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Batalha brutal pela sobrevivência

No dia a dia, cada vez mais se faz notar a crescente concorrência que existe não
apenas entre as grandes empresas, grupos, cartéis, monopólios, trustes, mas,
sobretudo, individualmente entre as próprias criaturas. Apesar disso, para que se
possa ferozmente subsistir em um planeta bastante selvagem, elas não podem
soçobrar às pressões desagregadoras do cotidiano. Claro que não estou me referindo à
competitividade sadia, por exemplo, a que ocorre no futebol. Afinal, Esporte é
melhor do que guerra.
Diante do quadro de tensões, dificuldades e desafios da vida, é lamentável como tem
sido comum recorrer-se a substâncias tóxicas, com a ilusão de se encontrar uma
válvula de escape ou alegrias duradouras. Tudo isso é um tremendo engano! Nosso
refúgio permanente deve ser Deus, o Cristo, o Espírito Santo, nossas famílias, os
verdadeiros amigos, a vivência da Caridade, entre outros sublimes valores.
O corpo humano não combina com álcool
Infelizmente uma parcela da população não está sabendo como suportar a batalha
diária pela sobrevivência, que se tornou, sob vários aspectos, brutal. Tal estado de
ânimo tem servido de brecha para as investidas do “lobo invisível” (os espíritos
obsessores, uma realidade que precisamos combater com oração), que passa a
maldosamente empurrar os invigilantes e incautos para os vícios. Por esse motivo,
sempre faço questão de publicar na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! mensagens
que nos chegam do Mundo Espiritual com marcantes alertamentos.
Reúno aqui para vocês palavras do Irmão Flexa Dourada (Espírito) trazidas pelo
sensitivo Cristão do Novo Mandamento de Jesus Chico Periotto, datadas de 3 de
outubro de 2009 e 13 de novembro de 2010. Diz o diligente Amigo da Pátria da
Verdade: “O Mundo Espiritual Superior sempre manda os fluidos revitalizantes para
a boa saúde dos seres humanos. Agora, quando qualquer pessoa vive de exageros,
não tem banho de fluidos que ajude. Quem toma álcool, por exemplo, vai acabando
com tudo no organismo. A pessoa diz: “Ah, mas é tomar só um pouco. Um pouco faz
bem à saúde”. Álcool não faz bem para nada. O organismo não foi feito para
consumir álcool. Aqui de Cima [do Mundo Espiritual], não conhecemos ninguém que
tenha na Terra ficado com a saúde boa por isso. Vejam, os efeitos da bebida
alcoólica são tão devastadores, mas, às vezes, não são imediatos. Isso vai
acontecendo, acontecendo, para a frente, para o futuro. Mas, um dia, a doença vem.
Muitas pessoas vão desenvolver moléstias pelo corpo todo, por tudo isso. O cigarro é
também uma das pragas da humanidade. Cigarro, bebidas alcoólicas e drogas.
Tudo isso é suicídio!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

Pais de Boas Obras

Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou
nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não
têm filhos?”
Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como que suas filhas —, o que
levanta indispensáveis construções espirituais e sociais — como que seus filhos. Grandes figuras da
humanidade não foram genitores no sentido literal da palavra, contudo trouxeram à Terra filhos
livros, descobertas científicas e desbravamentos filosóficos, morais, políticos, religiosos. São
admiráveis descendentes que beneficiam multidões, geração após geração.
Aos pais de filhos espirituais, carnais, morais, sociais, o reconhecimento fraterno da Legião da Boa
Vontade, dos seus Centros Comunitários, Educacionais, Culturais, Artísticos, Esportivos; do
Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP; do Centro Comunitário de Assistência
Social Alziro Zarur, da LBV, em Glorinha/RS; de todas as obras que sustentamos pela força da Fé
Realizante, porque a Fé, ensinou Jesus, remove montanhas.
E mais afirmou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos,
9:23).
A quantos o Excelso Taumaturgo tem convidado: “Levantai e andai!” (Evangelho, consoante
Lucas, 5:23). E caminharam. A quantas pessoas ordenou: “Vede!” E viram. O Cristo curou cegos
de nascença (Evangelho, segundo João, 9:1 a 91). Porque cada um recebe, Ele mesmo adverte: “de
acordo com as obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27; e Apocalipse, 20:13).
Seres de Boa Vontade, do Brasil, do mundo, do plano espiritual ainda invisível aos nossos parcos
sentidos físicos, para a frente e para o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista! Como disse o
Irmão André Luiz, Espírito: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue
na vanguarda do nosso Movimento”.
Oração dedicada aos pais
Vamos elevar o nosso pensamento a Deus, ao Pai Celestial. Pedir a Ele a proteção para os pais
terrenos. Na dor, no sofrimento, na guerra, a primeira invocação que se ouve por parte dos que
padecem é o nome daqueles que os geraram. Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a
Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja
feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. E não nos deixeis
cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para
sempre. Amém!”
O sentido da liberdade verdadeira
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos
aos nossos ofensores.”
Fosse essa a súplica permanente do mundo e muita coisa se transformaria. Porque, para começar,
estaríamos pedindo ao Criador o pão espiritual, a fortaleza para a nossa mente, o sentido da
liberdade verdadeira, a independência de julgamento, que só pode vir pela celeste inspiração. Se o
corpo precisa do alimento material, o Espírito necessita do pão da liberdade.

Mas o que é a liberdade? As mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar,
uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser
iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral,
justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viger, edificando um país, temos de
procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina.
Urge nos conscientizarmos de que o Amor Fraterno é também Justiça, não condescendência com o
erro. Alguém pode perguntar: “Mas o que está certo e o que está errado?”
O que causa prejuízo e dor não pode estar correto. O desequilíbrio da humanidade vem muito disso.
Jesus como paradigma
Salve o Dia dos Pais, o Dia das Mães, dos Avós! Salve, Jesus! Às crianças e aos jovens do Brasil e
do exterior, a nossa saudação! Que a grama verde (a mocidade), descrita no estudo sem tabus do
Apocalipse, não seja destruída. Do contrário, não haverá continuidade de vida na Terra. E quando
falamos não ser aniquilada a juventude, não pensamos somente no sentido restrito da morte do
corpo físico, porque, se a consciência estiver falida, estaremos mortos também. Existem o intelecto
e a consciência. A segunda conduz-nos à sabedoria, quando iluminada, se assim o quisermos, pela
Bondade Divina.
Que a Paz de Deus esteja agora e sempre no coração de todos e de todas, quer acreditem na
Espiritualidade Superior, quer sejam ateus ou ateias! O importante é ser honesta, digna; ser honesto,
digno. Aí está o segredo: Jesus como paradigma! Que Ele tenha piedade de nós, e que a Sua
generosidade conduza os nossos destinos!
Finalizando, registro, emocionado, meus sinceros agradecimentos ao meu saudoso pai, Bruno
Simões de Paiva (1911-2000). Um dos principais responsáveis pela minha formação cultural, ainda
que modesta. Constantemente me presenteava com livros, preocupado que foi com a educação do
filho, como também de minha irmã, Lícia Margarida (1942-2010). Receba, seu Bruno, onde
estiver, ao lado de dona Idalina (1913-1994), um beijo no coração!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vilões do século 21

Em 14 de julho de 2007, o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP, recebeu
milhares de pessoas do Brasil e Exterior, que participaram do 32 o  Fórum
Internacional do Jovem Ecumênico da Boa Vontade de Deus. Durante o encontro,
dentre muitos assuntos, debati com os moços sobre o cuidado que devem ter com a
saúde, principalmente na prevenção e controle do diabetes. Li para eles uma nota em
que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou estimativa de que 376
milhões de pessoas terão diabetes em 2030, se não houver mudança no estilo de
vida. Citou a obesidade e o sedentarismo como maiores vilões do diabetes tipo 2,
o mellitus. Onze milhões de brasileiros têm a doença, 6 em cada 10 são diabéticos.
Um novo caso surge no mundo a cada 5 segundos. A cada 10 segundos uma pessoa
morre de complicações decorrentes da doença”.
O quadro é de calamidade pública.
Desequilíbrio dietético
Por sinal, na obra Crônicas e Entrevistas (2000), da Editora Elevação, publiquei
uma advertência do dr. Walmir Coutinho, da Associação Brasileira para Estudos da
Obesidade, concedida à Boa Vontade TV, que prossegue atualíssima. O cientista
alertava quanto à grave ameaça do desequilíbrio dietético para a saúde: “São riscos
associados à gordura escondida no abdômen, chamada de abdominal visceral. (…)
Ela desencadeia uma resistência à ação da insulina, hormônio que controla o
açúcar no sangue. O que vem junto com isso? Pressão alta, o diabetes (até nas
crianças)… Se ele não vem, chega a tolerância glicídica, o colesterol alto e tudo
isso leva o indivíduo a uma tendência muito grande de entupir vasos sanguíneos,
determinando vários tipos de complicações, ligadas à obstrução vascular. (…) É
realmente assustador”.
Epidemia
Nesse contexto está também o artigo da nutricionista e doutora em ciências
aplicadas à pediatria dra. Cecília L. de Oliveira, juntamente com o dr. Mauro
Fisberg, pediatra e nutrólogo, registrado no site www.abeso.org.br, do qual
destaco: “A prevalência mundial da obesidade infantil vem apresentando um rápido
aumento nas últimas décadas, sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia
mundial. Este fato é bastante preocupante, pois a associação da obesidade com
alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à
glicose, considerados fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 e as doenças
cardiovasculares, até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no
entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem”.
É preciso fugir do excesso de sal e de gordura. Recomendo sempre isso aos meus
familiares e aos que trabalham comigo.
O assunto merece atenção e cuidados urgentes, tanto no campo fisiológico como no
espiritual, até porque Alma saudável é medicina preventiva para o corpo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Centro gravitacional

A Caridade é o centro gravitacional da consciência ideológica, portanto,
educacional, política, social, filosófica, científica, religiosa, artística, esportiva,
doméstica e pública do Cidadão Espiritual, de modo que — se o ser humano não
tiver compreensão dela — deve esforçar-se para entendê-la, a fim de que venha a
subsistir em sua própria intimidade. Não há céu mais auspicioso do que o
coração, quando iluminado pelas forças do Bem. A Caridade é o divino
sentimento que nos mantém vivos. Por toda a existência, mormente na hora da
dor, ao invés de lamentações, não nos esqueçamos dela e a pratiquemos com
devoção. Trata-se de um grande medicamento para a Alma.
O saudoso fundador da Legião da Boa Vontade Alziro Zarur (1914-1979)
poetizou, com esta máxima, uma verdade flagrante: “A vibração do ódio destrói
o corpo humano, que foi feito para vibrar na Lei do Amor”.
A Caridade é a prova do poder do Espírito de construir promissoras épocas para
os cidadãos de todo o planeta. Não há maior inspiração para a boa política do que
ela. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Aliás, já está mostrando.
Essa ignorância, tantas vezes sofisticada, acerca de seu abrangente valor pode
mostrar-se arrogante a respeito do significadolato sensu da Caridade e de sua
eficiência na vida cotidiana de homens, povos e nações. Esse desconhecimento
tem redundado nos tropeços de muita ideologia que intentou — com resultados
aquém dos prometidos — corrigir a conjuntura de miséria abjeta, que massacra
populações imensas. E, ao me reportar à miséria, não falo apenas de penúria
social, mas espiritual, moral, mental, do intelecto. A observação dos
padecimentos humanos, quando à distância, pode levar alguém a erigir uma
quimera, apesar de sua grande erudição. Isso, por falta daquela sabedoria comum
aos mais simples, alcançada na peleja do labor constante, para usufruir de
condições mínimas de vida, diante dos embates do dia a dia, a fim de, por
exemplo, sustentar a família. A teoria, na prática, nem sempre é a mesma coisa,
pois a todo instante se é afrontado por fatos repentinos. A sabedoria que vem dos
milênios irá revelando que, ao patrimônio acadêmico, deve juntar-se a instrução
suprema nascida do aprendizado do sofrimento das multidões. O homem da rua
tem muito a ensinar às suas elites.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Reflexão de Boa Vontade Espiritualidade e medicina aliadas no tratamento de transtornos mentais

