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A Divina Mensagem da Cruz

A Semana Santa tem como coroamento da Páscoa tocante demonstração de que os mortos não morrem. Não obstante crucificado, na Sua Ressurreição, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, proclamou aos quatro cantos do mundo que a Vida é eterna. E essa indelével Mensagem da Cruz nos faz buscar sempre renovadas forças na Prece.

Certa vez, numa de minhas orações a Deus, na esperança filial de merecer Sua piedosa atenção, lembrei-me do grande esforço empreendido por Alziro Zarur (1914-1979) pela vitória da Boa Vontade, do bom senso de Melanchton (1497-1560) e do notável pontificado de João XXIII (1881-1963). Ao elevar minha súplica ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência vibrando em meu Espírito. E não há nessa afirmativa qualquer jactância, porque Jesus ensina que “o Reino de Deus está dentro de nós” (Evangelho, segundo Lucas, 17:21).

Deus é o meu refúgio

Ó Deus, que sois o meu refúgio, a Vós, outra vez, ergo o meu pensamento e encontro resposta aos meus propósitos, amparo aos mais desafiantes projetos, porque jamais prostrarei a Vossa Bandeira, que preconiza: “(…) Paz na Terra aos de Boa Vontade” (Evangelho do Cristo, segundo Lucas, 2:14).

Longe de mim as cassandras do desânimo, que proclamam um Juízo Final sem remissão, quando sois Vós — em tudo — o Princípio Eterno da permanência pujante de vida. De Vós não escuto o abismo; todavia, deslumbro a redenção.

Creio no Amor Universal, que conduz à sobrevivência o gênero humano, que é teimoso em subsistir, apesar das muitas ciladas que lhe são dispostas no caminho.

Esta é a minha Fé Realizante, que vive em Paz com as outras; o meu ideal ecumênico de Boa Vontade, que se esforça pela confraternização de todas as nações, por serem formadas por criaturas Vossas, ó Criador Único de Céus e Terra! Sois a Fraternidade Suprema, o abrigo dos corações. (…) Achei-me a mim porque me identifiquei no Vosso Amor. Sois o auxílio conclusivo à minha Alma.

Sinto o meu ser transbordar de alegria. Em Vosso Espírito, reconheço-me como irmão dos meus irmãos em humanidade. Nesse Éden, que é o Vosso Sublime Afeto, não me vejo como expatriado, abatido pelas procelas do desalento, distante dos entes mais queridos. Enfim, me encontrei, ó Deus!, porque Vos encontrei.

Vós me esperáveis, há tanto tempo, e eu não sabia. Portanto, meu coração não vaga sem paradeiro: no Vosso Divino Seio, achei guarida; sob Vosso Amor, meu seguro teto; no Vosso Colo, descanso para a Alma.

Graças Vos dou, Pai Magnânimo, por me ouvirdes!

Hoje, compreendo que sois integralmente Amor; isto é, Caridade, Mãe e Pai da verdadeira Justiça.

Em Vós habita, com fartura, a genialidade pela qual tantos demandam, pois dela o planeta carece: a Vossa Majestosa Luz, que desce a nós indistintamente, mesmo que não a percebamos.

Confiante em Vosso Critério Sobrenatural, entrego-Vos meu destino, porque a minha segurança de filho está na Vossa Sabedoria de Pai!

Que assim seja!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Fé que impulsiona os desbravadores do mundo

Tudo é originário do Espírito. O corpo é a nossa vestimenta provisória. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalha a importância da saúde espiritual. Há muitas pesquisas sérias que indicam como a Espiritualidade influencia o bem-estar de um indivíduo. E a ferramenta competente a ser movida para alcançarmos a tranquilidade de Alma é, num orbe tão carente, a prece acompanhada da efetiva ação de Solidariedade(que sempre deveria nortear o serviço dos governos), sem o que o exercício da oração — nascida da sintonia com Deus (ou, para os que não têm crença religiosa, da vivência dos mais elevados sentimentos) — somente poderia, em certos casos, transformar-se em mais uma execrável personificação de egoísmo. Para melhor entendimento da Fé espiritual e socialmente ativa, cunhei a expressão Fé Realizante: aquela que nos une aos Poderes Superiores, pacifica a nossa Alma e nos motiva a realizar o Bem na sociedade. A Fé Realizante é, portanto, a que impulsiona os desbravadores do progresso no mundo, impedindo a estagnação das comunidades. O seu dever é criar e agir num ambiente sem intolerância, que vem sendo, pelos séculos, um dos maiores tormentos da humanidade.

Os que se desvirtuam no caminho não servem de referência. Uma pequena explicação faz-se necessária. Existem pessoas especiais pela força da sua crença no Poder Celeste que, com o simples fato de orar, movem as Forças Divinas, alcançando verdadeiros milagres que solucionam problemas insolúveis à providência humana e curam enfermidades, de forma a deixar perplexas respeitáveis cientistas. Exemplos desses notáveis místicos: Padre Pio (1887-1968) e Dom Bosco (1815-1888), na Itália; Edgard Cayce(1877-1945), nos Estados Unidos; Djuna, na Rússia; Chico Xavier (1910-2002) e PadreAntônio Ribeiro Pinto (1879-1963), no Brasil; Theresa Neumann (1898-1962), na Alemanha; Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), na França; LúciaJacinta eFrancisco, de Fátima, Portugal.

Como curar o corpo

Então, percorramos o sentido contrário da estrada que leva o homem à doença. Vivamos em ligação com o Pai Celestial. Não descaiamos nas armadilhas que enfermam o nosso organismo. E aí tornar-se-á patente, mesmo ao mais cético dos homens, ou das mulheres, que o respeito às coisas espirituais compõe forte elemento para toda a cura. Como já disse, os remédios são mais eficientes onde vige o Amor.                                     José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Autismo e desafios da inclusão

Paiva Netto

Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros e representa 70 milhões de pessoas no mundo, cerca de 1% da população mundial, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta, às vezes, é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

Sintomas e cuidados

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.comArtigo 

Fórum dos Soldadinhos de Deus, da LBV

Paiva Netto
Soldadinhos de Deus. Era assim que o saudoso jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979)
chamava, carinhosamente, as crianças, numa nítida referência ao valor dado a elas na Legião da Boa
Vontade.
Por sinal, há muito venho afirmando que essa história de alguns acreditarem que os pequeninos
não entendem das coisas é uma grande bobagem. Prestam atenção a tudo. Mormente, agora, nestes
tempos modernos de mídia desenfreada. Sempre estão ouvindo e participando, desde o primeiro vagido.
Diante desse fato, criamos, na LBV, o Fórum Internacional dos Soldadinhos de Deus no Terceiro
Milênio. Nesses encontros, eles podem cada vez mais e da melhor forma desenvolver com alegria o alto
sentido da liberdade de pensar. Exercitam a arte de expressar-se com equilíbrio, de maneira clara e
prática, jamais esquecendo de discorrer sobre como realizar as propostas selecionadas. E, acima de tudo,
cultivam o respeito ao ponto de vista dos outros colegas.
Uma das características importantes desse Fórum é a de ser apresentado pelos próprios
Soldadinhos de Deus. As atividades, produzidas por eles mesmos, abrangem diversos eixos temáticos,
dentre os quais: comunicação, educação, esporte, cultura, lazer, alimentação, saúde, cidadania e
trabalho, todos fundamentados na Espiritualidade Ecumênica. São realizados, entre outros, painéis,
oficinas, teatros, exposições, gincanas e dinâmicas de grupo. Essas ações, além de mostrarem aos pais e
aos mais velhos a visão das crianças sobre o mundo de hoje, buscam despertar nelas os valores
espirituais, éticos, morais e universais, a exemplo da vontade de praticar o Bem. O foco é a vivência da
Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, ambas compõem a linha educacional que
implantei nas escolas e nos Centros Comunitários de Assistência Social da LBV, a qual visa à formação
integral do indivíduo, isto é, Espírito, mente e corpo.
Ser como as crianças
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, adverte: “Em verdade vos digo que, se não vos
converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”
(Evangelho, segundo Mateus, 18:3).
Naturalmente, o Divino Mestre referia-se à simplicidade de Alma indispensável para o
entendimento dos assuntos do Espírito. A soberba é o principal inimigo dos próprios soberbos, como
também o é a hipocrisia em relação aos hipócritas, pois os impedem de encontrar dentro de si os maiores
tesouros espirituais. Eis ilustrativa passagem evangélica dos relatos de Lucas, 10:21: “Naquela mesma
hora se alegrou Jesus em Espírito e exclamou: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que
escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes do mundo, e as revelaste aos pequeninos. Assim é, ó
Pai, porque assim Te aprouve!”.
Versos de esperança
No seu livro Poemas da Era Atômica, em “A criança ensina o homem”, Zarur pincelou com
vivas cores a benéfica contribuição dos guris na esperança de dias melhores em sociedade:
“Crianças estão cantando
“Em frente à minha janela!
“Neste mundo miserando,
“Pode haver coisa mais bela?
“A alegria que redime
“Vai por toda a vizinhança…
“Não há nada mais sublime
“Que o cantar de uma criança!
“Quando vier a tempestade,
“Ameaçando o seu lar,
“Haja só Boa Vontade:
“Uma criança a cantar!”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Síndrome de Down

A Secretaria de Direitos Humanos, em 21/11/2011, informou em seu site (www.sdh.gov.br) que “a III Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado ‘World Down Syndrome Day’ (Dia Mundial da Síndrome de Down). (…) A ONU propôs que os Estados membros comemorassem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down”. Desde 2012, a data tem sido celebrada em todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

 

Recomendações aos pais e educadores

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças com deficiência intelectual.

Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. “Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.

Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais, “até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.

É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.

Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola”. E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.

Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada sociedade solidária altruística ecumênica.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Dia Mundial do Rim

Em todo mês de março, mundialmente é comemorado o Dia do Rim. A iniciativa tem
como prioridade a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC), fornecendo informações
sobre a importância do diagnóstico precoce e quanto aos cuidados com os fatores de risco,
entre eles a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e a
presença de histórico familiar de doença renal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2015, mais de 1,5 milhão
de pessoas estiveram em terapia renal substitutiva (Diálise Peritoneal, Hemodiálise ou
Transplante Renal), sendo 100 mil só no Brasil.
O dr. Daniel Rinaldi dos Santos, ex-presidente da SBN, ressaltou que, “através de
exames extremamente simples, você consegue detectar precocemente se é portador de
alguma alteração renal e tomar medidas preventivas para evitar a evolução da doença”.
Portanto, não deixemos para amanhã providências que podem impedir graves problemas.
Em 2014, ao comentar a campanha de conscientização da SBN realizada naquele
ano, mas que continua com o seu recado sempre atual, o conhecido nefrologista afirmou:
“Uma das coisas que a equipe da Sociedade Internacional [de Nefrologia] está
preconizando é que se comemore o Dia Mundial do Rim, bebendo um copo d’água! Uma
forma de lembrar que a água faz bem para o rim. Todo mundo brindar com um copo
d’água!”
Para outras informações, acesse os sites www.sbn.org.br e www.boavontade.com.
Saúde espiritual e material
Os rins devem ser muito bem tratados. Do seu bom funcionamento depende a saúde
geral do organismo. Ao filtrar o sangue, tirando-lhe as impurezas, torna-se um parceiro
indispensável do coração que, por sua vez, faz o fluido vital circular pelo corpo.
Não é por acaso que esses dois órgãos estão destacadamente mencionados nas
Escrituras Sagradas. No Apocalipse de Jesus, 2:23, temos a famosa passagem em que o
Médico Celeste declara: “Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda rins e
corações. E retribuirei a cada um segundo as suas obras”. Ele conhece bem o nosso íntimo
e os processos com que nos intoxicamos e desintoxicamos, porque os rins (como de certo
modo o fígado) são os filtros do corpo. Espiritualmente falando, ocorre o mesmo.
É possível observar que o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos avalia de
acordo com o que produzimos, de bom ou de mau, resultante de nossas emoções
(coração) e pensamentos (rins). Contudo, fica subentendido ainda que a qualidade da
saúde será um reflexo do tratamento dado a essa admirável engenharia fisiológica (corpo
humano) que serve ao Espírito de instrumento para evolução na Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A intrepidez feminina

Há exemplos de extraordinárias mulheres em todos os
cantos do mundo, desde as mais destacadas às mais simples, a
começar pela mais singela das mães. Uma delas é “a doceira de
Goiás”, no vasto interior do Brasil. Trata-se da exímia poetisa
Cora Coralina (1889-1985). Aos 75 anos de idade, apenas
contando com instrução primária, publicou seu primeiro livro.
Disse a saudosa Cora:
— Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que
ensina.
É o talento do povo bem instruído e espiritualizado que
transforma miséria em riqueza! A fortuna de um país situa-se,
antes de tudo, no coração solidário e na consciência esclarecida de
sua gente — valorizando a mulher e dignificando o homem. Neles
se encontra a capacidade criadora. É assim em todas as nações.
Benjamin Franklin (1706-1790) há muito se levantara para
esclarecer:
— A verdadeira sabedoria consiste em promover o bem-
estar da humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda
nas principais livrarias e nas bancas de jornal.

As andorinhas sempre voltam

Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da Legião da Boa Vontade
(LBV), a todos sabiamente advertia: “O suicídio não resolve as angústias
de ninguém”.
Portanto, que ninguém se suicide, pensando que, com esse ato funesto, se
livrará da dor que o aflige, ou a aflige, pois acordará no Outro Mundo
mais vivo, ou mais viva, do que nunca e com todos os seus problemas
amplificados. Fugir do sofrimento é cair repetidas vezes nas mãos dele;
portanto, sob o cruel flagelo do “lobo invisível”, o espírito obsessor, que
tem de ser vencido, mas não maltratado, e, assim, redimido pelas ovelhas
do Cristo.
É bom que nos recordemos constantemente do dito popular imortalizado
pelo querido poeta, intérprete e compositor paulista, de Valinhos,
Adoniran Barbosa (1910-1982), em sua Saudosa Maloca, gravada por ele,
em 1951, e, em outro vinil, pela cantora paulistana Marlene (1922-2014):
“Deus dá o frio conforme o cobertor”.
E dá mesmo. É só a gente ser perspicaz e saber, com inteligência, usar o
cobertor no “inverno”, até que o “verão” volte. Costumo lembrar-lhes um
acertado aforismo de Éliphas Lévi (1810-1875), que conforta os lutadores
pelo Bem, os quais firmemente prosseguem, a despeito das piores
condições a serem superadas, porque o Sol há de brilhar: “Felizes daqueles
que não desanimam nunca e que, nos invernos da vida, esperam as
andorinhas em sua volta”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384
páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site
www.clubeculturadepaz.com.br

Solidariedade: um caminho para a Paz

A Paz desarmada jamais resultará apenas dos acordos políticos, todavia,
igualmente, de uma profunda sublimação do espírito religioso. Como grandes feitos
muitas vezes têm suas raízes em iniciativas simples, mas práticas e verdadeiras, de gente
que, com toda a coragem, partiu da teoria para a ação, com a força da autoridade de seus
atos universalmente reconhecidos, valhamo-nos deste ensinamento de Abraão Lincoln
(1809-1865): “Quando pratico o Bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal.
Eis a minha religião”. Ora, ninguém nunca poderá chamar o velho Abe de incréu…
Dinheiro e fama podem tornar-se um pesado fardo para o ser humano. Dificilmente
trazem felicidade. A não ser à medida que correspondam a benefícios promovidos em
favor do coletivo. Eis um caminho para a Paz entre aqueles que tudo têm e os que
necessitam de auxílio: Solidariedade.
Quando você compreende o sentido da renúncia, aprende a amar. É nesse
momento que a felicidade genuinamente se apossa do seu coração. Lição do Bhagavad-
Gita: “Conhece a Paz quem esqueceu o desejo”.
Pensamento firmado na Paz
Transformações perenes com frequência surgem nos instantes de grande agitação
histórica. Os tenazes crescem em tempos de refrega. Se o fizerem com o pensamento
firmado na Paz, o efeito de seus esforços marcará sua passagem pela Terra com o sinete
da Luz. O ilustre médico brasileiro Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-
1900) ensinava que, “se aspiramos transmitir a Paz, se queremos elevar o coração da
criatura, não podemos prescindir, em nossas vidas, de uma profunda e radical mudança
na busca do fortalecimento da Fé e do entendimento dela”.
O efeito da Justiça será a Paz
Os povos geralmente conseguem sobreviver às maiores confusões que lhes
atravessam o caminho. É muito boa essa teimosia, esse bom senso de tanta gente que
fundamenta as suas ações na Coragem, como também no Amor, no Bem, na
Solidariedade, na Fraternidade e na Razão esclarecida pelo raciocínio iluminado por
Deus. No entanto, nunca no fanatismo.
Tamanho denodo é que tem feito a Humanidade subsistir a tanta loucura. A
seguinte lição de Isaías, no seu livro do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada (32:17),
referenda essa realidade quando afirma: “O fruto da Justiça será Paz, e a operação da
Justiça, repouso e segurança para sempre”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Caridade e Meritocracia Divina

Quando Deus criou os Universos, o fez por espírito de Caridade. E, quando passou à Sua criação
cósmica o sentido do livre-arbítrio (relativo), também usou de Caridade, para que cresçamos pelo nosso
esforço, de modo que, um dia, possamos merecer o Seu Reino Espiritual, que vem baixando a nós ao toque
da Sétima Trombeta: “O sétimo Anjo tocou a trombeta, e se ouviram no céu grandes vozes, dizendo: O
reino do mundo tornou-se de Deus e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse,
11:15).
O livre-arbítrio, associado ao senso de responsabilidade, é uma disciplina de Deus que temos de
respeitar. É dessa forma que alcançamos o status da Cidadania do Espírito. É pela Meritocracia*
Divina, mediante as nossas boas obras. E, por favor, não confundam esse conceito com uma ideia, quando
transversa, de “direito divino” (com iniciais minúsculas). É importante destacar que, sem o entendimento
da Lei Universal da Reencarnação e sem o sentido de dever, essa perspectiva de “direitos” é incompleta e
se torna um absurdo, podendo resvalar nos privilégios mais condenáveis.
(…)
Novo Mandamento de Jesus e Reencarnação
A Lei da Reencarnação confirma o livre-arbítrio; o livre-arbítrio confirma a Lei da Reencarnação.
Um justifica o outro. Agora, se você não conhece, ou não sente em sua alma o Novo Mandamento de Jesus,
aí as coisas mais santas acabam tendo uso miserável.
Não é suficiente apenas saber que o mecanismo das vidas múltiplas é uma realidade. É essencial
possuirmos a vivência da Ordem Suprema do Cristo — “amai-vos como Eu vos amei. Não há maior Amor
do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13). Já asseverei, na
abertura de meu livro Voltamos! — A Revolução Mundial dos Espíritos de Luz (1996), que o Mandamento
Novo, a Sublime Norma do Cristo, é mais importante que o reconhecimento da própria universal Lei das
Vidas Sucessivas, porquanto, antes de tudo, é preciso amar como o Cristo Ecumênico nos ama, para
compreender e viver — sem oprimir ninguém, muito menos os “párias” da existência humana — o
Mecanismo da Legislação Divina, que só pode ser integralmente conduzido pelo Estadista Celestial, que
está voltando à Terra, conforme prometeu:
— “Então, verão o Filho de Deus vir nas nuvens, com grande poder e glória”.

Jesus (Marcos, 13:26)
— “Então, o Filho de Deus será visto voltando sobre as nuvens, com poder e grande glória”.
Jesus (Lucas, 21:27)
— “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho de Deus; todos os povos da Terra se lamentarão e
verão o Filho de Deus vindo sobre as nuvens com poder e grande glória”.

Jesus (Mateus, 24:30)
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


  • Meritocracia — Vocábulo originário do latim meritum, que quer dizer “mérito”, e do sufixo grego antigo-cracía,
    que significa “poder”. É um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para atingir
    condição elevada. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento. E entre os valores
    associados estão educação, moral e competência específica para determinada atividade. Constitui uma forma ou
    método de seleção e, em sentido mais amplo, pode ser compreendida como uma ideologia governativa.
    Serviço – Os mortos não morrem! (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site
    www.clubeculturadepaz.com.br

O perigo das más conversações

Uma das mais perigosas maneiras de o ser humano sofrer influência espiritual maléfica é,
sem dúvida, a conversação sem propósito digno. Por isso, salvaguardemos nossas fronteiras
psicoespirituais dessas investidas danosas do “lobo invisível” (os espíritos obsessores, malignos).
Jesus, o Divino Mestre, há milênios, instrui sobre os cuidados que devemos cultivar com a Boa
Palavra: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai pela boca. Isso,
sim, é o que o contamina (Evangelho, segundo Mateus, 15:11).
Meditem sobre essa advertência do instrutor espiritual Cornélio, constante do livro Obreiros
da Vida Eterna. Notem como é grave a responsabilidade de todos nós na preservação da atmosfera
espiritual que nos cerca:
— Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das
autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de
conversações ociosas e inoportunas. Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”. Não se
precatam nossos Irmãos em humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se
desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo consequências boas ou más,
segundo a sua origem. Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a
inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias
não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que
invisíveis. (Os destaques são meus.)
A boa conversação e a Humanidade Invisível
Vem-me à memória uma narrativa que apresentei na série radiofônica “Lições de Vida”, na
década de 1980, sobre as três peneiras que devemos utilizar na hora de expor qualquer assunto a
alguém. A primeira peneira é a da verdade; a segunda, a da bondade; e a terceira, a da
necessidade. Antes de falarmos algo, precisamos nos certificar de que as nossas palavras passem
por esses filtros. Caso contrário, é melhor nem as proferirmos.
Na Antologia da Boa Vontade (1955), encontramos o poema “Não julgues!”, de autoria de
João Tomaz, do qual destacamos oportuna estrofe:
Mas se queres tua paz
e a paz dos outros também
atende a este conselho:
— Não fales mal de ninguém.
Definitivamente, o “lobo invisível” e seus acólitos precisam aprender mais esses
ensinamentos para que alcancem real ventura. E essa é justamente a lição que fui buscar em minha
obra Jesus, Zarur, Kardec e Roustaing na Quarta Revelação (1984, edição esgotada), por estas
palavras do notável Emmanuel: “Uma simples conversação sobre o Evangelho de Jesus pode
beneficiar vasta fileira de ouvintes invisíveis”.
Acerca do indispensável papel a ser protagonizado pelas famílias, afiança o Espírito André
Luiz, em seu livro Desobsessão, pela psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira (1932-2015):
“O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos
do apoio e do esclarecimento espiritual”.
Como assegurava o saudoso Alziro Zarur, “A invocação do nome de Deus, feita com o
coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas
principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Religião não rima com intolerância

