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Origem espiritual da Profecia

Paiva Netto

Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado morte… Todavia, é necessário também refletirmos sobre alguns desdobramentos morais desse saber espiritual que Jesus, o Divino Ressuscitado, nos oferece para conduzirmos bem nossos destinos. Afinal, quando não nos preparamos convenientemente, a morte se torna um grande susto. Daí a nossa preocupação em dialogar com todos os que me honram com a leitura e lhes apresentar tantos fatos que, durante milênios, evidenciam a sobrevivência da Alma e a Natureza Espiritual desse fenômeno.

O saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), assegurava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”.

Você quer desaparecer, ficar separado dos entes queridos para todo o sempre? Acredito que não!

No segundo volume da série literária “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, a obra As Profecias sem Mistério (1998), novamente registrei esta minha assertiva: Os mortos não morrem!, mesmo os Irmãos ateus-materialistas*. Não se pode analisar a Palavra do Criador menoscabando qualquer de Suas criaturas, incluídas as espirituais.

Ademais, de onde vêm os alertamentos sobre a gravidade do instante pelo qual passa a Terra? Justamente do Mundo Espiritual, a moradia dos Invisíveis, conforme nos revela o Apocalipse, do Profeta Divino, Jesus, logo no capítulo primeiro, versículos iniciais: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer, e que Ele, enviando-as por intermédio do Seu Anjo, notificou ao Seu servo João, o qual atestou a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo quanto a tudo o que viu”. (Apocalipse, 1:1 e 2)

O que pensa você, prezada leitora, amigo leitor, que sejam os Anjos (que surgem tantas vezes na Bíblia Sagrada) senão Almas? É imprescindível saber de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos após o inafastável fenômeno da morte.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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* Ateus-materialistas — Leia, em Apocalipse sem Medo (2000), o subtítulo “Ateus também vão para o Céu”; e, no livro Crônicas e Entrevistas (2000), o artigo “Respeitar os ateus”. Ambas as obras são de Paiva Netto.

Serviço — Os mortos não morrem (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

O big bang é o Operacional Divino

Prezados Amigos

Considerando o sentido de Eternidade, o Universo nunca foi criado, jamais teve princípio nem terá fim, porque ele sempre existiu e existirá em Deus. Isso não significa dizer que o Universo é Deus, mas que, em potencial, sua existência sempre foi uma realidade. Qualquer acontecimento, digamos que representado pelo big bang, do dr. George Gamow (1904-1968), é apenas o Operacional Divino para determinada ocasião. Muitos Universos já existiram, porque a presença de Deus é permanente, como o moto-contínuo, cuja equação procurada é o Amor, que é justamente o próprio Deus (Primeira Epístola de João, 4:8).

Para que se faça mais bem entendido aos que me honram com sua atenção, em meus livros Reflexões da Alma (2003) e É Urgente Reeducar! (2010), apresentei algumas de minhas modestas concepções do Criador, desenvolvendo raciocínio nestes termos:

(…) Um dos maiores óbices a serem vencidos pelos seres humanos na grande trajetória para a compreensão de Deus, sob o ponto de vista da Ciência, é deliberar a respeito de que estão pesquisando: sobre Que ou Quem? Ou sobre o Deus Quem e/ou Quê? (não o quê, como uma lata na rua, ou um pedaço de papel rasgado), todavia um Quê Divino, o qual, quando a Ciência O decifrar, abrirá, a si mesma, horizontes em dimensões múltiplas da Sabedoria e da Moral quintessenciadas. (…)

Em tudo isso, uma condição conciliatória se faz primordial: o raciocínio humano não pode ficar limitado ao que foi, até agora, descoberto em laboratório, concluído pelos cálculos ou pela Fé que não ousa se deparar com a Razão. Como propunha Allan Kardec (1804-1869): “Fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a Razão, em todas as épocas da Humanidade”.

Talmud, livro sagrado dos judeus, é muito claro ao demonstrar a necessidade de homens e mulheres da Fé e da Razão serem humildes ao procurar e proclamar a Verdade: “O profeta orgulhoso perde as suas profecias; o sábio orgulhoso, a sua sabedoria”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço — Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias.

O Amor é o Elo Achado

Prezados Amigos

Paiva NettoO Amor é a suprema definição da Divindade. É o elo perdido que a criatura busca na imensidão do estudo científico, que, para mais rapidamente progredir no âmbito social, tem de irmanar-se à Fé sem fanatismos, a fim de encontrar esse elo. Há tanto tempo considero que a Ciência (cérebro, mente), iluminada pelo Amor (Religião, coração fraterno), eleva o ser humano à conquista da Verdade!E o que mais é o Amor?O Amor é o grande campeão das mais difíceis batalhas. Supera todos os sofrimentos. É Deus. Logo, intensifica sua atitude confortadora quando o desassistido ou o ser amado precisa de socorro.O Amor não pede para si mesmo.O Amor oferece o auxílio que o desamparado suplica.O Amor, com discrição, atende até ao apelo não abertamente expresso.O Amor não deserta, pois ajuda sempre. Nunca traz destruição. Propicia a Paz.O Amor não adoece. Ele se renova para recuperar o enfermo do corpo e/ou da Alma. Não promove a fome. Pelo contrário, fornece o alimento.O Amor instrui e liberta, porquanto reeduca e espiritualiza.O Amor não constrange, porque confia. Por esse motivo, poetizou Rabindranath Tagore (1861-1941), famoso bardo e filósofo hindu, amigo de Gandhi (1869-1948): “Ó Deus! O Teu Amor liberta, enquanto o amor humano aprisiona”.O Amor é tudo: o enlevo da existência, pois afasta o temor.O Amor, quando verdadeiramente é ele mesmo, sempre triunfa, visto que não coage nunca. Enfim, o Amor governa, porque é Deus, mas igualmente Justiça.O Amor é o Elo Achado*.José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com_______________________________
*O Elo Achado — Aqui, o autor faz uma antítese ao “elo perdido”, expressão utilizada, em 1851, por Charles Lyell (1797-1875), mentor de Charles Darwin (1809-1882). Mais conhecido como “fóssil de transição”, em Paleontologia, diz respeito ao organismo que reúne características dos seus descendentes e antecessores evolutivos, preservadas no registro fóssil. Na investigação da história evolutiva dos seres humanos, procura-se o “fóssil de transição” entre o macaco e o homem. Alguns fósseis de hominídeos têm sido estudados, e o mais famoso é Lucy, um exemplar da espécie Australopithecus afarensis. A busca prossegue, e outros hominídeos já foram descobertos depois de Lucy. Contudo, ainda não se tem a certeza de que sejam o “elo perdido” dessa árvore filogenética, à qual pertencemos.

A Dor não é um fatalismo

Infelizmente, até os dias que correm, costumamos, em geral, nos lembrar de Deus quando sérios problemas batem à porta da nossa vida. É o que mais se vê. No entanto, a despeito disso, Ele se manifesta com Seu Amor a todos os Seus filhos, independentemente de crenças ou descrenças, em suas várias gradações. É só observar os modelos notáveis de Fé, de superação da Dor, por toda a jornada humana.

E mais: a Promessa Dele acerca do fim da Dor punitiva— que só existe por consequência das más ações do ser humano —, encontramo-la justamente no Apocalipse de Jesus, 21:3 a 5, de acordo com a narrativa do Profeta de Patmos, João Evangelista:

“3 Então, ouvi grande voz vinda do trono [na Nova Jerusalém], dizendo: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão Seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.

“4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

“5 Então, Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”.

Como se vê, o Apocalipse de Jesus é principalmente um anunciador de alegrias. Seres humanos inclinados a só enxergar tristezas são os que o andam, pelos milênios, caluniando. Quanto às notícias referentes a punições e dores, elas foram semeadas por nós. Façamos, pois, a todo momento, as melhores semeaduras! Eis o recado do Profeta Jó, desde o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 34:11: “Pois Deus retribui ao homem segundo as suas [próprias] obras (…)”.

E também em Salmos, 37:4: “Regozija-te no Senhor, e Ele concederá o que deseja o teu coração”.

Não são de hoje, portanto, os alertamentos.

E vejam mais o que o Pai Celestial revela, agora por intermédio do Profeta Isaías, no Antigo Testamento, 65:17 a 19:

“17 Porque eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas nem mais se recordarão.

“18 Mas vós festejareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que instituo para Jerusalém uma alegria e, para o seu povo, regozijo.

“19 E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem de clamor.

Quando isso ocorrerá? As Profecias se cumprem no Tempo de Deus, cuja contagem difere do calendário humano. Mas cada um pode apressar ou não a vivência dessa época bem-aventurada de acordo com seu empenho pessoal em construí-la.

O eminente educador, político, jornalista e médium brasileiro Eurípedes Barsanulfo (1880-1918), em mensagem espiritual transmitida pelo sensitivo legionário Chico Periotto, realçou a necessidade de não nos apegarmos ao sofrimento, e sim encararmos os desafios, desvencilhando-nos deles e perseverando na construção de tempos mais auspiciosos: “Tropeços e percalços que atravancaram a nossa felicidade, não obstante as chagas que nos impõem a dor, descarreguemo-los como um para-raios no chão que nos abriga, pois surgem novos tempos de amor e alegria”.

A Dor não é um fatalismo na vida humana. Nós é que a criamos. Paremos um pouco para pensar e reconheçamos essa realidade. Se fizermos por merecer, o que nos espera é o melhor possível.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

Prezados Amigos


Paiva Netto

Ninguém está livre das influenciações espirituais inferiores, as quais, mesmo quando não se revelam num gesto tão extremado como matar-se, encerram consequências que podem configurar verdadeiro suicídio em vida.