Diagnósticos de depressão e ansiedade graves, assim como quadros psicóticos
de humor e personalidade, têm crescido, trazendo grande preocupação. Segundo
dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 23 de fevereiro de
2017, cerca de 322 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela depressão, o que
corresponde a 4,4% da população mundial. O número aumentou 18,4% entre 2005 e
2015. O Brasil ocupa o quinto lugar entre os países com maior índice de depressão,
totalizando 11,5 milhões de indivíduos que sofrem dessa doença, o equivalente a
5,8% da população. O país ainda é recordista mundial em casos de transtorno de
ansiedade, com 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população), passando por esse
desafio. A OMS estima que, em 2020, essas enfermidades venham a ser a principal
causa de afastamento do trabalho.
Ainda que parte dessas ocorrências possa estar catalogada de forma imprecisa
como distúrbio — pois entendemos que há também o conjunto de naturais
manifestações de uma sensitividade espiritual necessitada de equilíbrio e de
orientação específica —, observa-se que o tema é verdadeiramente digno de um
olhar da sociedade mais atento, cuidadoso e livre de qualquer preconceito.
Afinal, ainda há muito a se compreender, espiritual e materialmente falando.
Portanto, não se deve ter vergonha ou medo de diagnósticos dessa natureza. Pelo
contrário. É preciso encará-los com serenidade e Fé Realizante, a fim de enfrentar e
superar qualquer aspecto clínico adverso, contando sempre com o indispensável
amparo de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. Costumo afirmar que o organismo
humano é a mais extraordinária máquina do mundo. Mesmo assim, falha. Contudo,
com Amor Fraterno até os remédios passam a ter melhor resultado. (…)
Pari passu com as políticas públicas e com os cuidados médicos, psiquiátricos
e psicológicos dispensados aos pacientes, não se pode deixar de lado, nos diálogos
em família e em comunidade, o devido suporte social e a imprescindível presença da
Espiritualidade Ecumênica. É indispensável o esclarecimento dos que os cercam
sobre a importância de seguir com seriedade o tratamento medicamentoso e
psicoterapêutico prescrito, porquanto é Jesus, o Taumaturgo Celeste, quem nos
afiança: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas Almas” (Evangelho, segundo
Lucas, 21:19).
O Mundo Espiritual não é uma abstração. Ele é (ainda) invisível, mas existe.
Não abdiquemos de sua valiosa contribuição à nossa melhora física, que tem início
na saúde espiritual.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À
venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

A queda de todas as bastilhas

Dia 14 de julho. Completam-se 229 anos da Queda da Bastilha, episódio que deflagrou a Revolução
Francesa (infelizmente manchada pelo sangue dos guilhotinados), cujas origens remontam aos
enciclopedistas, vanguardeiros do iluminismo. Relativo ao tema, selecionei apontamentos meus, ao
longo do tempo, de palestras, programas de rádio, TV e de artigos publicados no Brasil e no exterior.
Não tenho pretensão de discutir aspectos históricos ― existem bons livros para isso ―, contudo
extrair uma importante analogia sobre quanto ainda é forçoso trilhar a fim de que as populações da
Terra deixem ruir de suas mentes e corações a pior de todas as bastilhas: a ignorância acerca da
realidade gritante da vida após o fenômeno da morte. Fator decisivo para que a valorização do ser
integral (corpo e Espírito) dite as regras dos governos das nações no terceiro milênio: Quando garoto,
devia ter 9 para 10 anos, assisti com meu pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000), no Rio de
Janeiro, a um filme sobre o 14 de julho.
Nos séculos 17 e 18, o absolutismo monárquico atingira intensa projeção. Como geralmente acontece
nas relações cotidianas, se afastadas do respeito ao Espírito Eterno do ser humano, houve por parte da
monarquia francesa um descaso tremendo com as necessidades básicas do seu povo, cuja expressão
mais grotesca seria a frase que teria sido proferida pela rainha Maria Antonieta (1755-1793), ao ser
informada por um dos cortesões de que o barulho que a importunava vinha das massas famintas
clamando por pão: “Por que não comem brioche?”
Tal contingência desumana tinha de desmoronar por força do curso inexorável da História. A
população de Paris, em 14 de julho de 1789, desesperada, marchou contra a prisão, símbolo da tirania
de que desejava livrar-se.
Abrir caminhos
No filme de que lhes falei há uma cena impressionante. Ela representa as pessoas que não temem
abrir caminhos: o povo estava de um lado e aqueles que protegiam a Bastilha, do outro. Entretanto,
os que ameaçavam invadi-la, com temor, não avançavam. De repente, um homem destacou-se do
meio daquela multidão e atravessou a ponte que cobria o fosso, sendo abatido por uma descarga de
tiros. Esse ato de coragem fez com que os demais o imitassem e, assim, conseguissem entrar na
fortaleza. Parece perspectiva romântica de um momento trágico, porém retrata de modo irretocável
uma verdade: há sempre alguém que se sacrifica pela mudança substancial do status quo. Não é
preciso levar bala para que as transformações ocorram. Há outros choques que ferem mais os
vanguardeiros, a exemplo da incompreensão, da inveja, do preconceito, da perseguição e do boicote.
Na sequência do longa-metragem, observamos a tomada da prisão, destruída de cima a baixo.
Existem aqueles que, tentando minimizar o fato histórico, apresentam uma argumentação frugal de
que o famoso cárcere não mais tinha relevância naquele período, pois apenas uns poucos presos lá se
encontravam.
Ora, o que o povo demoliu não só foi a construção de pedra; no entanto, o mais expressivo emblema,
para ele, do absolutismo dinástico!
E a palavra dinastia pode, por extensão, significar muita coisa, uma vez que funciona tanto no
feudalismo quanto na burguesia, no capitalismo e no próprio comunismo. Dinastia não implica

somente a sucessão por sangue. Existe uma pior: a da ambição desmedida que arrasa o ser vivente,
sob qualquer regime.
Uma nova civilização
Hoje se faz necessário pôr abaixo as bastilhas invisíveis, todavia de consequências bem palpáveis:
espirituais, morais, psicológicas, do sentimento.
Façamos florescer uma civilização nova a partir da postura espiritual e mental elevada de cada
criatura. Já dizia o filósofo: “A fronteira mais difícil a ser transposta é a do cérebro humano”. O
homem foi à Lua, mas ainda não conhece a si mesmo.
O Templo da Boa Vontade — aclamado pelo povo como uma das Sete Maravilhas de Brasília/DF,
Brasil, e que, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado do Esporte, Turismo e Lazer do Distrito
Federal (Setul-DF), é o monumento mais visitado da capital do país — convida as criaturas a essa
epopeia de empreender uma viagem ao seu próprio interior. Feito isso, sair até mesmo da Via Láctea
será facílimo: desde que descubramos o âmago celeste de nosso ser, pois, na verdade, para o Espírito,
o espaço não existe.
Assegurou Jesus: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Agentes do nosso futuro ou para o entendimento correto da Profecia

Urge demonstrar que Profecia, e aqui me refiro aos vaticínios bíblicos, não é forçosamente sinônimo
de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes
realizamos de bom ou de mau. Faz-se necessário que aprendamos isso a fim de torná-la elemento
para o progresso consciente, de modo que nos transformemos, em completo juízo, em agentes
do nosso futuro, na Terra e no Céu.
Não é vão o comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso
surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.
E olhem que fazemos isso com o Apocalipse, como se ele fosse culpado de todos aqueles dramas que
ali se encontram. Não! Os flagelos nele contidos só ferem aqueles que agridem a Lei Divina. Trata-se
de simples processo de causa e efeito.
Por isso, chamo a atenção de todos para um aspecto fundamental da origem profética: a Trindade
Divina acompanha o nosso comportamento, dele tirando antecipadamente as conclusões, resultantes
dos nossos atos bons ou maus.
Dois e dois são quatro, na aritmética mais simples. De igual modo, os Espíritos de Luz, observando a
Matemática Celeste, projetam os efeitos da nossa semeadura no mundo. A isso se dá o nome de
Profecia.
Vocês sabem que, se puserem a mão no fogo, vão queimá-la. Se caírem na água, podem morrer
afogados ou afogadas caso não saibam nadar, ou até mesmo o sabendo.
Além disso, o Apocalipse tem suas consequências espirituais, morais; portanto, sociais, humanas,
políticas, filosóficas, científicas, econômicas, esportivas, artísticas e religiosas mais do que nunca.
Digo sempre que é na esfera da Religião que tudo começa, porque se refere ao sentimento das
criaturas, ainda que ateias. Parece um paradoxo, mas não é. Pensem, por favor, nisso.
Alziro Zarur (1914-1979) asseverava que “É no campo religioso que se encontram as soluções de
todos os problemas humanos e sociais”.
O último Livro da Bíblia Sagrada é carta de alertamento de um Amigo — no caso, Deus —,
enviada a nós por intermédio do Cristo e do Espírito Santo, escrita com Amor Fraterno para as
Suas criaturas.
Iluminar as estradas da nossa vida
No meu livro Jesus, o Profeta Divino (2011), pergunto se, por acaso, são as folhas de papel nas quais
estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes (que cultivamos pelo planeta) ou
nossa estupidez militante e ganância sem termo? É simplesmente a Lei de Causa e Efeito em plena
ação! Não foi o Apocalipse que se valeu da era atômica com o intuito de matar populações inteiras.
Na mesma obra, afirmo que o Apocalipse não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do
mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação.
E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto,
perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do
medo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Parece que foi ontem…

Estou comemorando mais um ano de trabalho na Legião da Boa Vontade (LBV). Amanhecia 29 de junho de 1956 – Dia de São Pedro e São Paulo. Nasci no Rio de Janeiro. Com 15 anos, num gesto intuitivo, liguei o rádio. Estava no ar a Rádio Tamoio. Vivíamos os festejos juninos. Surpreso, ouvi os acordes de Noite Feliz! — de Joseph Möhr (1787-1863) e Franz Grüber (1792-1848) — em tempo ainda distante do Natal. E logo vibrou a palavra de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV. Esse fato mudou a minha vida, tal qual a de tantos outros que aguardavam algo que lhes falasse o que precisavam ouvir a respeito de Quem, no dizer de João Batista, nem somos merecedores “de limpar-Lhe o pó das sandálias”: Jesus! Zarur entoava o “Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos homens de Boa Vontade!” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14). Naquela hora, como que um raio desceu sobre mim, mas não me fulminou. Pelo contrário: percebi que não sou apenas um produto da carne, posto que certa mentalidade por aí faz alguns pensarem que este mundo seja um açougue. Tenho Espírito. Não em resultado de combinações químicas cerebrais, porquanto a inteligência situa-se além do corpo, como que havendo uma mente psíquica fora do cérebro somático. (…) A partir daquele momento, o que foi despertado em mim não poderia surgir de um pedaço de matéria que um dia se transformará na rebelião famélica dos vermes. Ah! Somos alguma coisa bem superior, que sintoniza as estrelas! É essencial ter, portanto, em nós um diapasão que ressoe na grandeza de sua melodia. (…) No mesmo instante, virei-me para minha saudosa mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), e, decidido, sentenciei: “É com esse que eu vou!”.
Aprendi nestes anos de vida legionária que ninguém faz nada sozinho. No meu 62º aniversário de trabalho nesta Obra – que luta ininterruptamente por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz – compartilho também essa marca com todos os que, com suas preces e apoio às nossas iniciativas, formam a grande família da Boa Vontade de Deus.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vencendo as diferenças