Em 21 de janeiro celebra-se o Dia Mundial da Religião. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo na
década de 1980, arguido por um leitor se não sectarizaria a minha palavra o fato de, em meus escritos, dar
muito valor à Religião, expandi o que anteriormente havia registrado no primeiro volume de O Brasil e o
Apocalipse (1984), que já esgotou várias edições, escrevi:
Não vejo Religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou
na defesa de princípios, ou de Deus, que é Amor, portanto Caridade, e que, por isso, não pode aprovar
manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro
Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.
Compreendo Religião como Fraternidade, Solidariedade, Entendimento, Compaixão,
Generosidade, Respeito à Vida Humana, Salvação das Almas, Iluminação do Espírito, que todos
somos. Tudo isso no sentido mais elevado. Creio na Religião como algo dinâmico, vivo, pragmático,
altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas Almas e que, por essa razão, deve estar na
vanguarda ética. Não a vejo como coisa abúlica, nefelibata, afastada do cotidiano de luta pela sobrevivência
que sufoca as massas. Não a entenderia se não atuasse também, de modo sensato, na transformação das
realidades tristes que ainda atormentam os povos. Estes, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é
antídoto para os males espirituais, morais e, por consequência, os sociais, incluídos o imobilismo, o
sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (…) E de maneira
alguma devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.
Deus, Sabedoria e Misericórdia
Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu
Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas. O Pai Celestial é fonte
inesgotável de Sabedoria e Misericórdia quando não concebido como caricatura, estereótipo, ódio, vingança,
porquanto “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), sinônimo de Caridade.
Com apurado senso de oportunidade, preconiza o Profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e
as bênçãos de Deus estejam sobre ele” — no Corão Sagrado, Surata Al ´Ankabut (A Aranha), 29:46: “(…)
Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos
submetemos”.
Vêm-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582): “Procuremos, então,
sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos
grandes pecados”.
Religião na vanguarda
Tudo evolui. Ontem os homens diziam, por exemplo, que a Terra era chata. Afirmava-se que o nosso
planeta seria o centro do Universo. Por que então as religiões teriam de estacionar no tempo? Pelo
contrário. Religião, quando sinônimo de Solidariedade e Misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente a
vanguarda de tudo: da Filosofia, da Ciência, da Política, da Arte, do Esporte, da Economia etc. É também por
intermédio dela — a Religião — que Deus, que é Amor, nos manda os mais potentes raios da Sua
Generosidade. (…)
Bem a propósito esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é
tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (…)
Para amainar a frieza de coração
Cabe reiterar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, Filosofia, Ciência e Política são quatro
aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.
Ora, querer conservar os ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, em
preconceituosa conflagração, tem sido a origem de muitos males que nos assolam, em especial tratando-se de
Religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário,
que, faltando aos diferentes ramos do saber e à própria Religião, resulta na frieza de sentimentos que tem
caracterizado as relações humanas, nestes últimos tempos.
(…) O milagre que Deus espera dos seres espirituais e humanos é que aprendam a amar-se, para
que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria.
O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a
Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A maior das reformas: a do ser humano

Paiva Netto
A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem
sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término
de século e de milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação
com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em
favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.
A vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento
solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males
que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.
Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar
hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.
Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno
Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer
(1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele
tem sua essência’ (De Anima, I, 2). Em todo o interior do organismo, impera um
movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de
movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras
pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma
exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser
apoiado pelo exterior”.
Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é uma morte
antecipada”.
E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a
abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.
Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas
criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo:
“Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).
É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa,
ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o
sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor,
cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe
melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.
Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem
promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte,
com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental,
Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes,
despertando neles a Cidadania Planetária.
A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o
cidadão.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Humildade ante a Sabedoria

Paiva Netto
Os sacerdotes, os educadores, os políticos, os cientistas, os filósofos, os analfabetos, os eruditos, todos,
enfim, devem aprender a lição da humildade de espírito diante da Verdade e do Amor Fraterno, sem os quais
não poderemos crescer em conhecimento, que é ilimitado. Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista,
rendeu glórias a tal virtude — a simplicidade da Alma —, capaz de nos fazer acessar o Infinito Conhecimento,
que emana de Deus: “Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos
sábios e doutores do mundo e as revelaste aos pequeninos” (Evangelho, segundo Mateus, 11:25).
Heráclito de Éfeso, nascido no sexto século a.C., foi um filósofo pré-socrático grego, considerado o
“pai da dialética” e membro da aristocracia de sua cidade — na qual, segundo a tradição, morreu João,
Evangelista e Profeta, quase centenário. O pensador helênico assim preconizava: “Tudo flui, nada permanece.
Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, pois suas águas não são mais as mesmas e nós não somos mais
os mesmos”.
Realmente, assim o é, porque as águas do saber não distinguem fronteiras e transformam todos aqueles
que têm coragem de beber de sua fonte. Contudo, quem a ela recorre jamais poderá prescindir da Ética para
que não a torne em antissaber, isto é, o emprego criminoso da informação e do conhecimento, que ainda tanto
se pratica na Terra.
Teresa Neumann e os estigmas
Quem verdadeiramente se dispõe à humildade perante a Sabedoria liberta-se das limitações da
arrogância. Um cientista realmente sábio jamais se negaria à análise, sem parti pris, isto é, sem ideia
preconcebida, de um fenômeno como o de Teresa Neumann (1898-1962), livre da presunção de tentar, de
início, reduzir o caso a uma questão de histeria. Como ignorar os fatos ocorridos com essa extraordinária
mulher que, até a sua morte em 1962, foi alvo de surpreendentes manifestações espirituais? Conhecidos como
estigmas — cicatrizes que correspondem às cinco chagas que marcaram o corpo de Jesus após a crucificação
—, estes stigmatas começaram a surgir na Sexta-feira Santa de 5 de março de 1926 e se repetiam a cada ano
na mesma data sagrada.
Teresa Neumann nasceu em 9 de abril de 1898, em Konnersreuth, Baviera, hoje um dos dezesseis
estados federais da Alemanha. Foi acompanhada por um grupo de cientistas e pesquisadores, que tentou, de
todas as formas, explicar o prodígio. Segundo alguns relatos, a partir do Natal de 1922, deixou de se alimentar
com comida sólida e, exatamente quatro anos depois, também abandonou os líquidos, se restringindo apenas a
um gole de água por dia, embora mantivesse seus 55 quilos. O dr. Ludovico Kannmüller escreveu no jornal
Del Danubio: “A ciência não pode explicar o jejum da estigmatizada de Konnersreuth”.
Os médicos mais famosos da época tentaram achar justificativas para o seu jejum, mas se renderam às
evidências do ainda considerado sobrenatural.
Teresa reviveu centenas de vezes, sob a forma de visão, cenas da caminhada do Calvário à
Crucificação de Jesus, ao passo que presenciou também as inesquecíveis prédicas do Mestre de Nazaré ao
povo humilde e sofredor, além de marcantes acontecimentos descritos no Novo Testamento.
A escritora francesa Paulette Leblanc, em artigo, acrescenta: “Durante trinta e cinco anos, para além
das terríveis visões da Paixão de Jesus Cristo, teve a graça de contemplar a vida de Jesus sobre a Terra, e os
Seus milagres. Viu o país onde Ele viveu, trabalhou e viajou, bem como as pessoas que O cercavam; conheceu
os Seus costumes e ouviu-O falar na sua língua: o aramaico. Viveu cenas da viagem dos Reis Magos, o
massacre dos Inocentes, a fuga para o Egito, a vida em Nazaré e a maior parte dos episódios da vida pública.
Teresa contemplou também numerosas cenas da vida de Maria após a ressurreição de Seu Filho,
nomeadamente em Éfeso, com S. João, seguidamente em Jerusalém, donde foi elevada ao Céu. Assistiu ainda
à lapidação de Santo Estêvão e foi testemunha da pregação e do martírio dos Apóstolos e de numerosos
Santos”.
Outro fator que mereceu a atenção de investigadores foi a sua capacidade de falar vários idiomas
durante os transes mediúnicos: sendo uma jovem que fora obrigada a deixar cedo os estudos, tendo
somente concluído a escola obrigatória, de que maneira dominava com tanta correção o grego, o latim, o
francês e, pasmem, o aramaico? São ocorrências confirmadas pelo professor de filologia semítica Johannes
Bauer, pelo orientalista e papirólogo vienense prof. dr. Wessely e pelo arcebispo católico de Ernakulam na
Índia, dr. Joseph Parecatill. Os três concordavam que Teresa se exprimia na língua falada na Palestina ao
tempo do Cristo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – Os mortos não morrem (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site

Ano-Novo e autoestima

Há décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano,
exclamei: Ano-Novo! Ano-bom? Depende de nós!
Cada ano que desponta renova a esperança em dias mais felizes. Previsões
são feitas, metas estabelecidas. Entretanto, nada se modificará se não soubermos
que, por detrás do ideário de um mundo melhor, é indispensável, logo em primeira
instância, uma postura íntima, espiritual-ecumênica, exteriorizada em boas ações. Há
décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano, exclamei: Ano-
Novo! Ano-bom? Depende de nós!
O dom da vida
O sofrimento é uma realidade. Mas deverá ser eternamente assim? A vida é
um dom. O ser humano, porém, precisa reconhecer o próprio valor, que se inicia no
Plano Espiritual, de onde todos viemos. Quando se fala em desenvolvimento da
autoestima da população se pensa, às vezes, somente no “desfavorecido da sorte”.
Este, em diversas ocasiões, demonstra mais força de vontade do que o “bem
situado”. Senão como explicaríamos a sua sobrevivência? Vejam o exemplo das
mães pobres. A elite de um país é o seu povo; o que significa afirmar que desse modo
deve ser tratado, para que qualquer nação cresça. Não inveje “quem está por cima”.
Enquanto se faz isso, não se avança. Lembro-me de que, no colégio, aprendi
que Eduardo VIII (1894-1972) – aquele que abdicou do trono da Inglaterra porque se
apaixonou pela americana Wallis Simpson – tinha, digamos, uma tremenda baixa
autoestima. O pai, Jorge V, que era dominador, não acreditava nele. Portanto, não
julguem apenas pela aparência ou pelo status social das criaturas quando o assunto
for psicológico.
Nossa fortaleza vem de dentro. Logo, a prece é um fator essencial para nos
fortificar. Não é esconderijo de covardes. Orar robustece! Por isso, vou concluir estas
simples palavras com uma oração de Jesus. Sabendo Ele que as criaturas estão
constantemente apressadas, deixou uma oração curtinha, embora muito eficiente.
Perfeita para começar o ano, ou qualquer hora: É a Prece Ecumênica do Cristo, o Pai-
Nosso, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13:
Pai-Nosso — a Prece Ecumênica de Jesus
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome.
“Venha a nós o Vosso Reino.
“Seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
“Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos
ofensores.
“Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o
Reino, e o Poder, e a Glória para sempre.
“Amém!”
Que essa mensagem tenha feito bem a você, para que acredite ainda mais na
preciosidade que é a sua existência e siga em frente porque Deus está presente! E,
se for ateu, prossiga adiante, mas fazendo o Bem, pois vale a pena viver.
Tom Jobim e o ParlaMundi da LBV
O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, em Brasília/DF,
comemorou, em 25 de dezembro, 24 anos de existência. Desde que o inaugurei no
Natal de Jesus, em 1994, o ParlaMundi da LBV, como também é conhecido, tornou-
se referência de um local aberto à troca de ideias e proposições ecumênicas visando
à Paz Mundial.