Quantas empresas, por exemplo, são levadas à “morte”, ou seja, à falência? Quantos casais estão em conflito, arrastando em seu bojo a felicidade dos filhos? Quantos se entregam à “morte” pelos vícios da bebida, do cigarro, das drogas, que enfermam e destroem nosso veículo físico e distorcem a Alma? E as chagas do ódio, da violência doméstica, do feminicídio, da pedofilia, da efebofilia, dos estupros…? Quantos são drasticamente atingidos, arrancados do mundo por essas barbáries? E as guerras, o desmantelamento econômico de países, os conflitos étnicos de toda sorte?… E a hipnose coletiva que, pelo planeta, enceguece governantes e governados? Todos são Espíritos na carne; portanto, completamente suscetíveis de sofrer o magnetismo inferior desses “invasores de Almas”, que aqui denominamos “lobos invisíveis” ou espíritos obsessores. Contudo, em medida ainda mais vigorosa, qualquer pessoa é capaz de se tornar instrumento benfazejo sob os cuidados das Falanges Divinas, das Almas Benditas. Todos somos médiuns, conforme nos revela Allan Kardec (1804-1869). E poder nenhum é maior que o de Deus.

Reitero a importância da leitura de “Quanto à Abrangência do Templo da Boa Vontade” e “O equilíbrio como objetivo”, páginas nas quais esclareço que o mundo material não mais poderá evoluir sem o auxílio flagrante do Mundo Invisível Superior. (…)

Como impedir a ação dos espíritos malignos

Meus Irmãos e minhas Irmãs, que drama enfrentam, muitas vezes, nossos Anjos Guardiães a fim de nos livrar de funestas ambiências, que acabamos atraindo para dentro de nossos lares, de nossas empresas, de nossas igrejas, de nossas comunidades, de nossos países! No entanto, alguém pode dizer: “Mas, Irmão Paiva, eu tento, eu luto; contudo, não consigo afastar esses obsessores espirituais de meu caminho. No ambiente da minha empresa, pelas ruas, em minha casa, nas dos meus entes queridos, eles sempre estão lá, ou acolá, me atormentando, fazendo com que minha competência no trabalho seja abalada; minha felicidade, minha saúde, minha paz sejam postas abaixo. Já não tenho forças…”

Tem forças, sim!!! Quem lhe disse que não? Afaste de si as sugestões de fraqueza, justamente, do aqui ultradenunciado “lobo malfeitor espiritual”. E ore por ele, de maneira que a prece fervorosa toque os recônditos de sua alma, tornando-o, pela transformação do caráter, um bom sujeito. Rogue pelo apoio de seu Anjo da Guarda, ou Espírito Guia, ou Nume Tutelar — seja qual for a maneira que você denomine esses Benfeitores (ainda) Invisíveis.

Como bradava Alziro Zarur (1914-1979): “O Bem nunca será vencido pelo mal”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Sobrepujar a Dor

A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade justamente pela atitude que têm diante da Dor.

Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.

Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.

Não temer os desafios

A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo espiritual e físico exige sacrifício.

Vitória ao alcance

Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!

O negativismo atrasa o progresso

É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.

Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos, este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.

Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil, com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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“Visão geoantropocentrica do pensamento”

De minha obra Jesus e a Cidadania do Espírito, destaco um tema que é muito apropriado a este nosso estudo. Nele, afirmo — e não se espantem: O conhecimento humano não deve escravizar as Almas.Alguns pensadores, embora tenham abandonado a perspectiva que Ptolomeu (90-168) possuía a respeito da Terra e do Sol — a de que tudo girava ao redor de nosso planeta (geocentrismo) —, lá no fundo, ainda assim academicamente raciocinam. Cultivam uma visão geoantropocêntrica em suas observações, submetendo os próprios juízos à distorcida imagem de uma ciência que, apesar de percorrer longuíssimas distâncias, no bojo de bólidos*1 e mais bólidos de ultravelocidade, ideologicamente orbita em torno do globo terrestre; de uma filosofia cujo eixo gravitacional é o orbe que habitamos; de uma limitada espiritualidade geoestacionária etc. Não creem, hoje em dia, no errôneo sistema astronômico do pensador grego, mas agem, falam, escrevem como se tudo estivesse restrito à nossa área ou à visão material do Universo.Escrevi na Folha de S.Paulo, na década de 1980, que isso nada mais constitui do que um sistema egocêntrico: o ser humano a pretender que tudo evolua em torno do seu ego. Quanta presunção!Porém, já há muitos que se referem a novos universos, por meio do estudo da mecânica quântica e relativística. E mais: pelo menos alguns, por exemplo, já têm intuído a existência de outros Cosmos, os espirituais, revelados pela Ciência além da ciência.Precisamos ter a compreensão de que, mesmo estando na Terra, vivemos a Vida Eterna. Aonde você vai, meu Irmão, minha Irmã, meu jovem, minha jovem, durante o sono? Há regiões sublimes ainda não alcançáveis a Espíritos de poucas luzes. Quando chegar a hora, as portas lhes serão abertas. Ninguém jamais deve forçar a sua entrada pelo aparente, porém desastroso, “atalho” do suicídio, pois as consequências são gravíssimas: conduz a Alma a territórios espirituais asfixiantes, umbralinos, trevosos. A Lei de Deus tem que ser respeitada.Muitas vezes, o indivíduo, quando infringe as leis humanas, fica aparentemente impune. E coisas dessa natureza têm sido a desgraça das nações. Entretanto, não se iludam: no Mundo Espiritual, ou ainda mesmo na matéria, o sujeito é apanhado pela Lei de Deus. Diante dos sublimes mecanismos do Cosmos, não há brechas para o não cumprimento da Lei Divina. O que pode existir, isso sim, é um acréscimo de misericórdia de que nos fala Jesus. Mas o certo é que não há impunidade ao infrator em nenhum ponto do Universo. José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com ____________________________*1 Bólidos — Conforme registra o Dicionário Houaiss, bólido também significa “qualquer corpo celeste cujo deslocamento se dá em grande velocidade”.

Sustentabilidade pela Economia Celeste

A sustentabilidade é o desafio das nações emergentes ou das que já atingiram o mais alto nível de crescimento material de suas economias. Ela igualmente é a luta dos ecologistas e a meta a ser alcançada pelos administradores da Terra. Jesus, o Economista Divino, por Sua vez, nos oferece um caminho novíssimo, porque firmado em bases renováveis eternas do Espírito, o moto-contínuo, a curul do desenvolvimento planetário intermundos.

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Estadista Celeste, segundo João, 15:1 a 11, podemos ler: 

A videira e os ramos

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai, o viticultor. Ele corta os ramos que não derem fruto em mim e limpa todos os que dão fruto, para que o deem mais em abundância. Já estais limpos pela palavra que vos tenho anunciado; permanecei em mim e Eu em vós. Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, se não se conservar na videira, o mesmo vos sucederá se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Aquele que permanece em mim, e no qual Eu permaneço, dá muito fruto, pois sem mim, nada podereis fazer. Se alguém não o fizer, será lançado fora como a vara e secará; e será jogada ao fogo para queimar. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será concedido. A glória de meu Pai está em que deis muito fruto, e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, assim também Eu vos amo. Permanecei no meu Amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis em mim, assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no Seu Amor. Tenho-vos dito estas coisas, a fim de que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

É preciso iluminar o Espírito Eterno da criatura humana, origem da sua liberdade ou do seu cativeiro. A chave dessas afirmativas encontra-se no Evangelho, segundo Mateus, 6:33, preconizada por Alziro Zarur (1914-1979) como a “Fórmula Urgentíssima de Jesus”: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas”.

Reforma a partir do espírito

Em meu artigo “Leis, homens etc…”, publicado há quase 30 anos na Folha de S.Paulo, já alertava para o fato de que é urgente educar. A Lei Áurea capaz de abolir a escravatura em qualquer país é livrar seu povo da ignorância. Escreveu Rui Barbosa (1849-1923) que “instruir não é simplesmente acumular conhecimentos, mas cultivar as faculdades por onde os adquirimos e utilizamos a bem do nosso destino. Se não as educamos, simultaneamente, na direção da esfera intelectual e na direção da esfera moral, tê-las-emos condenado a um desenvolvimento incompleto. Conhecer é possuir a noção plena e o conhecimento perfeito da lei no mundo moral, como no da criação material. A ausência da percepção do dever é, pois, uma das faces da ignorância, no sentido em que entendemos, quando lhe opomos como antídoto a escola”.

Não basta, portanto, apenas, instruir, informatizar, porque a Espiritualidade Ecumênica é fator de comedimento que sustenta a ética nas ações humanas, particulares ou públicas. Levemos em conta esta reflexão do velho Sêneca (4 a.C.-65 d.C.), filósofo estoico, arrastado à morte por Nero (37-68): “A estrada para a sabedoria é longa através de preceitos, breve e eficaz por intermédio de exemplos”.

O que não se faz por reformas que flagrantemente batem à porta pode vir a ser realizado por meio de processos traumáticos. E aí, além dos anéis, vão-se os dedos (…).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Derrotando os vícios — Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas!

É desde cedo que se aprende como é ingrato o destino que as drogas e o álcool apresentam às criaturas. Não arruína apenas a vida do usuário, mas a de toda a família. A ilusória sensação de bem-estar e de euforia fica tragicamente evidenciada pela progressiva degradação da Alma e do corpo dos dependentes.

As lamentáveis consequências do consumo dessas substâncias saltam aos olhos de todos. Basta ver quantas vítimas no trânsito, a infelicidade no seio das famílias, os altíssimos custos acarretados ao sistema de saúde… Apenas para citar o álcool, segundo o Ministério da Saúde, estima-se um número de dependentes entre 10% e 15% da população mundial.

Pari passu com as políticas públicas e os cuidados médicos aos usuários em sua luta contra a dependência química, não se pode deixar de lado a devida valorização da família. É nela que se encontra a solução de muitos problemas que hoje afligem a humanidade.