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações Unidas) da
Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá, entre seus 100
tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos considera a
educação, o treinamento e a informação pública na área dos direitos humanos
elementos essenciais para promover e estabelecer relações estáveis e harmoniosas
entre as comunidades e para fomentar o entendimento mútuo, a tolerância e a
paz”.
Sabemos que muito falta fazer para vermos todos os objetivos desse memorável
documento integralmente cumpridos. Daí meu empenho de sempre apresentar
também nossa modesta colaboração.
Aliás, no tocante ao entendimento geral de povos e nações, como escrevi em meu
livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e anteriormente
no Jornal da LBV (janeiro de 1984): (…) quando falamos na união de todos pelo
bem de todos, alguns podem atemorizar-se, pensando em capitulação de seus
pontos de vista na enfadonha planura de uma aliança despersonalizada, o
automatismo humano deplorável. Não é nada disso. Na Democracia Ecumênica,
todos têm o dever (muito mais que o direito) de — honestamente (quesito básico) e
com espírito de tolerância — enunciar seus ideais, sua maneira de ver as coisas.
Entretanto, ninguém tem o direito de odiar a pretexto de pensar diferente nem de
viver intimidado pela mesma razão. Já dizia Gandhi (1869-1948) que
“divergência de opinião não deve ser jamais motivo para hostilidade”. E foi por
nisso acreditar que, com certeza, o Mahatma se tornou o personagem principal da
independência do seu povo.
É ainda do sábio indiano esta notável afirmativa, quanto à necessidade de se
fomentar a Cultura de Paz nos corações para vencer as animosidades entre os
diferentes: “Que seus pensamentos sejam positivos porque eles se transformarão
em palavras. Que suas palavras sejam positivas porque elas se transformarão em
ações. Que suas ações sejam positivas porque elas se transformarão em valores.
Que seus valores sejam positivos porque eles determinarão seu destino”.
Mesmo que diferentes
Destino traz à mente o fulgor das crianças nas quais pensamos, ao nos
empenharmos em levar-lhes uma cultura de Paz por meio da educação intelectual
aliada ao afeto. E lhes apresento o resultado desse esforço, quando benfeito, nas
palavras, na ocasião, de um Soldadinho de Deus (carinhosa maneira de nos
referirmos às crianças, na LBV), que cresceu sob as asas da Pedagogia do Afeto,
bandeira de vanguarda de nossa lide legionária. Letícia Tonin tinha 7 anos quando
disse: “O Amor é maior do que tudo, mesmo que as pessoas sejam diferentes”.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Quem tem ideal não envelhece

Achei, nos meus alfarrábios, texto que publiquei, em 3 de maio de 1987, na Folha de S. Paulo,
dedicado à Melhor Idade:
Na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo procuramos sempre aliar a energia dadivosa dos
mais novos ao patrimônio da experiência dos mais idosos. E isto se consegue pela influência do
Amor Fraterno, que não é velho nem novo; é eterno porque é Deus. O Pai Celestial é Amor,
consoante definiu João, em sua Primeira Epístola, 4:8. E completava Zarur: “E nada existe fora
desse Amor”. Por isso, quem tem ideal não envelhece. O corpo pode baquear. Mas o Espírito está
sempre alerta. Jovem é aquele que não perdeu o Ideal no Bem.
Que é novo, que é o antigo, afinal? Nada! Immanuel Kant (1724-1804), o grande filósofo alemão,
autor de Crítica da Razão Pura, afirmava, mutatis mutandis, que o tempo é a grande mentira dos
homens. Portanto, acima de tempo-espaço e seus limites. Real é a Vida, que é eterna.
Sidónio Muralha, poeta português que se radicou no Brasil, onde viveu até o seu falecimento em
1982, louvou essa eternidade do valor intemporal no seu belíssimo “Cântico à Velhice”: “(…) É este
o cântico/ Dedicado ao que chamam/de velhice/ que é a infância/ lançada mais longe,/ onde o
horizonte/ se rasga e alarga (…)”.
A composição poética, a recebemos de Dona Helen Anne Butler Muralha, esposa do saudoso
poeta, que gentilmente também nos cedeu a foto do casal. Vamos, então, ao esforço bem-sucedido
de Muralha, por desmistificar o tempo, esse fantasma que atormenta o homem-ser-restrito, até que
um dia ele perceba que, na verdade, é Espírito Eterno, pairando acima de todos os grilhões da carne
perecível.
“Cântico à Velhice”
“Minha velha Portuguesa/ com o teu rosto marcado,/ mas sem medo da vida/ (e ainda menos da
morte),/ atira o teu cajado contra o tempo/ que passa e não tem presente,/ porque na segunda
sílaba do presente/ já passou a ser passado.
“Atira teu cajado, companheira,/ contra esse tempo efémero/ que não consegue apagar-nos.
“Nós corremos no sangue/ das novas gerações/ e os velhos são as crianças/ do futuro, /as
primaveras que vieram dos invernos,/ as flores que rebentam,/ que explodem da terra,/ como tu,/
minha querida portuguesa,/ que em cada ruga que tens/ existe um poema escrito/ tão grande e tão
profundo/ que é um cântico à velhice.
“Sim, um cântico sem fronteiras,/ porque os velhos/ têm asas imensas/ que voam no sentido
contrário,/ desafiando o espaço/ como quem roça o mar,/ mergulha para sempre/ mas deixa, perto
do sol,/ uma mensagem salgada.
“Velha portuguesa/ feita de oceano/ como todos nós,/ que somos navios,/ barcos, canoas,/ remos e
lemos,/ quilhas,/ algas e maresia,/ mastros de audácia/ que derrotam tempestades,/ caravelas,
descobertas,/ velha portuguesa/ descobre que o tempo/ tem medo do teu cajado/ e desanca as
horas,/ e desaba as horas,/ e desaba os relógios/ que são acidentes/indecentemente formais.
“É este o cântico/ dedicado ao que chamam/ de velhice/ que é a infância/ lançada mais longe,/
onde o horizonte/se rasga e alarga.
“Não esqueças, portuguesa amiga,/ de vergastares o tempo/com o teu cajado.”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Erradicar o trabalho infantil

Assunto sempre em voga, temos o objetivo de contribuir para a erradicação desse preocupante quadro social. É preciso maior discernimento de todos nós dos malefícios que o trabalho infantil traz às novas gerações. As mulheres — que, por sinal, comemoram o seu dia em 8 de março, detentoras do sublime dom da maternidade — compreendem bem essa proteção especial que a sociedade deve às crianças.

Para a procuradora de Justiça dra. Maria José Pereira do Vale, o primeiro passo para o sucesso dessa empreitada é modificar a cultura que acha benéfico para os pequeninos o trabalho na fase infantojuvenil.

Conscientização familiar

Coordenadora colegiada do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a dra. Maria José, ao participar do programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), apresentou providencial campanha promovida entre organizações da sociedade civil e o poder público, cujo slogan esclarece: “Criança que estuda pode escolher o seu futuro. A que trabalha não”.

Defendeu a procuradora: “Essa mudança de cultura que dá prevalência ao estudo requer uma conscientização dos pais. Eles têm de estar muito cientes de que o estudo é fundamental na vida dos filhos, que nessa fase têm de se ocupar com a escola, com as atividades e brincar. Brincar é um direito que está no nosso ordenamento jurídico, e a brincadeira influi, e muito, no crescimento da criança e estimula a criatividade. É muito importante também para a fase adulta”.

O que é trabalho infantil?

Quanto aos adolescentes, de acordo com a legislação trabalhista brasileira, a dra. Maria José enfatizou que “eles podem trabalhar a partir dos 16 anos. Essa é a idade permitida por lei com registro em carteira, desde que não seja em hora extra, turno noturno e atividades que comprometam o desenvolvimento da sua moralidade”.

Existem, porém, casos em que o indivíduo ingressa no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. A procuradora explicou: “Trata-se de um contrato de aprendizagem. Além do registro em carteira, ele propicia ao adolescente o estudo de uma ocupação, que o tornará, em dois anos, um profissional na área em que atua”.

Conforme ela ressaltou, nosso país é signatário da Convenção Internacional 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as formas mais graves de trabalho infantil, entre as quais a exploração sexual e o trabalho nos lixões e no meio de substâncias entorpecentes. As penas para esses crimes são severas.

Você sabe que, em pleno terceiro milênio, o Brasil ainda possui 2,6 milhões de crianças envolvidas com o trabalho infantil? Os dados constam de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2015, divulgadas em 2016.

Se presenciar a exploração de crianças e adolescentes, ligue — de qualquer parte do território nacional brasileiro — para o Disque-denúncia da Procuradoria Regional do Trabalho da 2a Região: 0800 11 1616.

Grato, dra. Maria José, pelas elucidativas informações. Na Legião da Boa Vontade, há décadas, oferecemos o programa Criança: Futuro no Presente!, que colabora para o protagonismo de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos em situação de vulnerabilidade social, considerando a história de vida e as singularidades deles. É uma ação que proporciona reforço didático, desperta, pelo lúdico, competências e habilidades, promove os valores espirituais, éticos e ecumênicos e integra a família.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Sobrepujar a dor

A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade
justamente pela atitude que têm diante da Dor.
Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o
sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de
lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.
Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais
prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia
construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio
ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.
Não temer os desafios
A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a
maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo
espiritual e físico exige sacrifício.
Vitória ao alcance
Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado
de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que
estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso
alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade
diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!
O negativismo atrasa o progresso
É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada
para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-
americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o
otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.
Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim
de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins
justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver
alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta
luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos,
este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.
Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil,
com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de
quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Não temos outra morada física senão a Terra

Andamos alegremente esquecidos de que somos criaturas dependentes da
Mãe Natureza; portanto, devemos cuidar muito bem dela. Quanto às
Profecias Bíblicas, a exemplo do Sermão Profético de Jesus (Evangelho,
segundo Mateus, capítulo 24) e do Apocalipse, não são para apavorar. Pelo
contrário, servem de aviso milenário. Assustador é o que faz o ser humano.
As predições são alertamentos de Deus a respeito deste fato: se
prosseguirmos como vamos indo, usando mal o nosso livre-arbítrio, as
consequências serão tais, tais e tais. As admoestações dos Profetas, pois,
não são para atemorizar ou mesmo “visões” de quaisquer doidivanas. Na
verdade, debiloide é a ação de gente considerada prática, e que de prática
não tem nada, mas, sim, de gananciosa e suicida, porquanto não temos
outra morada a não ser este sofrido planeta, cuja paciência vai-se
flagrantemente esgotando. Razão por que Jesus, o Profeta Divino, no Seu
Evangelho, consoante Mateus, 24:21, diz, ao se referir à Grande
Tribulação, que esta será como nunca vista, desde a fundação do
mundo, nem jamais se repetirá. Tal fato de tamanha envergadura não se
deu na Terra ainda. Pelo menos no período em que nós, seres humanos,
passamos a habitar sobre a sua face. E aqui a transcrição do versículo 22:
“Se Deus não abreviasse aqueles dias, nem os escolhidos seriam salvos”.
Mas haverá sobreviventes, sim, pois o Cristo, o Supremo Governante do
planeta Terra não assinou o plano de destruição deste orbe pelos homens
enlouquecidos. E mais: Quem Nele confia não perde o seu tempo, porque
Jesus é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Dependência virtual