Tom Jobim, saudoso expoente da música brasileira e um dos criadores da
Bossa Nova, antes de voltar à Pátria Espiritual, em 8/12/1994, registrou seu carinho
pela ecumênica proposição do ParlaMundi em um clipe para a TV: “Eu acredito na
vida e gosto de viver. Isso aparece nas minhas composições. Mas agora eu quero
convidar você para cantar uma canção diferente. O Parlamento Mundial da
Fraternidade Ecumênica é a Sinfonia da Solidariedade Universal”.
Caro Tom, onde quer que esteja, pois os mortos não morrem, a nossa mais
sincera homenagem pela contribuição em prol do entendimento dos povos. Suas
canções perpetuam o amor e o respeito à vida, passo primeiro para o surgimento de
uma sociedade verdadeiramente solidária.
Agradecimento
Gostaria de agradecer a grande quantidade de cartas, e-mails e cartões que
recebi na passagem do Natal Permanente de Jesus e pela chegada de mais um ano.
Retribuo tantas manifestações de amizade, desejando a todos um 2019 repleto de
realizações no Bem. Que Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos inspire
na melhor condução de nossas vidas, fortalecendo em nossos corações o sentimento
de Solidariedade e de Paz!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A fraterna e permanente ambiência do Natal de Jesus

No princípio da Legião da Boa Vontade, muita gente estranhava que os
seus programas começassem com música natalina. E até hoje há aqueles que se
admiram… Mas é fácil explicar: para nós o Natal é permanente. Isto é, o
atendimento ao povo deve ser diário, porque sua fome, do corpo e do Espírito,
também o é. A miséria não conhece feriados. Por que então viver-se o espírito
de Solidariedade apenas no dia tradicionalmente dedicado ao nascimento do
Cristo? Ele a todo instante surge nos corações de Boa Vontade, sempre disposto
a servir. O coração quer amar, realizar, e lhe é propícia a ambiência de
entendimento, cuja expressão maior é justamente o 25 de Dezembro. O Natal é,
pois, a expansão da Fraternidade Ecumênica, fato ilustrado com talento e
emoção em:
Um conto de Tolstoi
“Leon Tolstoi* relata que um aldeão russo, muito devoto, tinha pedido em
suas orações, durante alguns anos, que Jesus o viesse visitar, uma vez só que
fosse, na sua humilde choupana. Uma noite sonhou que o Senhor, no dia
seguinte, havia de aparecer-lhe; e tão certo ficou de que assim sucederia que,
apenas acordou, levantou-se imediatamente, entregando-se ao trabalho de pôr
em ordem a choupana, para que nela pudesse ser recebido o hóspede celeste tão
desejado. Apesar de uma violenta tempestade de granizo e neve que durou todo
o dia, nem por isso o pobre aldeão abandonou os preparativos domésticos,
cuidando também da sopa de couves, que era o seu prato predileto, e olhando,
de vez em quando, para a estrada, sempre à espera da feliz ocasião, não
obstante a tempestade continuar implacável. Decorrido pouco tempo, o aldeão
viu que caminhava pela estrada, em luta com a borrasca de neve que o cegava,
um pobre vendedor ambulante que conduzia às costas um fardo bastante
pesado. Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o
para a sua choupana, pôs-lhe a roupa a secar ao fogo na lareira, repartiu com
ele a sopa de couves, e só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha
forças para continuar a jornada. Olhando de novo através da vidraça, avistou
uma pobre mulher toda embaraçada, à procura do caminho, na estrada coberta
de neve. Foi buscá-la e abrigou-a também na choupana, mandou-a aquecer-se
ao lume benfazejo do lar, deu-lhe de comer, embrulhou-a na sua própria capa, e
não a deixou partir enquanto não readquiriu forças bastantes para a
caminhada. A noite começava a cair. E, contudo, nada havia que pudesse
anunciar a vinda de Jesus. Já quase sem esperanças, o pobre aldeão abriu a
porta, ainda mais uma vez. Estendendo os olhos pela estrada, distinguiu uma

criança e certificou-se de que ela se encontrava perdida no caminho, de tão
cega que estava pelo granizo e pela neve. Saiu mais uma vez, pegou na criança
quase gelada, levou-a para a cabana, deu-lhe de comer, e não demorou muito
para que a visse adormecida ao calor da lareira. Sensivelmente impressionado,
o aldeão sentou-se e adormeceu também ao fogo do lar. Mas, de repente, uma
luz radiosa, que não provinha do lume da lareira, iluminou tudo! E, diante do
pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca.
“– Ah! Senhor! esperei todo o dia, e Vós sem aparecerdes, lamentou-se o
aldeão. E Jesus lhe respondeu: – Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: o
pobre vendedor ambulante, a quem socorreste, aqueceste e deste de comer, era
Eu; a pobre mulher, a quem deste a tua capa, era Eu; e essa criança a quem
salvaste da tempestade, também era Eu… O Bem que a cada um deles fizeste, a
mim mesmo o fizeste!”
Como Jesus nos visita
Isso constantemente acontece no mundo. Todos os dias Jesus nos visita na
forma da viúva, do órfão, do faminto, do desempregado, do necessitado de uma
palavra de conforto moral e de salvação espiritual. E quanta vez, dizendo adorá-
Lo, na verdade a todo instante O negamos, precisamente no campo em que o
Seu Evangelho-Apocalipse merece ser vivido: na liça diária. Não se pode
vivenciar a Religião ociosamente, como se fosse um festejozinho irresponsável
de fim de semana. Por isso Jesus adverte no Seu Evangelho, segundo Mateus,
16:27: “Porque o Filho de Deus há de vir na glória de Seu Pai, com Seus Anjos,
e então retribuirá a cada um conforme as suas obras”. E em Seu Apocalipse,
segundo João, 22:12: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão
que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
O combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à
sorte do vizinho.

  • Leon Tolstoi (1828-1910) — célebre escritor russo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A escolha definitiva por Jesus

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, neste artigo
que lhes escrevo, apresento a grande tarefa da Legião da Boa Vontade e da
Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: a prática da Caridade Completa
(porque é Material e Espiritual — ampara o corpo e liberta a Alma) e Legítima
(pois se manifesta imbuída dos melhores sentimentos e, o mais das vezes, repleta
de sacrifício pessoal, como o da viúva do gazofilácio — Evangelho, segundo
Marcos, 12:41 a 44). O tempo é curto. Urge que o ser humano faça a escolha que
salvará seu Espírito no Dia do Juízo Final, conforme retratado no belíssimo soneto
do autor de Poemas da Era Atômica, Alziro Zarur (1914-1979):
A Escolha Urgente
Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores
— não podeis servir a Deus e a Mamom”
(Evangelho, segundo Mateus, 6:24).
Tempos de treva, de pecado e injúria,
Tempos do mal e de ignomínias vis,
Agora é inútil toda a vossa fúria,
Porque minha Alma é de Jesus, que a quis.
Todas as quedas, toda a vã luxúria,
De satanás as tentações sutis —
Tudo passou… Porque hoje sou feliz,
Vivendo a vida sem temor e incúria.
Bendito sejas Tu, Deus dos eleitos,
Que em Teu Amor nos fazes tão perfeitos,
Invulneráveis nesta vida insana!
Soldado Teu, Alfa e Ômega de tudo,
Hei de lutar, visando, sobretudo,
À regeneração da raça humana!…
A maior Caridade: anunciar a Volta de Jesus
Por isso, a grande missão da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
é pregar o Evangelho e o Apocalipse, em Espírito e Verdade, à luz do Novo
Mandamento do Cristo, por todo o planeta. Levar aos povos a Verdade Divina e
a Caridade maior, que anuncia a Volta Triunfal de Cristo Jesus.
Quem em Deus se integra não encontra motivos para viver desolado.
Nós, Legionários da Boa Vontade e Cristãos do Novo Mandamento de Jesus,
quando nos entristecemos com certas coisas do mundo, lutamos para corrigi-las,
aplicando a Caridade do Mandamento Novo do Mestre Divino: “Amai-vos como
Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se

tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que doar a
própria vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me
ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João,
13:34 e 35; 15:12, 13 e 9).
Não há outra solução para homens, povos e nações. Tudo o que vem do
Amigo Celeste é superior. Ensina o Centro Espiritual Universalista (CEU) da
Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: “Jesus é o Sol da Caridade”.
O Tempo, Grande Ministro de Deus, provará, dizia Alziro Zarur.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Quem faz o pão…

A Economia não pode ser o reino do egoísmo. Ora, ela está aí para beneficiar todos os
povos, compartilhando decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre,
é porque se faz necessária uma mudança espiritual-ética de mentalidade, principalmente pelo
prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pois ensina que
nos devemos amar como Ele nos tem amado: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim
podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”
(Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Senão, os predadores das multidões podem ganhar a
batalha, que a eles no devido tempo, da mesma forma, consumirá. O desprezo às massas
populares é multiplicação de desesperados. Certamente, alguém já concluiu que quem faz o pão
deve, de igual modo, ter direito a ele. Alerto para o fato de que, se o território não é defendido
pelos bons, os maus fazem “justa” a vitória da injustiça.
Haveremos de assistir ao dia em que a Economia terrestre será bafejada pelo espírito
de Caridade, porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do
pensamento e da ação humanos. Portanto, que os chamados bons se levantem em nome da Paz
e espalhem essa Sublime Claridade para iluminar a escuridão que ainda campeia pelo mundo.
Foi o Divino Mestre quem afirmou: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para
que vejam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos Céus” (Evangelho, segundo
Mateus, 5:16).
Desumanidade gera desumanidade — No meu estudo Cidadania do Espírito (2001),
afirmo que desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual
nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um
amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de
Caridade, o respeito ao ser humano e o bom comando das gentes atuando no coração.
Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de
vida material e espiritual para os países e seus povos, os Cidadãos do Espírito. Resta às
criaturas aprender em definitivo a enxergar essa realidade e a desenvolver a compaixão, aliada à
Justiça. Desse modo, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios,
lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do
ser, fator gerador de vida, que está em toda parte e é tudo”.
Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se
manifestou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), autor de A
Democracia na América: “A caridade individual se dedica às maiores misérias, procura o
infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. Ela se faz
presente onde quer que haja um infeliz a ser resgatado e cresce junto com o sofrimento. (…)
Pode produzir somente resultados benéficos. (…) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma.
Identificação no Bem de norte a sul, de leste a oeste — Enquanto os governos não
chegam às “soluções definitivas” para a miséria, que cada criatura, por iniciativa pessoal ou em
comunidades, faça mais do que puder — e não o deixe de realizar — pelo semelhante, pondo
em ação o poderoso espírito associativo de Caridade, tão apregoado e vivido por Jesus,
Muhammad, Moisés, Buda, Onisaburo, Confúcio, Gandhi e outros luminares da História não
somente do campo religioso.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Aids — o vírus do preconceito agride mais que a doença