Nas passeatas e panfletagens, em conferências, no rádio, na TV e na internet, orientamos pais, responsáveis sobre a indispensável atenção que se deve ter com o cotidiano dos jovens, suas amizades, dúvidas, ambientes que frequentam… Além disso, ressaltamos que é essencial a presença da Espiritualidade Ecumênica no diálogo em família.

As iniciativas que têm por finalidade tratar humanamente dos que caíram nas armadilhas do vício ou preveni-lo merecem todo apoio e incentivo. Lutar contra o que faz mal às pessoas é também legítimo auxílio. A Caridade não é cativa da restritíssima acepção a que alguns a querem condenar. Consiste na mais elevada política. Ilumina o Espírito do cidadão. Ela inflama a coragem da gente. Por que perder a esperança? A primeira vítima do desespero é o desesperado.

Respeito à Vida

Os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que, certa vez, definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho. Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco — só para citar alguns vícios — são, portanto, lamentáveis armagedons a ser superados.

Blindar a Alma

O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do sensitivo Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema. Peço-lhes a atenção para suas sábias palavras: “Não deixem vícios humanos atingirem seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas alcoólicas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos receberam na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado.

Jesus, o Pastor Zeloso, não abandona ninguém

Jesus, o Pastor Zeloso, cuida das ovelhas com a Sua própria vida e as educa com o Conhecimento além do conhecimento para toda a Eternidade. Na Parábola da Ovelha Perdida, constante do Seu Santo Evangelho, segundo Lucas, 15:4 a 7, o Divino Mestre ratifica Sua inestimável dedicação aos Filhos do Pai Excelso:

“4 Qual, dentre vós, é o homem que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?

“5 Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo.

“6 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

“7 Digo-vos Eu que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

Não se deve desistir das pessoas que se ama, mesmo as que, por um motivo ou outro, se deixe de amar ou que nunca se amou. Na verdade, não se deve jamais desamparar a criatura humana, porque, no fundo, formamos a Imensa Família de Deus. Aprendamos com Jesus, que é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. Portanto, vai buscar a ovelha perdida onde quer que se encontre.

Perto de Jesus, longe dos problemas

Digo sempre aos jovens na LBV: quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas!

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Jesus e Seu Pai

No segundo domingo de agosto, celebramos o Dia dos Pais. Que alegria! Como são importantes esses benfeitores em nossas existências!

Considero oportuno apresentar-lhes trechos de uma página digna da admiração de todos. Seu autor, o Espírito Emmanuel, foi buscar no Evangelho do Cristo um excelente modelo para nós. Por intermédio do mundialmente famoso médium Chico Xavier (1910-2002), ele exalta a relevância que teve o bem-aventurado pai de Jesus na Terra. 

José da Galileia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às análises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições.

“Já pensaste no cristianismo sem ele?

“Quando se fala excessivamente em falência das criaturas, recordemos que houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem.

“Entretanto, embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

“Não obstante contemplar a sedução que Jesus exercia sobre os doutores, nunca abandonou a sua carpintaria.

“O mundo não tem outras notícias de suas atividades senão aquelas de atender às ordenações humanas, cumprindo um édito de César e as que no-lo mostram no templo e no lar, entre a adoração e o trabalho.

“Sem qualquer situação de evidência, deu a Jesus tudo quanto podia dar.

“A ele deve o cristianismo a porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus”.

Pilares da família

Se observarmos à nossa volta, não será difícil identificar numerosos dedicados pais, cuja discrição em cumprir seus nobres deveres nos faz lembrar o exemplo de José da Galileia.

A maioria deles, provavelmente, não terá seus nomes catalogados pela História; contudo, o resultado de seus esforços educativos se prolongará nas virtudes que souberem desenvolver nos filhos ou nos bons frutos de nobilitantes obras realizadas. Nas árvores genealógicas em que estão inseridos e com a qual decididamente colaboram, poderão ser reconhecidos como seus grandes pilares. 

Por vezes silenciosos, mas atuantes, ao lado de suas companheiras, nossas generosas mães, promovem a sustentabilidade da luminosa instituição da Família. No seio delas, quando sob a proteção de Deus, a paz mundial encontra campo fértil de semeadura e germinação. 

Aproveito para saudar também meu querido pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Quanto aprendi com ele! Recentemente comentava com alguns auxiliares que foi ele quem me instruiu sobre a expressão latina “Fiat Lux”, extraída do livro Gênesis, de Moisés, 1:3 e 4: “E disse Deus: ‘Faça-se a Luz!’ E houve Luz. E viu Deus que era boa a Luz; e fez a separação entre a Luz e as trevas”. De seus bondosos ensinamentos, sempre junto do amor de minha mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), muita claridade se fez em meu aprendizado juvenil.

Aos pais que me honram hoje com sua leitura, as homenagens de todos nós da LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Não se aposente da vida

Por ocasião do Dia dos Avós, comemorado em 26/7, recordei-me de minha saudosa avó Laura. Viveu nesta encarnação 99 anos, lúcida, ativa e juvenil. Veio a falecer — vejam vocês o dinamismo dela — alguns dias depois de voltar da feira, e por causa de um acidente quando retornava para casa. Com sua sabedoria, adquirida nos longos embates da vida, ensinava: “Aos que chegam, na sua existência, ao fundo do poço, só resta levantar a cabeça e começar a subir”. Sábias palavras.

Por sinal, em palestra que proferi sobre o que é ser jovem, veiculada pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet), destaquei esta máxima de Samuel Ullman (1840-1924), a qual muito aprecio: “A juventude não é um tempo de vida, é um estado de espírito”. Por isso, ao ouvir o incentivo que damos ao Jovem de Boa Vontade, o vovô ou a vovó jamais deve sentir-se excluído das nossas atividades. Eu mesmo, com muito gosto, já tenho quase 80 anos. Há décadas venho dizendo: aposentar-se do trabalho não significa aposentar-se da vida. Ela continua sempre. Portanto, é um erro descartar grandes valores porque estão “em idade avançada”. Descobertas importantíssimas foram feitas por homens e mulheres quando ultrapassavam os 60, 70 ou 80 anos. É preciso, pois, aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços.

Enquanto houver um sopro de vida, de alguma maneira poderemos ser úteis. Façamos continuamente o Bem.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

heirismo — Permanente Bandeira

Bom companheirismo — Permanente Bandeira

Paiva Netto

Em 20 de julho, quando celebramos o Dia Internacional da Amizade, vale destacar uma personalidade que desde muito jovem teve o seu coração arrebatado pela Doutrina do Novo Mandamento de Jesus, constante de Seu Evangelho, segundo João, 13:34 e 35 — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Falo-lhes de João Evangelista, o médium psicógrafo do Livro da Revelação, o Apocalipse de Jesus, transcrito por ele em seu exílio na Ilha de Patmos, e já estando nonagenário.  

— Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, encontrei-me na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse de Jesus, 1:9).

O exemplo do bom companheirismo de João, expresso na sua fidelidade inarredável a Jesus – “(…) na tribulação” –, tem de ser a nossa permanente bandeira. Apenas assim não seremos tisnados, como os integrantes da Igreja em Éfeso, pelo opróbrio de ter perdido a Primeira Caridade. É ainda omodelo do bom companheirismo evangélico e apocalíptico vindo do Profeta de Patmos, que nos ensina – “no reino e na perseverança em Jesus Cristo” – a jamais desanimar.

Mesmo que as procelas da existência humana ambicionem sufocar o peregrino em sua trajetória, ele prossegue resoluto em sua marcha.

Não é bastante elaborar planos notáveis e, depois, nunca atingir o ponto almejado, porque se desprezou um conceito revolucionário denominado Primeira Caridade. Aliás, um perigo que atingiu os componentes da Igreja em Éfeso, não obstante as qualidades que possuíam (Apocalipse, 2:4, 5 e 7):

4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste a tua Primeira Caridade.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; porque, se não, virei contra ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.

7 Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor. Ao vencedor, darei a comer os frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus.

Não podemos “morrer na praia”, por causa de titubeios, após atravessarmos a fortes braçadas oceanos turbulentos. Urge que mantenhamos firmemente a nossa confiança no Salvador, que em hipótese alguma mentiu nem se deixou enfraquecer.

No Evangelho, segundo Lucas, 18:8, o Excelso Pegureiro argui de nós:

— Quando vier o Filho de Deus, achará porventura Fé na Terra?

Motivados, em uníssono, poderemos responder-Lhe:

— Sim, Divino Senhor, encontrarás Fé na Terra, porque saberemos, seguindo fielmente a Tua Soberana Vontade, persistir além do fim.

Trata-se de um gigantesco desafio na hora presente da humanidade, pois os Tempos chegaram. Contudo, quando estamos integrados em Deus, as dificuldades só nos fazem crescer.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Jacobinos, guilhotina e a esquecida Fraternidade

Ao responder à jornalista portuguesa Ana Serra, em 19 de setembro de 2008, sobre qual foi meu objetivo ao escrever Reflexões da Alma e lançá-lo em terras lusitanas, afirmei que, a princípio, atender os amigos que me solicitaram a publicação de algumas das minhas experiências no decorrer de todos esses anos, relatadas em reuniões administrativas, discursos e palestras, na mídia escrita e eletrônica, no Brasil, em Portugal e em outras partes do mundo. Procurei, então, modestamente compartilhar isso, imprimindo em letras lições dispostas no caminho de todos os que querem aprender algo que a existência terrestre e espiritual sempre tem a ofertar-nos.

Necessária se torna a concepção de que uma decisiva mudança deva brotar primeiro na Alma de todos nós. A principal chave do sucesso, no transcorrer do terceiro milênio, resume-se em cuidar do Espírito, reformar o ser humano, pois assim tudo será aperfeiçoado, tendo como luzeiro a tantas vezes menoscabada Fraternidade Universal, referida em último lugar no tripé ideológico da Revolução Francesa — 1o Liberdade, 2o Igualdade e 3o Fraternidade —, logo devidamente esquecida, resultando no que se sabe: depois de cortar a cabeça dos que consideravam adversários, os jacobinos passaram a guilhotinar-se entre si próprios. Nem o infrene Robespierre (1758-1794) escapou. Terror atrai terror, quando não superterror. O famoso poeta francês Victor Hugo (1802-1885), talvez versando sobre o tema, proclamava que — o que se deve derramar, em vez de sangue, para fecundar o campo em que germina o futuro dos povos são as ideias.