Se existe algo que podemos denominar revolução dinâmica – a que não somente
inaugura uma nova etapa no desenvolvimento da sociedade, mas também se renova
permanentemente – é a tecnologia. O que é lançado hoje no mercado como de última
geração logo se torna ultrapassado.
Constantes avanços cibernéticos vêm desencadeando melhorias em vários campos de
atuação humana. A internet é um dos pilares desse sistema sem fim, e cada vez mais
pessoas têm acesso ao mundo virtual.
Universo sedutor
A busca pelo saber, pelo entretenimento (games, bate-papo e redes sociais),
comodidades como realizar movimentações financeiras no conforto de sua casa,
escritório ou lan house, em apenas um clique, são alguns dos benefícios que a rede
mundial de computadores propicia. Assistimos pelo mundo que recursos da internet
são usados até mesmo na aceleração de mudanças governamentais. Contudo, a
utilização desses meios desacompanhada do bom senso imensos prejuízos pode
provocar. Um deles é o que os especialistas chamam de ciberviciado. Trata-se de
internautas com compulsão ou dependência da internet. Estudiosos a consideram uma
das mais graves doenças psíquicas da atualidade. O internauta compulsivo fica ainda
propenso a desenvolver doenças, como trombose venal profunda, ansiedade,
depressão e obesidade. Sem contar os funestos resultados dos que não conseguem se
livrar da teia virtual no campo afetivo, familiar e profissional.
São perigos a que todos estão expostos, em particular os adolescentes. Os jovens se
encontram numa fase de descoberta da própria identidade. Muitos procuram nas redes
sociais sua “turma” e, ao ultrapassar o limite da autoafirmação, se deparam com a
dependência digital, resumindo sua vida ao sedutor universo virtual.
Tratamento
Na maioria dos casos, a cura se resume, de acordo com especialistas, no afastamento
do ciberviciado do contato com o computador, criando novos e prazerosos hábitos.
Para muitos psicólogos, porém, não basta proibir, já que, de acordo com o grau de
dependência, ele pode trocá-la pelas drogas. Situações assim requerem um
psicoterapeuta, profissional habilitado que ajudará o paciente a encontrar as razões
que o levaram ao vício e buscar alternativas na solução do problema.
No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo é uma das instituições que desenvolvem tratamento para essa doença. Outras
informações podem ser obtidas pelo site www.dependenciadeinternet.com.br.

Não desprezemos também os recursos da prece. A oração sincera de quem deseja
curar-se ou daquele que quer ajudar a quem precisa pode produzir verdadeiros
milagres. Jesus, no Seu Evangelho, segundo Mateus, 7:7 a 11, nos ratifica essa
esperança: “Pedi, e Deus vos dará. Deus não é indiferente nem à morte de um
passarinho. Se teu filho te pede um pão, tu lhe dás uma pedra? Se teu filho te pede
um peixe, tu lhe dás uma serpente? Ora, se tu, que és mau, sabes dar boas coisas a
teu filho, que é que não dará o Pai que está no Céu?”
O progresso é o que todos almejamos, mas o usemos realmente a favor da
Humanidade.
Saúde da Alma
Minha saudação ao economista Paulo Azor, a quem agradeço página a mim
endereçada. Nela são destacadas especialidades médicas de Jesus nos inúmeros
milagres que realizou, conforme o relato dos Evangelistas na Boa Nova do Cristo
Ecumênico, o Divino Estadista. O texto é atribuído a um discurso dos formandos de
Medicina da PUC-PR/2010. Eis um trecho: “O tratamento que Ele [Jesus] oferece é
mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na Terra
e mais uma eternidade inteira ao seu lado no Céu”.
Jesus personifica a Divina Caridade à disposição de todos. Aquele que dela usufrui,
em primeiro lugar, conquista a saúde da Alma.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Reflexão de Boa Vontade Família, Felicidade, Fé e Boas Obras

Minha mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), e eu costumávamos cantar
algumas melodias que se encontram hoje no ar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio:
Granada, Marche des Grenadiers, La Mer, Douce France, Só nós dois no salão e esta
valsa, entre outras. A vida era alegre, feliz!
Tive uma infância e uma juventude de lutas, mas sempre fomos afortunadamente
aquinhoados nas coisas espirituais. Daí a nossa satisfação no viver juntos. Simplesmente
nos amávamos.
É o exercício leal do Novo Mandamento de Jesus entre nós. A Ordem Suprema do
Cristo propicia essa vivência, que tanto desejamos seja o natural para todas as criaturas
espirituais e humanas.
Lícia Margarida (1942-2010), minha afetuosa irmã, e eu elevamos o pensamento a
Jesus, nosso Senhor, suplicando-Lhe as maiores bênçãos para aquela que dedicou toda a
sua feliz vida de casada com Bruno Simões de Paiva (1911-2000), nosso sempre
lembrado pai, a nos ofertar o que de melhor guardava em seu coração e em sua mente.
Nossos sentimentos de gratidão a tão esforçada mãe e a tão generoso pai nos iluminam e
nos fortalecem na Fé em Deus, no Cristo, no Espírito Santo e na vontade firme de, jamais
desistindo, honrar o Ideal que abraçamos: o do Novo Mandamento do Divino Mestre, o
Amor Universal: “(…) amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser
reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não
há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma
forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho
de Jesus, segundo João, 13:34 e 35; e 15:13 e 9).
Nossa mãe, Idalina, nos ensinou a ser solidários, fraternos, e a compreender que
sempre há o lado melhor da Vida, porque “Deus é Amor” (Primeira Epísto­la de João, 4:8
e 16), portanto Caridade. E, com Seu Amor Excelso, Ele anseia intensamente que
amorosos e generosos sejamos, sem que nunca aceitemos a convocação da covardia.
Em tempo algum Lícia, que já se encontra no Mundo Espiritual, e eu nos
esqueceremos de que — ao nos levantar, nos deitar, na hora do almoço e do jantar —
mamãe conosco orava as preces que pacientemente repetia desde que começamos a
balbuciar as primeiras palavras em nossas atuais reencarnações.
O socorro que enfrenta a madrugada
Gratos, mamãe! Jamais olvidaremos o seu abençoado Amor por nós e pelas criaturas
que sofrem. A senhora gostava bastante de livros. E, enquanto não sabíamos ler, todas as
noites os apresentava para nós. Meu pai assim também o fazia quando a senhora não
estava, pois saía para atender, como enfermeira prática, tantas vezes a altas horas da noite,
gente que lhe pedia socorro. Esse fato certamente premiou com muita luz a sua bela Alma.
Na porta de nossa casa, era comum alguém buscar auxílio. E a senhora nunca deixou
que saísse sem amparo, por mínimo que fosse. Essa sua atitude de Caridade até hoje
alimenta os nossos sentidos.
Desse espírito da Caridade autêntica, ensinada e exemplificada pelo Divino
Taumaturgo, Jesus, é que vem a nossa Fé Realizante, a nossa decisão para a vitória Dele,
que é a de todas as Suas criaturas, e o nosso entusiasmo ao tratarmos de assuntos dos
Universos; portanto, de questões não restritivas.
Que todos meçam suas responsabilidades na Terra, não perdendo de vista que não

existem apenas Universos materiais; porém, espirituais e divinos!
Onde estiverem — a senhora, dona Idalina Cecília; o papai, Bruno; e minha adorável
Lícia —, recebam o meu ósculo respeitoso, nestas palavras que dirijo a vocês, hoje
vivendo na Pátria Espiritual. Vejam bem o que disse: VIVENDO!!! Porque prosseguem
existindo, como todos os entes queridos que tenhamos e as demais filhas e filhos de Deus
em todos os Universos. Os mortos não morrem! Todos continuamos vivos. A morte não
interrompe a Vida. Deus, que é Eterno, privilegiou as Suas criaturas com a existência
perene, durante a qual vamos aprendendo ininterruptamente.
Unidos, portanto, no Amor do Mandamento Novo de Jesus — “Amai-vos como Eu
vos amei. (…) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos”
(Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13) —, prosseguiremos para a frente e para o
Cristo, até à Volta Gloriosa Dele!
Seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus!
Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, porque Ele é o Celeste Amigo que não
abandona amigo no meio do caminho.
Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Serviço — Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias
do Brasil (versão em português) ou da Argentina (versão em espanhol). Todas essas
edições estão no formato e-book. Acesse Amazon, Apple, Copia, Barnes and Noble e
outras importantes lojas virtuais.

Adoção rima com coração

Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia
Nacional da Adoção (25 de maio) guardam especial afinidade. O sagrado dom
da maternidade, também expresso no belo gesto da adoção, deve compartilhar
amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema foi discutido na Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 —
e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), no programa Sociedade Solidária.
Na ocasião, o sociólogo e apresentador Daniel Guimarães entrevistou Mônica
Natale de Camargo, gerente executiva do Grupo de Apoio à Adoção de São
Paulo (Gaasp).
Mudança de cultura
Estimativas apontam que, para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou
indivíduos pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura
do perfil. O que a maioria dos pretendentes deseja? Eles geralmente querem
aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da mesma etnia. E as crianças que
estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade avançada, e
algumas com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa
cultura em torno da adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a
realidade do país, e começar a olhar com carinho para as crianças, mudar
aquela concepção do filho idealizado para o filho possível”.
Longe de nós o preconceito
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não
deixando espaço para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode
ser feito: “Primeiro, uma divulgação maior do que é a adoção, entender o que
significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso é importante! A
cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas de TV como este
onde se discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das
políticas públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma
família que a proteja, ame e respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de
São Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação brasileira
sobre o tema.
Tirem o vidro!
No dia 27 de maio, completam-se 32 anos de dois grandes eventos da Legião da
Boa Vontade na capital federal. Na ocasião, além de inaugurar o primeiro anexo
(sede administrativa) do Conjunto Ecumênico, comandei a cerimônia de
lançamento da Pedra Fundamental do Templo da Boa Vontade.

Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a todos
importante lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio administrativo
da LBV com os meus filhos e, ao olhar para o pátio, que estava superlotado, vi
que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de uma coisa? Vou falar aqui de
cima da marquise de entrada. E perguntei: Essa marquise aguenta o peso da
gente? Ao que me responderam que sim, ao mesmo tempo em que me
perguntavam: “Mas como é que o senhor vai passar para lá? Tem um vidro na
frente!” Ora, se o vidro atrapalha, tirem o vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado
e pude, então, fazer o discurso lá de cima mesmo.
Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Alziro Zarur
(1914-1979), que o Templo da Paz surgia para que houvesse a interiorização de
bons e elevados valores. Porque não se pode exteriorizar coisa alguma de útil se
a criatura não tem nada para oferecer. É a questão do conteúdo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Mães, Lei Áurea e saúde

O Dia das Mães e da Abolição da Escravatura, comemorados em 13 de
maio, nos conduzem a importantes reflexões. O zelo materno no cuidado da
saúde dos filhos e o alto significado da Lei Áurea são dois simbolismos que
devem iluminar as boas iniciativas de libertação do ser humano dos
escravismos que lhe prejudicam a existência. Entre eles estão os
comportamentos de risco, a exemplo da falta de critério na alimentação e
do vício do fumo.
Recentemente, o Ministério da Saúde apontou que o número de pessoas
acima do peso vem aumentando. E, apesar de os dados da pesquisa de
Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel) demonstrarem que o número de fumantes no
país segue em queda, todos sabemos que muito há que ser feito. Vale
ressaltar as palavras da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde
(OMS), Margaret Chan: “O Brasil é um líder no controle do tabaco, deve
manter o bom trabalho”.
Quanto ao excesso de peso, é inegável que a falta de um bom planejamento
alimentar e de exercícios físicos leva a população a pôr em risco o próprio
bem-estar. O acesso à informação é fundamental para que tenhamos hábitos
melhores. É na infância que se molda igualmente os bons costumes
alimentares. Está mais que comprovado que o consumo exagerado de
comida industrializada não faz bem ao organismo. Um cardápio saudável,
rico em frutas, legumes e verduras, por exemplo, é um bom início para
mudar esse quadro preocupante.
Acrescente-se a tudo isso a boa saúde de nossas Almas. Busquemos nas
boas obras e na oração os nutrientes do Céu. Não podemos desprezar o
Alimento Celeste, com o qual o Criador sustenta Suas criaturas. Deus é
superior aos limites que o ser humano queira impor a Ele.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Oração, trabalho e Paz

Meu filho mais novo, hoje um adolescente, desde pequenino, ao proferir com
nossos familiares e amigos uma breve oração à mesa antes das refeições,
sensibiliza a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes
compêndios de sabedoria, aquela que compartilha Solidariedade sem
fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho: “Deus, peço-Te que
não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!”
Nos desafiantes momentos por que passa o planeta, considero de muita valia
invocar aos Poderes Celestiais análoga súplica: Que não falte o decente meio
de ganhar o próprio sustento a nenhuma batalhadora mulher, a nenhum
dedicado trabalhador nem aos nossos familiares! Amém!
Façamos juntos essa rogativa, mas na atuante esperança de que esse “assim
seja” encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que
atendam às urgentes necessidades das populações.
Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus
esforços são garantia de Paz e de sustentável progresso para todos. Jesus, o
Administrador Celeste de seres espirituais e humanos, foi pragmático ao
afirmar em Seu Evangelho, segundo Lucas, 10:7: “Digno é o trabalhador do
seu salário”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Reflexão de Boa Vontade Desenvolvimento Solidário

Um dos maiores desafios atuais das nações emergentes ou das que já atingiram o mais alto patamar de crescimento material de suas economias é o do desenvolvimento sustentável. Contudo, se desejamos ver o progresso partilhado com todos, acreditamos e temos proposto que o desenvolvimento solidário deva, antes de tudo, iluminar as atitudes dos habitantes da Terra e de suas futuras gerações — do maior ao menor — de nossa morada coletiva. Portanto, além de uma política pública eficaz, o planeta exige o compromisso com uma consciência nova, firmada em princípios que garantam a continuidade da Vida e a coexistência humana acima de todos os outros interesses. Tal mentalidade fomenta ações conjuntas entre os países que visem ao socorro dos povos urgentemente necessitados de alguém que lhes estenda as mãos.
Jesus, o Economista Divino, por Sua vez, nos oferece um caminho novíssimo, porquanto alicerçado em bases renováveis eternas do Espírito, o moto-contínuo, a curul do desenvolvimento planetário. No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Estadista Celeste, segundo as anotações de João, 13:34 e 15:13, podemos ler:

Uma palavra de Paz
— Disse Jesus: “Novo Mandamento vos dou: amai-vos como Eu vos amei. (…) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos”.
E isso tem feito que a civilização, pelo menos o que andamos vendo por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A sabedoria do Talmud dá este recado prático: “A Paz é para o mundo o que o fermento é para a massa”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Ore, Terra amada!

Abril é um mês de importantes celebrações para o país e para o planeta: 19, Dia do Índio; 21, Tiradentes e Inauguração de Brasília; e 22, além de ser o Dia da Terra, marca o “achamento” do Brasil, em 1500, por Pedro Álvares Cabral (1467-1520).

Considero oportuno, inspirado pela operosa Fé em prol do bem desta nação, sempre buscar renovadas energias no Pai Celeste. A prece – seja ela a devoção de um crente ou o ato do pensador, ao refletir sobre os mais elevados ideais – é uma ferramenta que deveríamos melhor utilizar. Assim encontramos, a partir do interior de nós mesmos, recursos indispensáveis para a solução dos mais complexos problemas que possam surgir.

Ao meditar sobre como colaborar para o legítimo auxílio a todas as famílias e comunidades, igualmente conquistamos a compreensão de que o Amor Fraterno é essencial à vida. Quando há verdadeiro Amor e íntegra Justiça, tudo dá certo. Um exemplo? Se, movidos pelo espírito de Caridade, levarmos um remédio a um enfermo, esse medicamento trará melhor resultado a quem está sendo socorrido. O Bem é o encanto da existência espiritual e humana. E Deus quer o nosso benefício, não segundo a estultícia terrena; entretanto, de acordo com a Sua Sabedoria Excelsa. Por isso, pregamos o imperativo urgente da União das Duas Humanidades, preconizada por Alziro Zarur (1914-1979) e que aqui defendemos: a da Terra com a do Céu, de forma consciente. (…)

Nunca estamos abandonados. Anjos da Guarda continuamente permanecem ao nosso lado. É o galardão com que o Governo Espiritual Invisível felicita os seres terrenos, porquanto concretiza a profecia apocalíptica da junção das dimensões que, apesar de separadas em aparência, estarão claramente unidas com o baixar ao orbe terrestre da Jerusalém Celestial (Apocalipse, 21:2).

Quem não precisa de preces? Que país não necessita urgentemente de orações? Então, vamos falar com Deus.

Ó Jesus, Mestre Amado, nosso Senhor, nossa Rocha, nossa Força, nosso Escudo, nossa Salvação, Tu trazes a fórmula perfeita para premiar as Almas com a felicidade perpétua, nascida da Fé Realizante, geradora das Boas Obras, as quais Tu apregoas por meio do Teu Mandamento Novo, de Amor Divinal (Evangelho, consoante João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9).

E, no Livro das Profecias Finais, encontramos a confirmação encorajadora da Tua Volta Triunfante, que a muitos surpreenderá, como Tu mesmo advertiste, no Evangelho, segundo Lucas, 17:24: “Assim como o relâmpago, num repente, fulgura de uma à outra extremidade do Céu, da mesma forma será a volta do Filho de Deus”.

Isso ocorrerá, conforme as advertências que, pelos milênios, mandaste ao mundo: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora. Amém! Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse, 22:20).

Ó Senhor, clareia o nosso Espírito, fortalece o nosso íntimo, conforta o nosso coração, para que persistamos até aquele dia esplendoroso do Teu Magnífico Retorno.

E agora, Celeste Provedor das nossas mais justas súplicas, Tu, que és o Amor que nunca morre, acolhe o pedido que neste instante vamos fazer-Te. O meu é este: protege o Brasil e o mundo! Atende-o, Mestre dos mestres, na exata razão do nosso merecimento, porque Tu mesmo ensinaste que cada um é merecedor do prêmio ou da reprimenda mediante as próprias realizações.

Graças, Senhor! Dá-nos a Divina Paz, que prometeste àqueles que vivem o Teu Novo Mandamento: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho, segundo João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20).

“Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos Homens [às Mulheres, aos Jovens, às Crianças e às Almas Benditas, os Espíritos Luminosos] da Boa Vontade de Deus!” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14).

Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, porque Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. (…)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Todo dia é dia de índio

Os registros históricos relatam que, no I Congresso Indigenista Interamericano,
ocorrido no México, em 1940, representantes de diversos países convidaram os
índios a se sentarem à mesa para o debate cujo tema central era a própria situação
deles no continente americano. A princípio, os protagonistas do evento, receosos,
não compareceram. Porém, no dia 19 de abril, numa demonstração de cordialidade,
aceitaram participar do acontecimento. Por isso, nessa data foi instituído o Dia do
Índio. O objetivo principal era o de exigir dos governos a criação de políticas que
salvaguardassem a cultura e a qualidade de vida dos povos indígenas. No Brasil,
em 2 de junho de 1943, o presidente Getúlio Vargas (1883-1954) assinou o
decreto de lei n o 5.540, determinando que no país aquela data também fosse
dedicada ao índio.
Ao longo do tempo, apesar dos esforços de garantir a eles o direito de viver em
suas terras com dignidade, há muito o que fazer ainda. Eles são merecedores do
maior respeito. Os versos do entusiasta Jorge Ben Jor, na composição em parceria
com o saudoso Tim Maia (1942-1998) e imortalizados na voz de Baby do Brasil
cá na Terra Brasilis, valem nossa reflexão: “(…) Pois todo dia, toda hora, era dia
de índio/ Mas agora eles só têm um dia / O dia dezenove de abril (…)”.
Sepé-Tiaraju
A história de nosso povo e de sua luta por tornar o país soberano tem, na atuação
dos índios, capítulo dos mais relevantes. Grandes guerreiros o grafaram com as
tintas da coragem e do amor ao torrão natal. Um deles, Sepé-Tiaraju, guarani de
São Miguel das Missões, teve seu nome inscrito em 18/4/2006, pelo Senado
Federal, no Livro dos Heróis da Pátria. A honrosa distinção partiu de um projeto
do senador pelo Rio Grande do Sul dr. Paulo Paim.
O Brasil que desejamos ver progredir, nunca deixando de lado seu natural espírito
solidário, fraterno e generoso, é composto também por decididas Almas, como a de
um Sepé-Tiaraju que, a 7 de fevereiro de 1756, na resistência à invasão dos Sete
Povos das Missões, bradou:
“Esta terra tem dono!”
De fato, esta terra é de Jesus, a presença que a todos ilumina! E como gosta de
saudar um Irmão Índio, grande amigo nosso, conhecido como Flexa Dourada
(Espírito): “Salve, Jesus!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

A Política mais inteligente

No livro É Urgente Reeducar! (2010), escrevi:

O Ecumenismo da Fraternidade será a razão de ser das criaturas humanas no transcurso do terceiro milênio. É uma questão de progresso (e de sobrevivência), no qual, de certa forma, acreditou boa parte de gerações e gerações que nos antecederam. Se assim não cressem e não agissem, onde estaríamos hoje? Talvez na era da pedra lascada!…

O Amor não é degradação de corpos nem de mentes, e sim a Força de Deus, da Sabedoria Suprema em nós, ou lá como pensem os Irmãos ateus acerca dos assuntos mais elevados. Amar é um ato de coragem. Foi o exemplo que nos ofereceu Jesus. É a Política mais inteligente que um indivíduo pode conceber. Ela contempla ainda o correto entendimento do axioma de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”, ou seja, é imperioso ter bom senso.

Conforme ressaltei ao meu velho amigo jornalista Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), em 1981, instruir com acerto é boa Política, porque educar e espiritualizar redime as criaturas, as nações, a Natureza, o planeta. Não podemos progredir destruindo o mundo, a nossa casa coletiva, por efeito de ignorância não apenas intelectual, como também, e principalmente, moral e espiritual.

Trata-se de Política excelente, a providência de educar, reeducar, instruir, espiritualizar no caminho da Paz, resultante da confraternidade das numerosas culturas que compõem a civilização que, em si mesma, é una, planetária. (E não esqueçamos jamais que a nossa existência não é unicamente física, porquanto começa no Alto, antes de sermos carne.) Do contrário, o que poderá vir a abater-se sobre a Terra será o doloroso inverso do Amor, a exemplo desse ecocídio que provocamos por aí. Pois, na verdade, já que fazemos indissociável parte do esquema planetário de sobrevivência, estamos então cuidando, com contumácia, de nossa automatança coletiva.

