às nossas iniciativas, formam a grande família da Boa Vontade de Deus.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vencendo as diferenças

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações Unidas) da
Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá, entre seus 100
tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos considera a
educação, o treinamento e a informação pública na área dos direitos humanos
elementos essenciais para promover e estabelecer relações estáveis e harmoniosas
entre as comunidades e para fomentar o entendimento mútuo, a tolerância e a
paz”.
Sabemos que muito falta fazer para vermos todos os objetivos desse memorável
documento integralmente cumpridos. Daí meu empenho de sempre apresentar
também nossa modesta colaboração.
Aliás, no tocante ao entendimento geral de povos e nações, como escrevi em meu
livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e anteriormente
no Jornal da LBV (janeiro de 1984): (…) quando falamos na união de todos pelo
bem de todos, alguns podem atemorizar-se, pensando em capitulação de seus
pontos de vista na enfadonha planura de uma aliança despersonalizada, o
automatismo humano deplorável. Não é nada disso. Na Democracia Ecumênica,
todos têm o dever (muito mais que o direito) de — honestamente (quesito básico) e
com espírito de tolerância — enunciar seus ideais, sua maneira de ver as coisas.
Entretanto, ninguém tem o direito de odiar a pretexto de pensar diferente nem de
viver intimidado pela mesma razão. Já dizia Gandhi (1869-1948) que
“divergência de opinião não deve ser jamais motivo para hostilidade”. E foi por
nisso acreditar que, com certeza, o Mahatma se tornou o personagem principal da
independência do seu povo.
É ainda do sábio indiano esta notável afirmativa, quanto à necessidade de se
fomentar a Cultura de Paz nos corações para vencer as animosidades entre os
diferentes: “Que seus pensamentos sejam positivos porque eles se transformarão
em palavras. Que suas palavras sejam positivas porque elas se transformarão em
ações. Que suas ações sejam positivas porque elas se transformarão em valores.
Que seus valores sejam positivos porque eles determinarão seu destino”.
Mesmo que diferentes
Destino traz à mente o fulgor das crianças nas quais pensamos, ao nos
empenharmos em levar-lhes uma cultura de Paz por meio da educação intelectual
aliada ao afeto. E lhes apresento o resultado desse esforço, quando benfeito, nas
palavras, na ocasião, de um Soldadinho de Deus (carinhosa maneira de nos
referirmos às crianças, na LBV), que cresceu sob as asas da Pedagogia do Afeto,
bandeira de vanguarda de nossa lide legionária. Letícia Tonin tinha 7 anos quando
disse: “O Amor é maior do que tudo, mesmo que as pessoas sejam diferentes”.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Quem tem ideal não envelhece

Achei, nos meus alfarrábios, texto que publiquei, em 3 de maio de 1987, na Folha de S. Paulo,
dedicado à Melhor Idade:
Na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo procuramos sempre aliar a energia dadivosa dos
mais novos ao patrimônio da experiência dos mais idosos. E isto se consegue pela influência do
Amor Fraterno, que não é velho nem novo; é eterno porque é Deus. O Pai Celestial é Amor,
consoante definiu João, em sua Primeira Epístola, 4:8. E completava Zarur: “E nada existe fora
desse Amor”. Por isso, quem tem ideal não envelhece. O corpo pode baquear. Mas o Espírito está
sempre alerta. Jovem é aquele que não perdeu o Ideal no Bem.
Que é novo, que é o antigo, afinal? Nada! Immanuel Kant (1724-1804), o grande filósofo alemão,
autor de Crítica da Razão Pura, afirmava, mutatis mutandis, que o tempo é a grande mentira dos
homens. Portanto, acima de tempo-espaço e seus limites. Real é a Vida, que é eterna.
Sidónio Muralha, poeta português que se radicou no Brasil, onde viveu até o seu falecimento em
1982, louvou essa eternidade do valor intemporal no seu belíssimo “Cântico à Velhice”: “(…) É este
o cântico/ Dedicado ao que chamam/de velhice/ que é a infância/ lançada mais longe,/ onde o
horizonte/ se rasga e alarga (…)”.
A composição poética, a recebemos de Dona Helen Anne Butler Muralha, esposa do saudoso
poeta, que gentilmente também nos cedeu a foto do casal. Vamos, então, ao esforço bem-sucedido
de Muralha, por desmistificar o tempo, esse fantasma que atormenta o homem-ser-restrito, até que
um dia ele perceba que, na verdade, é Espírito Eterno, pairando acima de todos os grilhões da carne
perecível.
“Cântico à Velhice”
“Minha velha Portuguesa/ com o teu rosto marcado,/ mas sem medo da vida/ (e ainda menos da
morte),/ atira o teu cajado contra o tempo/ que passa e não tem presente,/ porque na segunda
sílaba do presente/ já passou a ser passado.
“Atira teu cajado, companheira,/ contra esse tempo efémero/ que não consegue apagar-nos.
“Nós corremos no sangue/ das novas gerações/ e os velhos são as crianças/ do futuro, /as
primaveras que vieram dos invernos,/ as flores que rebentam,/ que explodem da terra,/ como tu,/
minha querida portuguesa,/ que em cada ruga que tens/ existe um poema escrito/ tão grande e tão
profundo/ que é um cântico à velhice.
“Sim, um cântico sem fronteiras,/ porque os velhos/ têm asas imensas/ que voam no sentido
contrário,/ desafiando o espaço/ como quem roça o mar,/ mergulha para sempre/ mas deixa, perto
do sol,/ uma mensagem salgada.
“Velha portuguesa/ feita de oceano/ como todos nós,/ que somos navios,/ barcos, canoas,/ remos e
lemos,/ quilhas,/ algas e maresia,/ mastros de audácia/ que derrotam tempestades,/ caravelas,
descobertas,/ velha portuguesa/ descobre que o tempo/ tem medo do teu cajado/ e desanca as
horas,/ e desaba as horas,/ e desaba os relógios/ que são acidentes/indecentemente formais.
“É este o cântico/ dedicado ao que chamam/ de velhice/ que é a infância/ lançada mais longe,/
onde o horizonte/se rasga e alarga.
“Não esqueças, portuguesa amiga,/ de vergastares o tempo/com o teu cajado.”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Erradicar o trabalho infantil