Exato!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

O Sol da Caridade, Jesus

Ao serem atravessadas as águas do “rio da morte”, desfazem-se as quimeras de uma Ciência quando sem entranhas, bem como os terrores de crenças quando carregadas de preconceitos e intolerâncias, além de todo espírito de concorrência desalmada e do conceito bélico, que separam as pátrias. Isso até que o Sol da Caridade, que é Jesus, espante as trevas da ignorância insolente e, abrindo a visão espiritual dos seres humanos, faça-os inferir que apenas o exercício das Divinas Leis da Fraternidade Ecumênica e da Solidariedade Social trará Paz à Terra. Nesse tempo, o ensino sublime do Evangelho-Apocalipse do Mestre Amado terá finalmente acalmado os corações, que encontrarão no Regaço de Deus o descanso para os seus Espíritos desorientados. É a época tão almejada por todos os missionários do Bem, momento em que a humanidade terá entendido que de nada adianta ilustrar a mente, se o coração for esquecido e que é delírio completo desejar o progresso da sociedade, se os princípios da confiança e do respeito forem avis rara nas relações interpessoais.Admoesta o Professor Celeste: “De que adianta ao homem conquistar o mundo inteiro e perder a sua Alma?”(Boa Nova de Jesus, consoante Marcos, 8:36).Fundamental e sábia reflexão do Rabi da Galileia, uma vez que não ansiamos percorrer caminhos equivocados, que inevitavelmente resultarão em retrocesso, em virtude de nossa indiferença ao conhecimento do Espírito — que não está jungido à religião ou à irreligião de quem quer que seja. Daí ser o lema da Legião da Boa Vontade (LBV), há tanto proclamado, promover Desenvolvimento Social, Solidário e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.E aqui reforço a expressão Espiritualidade Ecumênica, porquanto esta é o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno.Ora, que as mais elevadas aspirações, que carregamos em nosso íntimo esclarecido, possam expandir os horizontes do pensamento e consigam com espírito de iniciativa e com criatividade enfrentar os graves desafios mundiais de nosso tempo, traduzindo-se em resultados efetivos que beneficiem toda a humanidade, que, unida, insiste em sobreviver às mais borrascosas situações.José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Armagedons, desperdício e crack

Aprendamos a respeitar a Vida, do contrário a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o programa Boa Vontade, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse de Jesus, 16:16) se refere apenas à possibilidade de guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas qualquer desrespeito às criaturas, que nem mesmo podem defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo espiritual e material é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca e das inundações padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um gerador de Armagedons. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí… criado por nós.

E vejam só a conclusão do estudo inglês “Global Food; Waste not, Want not”, que constitui outro inacreditável Armagedom. Ele aponta que, a cada ano, cerca de dois bilhões de toneladas de alimentos têm como destino o lixo. É simplesmente metade da comida do planeta. Esses números, sobre o desperdício que ocorre no mundo, revelam paradoxo capaz de questionar nossa própria condição de civilizados.

Respeito à Vida

Entretanto, os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco, só para citar alguns, são, portanto, lamentáveis Armagedons a serem superados. Dizia uma campanha do governo brasileiro: “Com o compromisso de todos é possível vencer o crack”. Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho.

Perto de Jesus, longe dos problemas

Digo sempre aos jovens na LBV: Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas.

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Proteção aos pequeninos

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é sempre lembrado em
12 de junho, data que nos remete ao que de mais belo o ser humano pode
exteriorizar: o Amor.
Para mim, não se trata de simples coincidência. Na verdade, realça o
anseio de todos os que lutam por também ver no campo social o mesmo
cuidado, respeito, proteção, solidariedade; sentimentos próprios de casais que
verdadeiramente se amam.
Durante solenidade na Câmara dos Deputados, ocorrida na quinta-feira,
9/6/2011, foi lançada a mobilização nacional para o Dia Mundial de Combate ao
Trabalho Infantil. O evento contou com a presença de deputados e senadores da
Frente Parlamentar Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente,
de representantes de diversos Ministérios, do Fórum Nacional de Prevenção e
Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) e entidades ligadas ao tema.
No dia seguinte, a OIT divulgou relatório sobre o trabalho infantil
perigoso. A Agência Brasil publicou estatísticas do documento: “Os dados
mostram que há no mundo 115 milhões de crianças (7% do total de crianças e
adolescentes) nesse tipo de atividade. Segundo o relatório, esse número é quase
metade dos trabalhadores infantis (215 milhões). É considerado trabalho
perigoso qualquer tipo de atividade que possa ser prejudicial à saúde e à
integridade física e psicológica da criança”.
Flash Mob
Renata Tabach de Paiva, de São Paulo/SP, informa-me que a LBV
participou, a convite de Sérgio de Oliveira, coordenador do Fórum Paulista de
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FPPETI), do Flash Mob,
realizado em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho
Infantil: “Flash Mob é uma ação que promove aglomerações instantâneas de
pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada
previamente combinada. O Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade
abrilhantou o evento com belas composições. A Praça da República foi o local
escolhido, mas, por causa do tempo chuvoso, o evento ocorreu na Secretaria de
Educação do Estado de São Paulo. Após a feliz tarde, Sérgio de Oliveira
encaminhou-nos o seguinte e-mail: ‘Parabéns pelo trabalho. A LBV sempre
fazendo a diferença pela qualidade das ações e do envolvimento de sua
equipe’”.
O ser humano, em especial a criança, é celeiro de realizações incessantes.
É a verdadeira fortuna da civilização. Não pode permanecer cruelmente
explorado, submetido à servidão e ao desprezo. Para ele devem ser criadas
condições, por mínimas que sejam, de viver com dignidade, qualquer tempo que
haja vivido.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Cuidado, estamos respirando a morte! — Viver no presente momento é administrar o perigo

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados…

Cidades assassinadas

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos. 

Crianças e idosos moram lá… Merecem respeito. 

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias, o microplástico… O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus. 

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos.

Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (…)

A poluição que chega antes

A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos.

Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): “É preciso construir estradas entre os homens”.

Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A virtude da paciência

A respeito do fundamental exercício da paciência na vida dos seres humanos, transcrevo a página “O mais difícil”, de autoria do Espírito Hilário Silva, no capítulo 10 do livro A vida escreve. Reproduzo aqui o texto da forma que o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979) magistralmente a interpretava durante suas pregações daHora do Ângelus, na Mensagem da Ave, Maria!“Diante das águas calmas, Jesus refletia.“Afastara-se da multidão, alguns momentos antes.“Ouviu remoques e sarcasmos.“Viu chagas e aflições.“E o Mestre pensava…Tadeu Tiago, o moço, João e Bartolomeu se aproximaram. Não era aquele um momento raro? E ensaiaram perguntas.“— Senhor — disse João —, qual é o mais importante aviso da Lei de Moisés na vida dos homens?“E o Divino Amigo passou a responder:“— Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Mas o meu Mandamento é:Amai-vos como Eu vos amo.“— E qual é a virtude mais preciosa? — indagou Tadeu.“— É a humildade.“Então, Tiago perguntou:“— E qual o talento mais nobre, Senhor?“Jesus respondeu:“— O trabalho.“— E a norma de triunfo mais elevada, Senhor? — perguntou Bartolomeu.“— A persistência no Bem.“— Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever?“— Amar a todos, a todos servir sem distinção.“— Mas, Senhor — respondeu Tadeu —, isso é quase impossível!“E clamou Tiago:“— A maldade é atributo geral. Eu faço o Bem quanto posso, mas apenas recolho espinhos de ingratidão.“— Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda a parte.“— Tenho encontrado mãos criminosas toda vez que estendo as mãos para ajudar.“E todos desfilaram as suas mágoas diante do Mestre silencioso.“Então, o Discípulo Amado voltou a interrogar:“— Jesus, o que é mais difícil? Qual é a aquisição, realmente, mais difícil de todas?“Jesus declarou:“— A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em silêncio, é amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar… A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência”.A Dor é a libertação da AlmaTanta gente padece na existência terrena. Mas poderá usufruir o benefício de várias encarnações enquanto for necessário esse medicamento para a sua Alma em evolução. Depois receberá a recompensa eterna da consciência tranquila pelo dever bem cumprido.Não adianta fugir à Dor. O segredo para evitá-la é não a provocar. De que maneira?! Respeitando a Lei Divina. Por isso, é necessário conhecê-la bem. Trata-se de um estudo empolgante e infinito.Ovídio (43 a.C.-17 ou 18 d.C.) compreendeu a lição do sofrimento: “Suporta e persevera, que essa doracabará por te ser de grande proveito”.Como tem sido ao Supremo Político, Jesus, que, em Seu Sermão da Montanha (Evangelho, segundo Mateus, 5:5), nos convida:— Bem-aventurados os pacientes, porque eles herdarão a Terra.José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Segurança infantojuvenil


Abuso e exploração sexual infantojuvenil. Assuntos que não podem ser ignorados. Problemas de magnitude global que exigem alerta constante de todos nós, principalmente dos pais e dos governos. Nada melhor que procurarmos caminhos eficientes em prol da assistência aos pequeninos. Juntamos nossos esforços aos de numerosas organizações do Terceiro Setor e aos do próprio governo no combate a essa terrível violência.

A Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), no programa Sociedade Solidária, trouxe elucidativa entrevista com a professora Dalka Chaves de Almeida Ferrari, membro da diretoria do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo/SP, e coordenadora-geral do Centro de Referência às Vítimas de Violência (CNRVV).