Talvez, ao descrever “A Grande Tribulação” (Evangelho, segundo Mateus, 24:3 a 28; Marcos, 13:3 a 23; e Lucas, 21:7 a 24), Jesus esteja narrando a consequência desse esforço humano colérico. Diante disso, é flagrantemente necessário espiritualizar, dentro do Ecumenismo dos Corações, as pessoas. Somente assim, e com perseverança, os diversos segmentos da sociedade passarão a viver em harmonia, demore o tempo que for preciso até que isso venha a ocorrer. Cabe aqui, perfeitamente, este raciocínio profundo de Abraão Lincoln (1809-1865), que se encontrava exposto no gabinete de Alziro Zarur (1914-1979), na antiga Rádio Mundial, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil, naquele tempo, de 1956 a 1966, a Emissora da Boa Vontade: “O homem que se decide a parar até que as coisas melhorem verificará, mais tarde, que aquele que não parou e colaborou com o tempo estará tão adiante que jamais poderá ser alcançado”.

Costumo afirmar em minhas palestras que, se é difícil, comecemos já, ontem!, porque resta muito a ser feito.

E quando digo seres espiritualizados, quero reiterar: revestidos do Amor Fraterno, que a Humanidade precisa viver, também politicamente, com urgência. Como escreveu José Bonifácio (1763-1838), o patriarca da Independência brasileira: “A sã Política é filha da Moral e da Razão”.

Assim é a ação religiosa e política do Ecumenismo dos Corações, aquele que levanta o caído; que não se precipita ante as ilusões das contendas filosóficas, quando estas ocorrem apenas pelo prazer de discutir assuntos, sem levar em conta o que padece à beira do caminho. Ele não se influencia pelas lucubrações do intelecto quando arrogante. Pelo contrário. Ilumina-o incansavelmente toda vez que é convocado a manifestar sua qualidade excelsa. Desconhece os ódios, isto é, não os vive nem os dissemina. É Amor Fraterno, que promove a Estratégia da Sobrevivência, que espiritualiza a Economia e a disciplina. (…) É o Ecumenismo Irrestrito.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Autismo e desafios da inclusão

Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros e representa 70 milhões de pessoas no mundo, cerca de 1% da população mundial, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta às vezes é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

Sintomas e cuidados

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Morte e Ressurreição

Pelos milênios, a celebração da Semana Santa demonstra-nos o inigualável suplício vivenciado por Jesus, o Cristo Ecumênico, o Celeste Estadista, na Sua dedicação extremada em prol da Humanidade, como no drama do Getsêmani. Sendo Espírito sem mácula, o Ungido de Deus voluntariamente carregou nossos erros sobre Seus ombros, a fim de nos livrar da ignorância que origina a Dor.

Pouco antes de ser preso pelos beleguins do poder da época, de conformidade com a narrativa de Lucas (22:39 a 46), o Divino Crucificado reitera para todos nós:

Jesus no Getsêmani
“E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e também os Seus discípulos O seguiram. E, quando Jesus chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação! E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, afasta de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a Tua.

“Então, Lhe apareceu um Anjo do Céu, que O confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.

“Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos e os achou como que dormindo de tristeza. E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação”.

Jesus, o Senhor do Apocalipse, o Pão que desceu do Céu, doa a Sua própria vida
De que modo o ser humano pode manter-se acordado dignamente, perante Jesus e a Sua Política Eterna, a ponto de compreender o significado divino da Dor, que fez com que Deus O abençoasse com Poder e Autoridade? Alimentando-se do Pão que desceu do Céu, porquanto, antes da definitiva reforma social, necessário se faz realizar a do Espírito, mas com Amor, Fraternidade, Solidariedade e Generosidade. Afinal, as palavras e os exemplos do Sublime Ser, que derramou Seu sangue para o nosso resgate, constituem esse alimento eterno, consoante lemos nas Escrituras:

I — “Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Se alguém comer desse Pão, viverá eternamente” (Evangelho de Jesus, segundo João, 6:51); e

II — “(…) pelo Seu sangue [Jesus] nos libertou dos nossos pecados” (Apocalipse, 1:5).

Não há Política sem Amor Solidário
Como?! É o seguinte: dizer que Jesus nos libertou dos nossos pecados significa asseverar também que o Divino Mestre nos deixou um roteiro doutrinário excelente para nossa vitória. Ao seguirmos esse Sagrado Estatuto com verdadeiro espírito de Caridade e de Justiça, nos transformaremos no esteio de nossos semelhantes na Terra. Porquanto não há pecado maior do que a ausência de Amor solidário para com os cidadãos (ou cidadãs) de cada país.

E nós ressuscitamos com Ele
Prossigamos, pois, aprendendo com Jesus que, superando os dramas do Getsêmani e do Gólgota, ressuscitou dentre os mortos para conforto e esclarecimento dos corações terrenos. E repetiremos, então, o que bradamos em 1997, no Rio de Janeiro/RJ, no dia 31 de dezembro, na passagem do ano-novo: Jesus ressuscitou, e nós, com Ele. Graças a Deus!

A morte é apenas a abertura de novas experiências de vida. Todavia, que ninguém considere o violento ato do suicídio e suas trágicas consequências como uma escolha libertadora. Tudo, até a morte, tem leis disciplinantes.

Esses e outros modestos comentários fazem parte de meu livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade (2014), que, para meu gáudio, tem comovido muitos corações.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Síndrome de Down

A Secretaria de Direitos Humanos, em 21/11/2011, informou em seu site (www.sdh.gov.br) que “a III Comissão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado ‘World Down Syndrome Day’ (Dia Mundial da Síndrome de Down). (…) A ONU propôs que os Estados membros comemorassem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down”. Desde 2012, a data tem sido celebrada em todo o mundo.
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.
Recomendações aos pais e educadores
Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças com deficiência intelectual.
Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. “Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.
Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais, “até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.
É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.
Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola”. E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.
Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada sociedade solidária altruística ecumênica.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Gestores da água

Em 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água. Vale lembrar que Brasília sedia, em 2018, entre os dias 18 e 23 de março, o 8o Fórum Mundial da Água, espaço para um bom diálogo, cujo exercício básico é a democracia, que é o regime da responsabilidade. Portanto, devemos dar a devida atenção às resoluções propostas por esse evento para a agenda internacional.

Discutir sobre o líquido sustentador da vida e se o utilizamos de modo sensato é na atualidade uma pauta indispensável. O Brasil, de forma geral, pode se considerar privilegiado, como declarou o dr. Paulo Lopes Varella Neto, ex-diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA). Ele explica: “Nós somos o país que mais dispõe de água doce no mundo, e 12% dela é gerada em território nacional. Mas, se considerarmos a água que vem de outros países e que por aqui passa e, portanto, está disponível para uso, dispomos de aproximadamente 18% da água doce na Terra”. Contudo, a questão é conseguir administrar bem essa fartura, a fim de atender às necessidades de todos. Apesar de abundante em certas regiões, ela é escassa em outras. Um ponto igualmente relevante é o cuidado que devemos ter para não degradar os recursos hídricos.

Integrador geográfico e geopolítico

O dr. Paulo Varella, que é hidrogeólogo, trouxe-nos um exemplo interessante: “Como a água carrega no seu sabor, na sua cor, no seu cheiro a memória dos territórios por onde passa, ela é um integrador geográfico. E, como também não respeita limites de Estados, nem mesmo de países, ela é um integrador geopolítico. De maneira que vi, há pouco tempo, ao visitar uma determinada instalação nos Estados Unidos, uma frase que me chamou a atenção e agradou: ‘No mundo da água estamos todos ajudantes’. O que quer dizer o seguinte: temos responsabilidades de que a água que passa por nós, a que usamos, afetará a outros que estão mais abaixo. E a água que estamos usando certamente já passou por alguém que estava águas mais acima”.

Falando ao Portal Boa Vontade, comentou: “O esforço que a Agência Nacional de Águas faz, que o governo faz, que os comitês de bacias fazem, tem como motor a posição individual de cada um de nós. Os maiores gestores de água do planeta somos nós. Se cada um tomar consciência disso, tudo pode mudar. Temos que passar de observadores para atores dentro desse processo. E é na forma como se vai colocar o lixo, como vai tomar o banho, lavar o carro, e assim por diante, que a gente pode realmente dar uma contribuição (…)”.

Ao informar-nos do reconhecimento alcançado pelo nosso país no mundo por seu modelo de gestão da água, não deixou de expor também os imensos desafios que enfrentamos, por exemplo, com grandes cheias na Amazônia; secas históricas em São Paulo, Rio, que se repetem e que, há décadas, afetam o nordeste do Brasil, no semiárido. Diz ele: “Apesar de toda a riqueza que possuímos, realmente a gente tem que se preocupar em encarar a questão do gerenciamento desse recurso”.

Valendo-se do Dia Mundial da Água, o entrevistado desejou ainda ressaltar: “Que entendamos a água como um grande vetor de progresso, e os usos múltiplos são absolutamente cruciais para que possamos ter um desenvolvimento sustentável. E termino dizendo da importância que acredito seja o papel de cada um de nós enquanto — vamos chamar — minigestores, mas num conjunto de grandes gestores dessa água”.

Agradeço ao dr. Paulo Lopes Varella suas esclarecedoras palavras. Aliás, com satisfação, soube que é um frequentador do Templo da Boa Vontade e possui destacada Fé na Espiritualidade Maior.

Agradecimento

Minha saudação ao dr. Arnaldo Rocha, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), órgão do Ministério da Defesa. Com estas palavras se manifestou: “Agradeço a atenção prestimosa da qual sempre fui objeto por parte dos meus irmãos e amigos da Legião da Boa Vontade. Abaixo, a nossa singela contribuição, ratificando as preocupações do líder da LBV”. E nos prestigiou com um poema dedicado ao meu artigo “Água e Escassez”, no qual escrevi que água é vida e poluí-la é crime de lesa-humanidade:

“(…) ‘É preciso haver uma conscientização/ Por parte de todos, sobre essa questão:/ A falta desse precioso líquido, na verdade,/ Poderá decretar a morte da coletividade.

“‘Se administrarmos esse recurso vital,/ Não se transformará em fator de guerra,/ Pois sem a água potável é impossível/ Qualquer tipo de existência na Terra’.