O organismo humano é a mais extraordinária máquina do mundo.
Mesmo assim, falha. Contudo, com Amor, até os remédios passam a ter
melhor resultado. Por isso mesmo, a decisão da Assembleia Mundial de
Saúde, com o apoio da ONU, de instituir, desde outubro de 1987, o
primeiro de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids, é de
enorme importância. Tanto que, no ano seguinte, nosso país adotou a data
por meio de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.
Nossos Irmãos que padecem com o vírus HIV e os que sofrem de
outros males físicos, mentais ou espirituais precisam, em primeiro lugar, de
Amor Fraterno, aliado ao socorro médico devido. Se a pessoa se sentir
espiritual e humanamente amparada, criará uma espécie de resistência
interior muito forte, que a auxiliará na recuperação ou na serenidade diante
da dor. Costumo afirmar que o vírus do preconceito agride mais que a
doença.
Aos que sofrem o abandono a que foram relegados por antigos
correligionários, por amigos de discussão intelectual e até mesmo pelos
seus entes mais queridos, o conforto destas palavras do saudoso dom Paulo
Evaristo Arns (1921-2016), cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, na
sua tocante obra Da Esperança à Utopia — Testemunho de uma Vida: “A
graça de Deus não esquece ninguém nem se regula por crachás. Basta
lembrar o segundo capítulo do livro Gênesis para sentir como o sopro de
Deus infunde vida ao ser humano e lhe dá como companheira a Esperança
por toda a vida. (…) Afinal, o mundo é de Deus, e Deus está presente no
coração de cada pessoa, por menos que esta O sinta ou O exprima de viva
voz. (…) A utopia é a união de todas as esperanças para a realização do
sonho comum. Se realizarmos este sonho, teremos construído uma nova
realidade”.
Longe do Amor Fraterno, ou Respeito, se assim quiserem apelidá-lo,
o ser humano jamais saberá viver em Sociedade Solidária Altruística
Ecumênica, porque a sua existência ficará resumida a um terrível
“cosmos”, o mesquinho universo do egoísmo. Por esse motivo, escreveu o
pensador e sociólogo francês Augusto Comte (1798-1857): “Viver para os
outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”. Trata-se
de uma lição que ninguém deve esquecer em circunstância alguma.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Doe sangue

Ao doar sangue, você se torna a diferença entre a vida e a morte para aquele que
necessita de transfusão. Um pedido recorrente do Ministério da Saúde é “que as
pessoas sejam doadoras também durante o período das férias, para que o estoque dos
bancos de sangue nos hemocentros esteja assegurado”.
Atendamos a essa convocação. Saiba antes se você possui as condições físicas
ideais para ser um doador. Seu gesto de Caridade pode salvar muitas vidas. Procure um
hemocentro perto de sua casa.
Deus tem muitos sinônimos
Tudo que do Amor Divino nasce é verdadeiramente sublime. De certo, firmado
nessa realidade, o dramaturgo e poeta francês Victor Hugo (1802-1885) ensinava
que “o Espírito se enriquece com aquilo que recebe, e o coração, com o que dá”. Ora,
sem o Amor, que é Deus, o ser humano vive desgovernado, longe da Verdade, que é a
Palavra Dele. (Evangelho de Jesus, segundo João, 17:17: “Pai, Tua Palavra é a
Verdade”.)
Se você não crê na existência do Pai Celestial, não se sinta excluído pela minha
afirmativa. Pense então em bom senso, porque quem não o exercita também vive em
desgoverno.
Deus tem muitos sinônimos, tais como Amor, Fraternidade, Solidariedade,
Compaixão, Clemência, Generosidade, Misericórdia, Altruísmo, Justiça e tudo o mais
que valoriza a criatura humana, conduzindo-a à Paz consigo mesma, extensivamente
aos outros.
A Face Divina
Por consequência, o Criador não apoia manifestações de ódio em Seu Santo
Nome. Muito apreciável, portanto, esta admoestação de Martinho Lutero (1483-
1546): “Não desejo que as pessoas lutem em favor do Evangelho pela força e pelo
morticínio. O mundo tem de ser conquistado com a palavra de Deus”.
A que Deus se refere o Reformador? Certamente que não ao antropomórfico,
criado à imagem e semelhança do homem, mas a respeito Daquele, definido por João
Evangelista, na sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no Amor que
Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no Amor permanece em
Deus, e Deus, nele”.
E tamanha é a compreensão que Lutero tinha de Deus que o versículo de sua
preferência na Bíblia fala por si mesmo, a quem tem “olhos de ver e ouvidos de
ouvir”: “De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, de
forma que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna”. (Evangelho
do Cristo, segundo João, 3:16.)
O velho pregador germânico sabia que não há outro caminho, senão o do Amor,
sinônimo de Caridade.
Outro sábio da História, Dante Alighieri (1265-1321), em A Divina Comédia,
escreveu: “O Amor é a energia que move os mundos”.
Por isso, viver afastado Dele é sofrer a orfandade da Alma. O Deus Divino não tem
bigode nem barba. A Sua Face é o Amor.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Zumbi e Ecumenismo Étnico

Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra,
comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi,
apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15 de
maio de 1988. Nele, enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as
mais variadas etnias:
Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia
abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!
Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? —
permanece… e se multiplica nas palavras e atos de um Patrocínio, Joaquim
Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro
Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se
ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o
Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial
estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é
porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na
natureza miscigenada que consiste a sua força.
Toda a humanidade é mestiça
Em Crônicas e Entrevistas (2000), prossigo defendendo a tese de que
toda a humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem
fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação,
principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação
humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam
que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um
exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos, que criaram um item
no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa
parcela da população norte-americana.
O Brasil é uma grei globalizante
Volvendo os olhos para o nosso país, repleto de descendentes de
imigrantes e, também, de migrantes esperançosos de que finalmente sejam
integrados no melhor do seu tecido social, confirma-se a evidência de que
possui um dos mais extraordinários povos do orbe, e com características
privilegiadas, em virtude de sua extraordinária miscigenação. Ele é uma
grei… globalizante…

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Inimigo silencioso

Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa
Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), o
dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional
de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e
Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes
e das doenças a ele correlacionadas.
Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde
pública ainda não suficientemente difundido na população.
Passaporte
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a
Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de
males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte
para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a
doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e
adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os
diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase
adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. (…) A doença é
silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é
obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível
que você venha a desenvolver o diabetes”.
No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas estão com a doença, segundo informa
a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). E os números não param. Houve um
aumento preocupante no mundo, de acordo com dados da Federação Internacional de
Diabetes (IDF). Somente no ano de 2017, foram estimados 425 milhões de diabéticos,
o que corresponde a 8,8% da população planetária. Calcula-se que até o ano de 2045
esse número ultrapasse 628 milhões.
O exemplo do carro
Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A
mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista
pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o
brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a
revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol,
o seu açúcar… O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se
não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos,
sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por
complicações gravíssimas”.
Dados alarmantes
De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta
contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de
cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a
primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas
que fazem hemodiálise – quando o rim vai à falência – diabéticas. Em 40% das

coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é
para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que
tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (…) Eu tenho pacientes que já estão
com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se
exercitam, fazem dieta”.
Sobremesa
Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a
sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba
levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do
que é um alimento não saudável. É preferível, em vez de habitualmente comer doce,
você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás,
um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente
isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama
de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um
fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele
grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a
patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida
mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e
evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (…) As frutas, as
fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para
equilibrar a quantidade de carboidrato”.
Fator de risco
Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator
de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é
depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os
órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está
relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do
miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando
a esses problemas”.
Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real
necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e
silencioso inimigo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Muro de Berlim e as fronteiras vibracionais

Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em
21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do
Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 29 anos, trazem em
similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste — em várias regiões do
mundo — em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com
equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas,
esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.
Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que
concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras
vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais
tarde.
Universo Invisível
Em 21 de dezembro de 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-
Nosso”, que realizei, de improviso, em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes
do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a
desenvolver este raciocínio:
Eis uma pequena demonstração de que a Ciência humana, a despeito dos
respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua
brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido: o
justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do
Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se
descobriu ainda?… Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é
algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de
estrelas… É incrível a sua abrangência!… E os mais poderosos telescópios e
radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e
mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual — pois estes são muitos no Outro
Lado da Vida —, ficam do mesmo modo fascinados, com muita razão… Entretanto, e a
amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo
que falta desbravar, não estamos unicamente nos referindo à composição material dos
corpos celestes que vagam pelo Espaço, essa enormidade que os maiores cientistas não
puderam até, o presente momento, pesquisar nem sequer ver de todo* 1 . Falamos
também do UNIVERSO INVISÍVEL, ultradimensional, onde as Almas residem, que,
no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, por ora, ser devidamente
percebido pelos olhos somáticos nem acreditado, em boa parte, pela Ciência terrestre. E
o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia,
quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que
habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar
na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula
de Esopo (aprox. 620-560 a.C.): Vulpes et uva* 2 . O teólogo e filósofo britânico William
Paley (1743-1805) acertou quando definiu que

— Há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer
informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode
falhar, de modo a manter a humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse
princípio chama-se: condenar antes de investigar.
A Ciência convencional terá de ser reapreciada para absorver os muitos dados
novos coligidos pela Ciência de ponta. Além disso, terá de incluir também nas
novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas
cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é
muito cômoda, contudo como realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento
da vida consciente e ativa do Ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.
Depois de muito meditar sobre essa questão das dimensões materiais do Universo
(até hoje os astrônomos debatem e se batem sem chegar a uma conclusão decisiva,
ignorando a origem espiritual do Cosmos), certa feita, observei: Meu Deus, cogita-se de
grandeza, dimensão, distâncias FÍSICAS… No entanto, os limites do Universo podem
igualmente ser VIBRACIONAIS… O ser humano falece, o corpo fica… O Espírito (ou
como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao território da mente, migra para
outro Universo ou outros Universos, que não se veem… É um desafio lançado à mesa de
discussão. A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a
Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a
segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e
preconceitos. Afinal, a Intuição* 3 , conforme afirmamos, é sempre mais rápida que a
razão humana, por se tratar do efeito da Razão Divina em cada criatura. É a Inteligência
de Deus em nós.
Na trilha desse instigante assunto acerca dos limites vibracionais do Espaço,
registrei a seguinte ponderação no meu ensaio literário Ciência de Deus: o Universo
possui esferas ainda invisíveis, que, em termos filosóficos, podem ser sobrepostas,
não apenas paralelas. E quanto mais o Cosmos há de nos reservar?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

______________________
1  Nota de Paiva Netto
Cerca de 95% da estrutura do Universo ainda é uma incógnita para a atual Física. Não
se sabe o que seria a energia escura, responsável pela aceleração do Universo, e a
matéria escura, que reveste o interior das galáxias.
2  Vulpes et uva (A raposa e as uvas) — A famosa fábula de Esopo conta a história da
raposa que, não podendo alcançar as almejadas uvas, pois estas se encontravam muito
altas, as acusa de estarem verdes, embora estivessem maduras.
3  Nota de Paiva Netto
A Intuição — Leia “Einstein e Intuição”, no terceiro volume das Sagradas Diretrizes
Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1991). Adquira pelo
Clube Cultura de Paz: 0300 10 07 940 ou acesse: www.clubeculturadepaz.com.br

O que está havendo com o planeta?