A segurança das crianças e dos jovens, segundo a professora Dalka, carece de uma mobilização geral: “Trata-se de trabalho contínuo que merece uma atenção constante da política pública para fazer esse enfrentamento. E hoje são necessárias a capacitação e a sensibilização dos hotéis, com seus gerentes e todo o corpo de trabalho, dos taxistas, do pessoal da rodoviária, dos ônibus, dos aeroportos. Se for pensar em política, todos os ministérios teriam que ser capacitados para fazer esse enfrentamento”.

Quebrar o pacto do silêncio

Durante sua conversa com o sociólogo Daniel Guimarães, apresentador do Sociedade Solidária, a professora Dalka Ferrari enfatizou também a imprescindível providência de proteção da criança dos abusos sexuais nos ambientes doméstico e social: “Quebrar o pacto do silêncio, conseguir falar desse assunto, porque ainda é muito velado, é meio tabu dentro da sociedade. Se a gente tiver jovens esclarecidos, conscientizados, sensibilizados sobre os cuidados que têm que ter com o próprio corpo, os limites que são dados, eles se sentirão bem e não deixarão que esse corpo seja invadido. Então, é quase que uma reeducação do autoconhecimento. A pessoa tem que se conhecer, saber exatamente o que ela quer para sua vida, os riscos que pode correr com os envolvimentos”. (…)

E prossegue, enfática: “Isso tudo é algo que precisa ser discutido, porque, se a gente não conscientizar, desde a criança, o adolescente, o jovem até os pais, os educadores, que cuidam dessa criança e desse adolescente todo dia, a gente não vai fazer esse problema vir à tona. As pessoas têm vergonha de falar, não querem enfrentá-lo. E, à medida que o jovem ficar autônomo, sabendo como se defender, ele poderá ajudar outro jovem, poderá ser um multiplicador desses conhecimentos”.

Psicóloga, especialista em violência doméstica, ela reforça: “Então, o objetivo maior de tudo isso é fazer com que eles conheçam (…) quais são as situações perigosas em que podem se envolver, ou em que precisam se defender dentro e fora da família. Porque é assim: a proteção dos pais existe por um tempo, mas há uma hora que vai depender da criança e do jovem fugirem, saírem ou pedirem ajuda por causa do risco que estão enfrentando”.

Estamos tratando de tema realmente complexo e que deve ser salientado e discutido na mídia, em casa, nas igrejas, nas escolas, nas universidades, no trabalho, em toda a parte, de modo a ampliarmos a guarda em torno da infância e da juventude. E tenhamos em nossas agendas o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), para fazer denúncias, procurar ajuda.

Riscos das novas gerações

Aproveitemos, então, o 18 de maio (Dia Nacional de Combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes) para refletir seriamente sobre o futuro das novas gerações, ameaçadas, desde já, pela prática hedionda de crimes como a exploração sexual. Sem contar o crescimento da violência envolvendo-as, as inomináveis pedofilia e efebofilia, até em ambientes nos quais devem imperar a segurança e o desenvolvimento socioafetivo: o lar e a escola.

Hoje, esses problemas não mais se restringem a meninos e meninas que se encontram tristemente abandonados pela rua. Há crianças que vivem em moradias aos pedaços, nas favelas, embaixo dos viadutos, como vemos na mídia, ou mesmo outras que residem em belos apartamentos e casas que são, no entanto, tão indigentes, tão carentes quanto aquelas que não têm um travesseiro sobre onde reclinar a cabeça.

Urge que todos, cidadãos e os órgãos constituídos, mudem esse quadro.

Não me canso de afirmar que a estabilidade do mundo começa no coração da criança. Protegê-la é acreditar no futuro.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Adoção rima com coração

Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia Nacional da
Adoção (25 de maio) guardam especial afinidade. O sagrado dom da maternidade, também expresso
no belo gesto da adoção, deve compartilhar amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema foi discutido na Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net
Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), no programa Sociedade Solidária. Na ocasião, o sociólogo e
apresentador Daniel Guimarães entrevistou Mônica Natale de Camargo, gerente executiva do
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp).
Mudança de cultura
Estimativas apontam que, para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou indivíduos
pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura do perfil. O que a maioria dos
pretendentes deseja? Eles geralmente querem aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da
mesma etnia. E as crianças que estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade
avançada, e algumas com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa
cultura em torno da adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a realidade do país, e
começar a olhar com carinho para as crianças, mudar aquela concepção do filho idealizado para o
filho possível”.
Longe de nós o preconceito
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não deixando espaço
para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode ser feito: “Primeiro, uma divulgação
maior do que é a adoção, entender o que significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso
é importante! A cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas de TV como este onde
se discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das políticas
públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma família que a proteja, ame e
respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de São
Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação brasileira sobre o tema.
Tirem o vidro!
No dia 27 de maio, completam-se 33 anos de dois grandes eventos da Legião da Boa
Vontade na capital federal. Na ocasião, além de inaugurar o primeiro anexo (sede administrativa) do
Conjunto Ecumênico, comandei a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Templo da
Boa Vontade.
Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a todos importante
lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio administrativo da LBV com os meus filhos e,
ao olhar para o pátio, que estava superlotado, vi que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de
uma coisa? Vou falar aqui de cima da marquise de entrada. E perguntei: Essa marquise aguenta o
peso da gente? Ao que me responderam que sim, ao mesmo tempo em que me perguntavam: “Mas
como é que o senhor vai passar para lá? Tem um vidro na frente!” Ora, se o vidro atrapalha, tirem
o vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado e pude, então, fazer o discurso lá de cima mesmo.
Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Alziro Zarur (1914-1979),
que o Templo do Ecumenismo Divino, o Templo da Paz, surgia para que houvesse a interiorização
de bons e elevados valores. Porque não se pode exteriorizar coisa alguma de útil se a criatura não
tem nada para oferecer. É a questão do conteúdo espiritual que precisamos nutrir para que ele
frutifique em nosso íntimo, de maneira que possamos externar a todos à nossa volta.
Ante aos embates que surjam em sua vida, jamais desista do Bem! Confie em Jesus e… tire
o vidro!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Alerta à população

Paiva Netto

O Ministério da Saúde declara 26 de abril Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, campanha em que alerta a sociedade para o aumento dos casos de pressão arterial alta.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, de 2012 para 2016, o número de brasileiros com o problema subiu de 24,3% para 25,7%. O levantamento aponta que a doença atinge todas as idades, principalmente os idosos. Foram abordados 53 mil adultos. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, a porcentagem chegou a 64,2%, contra 59,2% em 2012. De acordo com o estudo, a proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,5%) do que entre homens (23,6%).

A Sociedade Brasileira de Hipertensão, em parceria com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, esclarece que 50% das pessoas desconhecem o seu estado de pressão alta, e dos que sabem, apenas 25% buscam realmente um tratamento. Este assunto deve, nos dias atuais, também ser tratado com os jovens. De acordo com o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), que analisou dados de 73 mil estudantes de 12 a 17 anos, de escolas públicas e privadas de 124 municípios de todo o país, um em cada dez adolescentes apresenta hipertensão arterial. A pesquisa, conduzida entre 2013 e 2014 por diversas universidades brasileiras e financiada pelo Ministério da Saúde, mostra que essa alteração somado ao excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) e taxas acima do recomendável de colesterol total ampliam o risco de morte por infarto e favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes.

Fica, portanto, o aviso aos jovens e adultos: cuidar da saúde, com a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada com pouco ou nenhum sal, é o caminho para diminuir os malefícios que o desequilíbrio da pressão arterial provoca em nosso organismo, particularmente nos rins, cérebro e coração.

O assunto merece atenção e cuidados urgentes, tanto no campo fisiológico como no espiritual, até porque Alma saudável é medicina preventiva para o corpo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Divina Mensagem da Cruz

A Semana Santa tem como coroamento da Páscoa tocante demonstração de que os mortos não morrem. Não obstante crucificado, na Sua Ressurreição, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, proclamou aos quatro cantos do mundo que a Vida é eterna. E essa indelével Mensagem da Cruz nos faz buscar sempre renovadas forças na Prece.

Certa vez, numa de minhas orações a Deus, na esperança filial de merecer Sua piedosa atenção, lembrei-me do grande esforço empreendido por Alziro Zarur (1914-1979) pela vitória da Boa Vontade, do bom senso de Melanchton (1497-1560) e do notável pontificado de João XXIII (1881-1963). Ao elevar minha súplica ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência vibrando em meu Espírito. E não há nessa afirmativa qualquer jactância, porque Jesus ensina que “o Reino de Deus está dentro de nós” (Evangelho, segundo Lucas, 17:21).

Deus é o meu refúgio

Ó Deus, que sois o meu refúgio, a Vós, outra vez, ergo o meu pensamento e encontro resposta aos meus propósitos, amparo aos mais desafiantes projetos, porque jamais prostrarei a Vossa Bandeira, que preconiza: “(…) Paz na Terra aos de Boa Vontade” (Evangelho do Cristo, segundo Lucas, 2:14).

Longe de mim as cassandras do desânimo, que proclamam um Juízo Final sem remissão, quando sois Vós — em tudo — o Princípio Eterno da permanência pujante de vida. De Vós não escuto o abismo; todavia, deslumbro a redenção.

Creio no Amor Universal, que conduz à sobrevivência o gênero humano, que é teimoso em subsistir, apesar das muitas ciladas que lhe são dispostas no caminho.

Esta é a minha Fé Realizante, que vive em Paz com as outras; o meu ideal ecumênico de Boa Vontade, que se esforça pela confraternização de todas as nações, por serem formadas por criaturas Vossas, ó Criador Único de Céus e Terra! Sois a Fraternidade Suprema, o abrigo dos corações. (…) Achei-me a mim porque me identifiquei no Vosso Amor. Sois o auxílio conclusivo à minha Alma.