Assunto sempre em voga, temos o objetivo de contribuir para a erradicação desse preocupante quadro social. É preciso maior discernimento de todos nós dos malefícios que o trabalho infantil traz às novas gerações. As mulheres — que, por sinal, comemoram o seu dia em 8 de março, detentoras do sublime dom da maternidade — compreendem bem essa proteção especial que a sociedade deve às crianças.

Para a procuradora de Justiça dra. Maria José Pereira do Vale, o primeiro passo para o sucesso dessa empreitada é modificar a cultura que acha benéfico para os pequeninos o trabalho na fase infantojuvenil.

Conscientização familiar

Coordenadora colegiada do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a dra. Maria José, ao participar do programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), apresentou providencial campanha promovida entre organizações da sociedade civil e o poder público, cujo slogan esclarece: “Criança que estuda pode escolher o seu futuro. A que trabalha não”.

Defendeu a procuradora: “Essa mudança de cultura que dá prevalência ao estudo requer uma conscientização dos pais. Eles têm de estar muito cientes de que o estudo é fundamental na vida dos filhos, que nessa fase têm de se ocupar com a escola, com as atividades e brincar. Brincar é um direito que está no nosso ordenamento jurídico, e a brincadeira influi, e muito, no crescimento da criança e estimula a criatividade. É muito importante também para a fase adulta”.

O que é trabalho infantil?

Quanto aos adolescentes, de acordo com a legislação trabalhista brasileira, a dra. Maria José enfatizou que “eles podem trabalhar a partir dos 16 anos. Essa é a idade permitida por lei com registro em carteira, desde que não seja em hora extra, turno noturno e atividades que comprometam o desenvolvimento da sua moralidade”.

Existem, porém, casos em que o indivíduo ingressa no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. A procuradora explicou: “Trata-se de um contrato de aprendizagem. Além do registro em carteira, ele propicia ao adolescente o estudo de uma ocupação, que o tornará, em dois anos, um profissional na área em que atua”.

Conforme ela ressaltou, nosso país é signatário da Convenção Internacional 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as formas mais graves de trabalho infantil, entre as quais a exploração sexual e o trabalho nos lixões e no meio de substâncias entorpecentes. As penas para esses crimes são severas.

Você sabe que, em pleno terceiro milênio, o Brasil ainda possui 2,6 milhões de crianças envolvidas com o trabalho infantil? Os dados constam de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2015, divulgadas em 2016.

Se presenciar a exploração de crianças e adolescentes, ligue — de qualquer parte do território nacional brasileiro — para o Disque-denúncia da Procuradoria Regional do Trabalho da 2a Região: 0800 11 1616.

Grato, dra. Maria José, pelas elucidativas informações. Na Legião da Boa Vontade, há décadas, oferecemos o programa Criança: Futuro no Presente!, que colabora para o protagonismo de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos em situação de vulnerabilidade social, considerando a história de vida e as singularidades deles. É uma ação que proporciona reforço didático, desperta, pelo lúdico, competências e habilidades, promove os valores espirituais, éticos e ecumênicos e integra a família.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Sobrepujar a dor

A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade
justamente pela atitude que têm diante da Dor.
Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o
sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de
lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.
Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais
prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia
construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio
ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.
Não temer os desafios
A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a
maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo
espiritual e físico exige sacrifício.
Vitória ao alcance
Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado
de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que
estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso
alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade
diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!
O negativismo atrasa o progresso
É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada
para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-
americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o
otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.
Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim
de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins
justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver
alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta
luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos,
este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.
Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil,
com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de
quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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