“Abracemos em conjunto essa causa,/ Dando a nossa contribuição pessoal,/ Preservando e economizando sabiamente/ Esse mais valioso bem natural”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Dia Mundial do Rim

Em todo mês de março, mundialmente é comemorado o Dia do Rim. A iniciativa tem
como prioridade a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC), fornecendo informações
sobre a importância do diagnóstico precoce e quanto aos cuidados com os fatores de
risco, entre eles a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e a
presença de histórico familiar de doença renal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2015, mais de 1,5 milhão de
pessoas estiveram em terapia renal substitutiva (Diálise Peritoneal, Hemodiálise ou
Transplante Renal), sendo 100 mil só no Brasil.
O dr. Daniel Rinaldi dos Santos, ex-presidente da SBN, ressaltou que, “através de
exames extremamente simples, você consegue detectar precocemente se é portador de
alguma alteração renal e tomar medidas preventivas para evitar a evolução da
doença”. Portanto, não deixemos para amanhã providências que podem impedir graves
problemas.
Em 2014, ao comentar a campanha de conscientização da SBN realizada naquele ano,
mas que continua com o seu recado sempre atual, o conhecido nefrologista afirmou:
“Uma das coisas que a equipe da Sociedade Internacional [de Nefrologia] está
preconizando é que se comemore o Dia Mundial do Rim, bebendo um copo d’água!
Uma forma de lembrar que a água faz bem para o rim. Todo mundo brindar com um
copo d’água!”
Para outras informações, acesse os sites www.sbn.org.br e www.boavontade.com.
Saúde espiritual e material
Os rins devem ser muito bem tratados. Do seu bom funcionamento depende a saúde
geral do organismo. Ao filtrar o sangue, tirando-lhe as impurezas, torna-se um parceiro
indispensável do coração que, por sua vez, faz o fluido vital circular pelo corpo.
Não é por acaso que esses dois órgãos estão destacadamente mencionados nas
Escrituras Sagradas. No Apocalipse de Jesus, 2:23, temos a famosa passagem em que o
Médico Celeste declara: “Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda
rins e corações. E retribuirei a cada um segundo as suas obras”. Ele conhece bem o
nosso íntimo e os processos com que nos intoxicamos e desintoxicamos, porque os rins
(como de certo modo o fígado) são os filtros do corpo. Espiritualmente falando, ocorre o
mesmo.
É possível observar que o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos avalia de acordo
com o que produzimos, de bom ou de mau, resultante de nossas emoções (coração) e
pensamentos (rins). Contudo, fica subentendido ainda que a qualidade da saúde será um
reflexo do tratamento dado a essa admirável engenharia fisiológica (corpo humano) que
serve ao Espírito de instrumento para evolução na Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A intrepidez feminina

Há exemplos de extraordinárias mulheres em todos os cantos do mundo, desde as mais destacadas às mais simples, a começar pela mais singela das mães. Uma delas é “a doceira de Goiás”, no vasto interior do Brasil. Trata-se da exímia poetisa Cora Coralina (1889-1985). Aos 75 anos de idade, apenas contando com instrução primária, publicou seu primeiro livro.
Disse a saudosa Cora:

— Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

É o talento do povo bem instruído e espiritualizado que transforma miséria em riqueza! A fortuna de um país situa-se, antes de tudo, no coração solidário e na consciência esclarecida de sua gente — valorizando a mulher e dignificando o homem. Neles se encontra a capacidade criadora. É assim em todas as nações.

Benjamin Franklin (1706-1790) há muito se levantara para esclarecer:

— A verdadeira sabedoria consiste em promover o bem-estar da Humanidade.

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Serviço — Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias e nas bancas de jornal.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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” Oração, trabalho e Paz “.

Meu filho mais novo, hoje um adolescente, desde pequenino, ao proferir com nossos familiares e amigos uma breve oração à mesa antes das refeições, sensibiliza a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes compêndios de sabedoria, aquela que compartilha Solidariedade sem fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho: “Deus, peço-Te que não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!”
Nos desafiantes momentos por que passa o planeta, considero de muita valia invocar aos Poderes Celestiais análoga súplica: Que não falte o decente meio de ganhar o próprio sustento a nenhuma batalhadora mulher, a nenhum dedicado trabalhador nem aos nossos familiares! Amém!
Façamos juntos essa rogativa, mas na atuante esperança de que esse “assim seja” encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que atendam às urgentes necessidades das populações.
Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus esforços são garantia de Paz e de sustentável progresso para todos. Jesus, o Administrador Celeste de seres espirituais e humanos, foi pragmático ao afirmar em Seu Evangelho, segundo Lucas, 10:7: “Digno é o trabalhador do seu salário”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma (Editora Elevação), de Paiva Netto, 304 páginas.

Pais e filhos contra a droga

Meu artigo de hoje visa colaborar na prevenção contra o crack, terrível droga que lamentavelmente se alastra pelo país. De acordo com a pesquisa de 2012, divulgada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o consumo do crack disseminou-se por todas as classes sociais.

Pari passu com as políticas públicas e os cuidados médicos aos usuários em sua luta contra a dependência química, não se pode deixar de lado a devida valorização da família — a atenção dos pais e responsáveis com as companhias de seus filhos e a imprescindível presença da Espiritualidade Ecumênica no diálogo entre pais e filhos.

Nos idos de 1980, apresentei, na Super Rede Boa Vontade de Comunicação, “Carta de um filho para o pai”, publicada em O Imparcial, de Monte Alto/SP. Nela, um jovem de 19 anos, usuário de entorpecentes, escreve um bilhete de adeus ao seu pai. Diante da comoção dos ouvintes, providenciei que o texto fosse impresso em diferentes idiomas.

É indispensável o esclarecimento dos familiares. Nas passeatas e panfletagens, em conferências, na rádio e na TV, os orientamos a prestar maior atenção ao cotidiano dos filhos, suas amizades, dúvidas, ambientes que frequentam.

Tóxicos: “Carta de um filho para o pai”

“Acho que neste mundo ninguém procurou descrever seu próprio cemitério. Não sei como meu pai vai receber este relato, mas preciso de todas as forças enquanto é tempo. Sinto muito, meu pai, acho que este diálogo é o último que tenho com o senhor. Sinto muito, mesmo… Sabe, pai, está em tempo de o senhor saber a verdade de que nunca desconfiou. Vou ser breve e claro, bastante objetivo.

“O tóxico me matou. Travei conhecimento com meu assassino aos 15 anos de idade. É horrível, não, pai? Sabe como conheci essa desgraça? Por meio de um cidadão elegantemente vestido, bem elegante mesmo, e bem-falante, que me apresentou ao meu futuro assassino: a droga.

“Eu tentei recusar, tentei mesmo, mas o cidadão mexeu com o meu brio, dizendo que eu não era homem. Não é preciso dizer mais nada, não é, pai? Ingressei no mundo do vício.

“No começo foi o devaneio; depois as torturas, a escuridão. Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Em seguida, veio a falta de ar, o medo, as alucinações. E logo após a euforia do pico, novamente eu me sentia mais gente do que as outras pessoas, e o tóxico, meu amigo inseparável, sorria, sorria.

“Sabe, meu pai, a gente, quando começa, acha tudo ridículo e muito engraçado. Até Deus eu achava cômico. Hoje, no leito de um hospital, reconheço que Deus é mais importante que tudo no mundo. E que sem a Sua ajuda eu não estaria escrevendo esta carta. Pai, eu só estou com 19 anos e sei que não tenho a menor chance de viver. É muito tarde para mim. Mas, ao senhor, meu pai, tenho um último pedido a fazer: mostre esta carta a todos os jovens que o senhor conhece. Diga-lhes que em cada porta de escola, em cada cursinho de faculdade, em qualquer lugar, há sempre um homem elegantemente vestido e bem-falante que irá mostrar-lhes o futuro assassino e destruidor de suas vidas e que os levará à loucura e à morte, como aconteceu comigo. Por favor, faça isso, meu pai, antes que seja tarde demais para eles.

“Perdoe-me, pai… já sofri demais, perdoe-me também por fazê-lo padecer pelas minhas loucuras.

“Adeus, meu pai.”

Algum tempo após escrever essa carta, o jovem morreu.

Cuidar bem da juventude

Eis por que fraternalmente advertimos: Cuidemos bem de nossa juventude, como o faz a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, porque a nenhum de nós interessa ter amanhã uma pátria de drogados, bêbados e frustrados. Queremos, isto sim, uma geração, uma civilização de homens e mulheres, jovens e crianças honrados, realizadores no Bem, amantes da Paz, da Verdade e da Justiça. É por isso que a Religião Divina trabalha incessantemente. Se o mundo quiser evoluir, precisa, antes de tudo, preparar a geração que surge, com o que tiver de melhor, e confiar mais nela. Já é tempo.

A propensão dos jovens é acreditar e batalhar pelo futuro. Graças a Deus! Ainda bem!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Grande abraço!

Camila Mota de Castro
Relacionamento Institucional da LBV
Tel.: (81) 3413.8607 – 997891269 (whatsapp)
E-mail: ccastro@lbv.org.br

” Igualdade de gênero e erradicação da pobreza “.

A mulher é o verdadeiro alicerce das civilizações quando realmente integrada em Deus e/ou nos mais sublimes ideais que honram a raça humana. Isto é, ainda que não creia na existência da Mãe-Pai Celeste, a mulher embala as nações ao se transformar no aríete dos mais nobres sentimentos que nascem de seu coração, quais sejam a Caridade, a Solidariedade, a Fraternidade, a Generosidade. Elas devem ser as protagonistas da construção de um modelo econômico em que os mais elevados valores da Alma sejam o lastro das interações humanas.
Se tratamos aqui da urgência de à mulher ser facultado o empoderamento econômico, é porque devemos extirpar, de uma vez por todas, a discriminação contra ela no acesso às mesmas oportunidades de desenvolvimento que os homens recebem no âmbito do trabalho. Não mais podemos aceitar os impedimentos que as mulheres encontram nesse campo, gerando atraso na luta pela igualdade de gênero e pela erradicação da pobreza. Como imaginar a efetiva elaboração de políticas públicas enquanto ainda se lega a um patamar econômico inferior metade da população mundial? É um contrassenso!
Por isso, sempre faço questão de dizer: O futuro do mundo depende essencialmente da atenção e da magnanimidade de suas mulheres.

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1 Igualdade de gênero e erradicação da pobreza — Esse texto faz parte da mensagem de Paiva Netto “Solidariedade: a razão e o coração da Economia”, encaminhada às delegações internacionais, autoridades e participantes da 61a sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW, na sigla em inglês), realizada em março de 2017 na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, foi discutido o tema “O empoderamento econômico das mulheres no dinâmico mundo do trabalho”, que vem ao encontro do 5o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Aliás, o diretor-presidente da Legião da Boa Vontade recebeu, em 14 de novembro de 2016, correspondência oficial da equipe do novo secretário-geral da ONU, dr. António Guterres, na qual expressa gratidão ao dirigente da LBV pela carta encaminhada ao diplomata português com cumprimentos, em virtude da nomeação deste para ocupar o cargo máximo da ONU. Na missiva, assinada por Kyung-wha Kang, assessora especial em Política do gabinete do secretário-geral, consta: “Prezado diretor-presidente, permita-me agradecer, em nome do secretário-geral designado, António Guterres, as vossas gentis palavras de congratulação. É com grande honra e com um sentido de responsabilidade que ele assumirá suas novas funções. A Legião da Boa Vontade é uma organização da sociedade civil que tem uma parceria de longa data com as Nações Unidas. Sua missão de incentivar a vivência de valores, a fim de criar uma sociedade mais justa e solidária, é mais do que nunca de grande relevância global. Suas iniciativas visam melhorar a situação de pessoas de baixa renda em diversas áreas, tais como educação e desenvolvimento sócio-económico, sendo uma grande contribuição para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e sua meta de erradicar a pobreza até o ano de 2030. Contamos com a Legião da Boa Vontade para trabalhar junto às Nações Unidas na busca de soluções para os desafios globais mais urgentes da atualidade”. A Legião da Boa Vontade (LBV) — Instituição que, em 1994, passou a integrar o Departamento de Informação Pública (DPI) e possui status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc), desde 1999 — nutre antigos laços de união com a ONU. Essas duas tradicionais Entidades atuam sob as bandeiras da harmonia entre as pessoas e entre as nações e do progresso sustentável desde as respectivas origens, na década de 1940.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

O Amor é o Elo Achado

O Amor é a suprema definição da Divindade. É o elo perdido que a criatura
busca na imensidão do estudo científico, que, para mais rapidamente progredir no
âmbito social, tem de irmanar-se à Fé sem fanatismos, a fim de encontrar esse elo.
Há tanto tempo considero que a Ciência (cérebro, mente), iluminada pelo Amor
(Religião, coração fraterno), eleva o ser humano à conquista da Verdade!
E o que mais é o Amor?
O Amor é o grande campeão das mais difíceis batalhas. Supera todos os
sofrimentos. É Deus. Logo, intensifica sua atitude confortadora quando o
desassistido ou o ser amado precisa de socorro.
O Amor não pede para si mesmo.
O Amor oferece o auxílio que o desamparado suplica.
O Amor, com discrição, atende até ao apelo não abertamente expresso.
O Amor não deserta, pois ajuda sempre. Nunca traz destruição. Propicia a
Paz.
O Amor não adoece. Ele se renova para recuperar o enfermo do corpo e/ou da
Alma. Não promove a fome. Pelo contrário, fornece o alimento.
O Amor instrui e liberta, porquanto reeduca e espiritualiza.
O Amor não constrange, porque confia. Por esse motivo, poetizou
Rabindranath Tagore (1861-1941), famoso bardo e filósofo hindu, amigo de
Gandhi (1869-1948): “Ó Deus! O Teu Amor liberta, enquanto o amor humano
aprisiona”.
O Amor é tudo: o enlevo da existência, pois afasta o temor.
O Amor, quando verdadeiramente é ele mesmo, sempre triunfa, visto que não
coage nunca. Enfim, o Amor governa, porque é Deus, mas igualmente Justiça.
O Amor é o Elo Achado 1 .