Sinto o meu ser transbordar de alegria. Em Vosso Espírito, reconheço-me como irmão dos meus irmãos em humanidade. Nesse Éden, que é o Vosso Sublime Afeto, não me vejo como expatriado, abatido pelas procelas do desalento, distante dos entes mais queridos. Enfim, me encontrei, ó Deus!, porque Vos encontrei.

Vós me esperáveis, há tanto tempo, e eu não sabia. Portanto, meu coração não vaga sem paradeiro: no Vosso Divino Seio, achei guarida; sob Vosso Amor, meu seguro teto; no Vosso Colo, descanso para a Alma.

Graças Vos dou, Pai Magnânimo, por me ouvirdes!

Hoje, compreendo que sois integralmente Amor; isto é, Caridade, Mãe e Pai da verdadeira Justiça.

Em Vós habita, com fartura, a genialidade pela qual tantos demandam, pois dela o planeta carece: a Vossa Majestosa Luz, que desce a nós indistintamente, mesmo que não a percebamos.

Confiante em Vosso Critério Sobrenatural, entrego-Vos meu destino, porque a minha segurança de filho está na Vossa Sabedoria de Pai!

Que assim seja!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Fé que impulsiona os desbravadores do mundo

Tudo é originário do Espírito. O corpo é a nossa vestimenta provisória. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalha a importância da saúde espiritual. Há muitas pesquisas sérias que indicam como a Espiritualidade influencia o bem-estar de um indivíduo. E a ferramenta competente a ser movida para alcançarmos a tranquilidade de Alma é, num orbe tão carente, a prece acompanhada da efetiva ação de Solidariedade(que sempre deveria nortear o serviço dos governos), sem o que o exercício da oração — nascida da sintonia com Deus (ou, para os que não têm crença religiosa, da vivência dos mais elevados sentimentos) — somente poderia, em certos casos, transformar-se em mais uma execrável personificação de egoísmo. Para melhor entendimento da Fé espiritual e socialmente ativa, cunhei a expressão Fé Realizante: aquela que nos une aos Poderes Superiores, pacifica a nossa Alma e nos motiva a realizar o Bem na sociedade. A Fé Realizante é, portanto, a que impulsiona os desbravadores do progresso no mundo, impedindo a estagnação das comunidades. O seu dever é criar e agir num ambiente sem intolerância, que vem sendo, pelos séculos, um dos maiores tormentos da humanidade.

Os que se desvirtuam no caminho não servem de referência. Uma pequena explicação faz-se necessária. Existem pessoas especiais pela força da sua crença no Poder Celeste que, com o simples fato de orar, movem as Forças Divinas, alcançando verdadeiros milagres que solucionam problemas insolúveis à providência humana e curam enfermidades, de forma a deixar perplexas respeitáveis cientistas. Exemplos desses notáveis místicos: Padre Pio (1887-1968) e Dom Bosco (1815-1888), na Itália; Edgard Cayce(1877-1945), nos Estados Unidos; Djuna, na Rússia; Chico Xavier (1910-2002) e PadreAntônio Ribeiro Pinto (1879-1963), no Brasil; Theresa Neumann (1898-1962), na Alemanha; Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), na França; LúciaJacinta eFrancisco, de Fátima, Portugal.

Como curar o corpo

Então, percorramos o sentido contrário da estrada que leva o homem à doença. Vivamos em ligação com o Pai Celestial. Não descaiamos nas armadilhas que enfermam o nosso organismo. E aí tornar-se-á patente, mesmo ao mais cético dos homens, ou das mulheres, que o respeito às coisas espirituais compõe forte elemento para toda a cura. Como já disse, os remédios são mais eficientes onde vige o Amor.                                     José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Autismo e desafios da inclusão

Paiva Netto

Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros e representa 70 milhões de pessoas no mundo, cerca de 1% da população mundial, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta, às vezes, é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

Sintomas e cuidados

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.comArtigo 

Fórum dos Soldadinhos de Deus, da LBV

Paiva Netto
Soldadinhos de Deus. Era assim que o saudoso jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979)
chamava, carinhosamente, as crianças, numa nítida referência ao valor dado a elas na Legião da Boa
Vontade.
Por sinal, há muito venho afirmando que essa história de alguns acreditarem que os pequeninos
não entendem das coisas é uma grande bobagem. Prestam atenção a tudo. Mormente, agora, nestes
tempos modernos de mídia desenfreada. Sempre estão ouvindo e participando, desde o primeiro vagido.
Diante desse fato, criamos, na LBV, o Fórum Internacional dos Soldadinhos de Deus no Terceiro
Milênio. Nesses encontros, eles podem cada vez mais e da melhor forma desenvolver com alegria o alto
sentido da liberdade de pensar. Exercitam a arte de expressar-se com equilíbrio, de maneira clara e
prática, jamais esquecendo de discorrer sobre como realizar as propostas selecionadas. E, acima de tudo,
cultivam o respeito ao ponto de vista dos outros colegas.
Uma das características importantes desse Fórum é a de ser apresentado pelos próprios
Soldadinhos de Deus. As atividades, produzidas por eles mesmos, abrangem diversos eixos temáticos,
dentre os quais: comunicação, educação, esporte, cultura, lazer, alimentação, saúde, cidadania e
trabalho, todos fundamentados na Espiritualidade Ecumênica. São realizados, entre outros, painéis,
oficinas, teatros, exposições, gincanas e dinâmicas de grupo. Essas ações, além de mostrarem aos pais e
aos mais velhos a visão das crianças sobre o mundo de hoje, buscam despertar nelas os valores
espirituais, éticos, morais e universais, a exemplo da vontade de praticar o Bem. O foco é a vivência da
Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, ambas compõem a linha educacional que
implantei nas escolas e nos Centros Comunitários de Assistência Social da LBV, a qual visa à formação
integral do indivíduo, isto é, Espírito, mente e corpo.
Ser como as crianças
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, adverte: “Em verdade vos digo que, se não vos
converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”
(Evangelho, segundo Mateus, 18:3).
Naturalmente, o Divino Mestre referia-se à simplicidade de Alma indispensável para o
entendimento dos assuntos do Espírito. A soberba é o principal inimigo dos próprios soberbos, como
também o é a hipocrisia em relação aos hipócritas, pois os impedem de encontrar dentro de si os maiores
tesouros espirituais. Eis ilustrativa passagem evangélica dos relatos de Lucas, 10:21: “Naquela mesma
hora se alegrou Jesus em Espírito e exclamou: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que
escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes do mundo, e as revelaste aos pequeninos. Assim é, ó
Pai, porque assim Te aprouve!”.
Versos de esperança
No seu livro Poemas da Era Atômica, em “A criança ensina o homem”, Zarur pincelou com
vivas cores a benéfica contribuição dos guris na esperança de dias melhores em sociedade:
“Crianças estão cantando
“Em frente à minha janela!
“Neste mundo miserando,
“Pode haver coisa mais bela?
“A alegria que redime
“Vai por toda a vizinhança…
“Não há nada mais sublime
“Que o cantar de uma criança!
“Quando vier a tempestade,
“Ameaçando o seu lar,
“Haja só Boa Vontade:
“Uma criança a cantar!”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Síndrome de Down

A Secretaria de Direitos Humanos, em 21/11/2011, informou em seu site (www.sdh.gov.br) que “a III Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado ‘World Down Syndrome Day’ (Dia Mundial da Síndrome de Down). (…) A ONU propôs que os Estados membros comemorassem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down”. Desde 2012, a data tem sido celebrada em todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

 

Recomendações aos pais e educadores

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças com deficiência intelectual.

Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. “Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.

Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais, “até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.

É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.

Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola”. E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.

Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada sociedade solidária altruística ecumênica.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Dia Mundial do Rim

Em todo mês de março, mundialmente é comemorado o Dia do Rim. A iniciativa tem
como prioridade a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC), fornecendo informações
sobre a importância do diagnóstico precoce e quanto aos cuidados com os fatores de risco,
entre eles a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e a
presença de histórico familiar de doença renal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2015, mais de 1,5 milhão
de pessoas estiveram em terapia renal substitutiva (Diálise Peritoneal, Hemodiálise ou
Transplante Renal), sendo 100 mil só no Brasil.
O dr. Daniel Rinaldi dos Santos, ex-presidente da SBN, ressaltou que, “através de
exames extremamente simples, você consegue detectar precocemente se é portador de
alguma alteração renal e tomar medidas preventivas para evitar a evolução da doença”.
Portanto, não deixemos para amanhã providências que podem impedir graves problemas.
Em 2014, ao comentar a campanha de conscientização da SBN realizada naquele
ano, mas que continua com o seu recado sempre atual, o conhecido nefrologista afirmou:
“Uma das coisas que a equipe da Sociedade Internacional [de Nefrologia] está
preconizando é que se comemore o Dia Mundial do Rim, bebendo um copo d’água! Uma
forma de lembrar que a água faz bem para o rim. Todo mundo brindar com um copo
d’água!”
Para outras informações, acesse os sites www.sbn.org.br e www.boavontade.com.
Saúde espiritual e material
Os rins devem ser muito bem tratados. Do seu bom funcionamento depende a saúde
geral do organismo. Ao filtrar o sangue, tirando-lhe as impurezas, torna-se um parceiro
indispensável do coração que, por sua vez, faz o fluido vital circular pelo corpo.
Não é por acaso que esses dois órgãos estão destacadamente mencionados nas
Escrituras Sagradas. No Apocalipse de Jesus, 2:23, temos a famosa passagem em que o
Médico Celeste declara: “Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda rins e
corações. E retribuirei a cada um segundo as suas obras”. Ele conhece bem o nosso íntimo
e os processos com que nos intoxicamos e desintoxicamos, porque os rins (como de certo
modo o fígado) são os filtros do corpo. Espiritualmente falando, ocorre o mesmo.
É possível observar que o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos avalia de
acordo com o que produzimos, de bom ou de mau, resultante de nossas emoções
(coração) e pensamentos (rins). Contudo, fica subentendido ainda que a qualidade da
saúde será um reflexo do tratamento dado a essa admirável engenharia fisiológica (corpo
humano) que serve ao Espírito de instrumento para evolução na Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A intrepidez feminina

Há exemplos de extraordinárias mulheres em todos os
cantos do mundo, desde as mais destacadas às mais simples, a
começar pela mais singela das mães. Uma delas é “a doceira de
Goiás”, no vasto interior do Brasil. Trata-se da exímia poetisa
Cora Coralina (1889-1985). Aos 75 anos de idade, apenas
contando com instrução primária, publicou seu primeiro livro.
Disse a saudosa Cora:
— Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que
ensina.
É o talento do povo bem instruído e espiritualizado que
transforma miséria em riqueza! A fortuna de um país situa-se,
antes de tudo, no coração solidário e na consciência esclarecida de
sua gente — valorizando a mulher e dignificando o homem. Neles
se encontra a capacidade criadora. É assim em todas as nações.
Benjamin Franklin (1706-1790) há muito se levantara para
esclarecer:
— A verdadeira sabedoria consiste em promover o bem-
estar da humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda
nas principais livrarias e nas bancas de jornal.