Lembrem-se de que agora tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse, como se ele fosse o culpado de tudo.

 

Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo?

 

Pare um pouco para pensar, cesse de falar mal das Profecias Finais, porque as visões de João, Evangelista e Profeta, não acionam esses fatos, apenas os anunciam. Ora, só amigo adverte amigo. Aquele que se finge de amistoso não tem coragem para contar a verdade, quer estar bem com a pessoa que diz amar — e não há nada pior que o amor falso, essa é a suprema maldade. Não estou me referindo somente ao sentimento entre casais, todavia, entre as criaturas, sobretudo o que singularize o perfeito relacionamento humano, social, filosófico, político, científico, religioso.

 

Vivemos, há séculos, tentando fazer sucumbir a Mãe Terra, tirando-lhe pouco a pouco a vida. Apenas não nos podemos esquecer de que tal atitude nos atingirá em cheio. Humanamente também somos Natureza.

 

Então, por que a surpresa com o Discurso do Cristo no Seu Evangelho segundo Mateus, 24:15 a 28, sobre “a Grande Tribulação como nunca houve nem jamais se repetirá na face da Terra”? Nós mesmos estamos ajudando a montá-la!

 

O pastor Jonas Rezende*, ainda em seu livro O Apocalipse de Simão Cireneu, refere-se a essa distorção histórica:

 

— O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem.

 

A profecia presente nos livros sagrados das diversas religiões

É fundamental destacar ainda a presença marcante da simbologia profética permeando as mais antigas tradições. Não apenas na Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) identificamos os alertas divinos. Eles igualmente se encontram nas páginas dos livros sagrados de diversas crenças da Terra.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

A condução do pensamento: asas ou algemas?

A tradição popular ensina que “pensamento é força”. Logo, caros amigos que me leem com atenção: mentalizemos a todo instante o melhor possível, isto é, o Bem para os outros e para nós. As benéficas consequências, se tivermos sempre bom ânimo, serão patentes, na medida em que nos sentiremos fortalecidos pela Divina Autoridade de Jesus, que jamais esmoreceu diante das provações e nos inspira a vencê-las com Ele.

 

Em Nos Domínios da Mediunidade, o Espírito André Luiz, por intermédio do sensitivo Chico Xavier (1910-2002), registra valioso esclarecimento de um mentor espiritual a respeito da importância de educarmos nossa mente em conformidade com a senda correta do Amor de Deus:

 

“Vigiemos o pensamento, purificando-o no trabalho incessante do bem, para que arrojemos de nós a grilheta capaz de acorrentar-nos a obscuros processos de vida inferior.

 

“É da forja viva da ideia que saem as asas dos anjos e as algemas dos condenados. (…)

 

“Meus amigos, crede!…

 

“O pensamento puro e operante é a força que nos arroja do ódio ao amor, da dor à alegria, da Terra ao Céu

 

“Procuremos a consciência de Jesus para que a nossa consciência Lhe retrate a perfeição e a beleza!…

 

“Saibamos refletir-Lhe a glória e o amor, a fim de que a luz celeste se espelhe sobre as almas, como o esplendor solar se estende sobre o mundo”. (Os destaques são meus.)

 

Que assim seja! Por isso, na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, cultivamos a Sintonia Tríplice com Jesus: a do Bom Pensamento, da Boa Palavra e da Boa Ação.

 

O piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) avisou a quem o quisesse escutar: “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.

 

Essas palavras do autor de O Pequeno Príncipe são um sério alertamento aos sedutores irresponsáveis.

 

Diante disso, só um louco fará a sementeira do mal, de que desesperadamente se arrependerá depois.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

As crianças e a Mãe de Jesus

Em 12 de outubro, no Brasil, homenageamos Maria Santíssima, Mãe Universal da
Humanidade, e as crianças, alegria do mundo! Os pequeninos sempre aguardam com expectativa esse
dia. Que Nossa Senhora Aparecida, uma referência dos Irmãos católicos à Mãe de Jesus, proteja do
mal as criancinhas!
Aproveito para lhes trazer um belo exemplo de Amor Fraterno, abençoado pela Mãe de Jesus,
que vem dos jovenzinhos. Apresentei-o, há vários anos, na Super Rede Boa Vontade de
Comunicação (rádio, TV e internet). Fui buscá-lo na obra Lendas do Céu e da Terra, de Malba
Tahan. Muitos de vocês talvez já conheçam esse conto, mas, diante dos graves problemas de
convivência humana no planeta, é importante ressaltarmos o que de bom igualmente existe para que
o bem seja multiplicado.
Vamos ao que Malba Tahan, pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Melo e
Sousa (1895-1974), escreveu e a alguns comentários que fiz:
“Uma menina chinesa conduzia às costas um pequenino de dois anos de idade. Ao vê-la
passar, vergada ao peso daquela carga, um sacerdote perguntou-lhe:
“— É pesado, menina?
“— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!
“Que linda resposta a desta menina! Atentem no profundo ensinamento que suas palavras
encerram! Como parece suave a carga quando levamos ao ombro o irmãozinho querido!
“Do mesmo modo, se seguirmos fielmente os preceitos evangélicos, seremos induzidos a levar
a Caridade a todos os nossos semelhantes. E o sacrifício em proveito do próximo, então, se tornará
muito leve, pois será feito por um irmão”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Pedagogo Celeste, ensinou que nos devemos amar uns aos outros
como Ele nos amou e tem amado. E disse mais o Divino Amigo: “Somente assim podereis ser
reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior
Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me
ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:12,
13 e 9).
Vale a pena destacar novamente o que disse a garotinha quando o religioso lhe perguntou se era
pesada a criança que carregava: “— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!”
Reconheçamos também nesse irmão bem querido o Brasil, cujo verdadeiro progresso depende
da real dedicação de governantes e governados. Ora, meus jovens, quem não intuir ou entender essa
lição de Lendas do Céu e da Terra jamais compreenderá a solidariedade humana ensinada pelo Cristo
de Deus. Não será um bom menino, uma boa menina, um bom pai, uma boa mãe, um bom avô, uma
boa avó, um bom sacerdote, um bom político, um bom filósofo, um bom cientista, um bom
economista, um bom pedagogo ou professor, um bom artista, e assim por diante, porque, se não tiver
Amor Fraterno no coração, não saberá viver em comunidade, não poderá participar da Sociedade
Solidária Altruística Ecumênica, na qual todos compreendem que o sofrimento de um é o de todos.
Agora, a conclusão de Malba Tahan em sua página, na forma de tocante prece: “Ó Jesus,
Divino Modelo da Caridade, dai-me aqueles puros sentimentos de Amor ao próximo, de que nos
deixastes tão admiráveis exemplos; fazei, Senhor, que eu ame santamente os meus semelhantes por
Amor de Vós, que nunca deles suponha mal; que lhes acuda em suas necessidades; e que, sofrendo
suas fraquezas neste mundo, por amor de Vós [Jesus], possa um dia cantar com eles Vossos
louvores, [assim na Terra como] no Céu!”. Amém! Viva Jesus!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Entrar no Silêncio do Espírito

Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, façamos nosso Minuto de
Silêncio. Já expliquei, muitas vezes, que o silêncio a que me refiro não é apenas o material, trata-se do
espiritual, aquele que você consegue em meio à maior balbúrdia. Se este é o seu caso, já controla seus
nervos do corpo e da alma. Esclareci, à saciedade, àqueles que falam ou escrevem para mim: “Irmão
Paiva, faço um grande esforço para entrar no silêncio, mas meus vizinhos são uma barulheira
tremenda; as minhas crianças também… Parece uma creche a minha casa: correm pra cá, pra lá”.
E eu respondo: deixem a meninada correr! Criança parada, em geral, encontra-se enferma.
Dificilmente está bem de saúde. Ela tem de expressar a sua energia, precisa mover-se. Não se deve
“algemar” a criançada.
“Ah, mas há uma barulhenta obra aqui do lado. Um horror!”
Não adianta vir com justificativa. É necessário aprender a entrar no Silêncio. Contudo, no que
vem do Espírito.
Já dei o exemplo de quem viaja de ônibus, ou de metrô, ou mesmo de avião, mas que consegue
concentrar-se no Silêncio da Alma.
Passa a simpática aeromoça: “O que o senhor deseja beber? O que gostaria de comer?”
Alguém grita no abarrotado trem suburbano: “Tira a mão do meu bolso!”
Coisas desse tipo ocorrem e, no entanto, quantas pessoas às vezes estão absortas nos seus
pensares, indiferentes à balbúrdia circundante. Esperamos que sejam bons pensamentos…
Alguns, em volta, até gritam: “Eh, o camarada ali está desligado!”
Mas o que acontece é que, como nunca estamos espiritualmente sozinhos, ele pode estar
dialogando com o seu Anjo Guardião, ou então com um obsessor. Aí é ruim! Por isso, temos de
permanecer na faixa de Deus, o Grande Decifrador de todos os mistérios (Apocalipse de Jesus, 10:7) e
Apaziguador de nossos conflitos interiores (Evangelho do Cristo, segundo João, 4:27).
Como diz o nosso Amigo Espiritual Flexa Dourada: “Os problemas estão na Terra, a solução,
no Alto”. Em Deus, naturalmente!
Entremos, portanto, em sintonia permanente com aqueles que se encontram na Espiritualidade
Superior: o Reino de Deus, do Cristo e do Espírito Santo ou Espírito da Verdade ou Paráclito, que vem
descendo até nós, na descrição confortadora da Nova Jerusalém (Apocalipse, 21:2 e 10):
“2 Eu, João, vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do céu,
vestida como noiva adornada para o seu esposo.
“10 E ele me transportou, em Espírito, a uma grande e elevada montanha, e me mostrou a
Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”.
A qualquer zoada que haja à nossa volta, pretendendo prejudicar nosso intercâmbio com o
Mundo Espiritual Elevado, lembremo-nos sempre deste pensamento do dr. Osmar Carvalho e
Silva (1912-1975), grande Legionário da Boa Vontade. E o nosso Chico Periotto, médium da Boa
Vontade de Deus, recebeu esta assertiva do saudoso Osmar em Figueira da Foz, Portugal, no dia 6 de
junho de 1992: “O nosso trabalho depende da dedicação de vocês, mas o sucesso de vocês depende do
nosso apoio”.
Isso vem ao encontro de importante fundamento doutrinário da Religião de Deus, do Cristo e do
Espírito Santo: “O segredo do governo dos povos é unir a humanidade da Terra à Humanidade do
Céu”, o que historicamente sucederá com a chegada espiritual da Nova Jerusalém (Apocalipse,
capítulo 21).
Apesar do alarido, a despeito da algazarra, da confusão do mundo, entremos no Silêncio, isto é,
na Sintonia de Deus. E como a nossa vida vai melhorar! Porque o ensinamento é do Cristo: “Vigiai e
orai, para que não entreis em tentação” (Evangelho, segundo Marcos, 14:38, e Mateus, 26:41).
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