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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1 O Elo Achado (trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma, de Paiva Netto
— Editora Elevação, 304 páginas) — Aqui, o autor faz uma antítese ao “elo
perdido”, expressão utilizada, em 1851, por Charles Lyell (1797-1875), mentor de
Charles Darwin (1809-1882). Mais conhecido como “fóssil de transição”, em
Paleontologia, diz respeito ao organismo que reúne características dos seus
descendentes e antecessores evolutivos, preservadas no registro fóssil. Na
investigação da história evolutiva dos seres humanos, procura-se o “fóssil de
transição” entre o macaco e o homem. Alguns fósseis de hominídeos têm sido
estudados, e o mais famoso é Lucy, um exemplar da espécie Australopithecus
afarensis. A busca prossegue, e outros hominídeos já foram descobertos depois de
Lucy. Contudo, ainda não se tem a certeza de que sejam o “elo perdido” dessa
árvore filogenética, à qual pertencemos.

Reflexão de Boa Vontade Exaltar a face cordial da Economia

Há algo errado com a economia vigente. Ao lado de sua face racional, tem de
se dispor a cordial, isto é, a inteligência do coração. Em oportunidade não muito
distante — esperamos que assim seja —, os corifeus do capitalismo, que sempre se
destacaram pelo espírito “pragmático”, irão perceber que a mundialização derrubará
todas as espécies de barreiras que lhes serviam de anteparo.
Não mais haverá oceanos que separem continentes. Se os corruptos já se
aproveitam disso — e não é de hoje —, que os homens de bem possam globalizar,
com maior rapidez, o Amor Fraterno, valendo-se do grande privilégio do regime
democrático, que é a liberdade com alto sentido de dever. Portanto, jamais se
esqueçam de que a Democracia é o regime da responsabilidade, como a Economia
também o é, de forma que venha a existir o equilíbrio no mundo. A força não é
solução, nem no curto prazo, muito menos para sempre (…).
Jesus, na Boa Nova, segundo Lucas, 16:8, lamentou que “(…) os filhos do
Evangelho são menos perspicazes que os filhos do mundo”.
“Quousque tandem?” 1 — continuaria perguntando Cícero (106-43 a.C.) ao
criminoso Catilina (108-62 a.C.). Sim, até quando os filhos da Luz serão menos
audazes?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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1 Nota de Paiva Netto
Frase de Cícero (106-43 a.C.) — Marcus Tullius Cícero foi um orador e político
romano. Ficou famoso o seu eloquente repúdio a Catilina — Lucius Sergius Catilina
(108-62 a.C.) —, quando este teve a audácia de comparecer ao Senado Romano
depois de descoberta a sua conspiração contra a República: “Quousque tandem
abutere, Catilina, patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa
paciência?). Cícero publicou, além de tratados de retórica, obras de Filosofia.
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Trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma (Editora Elevação), de Paiva Netto,
304 páginas.

O sentido lato de cidadania

O amadurecimento crescente de um povo, que está descobrindo os seus direitos de cidadão, ainda que tardiamente, porquanto duzentos anos após a Revolução Francesa [estávamos em 1991], o fará finalmente concluir que nenhum país pode na verdade desenvolver seus talentos se continuar subsistindo como uma grande senzala de senhores e escravos, ou fechar-se como uma ostra xenófoba ou abrir-se de forma temerária, a ponto de perder sua identidade, sua soberania.

A compreensão das massas ir-se-á maturando até que entendam o valor da cidadania, no sentido lato, pois não é bastante considerar o cidadão apenas no seu contexto físico, mas também no espiritual, porque qualquer componente dos grupos humanos é, em resumo, formado por corpo e Alma. Afinal somos na origem Espírito. Eis o sentido completo de cidadania, que não pode admitir tão somente o analfabetismo das letras humanas, como também a ignorância dos assuntos espirituais.

O desconhecimento desta realidade sobre a qual acabamos de discorrer favorece a incrementação das ações causadoras da fome, do desemprego, do sectarismo, do frio ideal individualista, isto é, ególatra, a promoção do escárnio com os que sofrem na sociedade, porque riqueza e pobreza situam-se dentro do ser humano; exteriorizá-las, ou não, depende da mentalidade e de fatores culturais (no futuro próximo, marcadamente espirituais), que precisam ser exercitados. Esta é uma situação que não afeta apenas o Brasil, é mundial: durante gerações foi-se oferecendo à grande parte das crianças e dos jovens pouco mais que lixo. Depois, há quem se surpreenda com o resultado obtido por tão funesta sementeira, a cultura do crime (que se compraz no conflito entre povos, ou mesmo dentro das famílias e das nações, verdadeiras guerras civis não declaradas), da qual a mocidade é a principal vítima (como está no Apocalipse, 8), a causar outras tantas em todas as classes. Não basta levantar o vidro do carro. É suicídio desviar a atenção do fato. Nunca foi eficiente esconder a cabeça na areia, como o avestruz. (…)

Não é sem propósito esta meditação de Bonaparte (1769-1821): “Cada hora perdida na juventude é uma possibilidade de infortúnio na idade adulta”.

Ora, isto também se aplica às nações que nascem, crescem, tornam-se maduras, quando colherão o que houverem plantado nas fases anteriores ou, não, se não souberem, mais que honrá-lo, sublimar seu patrimônio espiritual, social e humano. Eis o desafio a ser vencido no campo da Educação: o de aliar à Instrução a Espiritualidade Ecumênica. Nós, Legionários da Boa Vontade, temos plena certeza de que o Evangelho e o Apocalipse oferecem uma estrutura espiritual, psíquica e ética para que ocorra essa transmudação, cuja hora é chegada, mais que isso, urgentíssima.

Daí ter discorrido, em entrevista que concedi ao renomado jornalista Ibrahim Sued (1929-1995), sobre a Pedagogia inovadora que aplicamos na Legião da Boa Vontade, alinhando a ética ao ensino para a formação do Cidadão Ecumênico. Apresento, a seguir, trechos do que disse em resposta à arguição do saudoso Ibrahim, à época:

Última entrevista com Ibrahim Sued

Ibrahim Sued — Sei que a Legião da Boa Vontade tem uma linha pedagógica inovadora. Qual é a fórmula da LBV para resolver o problema da Educação no Brasil?

Paiva Netto — Antes de tudo, aplicar o nem sempre devidamente valorizado Amor, na definição de Laura, mãe do enfermeiro Lísias, personagens do livro Nosso Lar, de autoria do dr. André Luiz, na psicografia de Chico Xavier (1910-2002): “O Divino Pão das Almas, o Alimento Sublime dos Corações”.

Amor versus conivência

Ora, meu caro Ibrahim, o que mais se vê por aí é o resultado da carência dele. Nada mais pedagógico do que o Amor Fraterno, conquanto enérgico e justo. Naturalmente, o Amor não pode ser confundido com conivência no erro, pois existem aqueles que consideram que amar é concordar em tudo, mesmo no que estiver errado. Amar é justamente o contrário, mas, sabendo-se com generosidade corrigir a pessoa em sua falta, mesmo que com ponderado rigor. (…) Aristóteles (384-322 a.C.) advertia que “todos quantos têm meditado na arte de governar o gênero humano acabam por se convencer de que a sorte dos impérios depende da Educação da mocidade”. Mas onde começa a verdadeira Educação? (…) Na Pedagogia da Legião da Boa Vontade, que prega a Sociedade Solidária, visamos formar o Cidadão Ecumênico, ou seja, o ser humano que transcende a mera competência, visto que muita gente tida como tal está levando o mundo a uma situação de calamidade e perigo. O Cidadão Ecumênico é o cidadão solidário, portanto não egoísta. É aquele que não se deixa seduzir pelo fanatismo, porque entende que não faz sentido odiar em nome de Deus, que é Amor. Enfim, é o que sabe respeitar a sagrada criatura humana sem preconceitos e sectarismos. O que é ético não pode acovardar-se. Quando o território não é defendido pelos bons, os maus fazem “justa” a vitória da injustiça. (…) Na verdade, meu caro Ibrahim, o que a LBV propõe é um grande programa de Reeducação. E é o que vimos fazendo dentro de nossas possibilidades, procurando despertar o interesse de tanta gente idealista, que, como nós, não acredita na fatalidade de destinos condenados à desgraça, por questões sociais, políticas, religiosas, étnicas… Além disso, nada se constrói firmado em recalques. Essa ação permanente da LBV pela reeducação do Povo muito impressionou o jornalista Gilberto Amaral, de Brasília, a ponto de ter declarado no Correio Braziliense: “A Legião da Boa Vontade dá uma clara e evidente demonstração ao país de como educar, principalmente os mais humildes” (…).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Câncer de Mama

O Dia Mundial Contra o Câncer e o Dia Nacional da Mamografia (respectivamente em 4 e 5 de fevereiro) chamam-nos a atenção sobre um mal que acomete cada vez mais pessoas.

Segundo informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quase 60 mil novos casos de câncer de mama deverão ser diagnosticados no país a cada ano. E ainda ressalta que este é o “tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”.

Conforme ressalta o Inca, “o exame clínico da mama deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos. E a mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica”. E mais: “Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ser acompanhado por um médico a partir dos 35 anos (…)”.

Quando detectado nos estágios iniciais, as chances de cura são de aproximadamente 95%. Contudo, aponta Ricardo Caponero, presidente do Conselho Técnico-Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), “ainda falta conscientização das mulheres para a importância da realização periódica da mamografia. (…) Apenas 30% das mulheres fazem o exame”. Desde 2009, o procedimento tem cobertura gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), direito assegurado pela Lei nº 11.664/2008. Em prol de sua saúde, as mulheres não podem abrir mão desse benefício.

Prevenção
Para melhor conhecimento de todos sobre o assunto, vale consultar o site do Inca (www.inca.gov.br). Vejam, por exemplo, algumas dicas de prevenção: “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor”.

Não prescindamos igualmente de recorrer ao Amparo Celeste, que tem em Jesus, o Divino Médico, o abundante manancial da saúde almejada por todos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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