As andorinhas sempre voltam

Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da Legião da Boa Vontade
(LBV), a todos sabiamente advertia: “O suicídio não resolve as angústias
de ninguém”.
Portanto, que ninguém se suicide, pensando que, com esse ato funesto, se
livrará da dor que o aflige, ou a aflige, pois acordará no Outro Mundo
mais vivo, ou mais viva, do que nunca e com todos os seus problemas
amplificados. Fugir do sofrimento é cair repetidas vezes nas mãos dele;
portanto, sob o cruel flagelo do “lobo invisível”, o espírito obsessor, que
tem de ser vencido, mas não maltratado, e, assim, redimido pelas ovelhas
do Cristo.
É bom que nos recordemos constantemente do dito popular imortalizado
pelo querido poeta, intérprete e compositor paulista, de Valinhos,
Adoniran Barbosa (1910-1982), em sua Saudosa Maloca, gravada por ele,
em 1951, e, em outro vinil, pela cantora paulistana Marlene (1922-2014):
“Deus dá o frio conforme o cobertor”.
E dá mesmo. É só a gente ser perspicaz e saber, com inteligência, usar o
cobertor no “inverno”, até que o “verão” volte. Costumo lembrar-lhes um
acertado aforismo de Éliphas Lévi (1810-1875), que conforta os lutadores
pelo Bem, os quais firmemente prosseguem, a despeito das piores
condições a serem superadas, porque o Sol há de brilhar: “Felizes daqueles
que não desanimam nunca e que, nos invernos da vida, esperam as
andorinhas em sua volta”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384
páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site
www.clubeculturadepaz.com.br

Solidariedade: um caminho para a Paz

A Paz desarmada jamais resultará apenas dos acordos políticos, todavia,
igualmente, de uma profunda sublimação do espírito religioso. Como grandes feitos
muitas vezes têm suas raízes em iniciativas simples, mas práticas e verdadeiras, de gente
que, com toda a coragem, partiu da teoria para a ação, com a força da autoridade de seus
atos universalmente reconhecidos, valhamo-nos deste ensinamento de Abraão Lincoln
(1809-1865): “Quando pratico o Bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal.
Eis a minha religião”. Ora, ninguém nunca poderá chamar o velho Abe de incréu…
Dinheiro e fama podem tornar-se um pesado fardo para o ser humano. Dificilmente
trazem felicidade. A não ser à medida que correspondam a benefícios promovidos em
favor do coletivo. Eis um caminho para a Paz entre aqueles que tudo têm e os que
necessitam de auxílio: Solidariedade.
Quando você compreende o sentido da renúncia, aprende a amar. É nesse
momento que a felicidade genuinamente se apossa do seu coração. Lição do Bhagavad-
Gita: “Conhece a Paz quem esqueceu o desejo”.
Pensamento firmado na Paz
Transformações perenes com frequência surgem nos instantes de grande agitação
histórica. Os tenazes crescem em tempos de refrega. Se o fizerem com o pensamento
firmado na Paz, o efeito de seus esforços marcará sua passagem pela Terra com o sinete
da Luz. O ilustre médico brasileiro Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-
1900) ensinava que, “se aspiramos transmitir a Paz, se queremos elevar o coração da
criatura, não podemos prescindir, em nossas vidas, de uma profunda e radical mudança
na busca do fortalecimento da Fé e do entendimento dela”.
O efeito da Justiça será a Paz
Os povos geralmente conseguem sobreviver às maiores confusões que lhes
atravessam o caminho. É muito boa essa teimosia, esse bom senso de tanta gente que
fundamenta as suas ações na Coragem, como também no Amor, no Bem, na
Solidariedade, na Fraternidade e na Razão esclarecida pelo raciocínio iluminado por
Deus. No entanto, nunca no fanatismo.
Tamanho denodo é que tem feito a Humanidade subsistir a tanta loucura. A
seguinte lição de Isaías, no seu livro do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada (32:17),
referenda essa realidade quando afirma: “O fruto da Justiça será Paz, e a operação da
Justiça, repouso e segurança para sempre”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Caridade e Meritocracia Divina

Quando Deus criou os Universos, o fez por espírito de Caridade. E, quando passou à Sua criação
cósmica o sentido do livre-arbítrio (relativo), também usou de Caridade, para que cresçamos pelo nosso
esforço, de modo que, um dia, possamos merecer o Seu Reino Espiritual, que vem baixando a nós ao toque
da Sétima Trombeta: “O sétimo Anjo tocou a trombeta, e se ouviram no céu grandes vozes, dizendo: O
reino do mundo tornou-se de Deus e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse,
11:15).
O livre-arbítrio, associado ao senso de responsabilidade, é uma disciplina de Deus que temos de
respeitar. É dessa forma que alcançamos o status da Cidadania do Espírito. É pela Meritocracia*
Divina, mediante as nossas boas obras. E, por favor, não confundam esse conceito com uma ideia, quando
transversa, de “direito divino” (com iniciais minúsculas). É importante destacar que, sem o entendimento
da Lei Universal da Reencarnação e sem o sentido de dever, essa perspectiva de “direitos” é incompleta e
se torna um absurdo, podendo resvalar nos privilégios mais condenáveis.
(…)
Novo Mandamento de Jesus e Reencarnação
A Lei da Reencarnação confirma o livre-arbítrio; o livre-arbítrio confirma a Lei da Reencarnação.
Um justifica o outro. Agora, se você não conhece, ou não sente em sua alma o Novo Mandamento de Jesus,
aí as coisas mais santas acabam tendo uso miserável.
Não é suficiente apenas saber que o mecanismo das vidas múltiplas é uma realidade. É essencial
possuirmos a vivência da Ordem Suprema do Cristo — “amai-vos como Eu vos amei. Não há maior Amor
do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13). Já asseverei, na
abertura de meu livro Voltamos! — A Revolução Mundial dos Espíritos de Luz (1996), que o Mandamento
Novo, a Sublime Norma do Cristo, é mais importante que o reconhecimento da própria universal Lei das
Vidas Sucessivas, porquanto, antes de tudo, é preciso amar como o Cristo Ecumênico nos ama, para
compreender e viver — sem oprimir ninguém, muito menos os “párias” da existência humana — o
Mecanismo da Legislação Divina, que só pode ser integralmente conduzido pelo Estadista Celestial, que
está voltando à Terra, conforme prometeu:
— “Então, verão o Filho de Deus vir nas nuvens, com grande poder e glória”.

Jesus (Marcos, 13:26)
— “Então, o Filho de Deus será visto voltando sobre as nuvens, com poder e grande glória”.
Jesus (Lucas, 21:27)
— “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho de Deus; todos os povos da Terra se lamentarão e
verão o Filho de Deus vindo sobre as nuvens com poder e grande glória”.

Jesus (Mateus, 24:30)
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


  • Meritocracia — Vocábulo originário do latim meritum, que quer dizer “mérito”, e do sufixo grego antigo-cracía,
    que significa “poder”. É um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para atingir
    condição elevada. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento. E entre os valores
    associados estão educação, moral e competência específica para determinada atividade. Constitui uma forma ou
    método de seleção e, em sentido mais amplo, pode ser compreendida como uma ideologia governativa.
    Serviço – Os mortos não morrem! (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site
    www.clubeculturadepaz.com.br

O perigo das más conversações

Uma das mais perigosas maneiras de o ser humano sofrer influência espiritual maléfica é,
sem dúvida, a conversação sem propósito digno. Por isso, salvaguardemos nossas fronteiras
psicoespirituais dessas investidas danosas do “lobo invisível” (os espíritos obsessores, malignos).
Jesus, o Divino Mestre, há milênios, instrui sobre os cuidados que devemos cultivar com a Boa
Palavra: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai pela boca. Isso,
sim, é o que o contamina (Evangelho, segundo Mateus, 15:11).
Meditem sobre essa advertência do instrutor espiritual Cornélio, constante do livro Obreiros
da Vida Eterna. Notem como é grave a responsabilidade de todos nós na preservação da atmosfera
espiritual que nos cerca:
— Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das
autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de
conversações ociosas e inoportunas. Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”. Não se
precatam nossos Irmãos em humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se
desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo consequências boas ou más,
segundo a sua origem. Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a
inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias
não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que
invisíveis. (Os destaques são meus.)
A boa conversação e a Humanidade Invisível
Vem-me à memória uma narrativa que apresentei na série radiofônica “Lições de Vida”, na
década de 1980, sobre as três peneiras que devemos utilizar na hora de expor qualquer assunto a
alguém. A primeira peneira é a da verdade; a segunda, a da bondade; e a terceira, a da
necessidade. Antes de falarmos algo, precisamos nos certificar de que as nossas palavras passem
por esses filtros. Caso contrário, é melhor nem as proferirmos.
Na Antologia da Boa Vontade (1955), encontramos o poema “Não julgues!”, de autoria de
João Tomaz, do qual destacamos oportuna estrofe:
Mas se queres tua paz
e a paz dos outros também
atende a este conselho:
— Não fales mal de ninguém.
Definitivamente, o “lobo invisível” e seus acólitos precisam aprender mais esses
ensinamentos para que alcancem real ventura. E essa é justamente a lição que fui buscar em minha
obra Jesus, Zarur, Kardec e Roustaing na Quarta Revelação (1984, edição esgotada), por estas
palavras do notável Emmanuel: “Uma simples conversação sobre o Evangelho de Jesus pode
beneficiar vasta fileira de ouvintes invisíveis”.
Acerca do indispensável papel a ser protagonizado pelas famílias, afiança o Espírito André
Luiz, em seu livro Desobsessão, pela psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira (1932-2015):
“O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos
do apoio e do esclarecimento espiritual”.
Como assegurava o saudoso Alziro Zarur, “A invocação do nome de Deus, feita com o
coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas
principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Religião não rima com intolerância