O mundo pede Paz

O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos
ronda. Então, é igualmente hora de falar na Paz e de lutar por ela, sem descanso, até
que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta
gente. Um dos perigos que a humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento.
De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo
como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre
pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é
possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá*, na redução
da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este
irá tomando conta de suas existências. (…)
Sociedade Solidária Altruística Ecumênica
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por
não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta
não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo
dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16).
Ora, João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8, por sua vez, asseverou que
“Deus é Amor”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente
ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se
da perspectiva solidária e altruística nascida do Seu coração, firmada no Seu
Mandamento Novo — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Nisto
reconhecerão todos que sois realmente meus discípulos, se tiverdes Amor uns pelos
outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) —, a Lei da Solidariedade Espiritual
e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo,
não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões;
sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre
grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente
avanço espiritual, moral e ético. A Esperança de um futuro melhor é chama que não
se apaga no coração perseverante no Bem.
Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Quem? Os governantes do mundo?! Todavia,
na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente
se armam? Tem sido assim a história da “civilização”… “Quousque tandem,
Catilina, abutere patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa
paciência?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz,
devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho:

“Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos
dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração
nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa
Nova, consoante João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20). Que tal experimentá-lo?
Roteiro Espiritual
Que todos nós possamos cultivar em nossos lares o Amor Universal preceituado
pelos grandes luminares da Humanidade. É o convite que Jesus também nos faz:
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abri-la para mim,
entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse, 3:20). Essa
passagem bíblica – juntamente com Efésios, 6:10 a 20, e Apocalipse, 19:11 a 21 –
compõe o Roteiro Espiritual para a Vitória, uma feliz sugestão do respeitado político
brasileiro Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito. Objetivo: compreender a
origem espiritual dos desafios diários e vencê-los sob a inafastável Proteção Celeste.
Voltaremos ao assunto.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Educação com Espiritualidade Ecumênica

A ausência de Solidariedade, de Fraternidade, de Generosidade tem suscitado grande
defasagem entre progresso material e amadurecimento espiritual e moral. Daí o nosso
fraterno alertamento: é hora de aplacar as paixões. Se, apenas como argumento, o Brasil
não progredir, os maiores perdedores serão os brasileiros. Além do mais, é sempre hora
de superar ressentimentos. Entretanto, não haverá Paz enquanto persistirem cruéis
discriminações e desníveis sociais criminosos, provocados pela ganância, que, por meio
de eficiente Educação com Espiritualidade Ecumênica, devemos combater. Se não
optarmos por caminhos semelhantes, estaremos sentenciados à realidade denunciada
pelo Gandhi (1869-1948):
— A menos que as grandes nações abandonem seu desejo de exploração e o espírito de
violência, do qual a guerra é a expressão natural e a bomba atômica, a consequência
inevitável, não há esperança de paz no mundo.
A solução está em Deus
Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se
empenham. E isso tem feito com que a civilização, pelo menos o que andamos vendo
por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A
sabedoria do Talmud dá o seu recado prático:
— A Paz é para o mundo o que o fermento é para a massa.
Exato!
Há quem prefira referir-se ao espírito religioso, exaltando desvios patológicos ocorridos
no transcorrer dos milênios. (De modo algum incluo nestes comentários os historiadores
e analistas de bom senso.) Creio que essa conduta beligerante, que manchou de sangue a
História, urge ser distanciada de nossos corações, por força de atos justos, porquanto
maiores são as razões que nos devem confraternizar do que as que servem para acirrar
rancores. O ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. Muito oportuna, então,
esta advertência do pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), que não negou a
própria vida aos ideais que defendeu:
— Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não a arte de
conviver como irmãos.
De fato, o milagre que Deus espera dos seres espirituais e humanos é que aprendam
a amar-se, para que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da
antimatéria.
O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente
que a Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

Ninguém está livre das influenciações espirituais inferiores, as quais, mesmo
quando não se revelam num gesto tão extremado como matar-se, encerra
consequências que podem configurar verdadeiro suicídio em vida.
Quantas empresas, por exemplo, são levadas à “morte”, ou seja, à falência?
Quantos casais estão em conflito, arrastando em seu bojo a felicidade dos filhos?
Quantos se entregam à “morte” pelos vícios da bebida, do cigarro, das drogas,
que enfermam e destroem nosso veículo físico e distorcem a Alma? E as chagas
do ódio, da violência doméstica, do feminicídio, da pedofilia, da efebofilia, dos
estupros…? Quantos são drasticamente atingidos, arrancados do mundo por
essas barbáries? E as guerras, o desmantelamento econômico de países, os
conflitos étnicos de toda sorte?… E a hipnose coletiva que, pelo planeta,
enceguece governantes e governados? Todos são Espíritos na carne; portanto,
completamente suscetíveis de sofrer o magnetismo inferior desses “invasores de
Almas”, que aqui denominamos “lobos invisíveis” ou espíritos obsessores.
Contudo, em medida ainda mais vigorosa, qualquer pessoa é capaz de se
tornar instrumento benfazejo sob os cuidados das Falanges Divinas, das
Almas Benditas. Todos somos médiuns, conforme nos revela Allan Kardec.
E poder nenhum é maior que o de Deus.
Reitero a importância da leitura de “Quanto à Abrangência do Templo da Boa
Vontade” e “O equilíbrio como objetivo” (disponíveis no blog PaivaNetto.com),
páginas nas quais esclareço que o mundo material não mais poderá evoluir
sem o auxílio flagrante do Mundo Invisível Superior. (…)
Como impedir a ação dos espíritos malignos
Meus Irmãos e minhas Irmãs, que drama enfrentam, muitas vezes, nossos Anjos
Guardiães a fim de nos livrar de funestas ambiências, que acabamos atraindo
para dentro de nossos lares, de nossas empresas, de nossas igrejas, de nossas
comunidades, de nossos países! No entanto, alguém pode dizer: “Mas, Irmão
Paiva, eu tento, eu luto; contudo, não consigo afastar esses obsessores
espirituais de meu caminho. No ambiente da minha empresa, pelas ruas, em
minha casa, nas dos meus entes queridos, eles sempre estão lá, ou acolá, me
atormentando, fazendo com que minha competência no trabalho seja abalada;
minha felicidade, minha saúde, minha paz sejam postas abaixo. Já não tenho
forças…”
Tem forças, sim!!! Quem lhe disse que não? Afaste de si as sugestões de
fraqueza, justamente, do aqui ultradenunciado “lobo malfeitor espiritual”. E ore por
ele, de maneira que a prece fervorosa toque os recônditos de sua alma, tornando-
o, pela transformação do caráter, um bom sujeito. Rogue pelo apoio de seu Anjo
da Guarda, ou Espírito Guia, ou Nume Tutelar — seja qual for a maneira que você
denomine esses Benfeitores (ainda) Invisíveis.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

O patrimônio da Caridade

A Caridade é o conforto de Deus para as Almas e o relacionamento
cordial entre criaturas que firmemente desejam a preservação deste
mundo. Ela é uma função espiritual e social, não apenas um ato
particular de socorrer apressadamente o mais próximo. É uma política
dignificante, um planejamento humanitário, uma estratégia, uma
logística de Deus, entendido como Amor, a nós oferecida, de modo
que haja sobreviventes à cupidez humana. A Caridade é a Força
Divina que nos mantém de pé. Sabemos, e basta ir ao dicionário, que
Caridade é sinônimo de Amor. Portanto, é respeito, solidariedade,
companheirismo, cidadania sem ferocidades. O mundo precisa de
carinho e Amor. Quem diz que não quer ser amado está doente ou
mentindo, o que, no fundo, no caso em questão, é a mesma coisa.
Pode ter certeza de que a pessoa está gritando lá dentro: “Socorro!
Preciso ser amado! ou, preciso ser amada! Mas não tenho coragem
de dizer! Tenho vergonha de reivindicar, um pouco que seja, da
Fraternidade dos meus irmãos humanos! Mas escutem o meu apelo
desesperado e silencioso!”
Como escrevi no livro Como Vencer o Sofrimento, o Amor revela a
Luz, e a Luz espanta a treva. Que mais quereremos nós? O ser
humano tem carência de Amor verdadeiro. É o que muitos dirigentes
dos povos em definitivo precisam entender. Governa bem aquele
que governa o coração. Exclamam alguns: “— Ah, eu não falo em
Caridade!” Infelizmente creem que ela se resume em dar às pressas
esmola ao mendicante que os interpela. Já estão em falta quando se
irritam diante do necessitado, que em geral é efeito e não causa.
Devem refletir sobre este ditado latino: “Hodie mihi; cras, tibi”. (Hoje,
eu; amanhã, você). Ou seja: agora, o pedinte é ele; amanhã,
poderemos ser nós. O pior é que alguns transferem essa
“amofinação” para um sentimento elevadíssimo, que é a Caridade,
que eles não entendem muito bem, mas que se personifica na cola
que junta as partes separadas da sociedade mundial.
Enfim, Caridade é a esperança que repousa em Deus.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Caridade pura não aceita egoísmo

Quem se integra no verdadeiro espírito da Caridade não mais aceita o egoísmo. Deus é quem nele
habita. E este sentido de Fraternidade, Solidariedade, Generosidade, que é Deus, vive em todos e
por todos os seus Irmãos em humanidade. Disse o Buda (aprox. 556-486), o iluminado mentor
que nasceu na Índia: “O sofrimento é universal; a causa do sofrimento são os desejos egoístas; a
cura do sofrimento está em libertar-se dos desejos; o modo de livrar-se dos desejos é através de
uma perfeita disciplina mental”.
Deus é Caridade. Em sua Primeira Epístola, 4:8 e 16, João Evangelista explica que “Deus é
Amor”. Ora, Caridade é sinônimo de Amor. Todos precisam dele, o mundo necessita de
Caridade. Eis a Estratégia Divina para a perfeita condução dos povos, quando os seres humanos
alcançarem que Política plena é aquela que, cuidando do cidadão, infere que este, além de corpo,
também possui Alma. Diante desse Ser completo, teremos uma nação integrada na Solidariedade
Ecumênica, portanto Social, Altruística. Quando isso ocorrer, o sofrimento, incluído o psíquico,
passará ao largo. Afinal, vivemos o terceiro milênio. Algo terá de mudar, nem que demore mil
anos.
Erigir um Império de Boa Vontade
A Caridade, na sua expressão mais profunda, deveria ser um dos principais estatutos da Política,
porque não se restringe ao simples e louvável ato de dar um pão. É o sentimento que —
iluminando a Alma do governante, do parlamentar e do magistrado — conduzirá o povo ao
regime em que a Solidariedade é a base da Economia, entendida no seu mais amplo significado.
Isso exige uma reestruturação da Cultura, por intermédio da Espiritualidade Ecumênica e da
Pedagogia do Afeto, no meio popular e como disciplina acadêmica. Contudo, no campo
intelectual, que o seja sem qualquer tipo de preconceito que reduza, em determinadas ocasiões, a
perspectiva de grandes pensadores analíticos, pelo fato de alguns deles se submeterem a certos
dogmatismos ideológicos e científicos, o que é inconcebível partindo de mentes, no supino,
lucubradoras. Até porque a Ciência é pródiga em conquistas para o bem comum. Mas também,
no seio dela, houve os que muito sofreram incompreensão, por causa do convencionalismo
castrador, mesmo de certos pares que apressadamente os prejulgavam. Vítimas deles
foram Sócrates, Bias, Baruch Spinoza, Dante Alighieri, Galileu
Galilei, Semmelweis, William Harvey, Samuel Hahnemann, Maria Montessori, Luiza
Mahin, dr. Barry J. Marshall, dr. J. Robin Warren e outros nomes célebres, universalmente
acatados.
Em suma, a Caridade, sinônimo de Amor, é uma Ciência especial, a vanguarda de um mundo em
que o ser humano será tratado como merece: de forma humana, portanto, civilizada. Estaríamos,
assim, erigindo um Império de Boa Vontade neste planeta, o estado excelente para o Capital de
Deus, que circula por todos os cantos e não mais pode aceitar especulação criminosa de si
mesmo. (…)
Esta ponderação da educadora e escritora brasileira Cinira Riedel de Figueiredo (1893-1987)
vem ao encontro do que anteriormente abordamos: “De cada homem e cada mulher depende o
aprimoramento de tudo quanto nasce, cresce, vive e se transforma sobre a Terra, porque, de
fato, nada morre. Existe uma contínua transmutação, e devemos ser os guias para que essa
transformação se faça uma ascensão constante, tornando-se cada vez mais bela e mais perfeita
para representar melhor a vida que a anima”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Batalha brutal pela sobrevivência