Em 21 de janeiro celebra-se o Dia Mundial da Religião. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo na
década de 1980, arguido por um leitor se não sectarizaria a minha palavra o fato de, em meus escritos, dar
muito valor à Religião, expandi o que anteriormente havia registrado no primeiro volume de O Brasil e o
Apocalipse (1984), que já esgotou várias edições, escrevi:
Não vejo Religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou
na defesa de princípios, ou de Deus, que é Amor, portanto Caridade, e que, por isso, não pode aprovar
manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro
Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.
Compreendo Religião como Fraternidade, Solidariedade, Entendimento, Compaixão,
Generosidade, Respeito à Vida Humana, Salvação das Almas, Iluminação do Espírito, que todos
somos. Tudo isso no sentido mais elevado. Creio na Religião como algo dinâmico, vivo, pragmático,
altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas Almas e que, por essa razão, deve estar na
vanguarda ética. Não a vejo como coisa abúlica, nefelibata, afastada do cotidiano de luta pela sobrevivência
que sufoca as massas. Não a entenderia se não atuasse também, de modo sensato, na transformação das
realidades tristes que ainda atormentam os povos. Estes, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é
antídoto para os males espirituais, morais e, por consequência, os sociais, incluídos o imobilismo, o
sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (…) E de maneira
alguma devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.
Deus, Sabedoria e Misericórdia
Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu
Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas. O Pai Celestial é fonte
inesgotável de Sabedoria e Misericórdia quando não concebido como caricatura, estereótipo, ódio, vingança,
porquanto “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), sinônimo de Caridade.
Com apurado senso de oportunidade, preconiza o Profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e
as bênçãos de Deus estejam sobre ele” — no Corão Sagrado, Surata Al ´Ankabut (A Aranha), 29:46: “(…)
Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos
submetemos”.
Vêm-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582): “Procuremos, então,
sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos
grandes pecados”.
Religião na vanguarda
Tudo evolui. Ontem os homens diziam, por exemplo, que a Terra era chata. Afirmava-se que o nosso
planeta seria o centro do Universo. Por que então as religiões teriam de estacionar no tempo? Pelo
contrário. Religião, quando sinônimo de Solidariedade e Misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente a
vanguarda de tudo: da Filosofia, da Ciência, da Política, da Arte, do Esporte, da Economia etc. É também por
intermédio dela — a Religião — que Deus, que é Amor, nos manda os mais potentes raios da Sua
Generosidade. (…)
Bem a propósito esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é
tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (…)
Para amainar a frieza de coração
Cabe reiterar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, Filosofia, Ciência e Política são quatro
aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.
Ora, querer conservar os ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, em
preconceituosa conflagração, tem sido a origem de muitos males que nos assolam, em especial tratando-se de
Religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário,
que, faltando aos diferentes ramos do saber e à própria Religião, resulta na frieza de sentimentos que tem
caracterizado as relações humanas, nestes últimos tempos.
(…) O milagre que Deus espera dos seres espirituais e humanos é que aprendam a amar-se, para
que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria.
O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a
Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A maior das reformas: a do ser humano

Paiva Netto
A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem
sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término
de século e de milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação
com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em
favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.
A vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento
solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males
que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.
Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar
hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.
Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno
Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer
(1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele
tem sua essência’ (De Anima, I, 2). Em todo o interior do organismo, impera um
movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de
movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras
pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma
exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser
apoiado pelo exterior”.
Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é uma morte
antecipada”.
E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a
abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.
Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas
criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo:
“Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).
É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa,
ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o
sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor,
cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe
melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.
Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem
promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte,
com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental,
Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes,
despertando neles a Cidadania Planetária.
A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o
cidadão.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Humildade ante a Sabedoria

Paiva Netto
Os sacerdotes, os educadores, os políticos, os cientistas, os filósofos, os analfabetos, os eruditos, todos,
enfim, devem aprender a lição da humildade de espírito diante da Verdade e do Amor Fraterno, sem os quais
não poderemos crescer em conhecimento, que é ilimitado. Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista,
rendeu glórias a tal virtude — a simplicidade da Alma —, capaz de nos fazer acessar o Infinito Conhecimento,
que emana de Deus: “Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos
sábios e doutores do mundo e as revelaste aos pequeninos” (Evangelho, segundo Mateus, 11:25).
Heráclito de Éfeso, nascido no sexto século a.C., foi um filósofo pré-socrático grego, considerado o
“pai da dialética” e membro da aristocracia de sua cidade — na qual, segundo a tradição, morreu João,
Evangelista e Profeta, quase centenário. O pensador helênico assim preconizava: “Tudo flui, nada permanece.
Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, pois suas águas não são mais as mesmas e nós não somos mais
os mesmos”.
Realmente, assim o é, porque as águas do saber não distinguem fronteiras e transformam todos aqueles
que têm coragem de beber de sua fonte. Contudo, quem a ela recorre jamais poderá prescindir da Ética para
que não a torne em antissaber, isto é, o emprego criminoso da informação e do conhecimento, que ainda tanto
se pratica na Terra.
Teresa Neumann e os estigmas
Quem verdadeiramente se dispõe à humildade perante a Sabedoria liberta-se das limitações da
arrogância. Um cientista realmente sábio jamais se negaria à análise, sem parti pris, isto é, sem ideia
preconcebida, de um fenômeno como o de Teresa Neumann (1898-1962), livre da presunção de tentar, de
início, reduzir o caso a uma questão de histeria. Como ignorar os fatos ocorridos com essa extraordinária
mulher que, até a sua morte em 1962, foi alvo de surpreendentes manifestações espirituais? Conhecidos como
estigmas — cicatrizes que correspondem às cinco chagas que marcaram o corpo de Jesus após a crucificação
—, estes stigmatas começaram a surgir na Sexta-feira Santa de 5 de março de 1926 e se repetiam a cada ano
na mesma data sagrada.
Teresa Neumann nasceu em 9 de abril de 1898, em Konnersreuth, Baviera, hoje um dos dezesseis
estados federais da Alemanha. Foi acompanhada por um grupo de cientistas e pesquisadores, que tentou, de
todas as formas, explicar o prodígio. Segundo alguns relatos, a partir do Natal de 1922, deixou de se alimentar
com comida sólida e, exatamente quatro anos depois, também abandonou os líquidos, se restringindo apenas a
um gole de água por dia, embora mantivesse seus 55 quilos. O dr. Ludovico Kannmüller escreveu no jornal
Del Danubio: “A ciência não pode explicar o jejum da estigmatizada de Konnersreuth”.
Os médicos mais famosos da época tentaram achar justificativas para o seu jejum, mas se renderam às
evidências do ainda considerado sobrenatural.
Teresa reviveu centenas de vezes, sob a forma de visão, cenas da caminhada do Calvário à
Crucificação de Jesus, ao passo que presenciou também as inesquecíveis prédicas do Mestre de Nazaré ao
povo humilde e sofredor, além de marcantes acontecimentos descritos no Novo Testamento.
A escritora francesa Paulette Leblanc, em artigo, acrescenta: “Durante trinta e cinco anos, para além
das terríveis visões da Paixão de Jesus Cristo, teve a graça de contemplar a vida de Jesus sobre a Terra, e os
Seus milagres. Viu o país onde Ele viveu, trabalhou e viajou, bem como as pessoas que O cercavam; conheceu
os Seus costumes e ouviu-O falar na sua língua: o aramaico. Viveu cenas da viagem dos Reis Magos, o
massacre dos Inocentes, a fuga para o Egito, a vida em Nazaré e a maior parte dos episódios da vida pública.
Teresa contemplou também numerosas cenas da vida de Maria após a ressurreição de Seu Filho,
nomeadamente em Éfeso, com S. João, seguidamente em Jerusalém, donde foi elevada ao Céu. Assistiu ainda
à lapidação de Santo Estêvão e foi testemunha da pregação e do martírio dos Apóstolos e de numerosos
Santos”.
Outro fator que mereceu a atenção de investigadores foi a sua capacidade de falar vários idiomas
durante os transes mediúnicos: sendo uma jovem que fora obrigada a deixar cedo os estudos, tendo
somente concluído a escola obrigatória, de que maneira dominava com tanta correção o grego, o latim, o
francês e, pasmem, o aramaico? São ocorrências confirmadas pelo professor de filologia semítica Johannes
Bauer, pelo orientalista e papirólogo vienense prof. dr. Wessely e pelo arcebispo católico de Ernakulam na
Índia, dr. Joseph Parecatill. Os três concordavam que Teresa se exprimia na língua falada na Palestina ao
tempo do Cristo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


Serviço – Os mortos não morrem (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site

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