No dia a dia, cada vez mais se faz notar a crescente concorrência que existe não
apenas entre as grandes empresas, grupos, cartéis, monopólios, trustes, mas,
sobretudo, individualmente entre as próprias criaturas. Apesar disso, para que se
possa ferozmente subsistir em um planeta bastante selvagem, elas não podem
soçobrar às pressões desagregadoras do cotidiano. Claro que não estou me referindo à
competitividade sadia, por exemplo, a que ocorre no futebol. Afinal, Esporte é
melhor do que guerra.
Diante do quadro de tensões, dificuldades e desafios da vida, é lamentável como tem
sido comum recorrer-se a substâncias tóxicas, com a ilusão de se encontrar uma
válvula de escape ou alegrias duradouras. Tudo isso é um tremendo engano! Nosso
refúgio permanente deve ser Deus, o Cristo, o Espírito Santo, nossas famílias, os
verdadeiros amigos, a vivência da Caridade, entre outros sublimes valores.
O corpo humano não combina com álcool
Infelizmente uma parcela da população não está sabendo como suportar a batalha
diária pela sobrevivência, que se tornou, sob vários aspectos, brutal. Tal estado de
ânimo tem servido de brecha para as investidas do “lobo invisível” (os espíritos
obsessores, uma realidade que precisamos combater com oração), que passa a
maldosamente empurrar os invigilantes e incautos para os vícios. Por esse motivo,
sempre faço questão de publicar na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! mensagens
que nos chegam do Mundo Espiritual com marcantes alertamentos.
Reúno aqui para vocês palavras do Irmão Flexa Dourada (Espírito) trazidas pelo
sensitivo Cristão do Novo Mandamento de Jesus Chico Periotto, datadas de 3 de
outubro de 2009 e 13 de novembro de 2010. Diz o diligente Amigo da Pátria da
Verdade: “O Mundo Espiritual Superior sempre manda os fluidos revitalizantes para
a boa saúde dos seres humanos. Agora, quando qualquer pessoa vive de exageros,
não tem banho de fluidos que ajude. Quem toma álcool, por exemplo, vai acabando
com tudo no organismo. A pessoa diz: “Ah, mas é tomar só um pouco. Um pouco faz
bem à saúde”. Álcool não faz bem para nada. O organismo não foi feito para
consumir álcool. Aqui de Cima [do Mundo Espiritual], não conhecemos ninguém que
tenha na Terra ficado com a saúde boa por isso. Vejam, os efeitos da bebida
alcoólica são tão devastadores, mas, às vezes, não são imediatos. Isso vai
acontecendo, acontecendo, para a frente, para o futuro. Mas, um dia, a doença vem.
Muitas pessoas vão desenvolver moléstias pelo corpo todo, por tudo isso. O cigarro é
também uma das pragas da humanidade. Cigarro, bebidas alcoólicas e drogas.
Tudo isso é suicídio!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
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Pais de Boas Obras

Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou
nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não
têm filhos?”
Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como que suas filhas —, o que
levanta indispensáveis construções espirituais e sociais — como que seus filhos. Grandes figuras da
humanidade não foram genitores no sentido literal da palavra, contudo trouxeram à Terra filhos
livros, descobertas científicas e desbravamentos filosóficos, morais, políticos, religiosos. São
admiráveis descendentes que beneficiam multidões, geração após geração.
Aos pais de filhos espirituais, carnais, morais, sociais, o reconhecimento fraterno da Legião da Boa
Vontade, dos seus Centros Comunitários, Educacionais, Culturais, Artísticos, Esportivos; do
Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP; do Centro Comunitário de Assistência
Social Alziro Zarur, da LBV, em Glorinha/RS; de todas as obras que sustentamos pela força da Fé
Realizante, porque a Fé, ensinou Jesus, remove montanhas.
E mais afirmou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos,
9:23).
A quantos o Excelso Taumaturgo tem convidado: “Levantai e andai!” (Evangelho, consoante
Lucas, 5:23). E caminharam. A quantas pessoas ordenou: “Vede!” E viram. O Cristo curou cegos
de nascença (Evangelho, segundo João, 9:1 a 91). Porque cada um recebe, Ele mesmo adverte: “de
acordo com as obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27; e Apocalipse, 20:13).
Seres de Boa Vontade, do Brasil, do mundo, do plano espiritual ainda invisível aos nossos parcos
sentidos físicos, para a frente e para o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista! Como disse o
Irmão André Luiz, Espírito: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue
na vanguarda do nosso Movimento”.
Oração dedicada aos pais
Vamos elevar o nosso pensamento a Deus, ao Pai Celestial. Pedir a Ele a proteção para os pais
terrenos. Na dor, no sofrimento, na guerra, a primeira invocação que se ouve por parte dos que
padecem é o nome daqueles que os geraram. Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a
Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja
feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. E não nos deixeis
cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para
sempre. Amém!”
O sentido da liberdade verdadeira
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos
aos nossos ofensores.”
Fosse essa a súplica permanente do mundo e muita coisa se transformaria. Porque, para começar,
estaríamos pedindo ao Criador o pão espiritual, a fortaleza para a nossa mente, o sentido da
liberdade verdadeira, a independência de julgamento, que só pode vir pela celeste inspiração. Se o
corpo precisa do alimento material, o Espírito necessita do pão da liberdade.

Mas o que é a liberdade? As mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar,
uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser
iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral,
justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viger, edificando um país, temos de
procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina.
Urge nos conscientizarmos de que o Amor Fraterno é também Justiça, não condescendência com o
erro. Alguém pode perguntar: “Mas o que está certo e o que está errado?”
O que causa prejuízo e dor não pode estar correto. O desequilíbrio da humanidade vem muito disso.
Jesus como paradigma
Salve o Dia dos Pais, o Dia das Mães, dos Avós! Salve, Jesus! Às crianças e aos jovens do Brasil e
do exterior, a nossa saudação! Que a grama verde (a mocidade), descrita no estudo sem tabus do
Apocalipse, não seja destruída. Do contrário, não haverá continuidade de vida na Terra. E quando
falamos não ser aniquilada a juventude, não pensamos somente no sentido restrito da morte do
corpo físico, porque, se a consciência estiver falida, estaremos mortos também. Existem o intelecto
e a consciência. A segunda conduz-nos à sabedoria, quando iluminada, se assim o quisermos, pela
Bondade Divina.
Que a Paz de Deus esteja agora e sempre no coração de todos e de todas, quer acreditem na
Espiritualidade Superior, quer sejam ateus ou ateias! O importante é ser honesta, digna; ser honesto,
digno. Aí está o segredo: Jesus como paradigma! Que Ele tenha piedade de nós, e que a Sua
generosidade conduza os nossos destinos!
Finalizando, registro, emocionado, meus sinceros agradecimentos ao meu saudoso pai, Bruno
Simões de Paiva (1911-2000). Um dos principais responsáveis pela minha formação cultural, ainda
que modesta. Constantemente me presenteava com livros, preocupado que foi com a educação do
filho, como também de minha irmã, Lícia Margarida (1942-2010). Receba, seu Bruno, onde
estiver, ao lado de dona Idalina (1913-1994), um beijo no coração!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vilões do século 21

Em 14 de julho de 2007, o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP, recebeu
milhares de pessoas do Brasil e Exterior, que participaram do 32 o  Fórum
Internacional do Jovem Ecumênico da Boa Vontade de Deus. Durante o encontro,
dentre muitos assuntos, debati com os moços sobre o cuidado que devem ter com a
saúde, principalmente na prevenção e controle do diabetes. Li para eles uma nota em
que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou estimativa de que 376
milhões de pessoas terão diabetes em 2030, se não houver mudança no estilo de
vida. Citou a obesidade e o sedentarismo como maiores vilões do diabetes tipo 2,
o mellitus. Onze milhões de brasileiros têm a doença, 6 em cada 10 são diabéticos.
Um novo caso surge no mundo a cada 5 segundos. A cada 10 segundos uma pessoa
morre de complicações decorrentes da doença”.
O quadro é de calamidade pública.
Desequilíbrio dietético
Por sinal, na obra Crônicas e Entrevistas (2000), da Editora Elevação, publiquei
uma advertência do dr. Walmir Coutinho, da Associação Brasileira para Estudos da
Obesidade, concedida à Boa Vontade TV, que prossegue atualíssima. O cientista
alertava quanto à grave ameaça do desequilíbrio dietético para a saúde: “São riscos
associados à gordura escondida no abdômen, chamada de abdominal visceral. (…)
Ela desencadeia uma resistência à ação da insulina, hormônio que controla o
açúcar no sangue. O que vem junto com isso? Pressão alta, o diabetes (até nas
crianças)… Se ele não vem, chega a tolerância glicídica, o colesterol alto e tudo
isso leva o indivíduo a uma tendência muito grande de entupir vasos sanguíneos,
determinando vários tipos de complicações, ligadas à obstrução vascular. (…) É
realmente assustador”.
Epidemia
Nesse contexto está também o artigo da nutricionista e doutora em ciências
aplicadas à pediatria dra. Cecília L. de Oliveira, juntamente com o dr. Mauro
Fisberg, pediatra e nutrólogo, registrado no site www.abeso.org.br, do qual
destaco: “A prevalência mundial da obesidade infantil vem apresentando um rápido
aumento nas últimas décadas, sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia
mundial. Este fato é bastante preocupante, pois a associação da obesidade com
alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à
glicose, considerados fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 e as doenças
cardiovasculares, até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no
entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem”.
É preciso fugir do excesso de sal e de gordura. Recomendo sempre isso aos meus
familiares e aos que trabalham comigo.
O assunto merece atenção e cuidados urgentes, tanto no campo fisiológico como no
espiritual, até porque Alma saudável é medicina preventiva para o corpo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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